Ruiva
6 Max e eu. Parte 1
Notas iniciais
Depois de Max ter me beijado seguimos a viagem inteira sem nos falar, eu estava um pouco constrangida e eu acho que, ele também. Fiquei mandando mensagens para Megan falando sobre a viagem a Bethel. Quando desembarcamos e pegamos nossas malas Max me levou até em casa:
_ Ei Lucy, posso dormir na sua casa hoje? — Ele perguntou com uma carinha fofa.
_ Pode sim, mas se você não se comportar não ganha beijinho — falei fazendo biquinho( -3-) e depois rindo. Ele riu também, mas foi uma risada fraca.
Entramos e, eu fui para o meu quarto e falei para o Max colocar as coisas dele num canto. Tomei banho e fomos jantar era quase 21 horas. A mamãe tinha feito batatas e carne assada, uma das coisas que eu gosto. Jantamos enquanto nós contávamos a minha mãe sobre a viagem e tal. Após a janta, eu e Max lavamos e secamos a louça e subimos para o quarto. Escovei meus dentes e fui deitar, Max fez o mesmo e eu fiquei mexendo no celular.
_ Hey Lucy — Max disse já deitado num colchão no chão, olhando para mim.
_ O que é? — Perguntei um pouco sonolenta.
_ Sabe, você gosta de mim? — Ele perguntou meloso.
_ Lógico — respondi.
_ Não dessa forma, como homem e mulher — ele falou pouco tenso.
_ E-Eu não sei Max, eu nunca.... — Eu falei envergonhada e Max sorriu.
_ Ah então você deveria tentar — ele disse com um sorriso confiante.
_ Mas e se não der certo? — Indaguei esfregando os olhos.
_ Daí você tenta de novo, e de novo. Até achar o homem da sua vida. — Ele respondeu me abraçando. — Sabe, como eu fui um bom garoto hoje, cadê meu beijo?
_ Ta aqui — respondi dando um beijo na bochecha dele.
_ Não quero um beijo assim — ele me disse, me beijando — eu quero um beijo assim.
_ Ah, já ta pedindo demais — Eu falei rindo.
_ Mas não estamos juntos? — Ele perguntou fazendo biquinho.
_ Ah, sim, sim. — Eu respondi beijando ele de verdade. Após isso fomos dormir.
Segunda Feira
Acordei e quando vi já era 7 horas, e eu entro 7:30. Corri para o banheiro e coloquei uma calça jeans, moletom largo (:3) e meus óculos redondos. Eu só uso óculos de leitura, por isso raramente saio com ele de casa (a não ser para ir ao colégio). Coloquei um sapato qualquer,prendi o cabelo num coque alto. No meio disso tudo o Max acordou e me viu desesperada para sair de casa, então se propôs a me levar. Tive que esperar ele se arrumar mas, no fim acabei indo de carro.
_ Max — eu o chamei pouco sonolenta.
_ Fala ruivinha — ele falou prestando atenção na rua. E eu corei.
_ E a faculdade? — Eu perguntei tentando não ficar corada.
_ Ah, ta tudo indo bem — ele disse indiferente.
_ Não é isso, tipo, sua facu não é lá em São Francisco? — Perguntei esperando pela resposta.
_ Não bem é em Washington — Ele respondeu — eu não te contei?
_ Não! Você devia ter me contado. — Falei brava e dei um soquinho no ombro dele.
_ Sua sorte é de que a minha facu é apenas do outro lado da cidade — ele disse se vangloriando.
_ Nada a ver! — Falei.
_ É sim e se você quiser eu posso te levar para conhecer o meu apê lá — ele falou com seu sorriso malicioso.
_ Hahah, nem vem com essa que, o máximo que nós vamos é lá na Alternative. — Falei com sarcasmo. Nesse momento acabamos de chegar no colégio.
_ A gente pode ir depois lá, posso te buscar? — Ele perguntou, enquanto eu descia.
_ Pode sim, obrigado — Eu agradeci indo em direção aos corredores.
_ Não foi nada — ele falou sorrindo.
Ao entrar no colégio me direcionei a sala de química para aula e fiquei no fundo da sala, ainda não havia tocado o sinal então fiquei mexendo no celular. Após 15 minutos o sinal tocou e o professor entrou, então desliguei meu celular e fiquei prestando atenção na aula. Jeff estava de certa forma irritante hoje, não parava de tagarelar com o Victor. Fiquei pouco estressada após isso, pelo menos nós só tínhamos duas aulas: química e matemática. O primeiro período de aulas acabou e eu estava morrendo de fome então, fui para o refeitório tranquila e sou bloquada por um bando de garotas.
_ Ei, — Falei um pouco assustada — deixa eu passar?
_ Como uma garota como você consegue sair com um cara? — Elas perguntaram rispidamente.
_ Que cara? E-Eu não estou saindo com cara algum. — Respondi tentando me esgueirar.
_ Sei, sei. E aquele garoto que nós vimos beijando você, enquanto saia de um carro? — Elas indagaram sarcasticamente. — Vai me dizer que agora faz programas? — Elas riram da minha cara.
_ Calem a boca... — Falei baixo — E daí que eu estou saindo com um cara? Quem se importa? Vocês que não, né? Vai saber, nem tem namorado e já quer o dos outros. Vão ver se eu tô lá na esquina! — Disse furiosa com elas. E depois saí.
_ Isso não vai ficar assim! — As garotas gritaram para mim. E todos olharam. Segui minha vidinha monótoma, peguei uma salada com milho e um suco. Acho que eu engordei no fim de semana.
Passou-se o segundo período, depois o terceiro e ás 13 horas pude sair daquele lugar repugnantemente monótomo. Fui em direção ao carro onde Max estava me esperando e aquelas garotas começaram a me seguir. Tentei andar mais de pressa mas, sou péssima nisso e acabei tropeçando numa pedra e dei de cara com o chão. Uma das garotas veio para cima de mim e começou a me arranhar e me bater, e tipo, o que eu fiz?
_ Kyaaaa! O que eu fiz? — Indaguei com o rosto ardendo.
_ Nasceu! Sua p#@*! — Eu não sabia o que fazer, e havia muitas pessoas em volta e eu não estava me sentindo muito bem e do nada aparece o Max, mas já era um pouco tarde. Desmaiei.
Quando eu acordei estava na minha cama e sozinha, notei que não estava de óculos e meu moletom estava na cadeira. Fui ver que horas são e era 13:45, ótimo dava tempo de ir ainda para o trabalho, me levantei rapidamente e tratei de tapar tudo com maquiagem, coloquei um cardigan e peguei minha bolsa. Estava descendo e fui pego por Max, na porta de casa.
_ Onde você pensa que vai? — Indagou ele com um olhar de reprovação.
_ Trabalho...? — Respondi.
_ Aham, só por cima do meu cadáver. Seus arranhões etão muito recentes, você deveria esperar um pouco. — Ele falou sério.
_ Nha, se eu não for vai ser pior. — Ele falou. Sério, eu olhei meu reflexo no espelho e dava para ver algumas partes avermelhadas.
_ Você quem sabe — ele deu de ombros — eu te levo. Ele pegou suas chaves e fomos para a Alternative. No caminho até lá ficamos conversando. — Por que elas fizeram isso com você?
_ Nem sei. Hoje no intervalo elas vieram me perguntar porque eu tava com você no carro e elas me chamaram de palavras muito horríveis. Então mandei de volta com a mesma moeda e na saída elas vieram para cima de mim. — Falei contando a história.
_ O seu chefe não vai gostar disso. — Ele falou prestando atenção na rua.
_ Não mesmo. — Argumentei, enquanto mexia no celular.
Quando chegamos lá fui para o escritório do chefe pois, sempre que alguém da Alternative faz trabalho fora do estúdio de tal, o resultado é apresentado somente para queles que o fizeram. O chefe já estava me esperando quando eu entrei.
_ Você está.... — Ele olhou meu rosto e falou — O que é isso? Como você fez isso, quem fez isso e quem é aquele? — Ele veio furtivamente com perguntas.
_ Hã...Isso são arranhões, não fui eu quem fiz isso algumas garotas resolveram me atacar e aquele é meu namorado. — Respondi tudo sem reclamar.
O chefe me deu broncas e xingou Deus e o mundo e me deu muitos sermões e eu não podia fazer nada, só fiquei ouvindo. Quando o chefe terminou ele voltou ao seu foco inicial e me mostrou algumas das fotos. Depois disso fui para parte onde ficavam os modelos e encontrei Megan e Jeff num canto se agarrando e a trupe de Jeff sentado num dos sofás. O espaço destinado aos modelos era bem amplo com a mobília branca e balcões de mármore, além de muitas plantas de mentira e um frigobar. Voltando a história, quando Megan me viu falou:
_ O que?! — Ela exclamou olhando para minha mão e a do Max. — Você vai me explicar essa história direitinho, você nem me contou antes! — Ela disse fazendo birra.
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