Run, Dont Walk
1 Capítulo 1
I am restless, and I keep trembling
Eu estou impaciente, e continuo tremendo
Everyone watch me as I descend
Todos me assistem enquanto eu caio
Into a feeling that's overwhelming me
Em um sentimento que está me dominando
I finally stopped, stopped making sense
Eu finalmente parei, parei de fazer sentido
I can't stop talking to myself, I'm a desperate cry for help
Eu não consigo parar de falar comigo mesma, sou um grito desesperado por ajuda
Havia algum tempo que eu estava me sentindo estranha, como se em um passe de mágica tudo fosse alterado. Era como se essa não fosse eu. Fazia frio na cidade onde iriamos fazer mais um show da Hey Monday. Os garotos se aprontavam no banheiro masculino do camarim e eu fiquei com meus pensamentos no camarim feminino.
Tinha certas coisas que eu não conseguia entender. Caramba, isso aconteceu tão rápido que eu mal percebi. Todos os momentos que passamos juntos, desde que a banda começou, vieram em minhas lembranças e eu sorria boba, sozinha, sorria para mim mesma.
Depois dele, Alexander era meu melhor amigo. Poderia contar com ele, ele é como um irmão para mim, na verdade eles são meus irmãos Mesmo não sendo de sangue, eu os considerava como tal.
– Cass, você esta ai?
Meus pensamentos foram interrompidos, quando eu estava em outro mundo, com batidas na porta e eu voltei à vida.
– É você Alexander? Pode entrar, estou fazendo a maquiagem.
– Jersey e Mike já estão prontos no camarim. – Comentou ao se sentar no sofá.
– Geralmente o Jersey demora pra fazer aquele cabelo dele. Me espanta ele ter terminado rápido.
– A mim também.
Houve um silencio. Eu passava o lápis no olho, quando, outra vez fiquei pensativa. Alexander continuou a conversa e ao poucos eu não consegui mais escutá-lo.
– Cass, Você esta ai? Esta me ouvindo?
– Hã, que? – Olhei para ele e me lembrei o que tinha acontecido.
– De novo com aqueles pensamentos?
– É. De novo os mesmos pensamentos.
Peguei meu batom e comecei a passar em meus lábios. Vi pelo espelho Alexander remexer uma mecha do seu cabelo.
– Cass, você deveria falar para ele. Ele não vai te morder por você falar o que esta sentindo.
– Eu tenho medo.
– Não seja boba. E não venha me falar que se vocês terminarem pode correr o risco de estragar banda.
Jersey apareceu um pouco depois, entrando no camarim para avisar de dentro de alguns minutos iria começar o show. Para nossa sorte, minha e de Alexander, paramos de conversar sobre o que eu estava sentindo.
Depois do show, fomos para o nosso camarim comer alguns aperitivos. Ficamos conversando um pouco sobre o próximo show que estaria encerrando nossa turnê. Um pouco tempo depois nos retiramos indo para o hotel, o cansaço era tanto que mal tive tempo de pensar em meus sentimentos nessa noite. Pelo menos por uma noite eu não pensaria nele.
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