Ruivas
2 Juli
Notas iniciais
Ela estava andando lindamente pelas ruas eu estava a seguindo desde que ela saiu da escola com seu uniforme azul claro e calça jeans. Queria me aproximar, mas ela é claro estava cercada de amigas.
Duas das quatro garotas se separam dela, depois a loira de olhos claros entrou em uma casa e alguns passos á frente ela e a morena entraram em casa, eu fiquei o dia esperando para que ela saísse de casa, mas ela não saiu, dormi na rua como sempre e naquela noite sonhei com nós duas caminhando de mãos dadas enquanto ela sorria radiante de felicidade em estar comigo.
No dia seguinte a segui até a escola e para casa de novo, ela dormia no segundo andar da casa seu quarto ficava com a janela virada para a rua onde vi furtivamente ela naquela tarde sentada falando ao celular. Ao anoitecer a morena e a mãe delas saíram juntas e o pai não havia voltado da rua. Fiz uma loucura impensada e bati na porta.
Bati varias vezes até ouvi-la responder tinha a voz mais doce que já ouvi, ela abriu a porta e perguntou o que eu queria, perdi as palavras a olhando, era magnífica.
Tinha pequenas sardas sobre o nariz e abaixo dos olhos, os olhos eram azuis claros que me perfuravam ansiosa para se livrar de mim, era pouco mais baixa que eu estava descalça e tinha a pele tão clara quanto a minha, usava uma franja seus cabelos ruivos e lisos caiam pelos ombros.
– Então garoto, vai falar algo ou é surdo? – perguntou ela impaciente.
– Estou... Procuro sua irmã ela está?
Que idiotice minha perguntar aquilo nem sabia se ela tinha irmã.
– Ah! É uma garota – disse me analisando eu vestia roupas de homem – Judith não está ela acabou de sair com mamãe.
Suspirei de alivio a irmã dela era a morena e eu tinha um motivo para continuar.
– Eu posso esperar aqui até que ela volte?
Aquilo me deixou apreensiva que faria se a irmã dela voltasse e dissesse que nunca me viu na vida?
– Entra ai – respondeu dando passagem para mim – qual seu nome?
– Blood e o seu?
Blood aquilo nem era nome, mas foi a primeira palavra que me lembrei naquele momento.
– Juli, por que esta vestida desse modo?
Estava pensando se era Juli de Juliana ou de Julieta quando ela refez a pergunta.
– Estou com um problema e vim pedir ajuda á Judith.
Ela ergueu a sobrancelha e se aproximou de mim curiosa falando em voz baixa.
– Judi não costuma ajudar as pessoas que foi que você fez para vir pedir ajuda logo para ela?
Estava perdida que eu ia dizer? Nada me vinha na cabeça e aquele para de olhos azuis me fitando por baixo daquela franja ruiva não me ajudou em nada.
– Pode me arrumar um copo de água?
Falei mais nervosa que gostaria de estar
– Claro – ela foi para a cozinha e eu fui atrás.
Ela se assustou quando se virou com o copo e me viu á um passo dela, bebi a água e entreguei o copo a ela, quando nossas mãos por vontade minha se tocaram senti meu corpo estremecer. Ela colocou o copo na pia e me olhou sei que ela esperava que eu saísse da cozinha, mas eu nem me movi. Então ela se aproximou de mim e me perguntou se estava tudo bem comigo.
Eu fiz mais uma idiotice impensada, á puxei para mim e a beijei, é claro que ela reagiu aquilo me empurrando e me xingando eu tentei me explicar porem ela gritou dizendo que is chamar a policia e que eu era louca. Ela correu até o celular que estava no sofá e eu tirei da mão dela, ela começou a gritar e me desesperei tentei fazê-la se calar, ela me arranhou o rosto e eu a empurrei.
Aquilo foi terrível quando a empurrei ela “tropeçou” no sofá e caiu batendo a têmpora na ponta da mesa centro em forma de triangulo, o sangue começou a sair rapidamente eu me agachei e a sacudi. Ela me olhou balbuciou alguma coisa e seus olhos perderam a vida. Ela morreu me fitando com aqueles olhos azuis, seu cabelo ruivo estava ensanguentando e eu não podia fazer mais nada. Dei um beijo em seus lábios ainda rosados e me levantei puxei alguns fios de cabelo dela e sai.
Nunca me esqueço dela de como me olhava e nem do gosto de seus lábios, infelizmente Juli não foi a ultima de meus fracassos.
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