Notas iniciais
Quero que julguem, que sejam honestos! Mas digam o que acharam depois de terminarem a história, está bem?

Realmente, a situação em que Julião se encontrava não era nada boa, mas vamos voltar os seus olhares para Rumilda, Ok? Tenho uma história para vos contar e podemos perder tempo!

Rumilda estava em seu quarto também, mas não deprimida como Julião, pelo menos não ainda. Ela prendera seu cabelo castanho grosso e liso em um rabo de cavalo, seus olhos um pouco puxados estavam com rímel e sua pele morena brilhava pelo fato de ela ter ido a piscina com as amigas no dia anterior.

Ela lia o livro “Vidas secas” para a escola, quando seu primo, Talib, entrou em seu quarto. Ela ergueu a cabeça do livro e disse:

–Não sabe bater?

Seu primo riu.

–Me desculpe, pensei que não precisava de permissão para vir falar com minha prima.

–Oque você quer, Talib?

Ele se aproximou e sentou na cama, perto de Rumilda.

–Eu vim te avisar sobre...

Talib foi interrompido por um bater na porta, mas antes mesmo de ganhar permissão o pai de Rumilda entrou no quarto.

–Eu bati.

–Entre. –disse Rumilda.

–Minha filha, tenho boas noticias! Pallab está vindo para o Rio! Ele chegara em alguns dias! Se tudo correr bem, você já estará casada quinta-feira que vem e voltara para a Índia!

Tanto tempo havia se passado desde que sua família viera da Índia que ela até se esquecera dos costumes de seu pais natal, e que ela estava prometida desde de criança.

–Pai, não estamos mais na Índia, porque não posso escolher com quem casar? Eu nem conheço Pallab!

–Rumilda, você sabe que é pra ser assim há muito tempo. Você tem um dever e vai cumpri-lo com felicidade. Lhe aviso quando Pallab chegar.

Dizendo essas lindas palavras de agrado e compaixão, o pai de Rumilda saiu do quarto.

–Era isso que eu ia te contar. –disse seu primo, Talib.

–Mais alguma péssima notícia?

Talib balançou a cabeça.

–Se tiver, você não vai ouvir de mim.