Runaway
7 Paintballs
Notas iniciais
Drew
_Todos de pé — acordo sobressaltado. Demoro um pouco para me sintonizar. Ainda estou na minha cama, no quarto dos transferidos. A luz acesa me atrapalha a enxergar normalmente, e eu não consegui identificar imediatamente de quem é a voz — Vocês tem exatamente cinco minutos para se apresentarem nos trilhos. É hora de mais uma excursão.
Me levanto um pouco menos atordoado. Não sabia que tínhamos excursões no meio da noite na Audácia. Olho em volta, meus amigos também parecem surpresos. O cara que falou com a gente é um dos líderes. Eric, se não me engano. Ele foi apresentado no nosso primeiro dia, mas já faz um tempinho, e eu não estava prestando muita atenção.
Quatro e Tris também estão por ali, alguns passos atrás de Eric. Eles trocam algumas palavras em voz extremamente baixa, e depois deixam o quarto. Eric dá mais uma olhada ao redor, lança um sorriso que eu interpreto como demoníaco e também sai do quarto.
Troco de roupa rapidamente. Tenho a sensação de que me atrasar não é uma boa coisa aqui na Audácia. Principalmente quando a ordem de se apresentar em cinco minutos veio diretamente de um dos líderes. Tenho certeza que seria punido caso me atrasasse. Muito provável que fosse expulso e virasse um sem-facção. Imagino se Quatro e Tris interfeririam ou se nem mesmo eles ousariam a defender alguém que se atrasasse um minuto que fosse.
Saio do quarto com os outros. Todos com o passo apressado. Alguns cochicham no caminho, tentando adivinhar o que vamos fazer nos trilhos em plena madrugada. Jennifer caminha ao meu lado, e nós dois trocamos olhares desconfiados.
Nos encontramos com os Iniciados nascidos na Audácia assim que chegamos aos trilhos. Eles parecem tão confusos quanto o resto de nós. Noto uma pilha de coisas ao lado dos trilhos. Armas. Ao lado da pilha tem umas caixinhas com alguma coisa dentro. Forço a visão. Munições. Nas caixinhas vejo escrita a palavra PAINTBALLS.
Eu era da Erudição, consigo facilmente imaginar o que vamos fazer agora. Era hora de ação. Hora de jogar.
_Cada um de vocês, peguem uma arma e uma das caixas — A voz de Quatro permanece baixa, mesmo com o barulho do vento e dos cochichos. Ele não fala mais nada.
Avanço alguns passos e pego os objetos. Penso em voltar para onde estava antes, a alguns metros dos trilhos, mas mudo de ideia assim que avisto uma luz branca vir em nossa direção.
Saltei para dentro do trem segundos depois de Tris.
_Vamos dividir vocês em dois grupos. Cada um dos grupos terão o mesmo número de Iniciados transferidos e de nascidos na Audácia. Eu e Tris lideraremos um dos grupos. Eric vai ficar responsável pelo outro.
Quatro fez uma pausa, e Tris completou o que ele dizia:
_Um dos times sairá primeiro, para esconder a bandeira. O outro sai um pouco depois. É melhor começarmos a separar os grupos — ela troca um olhar com Quatro em seguida, como se eles combinasse alguma coisa, mesmo sem terem dito nenhuma palavra.
_Pode começar, Eric — Quatro sorri friamente para o outro. Percebo uma tensão entre os dois. Eles não parecem se dar bem. Eu diria que, no mínimo, eles se suportam.
_Sim, sim — Eric diz, fazendo uma pausa em seguida — Mas não acho justo vocês ficarem com um a mais no grupo, afinal, vocês também contam.
_O número de transferidos é ímpar, Eric. Os grupos não vão ficar com números diferentes. Por isso mesmo você vai começar escolhendo. — Tris encara Eric e eu percebo uma nota de desafio nisso. Quatro está atento. Tris continua olhando desafiadoramente, esperando Eric contradizê-la. Eric reprime um suspiro, o que faz Quatro dar um meio sorriso de deboche.
_Sendo assim, vou começar com a escolha imediatamente — Eric diz, ainda parecendo insatisfeito. Eu não gostaria de ter Quatro e Tris como adversários, e acho que Eric também não. Ele tinha cara de malvado, mas eu tinha muito mais medo de Quatro, e até mesmo de Tris, mesmo ela sendo pequena. Os nossos instrutores eram letais, eu não tinha dúvida disso. Eric olhou em volta e apontou para James, um dos Iniciados transferidos para a Audácia. James era enorme — Eu quero ele.
Eles dividiram o time dos transferidos. Eu fiquei no time de Quatro e Tris, junto com Anna, Jennifer, Taylor e Robert. Logo em seguida, os nascidos na Audácia forma divididos também.
_Pronto para perder, Quatro? — Eric provocou, fazendo Quatro dar uma gargalhada. Nenhum dos Iniciados ousava respirar mais alto. Isso aqui estava me parecendo uma bomba relógio, prestes a explodir a qualquer momento.
_Escuto isso a quatro anos e não perdi até hoje, Eric. Então, me responda você. Está pronto para perder... de novo? — Quatro pegunta friamente. Eric faz uma cara de desdém e dá um sorrisinho cínico. Tris segura o riso.
_Eu saio primeiro — Ele finalmente diz, mudando de assunto completamente. Quatro mantém o sorriso no rosto e dá de ombros, como quem diz que não vai fazer diferença.
Eric da o comendo e ele sua turma saltam do trem.
Alguns metros depois nós saltamos do trem. Tropeço levemente, mas já estou melhorando nisso. Abro um sorriso. Quatro está com a nossa bandeira na mão. Tris diz alguma coisa e ele ri.
_O que fazemos agora? — uma menina nascida na Audácia pergunta.
_O que você acha que devemos fazer? — Tris pergunta. Tento achar ironia na voz dela, como se na verdade ela tivesse dito "escondemos a bandeira e procuramos a deles, dã" mas não foi isso que ela quis dizer. Ela realmente estava pedindo a opinião da garota. Fiquei surpreso. Tris não era a parte paciente da dupla de instrtutores. Ela era mais pilhada, explosiva e impaciente.
_Acho que devemos pensar em um lugar para esconder a nossa bandeira. Um lugar onde seja difícil para eles acharem — Alison, se não me engano, diz.
Tris concorda com a cabeça, mas continua em silêncio, como se esperando alguém mais falar alguma coisa. Ninguém fala nada.
_Depois, seria bom se descobríssemos onde eles esconderam a bandeira deles, e nos dividirmos. Um grupo para atacá-los e distraí-los e outro... — Tris fala depois de alguns segundos de extremo silêncio. Ela para, esperando alguém completar seu raciocínio. Quatro observa silenciosamente. Se eu fosse chutar, chutaria que ele pensava em mil maneiras de quebrar a cara do Eric.
_E outro para pegar a bandeira — Eu concluo a frase. Vejo o pessoal concordando com a cabeça. É um bom plano. Só... — Como vamos achar onde eles estão? Andar por aí pode ser arriscado, já que eles podem nos encontrar antes de encontrarmos eles.
Tris e Quatro se mantém em silêncio. Sei que eles querem que nós decidamos o que fazer. Eles já passaram por isso. É nossa vez de pensar. Como se estivéssemos em uma batalha real. É tudo questão de estratégia.
_Nossa melhor chance é ver do alto — digo finalmente. — Precisamos achar um lugar alto o suficiente para conseguirmos ver longe o bastante para os avistar sem sermos vistos.
Quatro e Tris caem na risada. Ninguém entende o porque. Fico pensando se eles acharam minha estratégia estúpida. Começo a corar e agradeço por estar escuro. Eles parecem perceber meu constrangimento.
_Foi exatamente o que Tris fez a dois anos atrás — Quatro explica, com um sorriso no rosto. — Ela subiu em uma roda gigante, até poder ver o que queria.
_Não se esqueça de que você foi junto — Ela acrescenta, dando um sorriso — Foi uma experiência memorável, eu diria.
_Onde tem uma roda gigante por aqui? — Anna faz a pergunta que todos nós queremos saber.
_No Navy Pier — Os dois respondem ao mesmo tempo.
_Bem — Alison retoma a palavra — acho que vamos pra lá então.
Todos concordam. Não demoramos muito a chegar lá. Fico imaginando a quanto tempo aquele parque de diversões não era utilizado. Eu pensava que era estranho que ninguém quisesse mais colocá-lo em funcionamento, até me lembrar que isso aqui era a Audácia, e que provavelmente ninguém acharia a mínima graça.
_Só temos um problema — eu digo, com os pensamentos a mil — eles saíram primeiro do que a gente. Estão em vantagem. Temos que ser rápidos.
_Bem pensado. — Jennifer sorri pra mim — Enquanto alguém sobe na roda gigante, o resto de nós procura um lugar para esconder a bandeira.
Mais uma vez, silêncio. Ninguém estava a fim de subir em uma roda gigante. Um ficava esperando o outro se manifestar. Vi quando Tris olhou para Quatro, sorrindo. Ele balançou a cabeça e murmurou alguma coisa pra ela, que riu mais ainda.
_Eu vou — Tris nos informou, e todos parecemos meio aliviados. Eu não tinha medo de altura, mas estava escuro e eu não sabia se essa roda gigante era realmente segura. Podia desmoronar a qualquer momento. Ela tinha muita coragem em acreditar que esse negócio não quebraria ou daria problemas. Quatro nos surpreendeu ao murmurar um as damas primeiro para Tris e segui-la rumo a roda gigante. Eles pegaram todo mundo de surpresa ao começarem a escalar o brinquedo sem nem mesmo tentar colocá-lo em funcionamento.
_Nós ainda temos que esconder a bandeira — Anna lembou o resto do grupo, que ainda olhava para cima, tentando visualizar Quatro e Tris.
_No carrocel, o que acham? — Derek perguntou, dando de ombros. Eu achei que era uma boa ideia.
Escondemos a nossa bandeira rapidamente e ficamos esperando por Tris e Quatro. A roda gigante era enorme e eu não sabia até qual ponto dela os dois teriam que subir para poder enxergar alguma coisa
_Acho isso tão romântico! — Alison quebrou o silêncio, depois de alguns segundos.
_O que exatamente você acha romântico? — Anna pergunta, ainda olhando pra cima.
_Ele ter ido com ela — Alison responde, dando de ombros.
_Ele provavelmente foi com ela para o caso de acontecer alguma coisa, ou sei lá — Derek fala.
_Eu acho que eles tem alguma coisa um com o outro — Jennifer fala — Já repararam que quando estão juntos, estão sempre sorrindo e mais simpáticos? Acho que eles se gostam. Digo, é claro que nós os conhecemos a pouco tempo, mas eu não acho que eles são só amigos.
Vejo que a maioria da turma concorda com a cabeça. Acho que eu mesmo concordo com isso. Eles sempre estão juntos, e sempre com piadinhas internas, lembranças e sorrisos.
_Eles dariam um belo casal, acho — Alison fala — Vocês acham que eles fizeram a iniciação juntos? Digo, ela contou que subiu lá na caça a bandeira da iniciação dela, e que ele foi junto. Será que eles entraram juntos?
_Não — um dos meninos nascidos na Audácia fala — Quatro é dos anos mais velho que a Tris. Ele é melhor amigo do meu primo Zeke desde que chegou aqui. Ele passou em primeiro no ano dele. Tris é uma das melhores amigas do meu outro primo, Uriah. Ela também passou em primeiro. Os dois são transferidos.
Os dois são transferidos. Essa informação me surpreende. Eu os imaginava saltando de trens desde a infância.
Ficamos em silêncio ao ouvir um barulho vindo da roda gigante. Ao que parece, eles estão descendo. Ninguém gostaria de ser ouvido cuidando da vida amorosa dos nossos instrutores.
_Eles estão no fim do parque. Vamos ter que andar um pouquinho. — Tris nos informa assim que salta os últimos degraus. Ela cutuca Quatro com o cotovelo e o faz rir. Logo em seguida ela pergunta alguma coisa pra ele, em voz baixa e ele confirma com a cabeça, e depois se dirige a nós.
_Como ficou combinado, vamos nos dividir em dois grupos. Os maiores de vocês vão comigo — Quatro fala — Nós vamos chamar a atenção deles. Quero os três menores com Tris. Vocês vão pegar a bandeira.
Começamos a andar rapidamente.
_E só mais uma coisa — Tris chama a nossa atenção — Me recuso a perder para o Eric. Usem tudo que Quatro e eu ensinamos durante esses dias. Vocês vão se sair bem, tenho certeza.
Ela sorri, e nós seguimos o nosso caminho, rumo ao fim do parque.
Estou na turma de Quatro. Fico feliz ao saber que vamos poder fazer parte de uma guerra, mesmo sendo com Paintballs. As vezes se aprende mais na prática do que só com teoria, ou mesmo treinamentos.
_Fiquem longe da linha de visão deles, temos que surpreendê-los. Quem for atirar primeiro, atire só quando tiver certeza que vai acertar. Não vamos chamar atenção sem necessidade — Quatro passa as instruções assim que nos posicionamos. Tris havia levado o outro grupo para não muito longe, esperando para agir.
Andamos mais alguns passos. Quatro dá o primeiro tiro. Ele foi certeiro. O cara do time de Eric nem viu o quem o acertou. Quando começamos a atirar, a bagunça se instala.
Eles tentam atirar em nós, mas estamos em vantagem numérica e geográfica. Estamos em uma parte mais alta do que eles, o que facilita nós os acertarmos e eles não conseguirem nos pegar.
Alguns minutos de plena adrenalina se passam assim, até que um barulho de euforia toma conta dos meus ouvidos. Olho em volta. A bandeira deles está na mão de Jennifer. Nós vencemos a captura de bandeiras.
Começo a comemorar também, e mal noto quando uma sombra passa um pouco atrás de mim.
_Gostou do jogo, Quatro? — A sombra era Eric. Quatro está de costas para ele. Eric aponta uma arma para Quatro. Essa arma não era uma de Paintballs. Eu congelo.
_Gostei — Quatro dá dois passos para trás, sem se virar para encarar o outro e mesmo assim se aproximando da arma. — Ganhei de novo, não é mesmo? Quatro anos consecutivos, e olha que esse ano foi especial.
Eric desengatilha a arma. Os olhos dele estavam vidrados, não pareciam reais. Era como se de repente ele tivesse virado um fantoche.
_Vamos ver até quando você vai manter esse sorrisinho cínico no rosto — Eric se aproxima de Quatro, que ainda não se virouo. Eu quero muito ajudar, mas a arma que tenho em mãos é a de Paintball, e ela não ajudaria Quatro em nada. Eu perderia fácil uma luta para Eric. Estou de mãos atadas.
Eric vai atirar. Muitos de nós estão parados, olhando a cena, estarrecidos. Será que isso era parte do jogo? Será que é pra testar a nossa capacidade de reação?
Quatro então se vira rapidamente, batendo na mão de Eric que segurava a arma, a jogando para longe. Ele acerta um soco no maxilar do outro, Eric desequilibra um pouco, mas parte para o ataque mesmo assim.
A briga vai tomando proporções feias. Quatro é mais rápido e mais esperto, mas Eric é mais forte. Socos e chutes são deferidos. Passam-se quase três minutos. Quatro parecia controlado, enquanto Eric, brutal.
Quatro cai e bate com a cabeça em uma pedra. Ele parece que não vai conseguir reagir. Ele luta para se levantar enquanto Eric vai buscar a arma, que está a alguns metros de distância. Eric volta com um sorriso no rosto, que está todo machucado.
Quatro está de pé novamente, me parecendo mais desperto do que seria possível para alguém que havia acabado de bater com a cabeça. Eric levanta a mão com o revólver. Ele mira a cabeça de Quatro.
Fico esperando o barulho do tiro, mas ele não vem. Ao invés disso, Eric solta um grito brutal, e o revólver cai de sua mão. Ele cai de joelhos. Eu então vejo um canivete cravado na parte de trás de suas costas e Tris de pé, com os olhos em chamas e um ódio mortal estampado no rosto. Ela chuta o revólver, o tirando de perto de Eric.
_Quatro, você está bem? — ela pergunta, se aproximando dele e verificando ela mesma, sem esperar uma resposta. Nenhum dos dois se preocupa com Eric, que continua caído e gemendo de dor, com um canivete cravado em algum lugar das costas.
_Tris... — ele começa a falar, mas sem que termine ela concorda com a cabeça.
Tris puxa um dos garotos que estava no grupo de Eric na captura a bandeira. Ele parece se assustar com o ato até meio brutal dela.
_Eric falou com alguém diferente ou fez alguma coisa diferente enquanto estava com vocês? Qualquer coisa. Pense.
_Não… eu não vi nada — o garoto responde. Uma das meninas nascidas na Audácia se aproxima. Ela também estava no grupo de Eric.
_Ele… ele estava com uma seringa na mão, e injetou alguma coisa — ela disse, com a voz fraca — Ele nos viu olhando e disse que era algum tipo de remédio desenvolvido pela Erudição, ou alguma coisa assim. Que serviria para controlar a doença dele.
Tris e Quatro trocaram um olhar. Os dois estavam extremamente alertas. Vi quando Tris sussurrou a palavra Erudição, e Quatro concordou com a cabeça. Isso parecia confirmar alguma coisa que eles já pensavam a tempos.
_Drew e Anna, me façam um favor — Tris chamou, me fazendo sair de meu transe de pensamentos — Peguem o trem. Ao chegar na Audácia, quero que chamem um enfermeiro e também os líderes da facção. Tragam eles até aqui — Nós concordamos com a cabeça — O resto de vocês, esperam por aqui. Não quero ninguém se afastando nem fazendo estardalhaço. Provavelmente o remédio de Eric causou alguma reação negativa e fez com que ele perdesse o controle — Ela não parecia acreditar nisso, mas a explicação serviu para os outros.
Eu e Anna começamos a nos afastar dali para irmos fazer o que Tris havia mandado, mas ainda ouvimos ela e Quatro conversarem. Eles estavam estavam de olho em Eric, que estava sentado no chão, com cara de muita dor. O ferimento nas costas dele parecia feio, mas provavelmente não o mataria. Nem Tris nem Quatro estavam preocupados em estancar o ferimento dele. Tris não teria acertado algum local fatal.
_Tem alguma coisa errada nisso tudo — Tris disse, enquanto Quatro concordava com a cabeça — Eric não seria tão estúpido assim. Te atacar em frente a todas essas testemunhas. Mesmo se ele estiver sendo controlado.
_Tris, alguma coisa saiu do controle — Quatro afirmou — Como se fosse um teste, ou uma simulação. Mas algo novo.
E então não consegui escutar mais nada, devido a distância. Eu e Anna fomos o mais rápido possível. Só esperava que não fosse muito difícil encontrar as pessoas no meio da madrugada.
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