Ruivas só dão problemas... Ou não.
3 Red hair with a curl
Notas iniciais
Ele a levou para o navio em que vieram. Era tudo muito lindo, ainda mais considerando o fato de que ele estava de baixo da água, protegido por uma bolha mágica gigante de ar.
–Eu ter um quarrto só meu, Hermi-o-ni-ni. Querr ver? –Disse Krum, tentando usar as palavras certas.
–Ahn, claro. –Respondeu Mione, meio insegura. Ela estava lembrando-se de sua conversa com Gina e pensando que Krum queria mais do que só mostrar seu quarto. — Deve ser sensacional.
Eles entraram por um corredor comprido e escuro. Havia portas umas do lado das outras, e Hermione se perguntou como os quartos eram dispostos naquele lugar. Então, passaram por uma porta com detalhes em ouro. O quarto de Krum era, sem dúvidas, o maior de todos. Mas também, deveria ser um privilégio ter em sua escola um jogador profissional. Nas paredes, haviam tapetes mostrando a Hungria e Durmstrang. Várias imagens de prédios antigos e gramados. A cama era de casal, baixa e no centro do quarto. Por cima dela, descansavam vários cobertores pesados. Dormir de baixo d’água nesse frio não deveria ser muito fácil. Não havia muita mobília, mas ao lado da cama encontrava-se um criado mudo de duas gavetas. Oposto a cama, havia um armário comprido, com três portas grandes e puxadores de algo que parecia prata. Ele se sentou na cama e Hermione sentou-se ao seu lado.
–Você já erra linda sem todo esse arrumação. -ele disse. -agorra então, esta magnífica, Hermi-o-ni-ni.
Ela corou. Uma coisa que certamente precisava praticar mais era como reagir a elogios, porque ao que parecia, ela estava começando a os receber. A menina sussurrou algo do tipo “obrigada”, mas Krum não pareceu ouvir. Ele havia se levantado da cama, abrindo a porta do longo armário e revelando prateleiras com várias garrafas de bebidas alcoólicas. Krum pegou uma garrafa pequena e larga, com uma bebida marrom escura dentro.
–Na Hungria, usamos esse pra ficar quente. –Ele disse. Hermione até que achava fofo o jeito que ele falava, mas ela sempre tinha que se segurar para não corrigir. –O inverno de lá é muito frio mesmo. – ele despejou o conteúdo em dois copos pequenos. Bebeu o dele de uma vez só, fazendo uma careta no final.
Andou até a cama, sentou-se ao lado de Hermione novamente e entregou o outro copo à ela. De inicio, a menina pensou em recusar. Parecia muito forte e depois que todo esse sonho do baile de inverno acabasse ela teria que voltar aos estudos com toda a velocidade possível. Mas depois, pensou que já que o baile era um sonho, deveria aproveitar cada detalhe. Pegou o copo da mão de Viktor e bebeu tudo em um gole, o que o deixou surpreso.
–Uau, Hermi-o-ni-ni. Meninas não conseguem fazer isso, normalmente. – ele tirou seu casaco de pele, provavelmente porque a tal bebida “que esquenta” estava começando a fazer efeito. Jogou o casaco no chão e deitou-se na cama. Por mais que ele estivesse espalhado por toda a cama, ainda sobrava um bom espaço para Hermione. Ela não conseguia parar de pensar em todas as possibilidades possíveis a partir de aquele momento. Ele poderia tentar beijá-la. Ele poderia tentar fazer outras coisas. Ou ele poderia pegar no sono ali mesmo, e ela teria que voltar pelo longo corredor das portas coladas. Nenhuma dessas opções parecia muito boa, apesar de contraditórias. A verdade era que Hermione nãos sabia o que esperar daquela noite, desde que ela havia começado. Desde as irmãs Patil a ajudando com a maquiagem, passando pelo beijo de Gina e agora, no quarto de Viktor Krum.
Nossa, a bebida realmente esquentava. A menina ficou com tanto calor que isso interrompeu seus pensamentos, a obrigando a se levantar para tirar seu sobretudo. Mesmo que durante o baile ela estivesse apenas com o vestido, agora ela se sentia exposta. Talvez fosse o tamanho do quarto ou a umidade constante, mas ela não queria ficar só de vestido. Tentou colocar o sobretudo de novo, mas não conseguiu. Ela estava pasma sobre como aquela bebida esquentava. Sentou-se na cama de Viktor de novo. Ele se virou atrás dela, passando suas mãos pelas costas de Hermione. Ela sentiu um arrepio e se virou para ver o rosto do moço húngaro. Ele estava vermelho e isso deixou Hermione com uma leve paixonite por ele. Ela gostou desse fato, porque estava se sentido culpada por ir ao baile com ele sem nenhum sentimento, quando muitas meninas diziam que o amavam e poderiam ter essa chance. Ela se deitou, de frente para ele. Viktor passou sua mão por trás da orelha de Hermione, e a puxou pra mais perto. Ele cheirava a eucalipto e álcool. Quando chegou mais perto, ela pôde sentir melhor o cheiro da bebida em seu hálito. Seus olhos eram acinzentados, coisa que ela nunca tinha visto em Hogwarts. Hermione passou a mão por seu rosto e sua barba por fazer a deixou com vontade de beijá-lo. E foi isso o que ela fez.
É claro que Hermione nunca poderia imaginar que seria ela que tomaria a iniciativa. Mas ele não a beijou naquele tempo em que estavam no quarto e ela não tinha a noite toda, convenhamos. Depois do primeiro beijo, tudo foi diferente. Ela passou a só acompanhar o que ele fazia, as vezes meio perdida. Viktor colocou sua mão por dentro do vestido de Hermione, acariciando seus seios. Era uma sensação diferente, a mão de um garoto. De um homem. Ele pegou em sua mão e a colocou dentro de sua calça. Mione conseguia sentir a ereção de Viktor muito bem, mesmo por dentro da roupa apertada. Se a pedissem, ela poderia escrever dois metros de pergaminho contando o quanto ela queria se entregar ao Krum. Ele a puxou pra cima dele, passando uma de suas mãos pela nuca de Mione e usando a outra para desabotoar seu vestido.
Ali estava ela, só de calcinha, deitada na cama dele, por cima dos cobertores pesados. Mione tentou se levantar, mas estava meio tonta. Tonta o suficiente pra fazer o que ela fez aquela noite, e sóbria o suficiente pra se lembrar de tudo. Ele estava de pé, sem sua camisa e tirando a calça. Bebeu mais dois copos daquela bebida que esquenta e foi em direção a Hermione. Viktor a beijou no pé. Nas pernas. Nas coxas. Puxou sua calcinha e a beijou em sua virilha. Ele a olhou com um olhar desafiador e passou sua lingua pela vagina da garota. Ela se contorceu, e ele continuou. A cada movimento diferente que ele fazia, ela queria morrer. Mas não de um jeito ruim. Um pouco antes de ela chegar ao orgasmo, ele parou. Ela não conseguia entender o porquê dessa quase tortura. Hermione conseguiu se sentar, e viu que ele estava ajoelhado em sua frente. Sem. Nenhuma. Roupa.
Mesmo meio atordoada, ela sabia o que ele estava esperando que fizesse. Pra quem não sabia nem beijar direito dois dias atrás, esse era um avanço e tanto. Hermione pensou se faria ou não. Era uma coisa meio nojenta e que parecia ser difícil. Mas porque não, né? Ela chegou mais perto, sentindo o tecido do cobertor dar um arrepio em suas pernas. Primeiro, pegou o membro de Viktor com as duas mãos e começou a movimentá-lo para frente e para trás. E então passou sua lingua por ele. Ela percebeu que isso havia o deixado feliz e mais excitado ainda. Ela chupou seu membro como se estivesse aproveitando um doce da dedos de mel, roçando seus dentes em sua glande. Krum gozou em sua boca e os dois se deitaram, lado a lado, na cama.
~~//~~//~~
Hermione queria ir embora. Havia sido tudo muito bom, mas ela estava pendendo para o arrependimento. Só havia feito tudo aquilo porque achava que gostava de Krum, mas enquanto eles compartilhavam orgasmos ela só conseguia pensar em Gina e em seu toque. Ela estava perdida em seus devaneios quando ele a beijou de novo. Entre beijos e algo a mais, ela sentia falta da conversa. Ela se segurava pra não chorar. Ele estava dormindo ao seu lado quando ela se vestiu, silenciosamente, e saiu.
O salão principal ainda estava cheio. Pessoas dançavam, conversavam, comiam, riam e se beijavam. Muitos dos professores ainda estavam sentados a mesa central. Snape e Hagrid conversavam, o que era uma coisa muito estranha. Madame Maxime e Trelawney estavam, ao que parecia, trocando papeizinhos que guardavam nas vestes. Provavelmente feitiços ocultos, poções secretas, táticas de adivinhação ou até mesmo receitas de bolo. Hermione vagava sem rumo, pensando se Gina ainda estava dançando com Neville ou se já havia subido para o dormitório. Pensando em Krum embriagado e sozinho em seu quarto no navio. Chorando. Ela se sentou na escada, quando Ron e Harry apareceram.
–Cadê seu Viktor, hein? -disse Ron, com desdém.
–Isso importa? -respondeu Hermione, com o rosto todo vermelho e os olhos inchados. Ron tentou falar algo, mas ela se virou e se sentou na escada novamente, dessa vez tirando os sapatos. -Vão dormir, vocês dois! -ela gritou.
Os meninos subiram, a deixando sozinha. Não era isso que ela queria, não era isso que os amigos deveriam fazer. Eles deveriam se sentar nas escadas junto a ela e perguntar o que havia de errado, mesmo que ela os mandasse embora. As vezes Hermione sentia muita falta de uma amiga. Ela queria contar pra alguém o que havia acontecido. Alguém que não fosse sair por aí espalhando pra todo mundo. Por Merlin! Como ela queria ainda ter aquele vira-tempo... Ela pegou seus sapatos e subiu para o dormitório. Foi para sua cama, deitou-se sem colocar pijamas e ficou olhando para o dossel, sem conseguir dormir. Então ela se levantou e foi até o dormitório de Gina, só pra ver se ela estava lá. E ela estava. Sozinha.
–Posso entrar? -disse Mione, quase sussurrando. Gina respondeu que sim e ela entrou, sentando-se na ponta da cama da ruiva. -porque você está aqui, sozinha?
–Neville disse que o Dino e o Simas haviam arranjado whiskey de fogo e hidromel. -ela disse fitando o chão. -e eu não quis beber com eles.
Mione sentiu-se mais culpada ainda, pensando naquela bebida que havia tomado. Ela nao conseguia falar nada.
–Hermione? -Gina chamou, depois de um longo silencio. Parecia que para Hermione estar com a Gina já bastava. -está tudo bem?
Ver a mais nova preocupada com ela partiu seu coração. Ela pensou que não deveria esconder nada de Gina, então contou a ela o que havia acontecido com Krum no navio. A princípio, parecia que Gina estava apenas ouvindo. Depois que Hermione entrou nas partes mais quentes da história, Gina começou a mudar sua expressão. Primeiro ela parecia triste, depois com raiva. Até que ela explodiu:
–Como assim, Hermione!? Eu não acredito que vocês transaram! -Mione se assustou com os gritos repentinos da ruiva. -Eu achei que no máximo você beijaria ele, mas que não chegariam até esse ponto! Eu não sei o que...
–Desculpa! -Hermione interrompeu. -desculpa, eu não tinha certeza de até onde queria ir com Viktor e... -ela parou. Não conseguia mais falar, sua garganta estava ruim. Ela chorava mais do que qualquer outro momento e soluçava. Gina se acalmou, sentou-se perto de Hermione e a abraçou.
–Calma. Você não precisa pedir desculpas, Mione. -ela tentava consolar a mais velha, enquanto corria seus dedos por seus cabelos agora novamente cacheados. -você não fez nada de errado. Eu é que... -ela parou. Não sabia se devia contar isso para Hermione, porquê não sabia onde isso ia dar. Porém, se não fosse agora, ela sentiu que não contaria nunca. -eu é que estava com ciúmes.
Hermione ficou em silencio.
–Ciúmes? -ela disse, em meio aos soluços. -ciúmes de quem?
Gina não respondeu, apenas se levantou e deu um beijo na cabeça de Mione. Ela pegou um copo de água e entregou para a mais velha, que bebeu metade, deixando o copo no chão. Percebendo que a ruiva não iria responder àquela pergunta tão cedo, Hermione disse:
–Bom, eu vou para o meu dormitório, então... -Gina encarava as cortinas com as cores da Grifinória.
–Você pode ficar, se quiser. -disse a mais nova. -assim, as meninas disseram que só voltariam amanhã. -ela logo completou a frase. Não queria que parecesse um convite. Gina deitou-se em sua cama, por baixo dos cobertores. -vai, tira esse vestido e deita aqui. Você deve estar com frio.
E Hermione estava, de fato. O efeito da bebida que esquentava havia passado há muito tempo. Sem pensar duas vezes, tirou o vestido e foi para de baixo das cobertas com Gina, que passou seus braços em volta de Hermione, a deixando com uma sensação de que estava protegida. Algum tempo se passou, mas Mione não conseguia dormir. Ela estava muito concentrada ouvindo a respiração da ruiva.
–Gina? -ela disse, baixinho. -está acordada?
–Ahn? Mais ou menos...
–De quem você estava com ciúmes hoje? -Hermione sabia a resposta. Mas queria ouví-la sair dos lábios da ruiva. -de mim ou do Krum?
–de você, Mione. -respondeu a Gina, que agora aproveitava do toque de Hermione em suas costas. -de você.
Fale com o autor