Notas iniciais
Yo galera! Primeira fic do ano! *dancinha* Feliz ano novo, pessoas! Trouxe uma história fresquinha, baseada na divertida música do Magic! Rude! (link: https://www.youtube.com/watch?v=PIh2xe4jnpk) Espero que se divirtam... Aproveitem! Ps: Bolt ou Boruto...? Vamos pensar... Bolt apelido e Boruto nome! Pra ficar divertido! ;)

Naruto estava concentrando em um não tão importante documento quando seu filho mais velho entrou intempestivamente em seu escritório. O moleque – que já nem era mais moleque – estava vestindo um blazer preto com uma... Bermuda. Naruto resolveu não se pronunciar até que o outro parasse de ofegar e lhe dissesse o que estava fazendo ali.

— Pai! Preciso da sua ajuda — Boruto disse entre arquejos e se inclinou para apoiar as mãos nos joelhos.

Após ele dizer isso, uma mulher entrou correndo com olhar espantado.

— Senhor Naruto, eu tentei dizer que o senhor estava ocupado, mas...

— Tudo bem, Moegi — Naruto disse em tom apaziguador, porém os olhos azuis não se desviaram do jovem diante de si. — Traga água para meu filho, sim?

— Sim, senhor — fez uma breve reverência e saiu.

Naruto se levantou, rodeou a mesa e foi até o filho, pousando a mãos sobre seus ombros e fazendo-o ficar ereto. Boruto tinha agora dezenove anos, era praticamente uma cópia sua e isso às vezes era realmente assustador, afinal era complicado lidar com alguém tão parecido consigo mesmo.

— Filho, o que houve? Aconteceu alguma coisa com sua irmã ou com sua mãe? — indagou sério e sem esconder sua preocupação. Naruto há dez anos já não morava com eles, havia se divorciado de Hinata permitindo que ambos pudessem ser realmente felizes, mas isso não o havia distanciado de seus filhos e sua ex-esposa mostrou-se uma boa amiga.

— Não tem nada a ver com elas, pai... As duas estão ótimas, mas eu... — lançou um olhar cheio de desespero ao mais velho. Naruto realmente começava a se preocupar. — Pai, eu não sei mais o que fazer! — choramingou e o abraçou.

Naruto arregalou os olhos. Boruto o abraçando? A coisa estava realmente mais séria do que poderia imaginar!

— Boruto, se você não contar o que está acontecendo, não vou poder te ajudar! — falou da maneira mais calma que conseguiu.

O rapaz se afastou fungando e o encarou.

— Eu estou namorando uma garota e o pai dela disse que não vai deixá-la casar comigo — fungou novamente e desabou em choro.

Naruto ficou estático por um momento, e então:

— Como é-ttebayo? Todo esse drama só porque um cara não te aceitou como genro-dattebyo?! Eu achei que você ‘tava com herpes, moleque! —acertou um cascudo no filho, nem se importando dele já ter praticamente sua altura. — Quase morri do coração! Eu não tenho mais idade pra essas coisas-ttebayo! — levou a mão ao peito, fazendo drama.

— Pai... Você não tem nem quarenta anos ainda! — rebateu emburrado. — E você preferiria que eu tivesse herpes? É isso? Que tipo de pai é você-ttebasa?!

— Um pai que não vai te ajudar se você não parar de frescura e contar logo o que ‘tá acontecendo! — apontou um dedo no nariz dele e deu uma risada debochada. — Além disso, você não acha que ‘tá muito cedo pra você vir com essa história de casamento?

— Você e a mãe casaram quando tinham minha idade-ttebasa! — cruzou os braços e fez uma expressão arrogante.

— MEU KAMI-SAMA! VOCÊ ENGRAVIDOU A GAROTA! — Naruto passou desesperadamente as mãos pelos cabelos curtos. — Eu disse pra você usar camisinha, seu pirralho irresponsável! Quer ser pai assim tão cedo? Os tempos mudaram! Nada de casamento como na minha época! Agora o pai dela vai querer te castrar e depois vai enfiar um processo em você! Kami-sama! Eu nem sabia que você ‘tava namorando e agora vou ser avô! Eu não tenho idade pra ser avô-ttebayo! O que sua mãe falou sobre isso? Certeza que ela desmaiou e sua irmã a levou para o hospital!

— Pai, calma! Ela não ‘tá grávida! — segurou o homem pelos braços, o impedindo de continuar a andar em círculos pelo escritório. — Ninguém desmaiou e nem falei com a mãe sobre meus problemas. O pai da Sarada é muito turrão e ela não conseguiria convencê-lo a confiar em mim!
Minha mãe é gentil demais para o próprio bem!

— E o cara faria o que? Gritaria com a Hinata? — indagou debochado e o rapaz apenas continuou o encarando com seriedade. — Caramba! Ele é tão grosso assim? Só conheci uma pessoa que seria capaz de... — a expressão nostálgica deu lugar a uma levemente triste, então ele balançou a cabeça.

Boruto conhecia aquela expressão. Acontecia sempre que o pai se lembrava de uma tal paixão que teve na adolescência. O rapaz apenas sabia que ambos se separaram alguns meses antes de Hinata engravidar e Naruto ser ultimado a casar-se com ela, coisa que ele aceitou sem hesitar, já que sempre afirmava que gostava dela na época. Mas o jovem Uzumaki sabia que o “gostar” era realmente distante do que o pai parecia sentir por essa outra mulher... Quem seria ela?

— Enfim, conte o que aconteceu e talvez eu vá te ajudar — Naruto disse com um pequeno sorriso.

— Sério, pai? — indagou empolgado e com olhos brilhantes, deixando de lado a momentânea dúvida sobre a conturbada vida amorosa do pai. — Você é o melhor pai do mundo-dattebasa!

Antes de ele começar a narrar sua história, batidas suaves foram escutadas e Moegi entrou carregando um copo com água.

— Aqui está — entregou ao jovem loiro e saiu.

Após tomar a água, Boruto sentou-se na cadeira que ficava diante da mesa do pai e este voltou ao seu lugar.

— Pode começar, garoto! — Naruto incentivou.

— Bem... Tudo começou há duas semanas...

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Eu a pedi em casamento em uma sexta-feira há exatas duas semanas; ela aceitou e eu sinceramente acho que aquele foi o melhor dia da minha vida! Então passamos a noite juntos, mas eu sabia que ainda faltava um passo...

Sarada sempre me falou sobre o quanto admirava o pai; ele é o herói dela e eu senti que precisava ir até ele. Sabia que seria complicado, pois ele nunca pareceu ir muito com a minha cara e quando eu ia até a casa dele com Sarada, ele passava um tempo me encarando com uma carranca e evitava conversar comigo! Nem meu sobrenome ele quis saber! Mas eu precisava da aprovação dele, pois se não a tivesse – mesmo podendo me casar com Sarada –, sei que ela não ficaria totalmente feliz!

Então no sábado acordei disposto a fazer as coisas à moda antiga; fui pra casa com ela. Sarada ainda tentou me convencer a desistir, disse que não precisava disso, mas eu sei que precisava! Chegando lá, respirei fundo quando ela abriu a porta, mas nem cheguei a entrar na casa, pois ele já estava lá e eu juro que quase sai correndo.

O cara parecia o demônio!

Então respirei fundo e o encarei sem hesitar, mas a voz de Sarada soou antes da minha:

— Pai... — ela sussurrou de forma um tanto assustada.

— Sarada, entre — disse o senhor do inferno usando sua voz de psicopata.

— Mas pai...

— Eu disse: entre — sibilou.

— Tudo bem — ela assentiu e apertou levemente minha mão antes de entrar.

— Senhor, eu preciso lhe dizer algo — soltei sem esperar ele se pronunciar.

— Você vai dizer que tem uma doença terminal e sua vida se findará em poucos dias? — indagou tão sério que eu senti um arrepio de terror subir por minha espinha.

— Er... Não, senhor — neguei e limpei a garganta. — Eu vim pedir a mão da Sarada.Quero estar com ela para o resto da minha vida! — disse de uma vez, sentindo o coração pular loucamente.

Ele soltou uma risada de deboche e me lançou um olhar que fez eu me sentir um pequeno verme.

— Eu não daria minha benção nem no seu leito de morte, moleque! — rebateu em tom baixo e simplesmente bateu a porta na minha cara!

Eu fiquei extremamente irritado com aquele brutamontes idiota! Por que ele tem que ser tão rude? Sempre grosseiro! Parece que anda com um maldito taco de beisebol enfiado no...

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—Boruto, não é assim que você vai conquistar a confiança do cara — Naruto repreendeu, mas estava lutando para não rir das caretas que o filho fazia.

— Desculpe, pai, mas eu não entendo aquele cara! — resmungou. — Mas eu não desisti...

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Voltei na casa dele no domingo.Tentei novamente e ele repetiu a mesma coisa, bateu a porta na minha cara e proibiu a Sarada de falar comigo! Esse cara vive em que época? Século XIX? Maldito! Mas isso só me fez ter mais determinação!

Coloquei aquela roupa de pinguim que a mãe adora e que me deixa sufocado, fui até a casa deles todos os dias em horários que eu sabia que ele estaria. Eu fiz novamente o pedido, pedi ajuda aos meus amigos e fiz um discurso, fiz um poema, uma serenata e até fiz uma patética reverência! Encostei minha testa no chão e me sujei de terra naquele maldito jardim!

EU FIZ UMA MALDITA REVERÊNCIA AO CARA QUE TEM UM TACO DE BEISEBOL ENFIADO NO...

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— Boruto-ttebayo! —Naruto bronqueou sério dessa vez.

— Desculpe... — o jovem encolheu os ombros.

— Continue a história.

— Certo...

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Então hoje eu voltei lá e, por causa da reverência de ontem, minhas calças estavam imundas, por isso fui de bermuda mesmo. Bati na porta e fui recebido pela mesma cara ranzinza. Percebi que Sarada estava atrás dele e me encarava de maneira triste, como se pedisse pra eu desistir, mas eu jamais desistirei dela.

— Você não vai desistir, moleque? — me questionou com o olhar extremamente irritado. — Que mania irritante! Eu já disse que...

— Eu sei o que o senhor disse, mas não significa que eu aceitei — rebati em tom seco. — Eu não entendo por que o senhor é tão rude comigo. O que eu fiz de errado? Eu amo sua filha, amo tanto que fui capaz de me humilhar diante do senhor para que pudesse estar com ela! Eu poderia simplesmente me casar com ela de qualquer maneira e fugir daqui, mas sei que isso não a faria feliz, pois o senhor é o homem mais importante da vida dela e sua aprovação é muito importante!

— Você a ama? O que você sabe sobre amor, garoto? Acha que casar é assim? O que vocês vão fazer da vida? Como vão se sustentar? E se tiverem filhos? Acha que a vida é um mar de rosas? Vocês não têm nem vinte anos, mal saíram das fraldas e acham que sabem de tudo?

— Mas senhor...

O homem me puxou pelo colarinho e seus olhos irritados fizeram eu me calar.

— Escuta aqui, moleque, eu já disse e irei repetir: alguém como você não terá minha benção nem no seu leito de morte; minha resposta é “não” e isso não vai mudar! Cansei dessa palhaçada nós vamos embora da cidade — me empurrou e eu tropecei, chocado.

— Embora? — murmurei.

— Pai! — Sarada falou em tom angustiado, nem parecendo a garota forte que eu conheço. — O senhor...

— Eu já tomei minha decisão! Agora sai fora, moleque! — ordenou irado e bateu a porta na minha cara.

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— E então eu vim correndo pra cá — concluiu angustiado. — Pai, eu não sei mais o que fazer! Eu a amo e... Eu sei que o senhor também me acha jovem e...

— Vamos atrás desse cara, Boruto! — Naruto levantou bruscamente e bateu as mãos na mesa. — Ninguém tem o direito de se intrometer em um amor tão bonito-ttebayo! Você não vai passar pelo que eu passei! — saiu de trás da mesa, apanhou as chaves do carro e seguiu para a porta. Os olhos azuis brilhavam furiosos.

— O que o senhor passou...? — murmurou duvidoso, mas logo seguiu o pai.

Naruto andava furioso. Mal se despediu dos funcionários da empresa do qual era presidente e que antes pertencia a seu avô, desceu usando as escadas – sem paciência para esperar o elevador – e logo ambos estavam dentro do carro. Boruto – enquanto ofegava no banco do carona – começava a sentir-se assustado com a atitude do pai.

— Onde fica a casa dessa garota? — Naruto indagou em tom grosseiro.

Boruto engoliu em seco, mas deu as coordenadas ao pai. Ele sabia o quanto era estranho pedir ajuda ao próprio pai para conseguir a benção do sogro, mas situações desesperadoras pedem medidas desesperadas, e agora começava a pensar que o pobre homem acabaria sendo assassinado pelo furacão conhecido como Naruto Uzumaki. Sarada acabaria com ele se isso acontecesse!

Assim que chegaram à casa da garota, Naruto desceu do carro um tanto raivoso e se dirigiu rapidamente até a porta, apertando a campainha e se esquecendo por vários segundos de seu dedo nela. Boruto correu para alcançá-lo e chegou em tempo de ver a porta se abrindo pelo seu querido e furioso sogro.

— Você de novo, garoto? Eu já disse que... — o homem parou ao olhar o loiro mais velho à sua frente. — Naruto? — indagou espantado.

— Sasuke? — Naruto arregalou os olhos; toda a expressão feroz sendo substituída por uma de puro choque. — É você mesmo-ttebayo?

— Não, usuratonkachi, é miragem! — rebateu ferino. — O que você ‘tá fazendo aqui? — cruzou os braços.

Sarada apareceu atrás do pai, aparentemente pensando ser Boruto na porta, mas se espantou levemente ao ver um homem – muito parecido com seu namorado – parado diante de seu pai. Ambos se encaravam de maneira esquisita e seu pai parecia estranhamente... abalado? Seu pai, abalado?

Já Boruto, encarava ambos sem entender, até que seu pai voltou a franzir as sobrancelhas e adotar uma postura agressiva, logo agarrando a gola do seu futuro ex-sogro – oh sim, Sarada o mataria por seu pai agredir o precioso papai dela – e puxá-lo pra si.

— Como você pôde ficar tanto tempo sem dar notícias, seu desgraçado?! — Naruto chacoalhou o outro e este permaneceu impassível. — Eu marquei para fugirmos e o que você fez? SEGUIU AQUELE LOUCO DO SEU PAI-TTEBAYO!

— E VOCÊ QUERIA QUE EU FIZESSE O QUE, SEU IDIOTA? — Sasuke empurrou Naruto. — Ele iria acabar com você! Além disso, eu estava com um maldito casamento marcado!

— QUEM SE CASA AOS DEZOITO, SASUKE? — rugiu. Boruto deu um passo pra trás e já não entendia merda nenhuma. Eles não estavam ali pra falar sobre seu casamento?

— Eu me casei e, pelo jeito — o homem lançou um olhar desdenhoso ao rapaz loiro que estava a alguns passos deles —, você seguiu em frente. Eu juro que tentei acreditar que esse pirralho loiro, barulhento, idiotamente romântico e extremamente determinado não era seu filho! Tentei acreditar que era só uma coincidência perturbadora!

Naruto piscou parecendo voltar a si e então agarrou novamente a gola do outro.

— ENTÃO VOCÊ ‘TAVA SENDO UM MALDITO PÉ NO SACO SÓ PORQUE O BORUTO SE PARECE COMIGO? AH, VAI SE FODER, SASUKE! — chacoalhou novamente o Uchiha.

Sarada abriu a boca em choque. Como aquele cara xingava seu pai e este apenas dava um sorriso lateral? Ninguém xingava abertamente Sasuke Uchiha e saía ileso. Além disso, aquele insano homem era seu... sogro?

— Para de me chacoalhar, Naruto! — Sasuke resmungou, mas não fez menção se livrar do aperto do outro.

— Eu tentei seguir em frente, teme — o homem loiro revelou de repente. — Eu juro que tentei, mas não deu certo e eu acabei me divorciando e...Droga! Nem sei pra que falar isso! — o soltou, passando as mãos nos cabelos e, pela primeira vez, encarou Sarada. — Ela se parece muito com você, é uma linda garota!

Sarada corou, Sasuke deu um pequeno sorriso orgulhoso e Boruto abriu o maior sorriso de todos.

— Não os deixe passar pelo que a gente passou, teme — o Uzumaki disse sério. — Não seja um maldito carrasco, não tente matar o que eles têm. Ouvi dizer que sua esposa é uma boa pessoa...Como ela lhe deixou ser tão maldito com esses dois?

Sasuke suspirou e passou as mãos pelos cabelos.

— Eu também sou divorciado, idiota — murmurou girando os olhos e deu um pequeno sorriso natural ao ver os olhos de Naruto brilharem esperançosos. — E eu não fui um maldito, eles são jovens demais.

— Eles não vão casar hoje, Sasuke!

— Não? — Boruto e Sarada se pronunciaram pela primeira vez, aproximando-se dos mais velhos.

— Claro que não! — Naruto falou enfático. — Você nem terminou a faculdade, Boruto! Casar não é fácil, não é como brincar de casinha... Você vai ter o triplo de responsabilidades!

— Mas pai...

— Que porra de “mas pai”? — acertou um cascudo na cabeça dele. — Você vai casar só depois de terminar a faculdade e comprar uma casa!

Sasuke soltou uma risada baixa, fazendo o jovem casal lhe encarar totalmente espantado. Ele estava rindo e isso era extremamente assustador!

— Os anos lhe fizeram realmente bem, Naruto, e não estou falando só da aparência! — comentou descontraído.

Boruto arregalou os olhos quando uma louca ideia passou por sua cabeça;

— ELE É A GAROTA POR QUEM O SENHOR ERA APAIXONADO-TTEBASA! — apontou o dedo na face de Sasuke.

Sarada também arregalou os olhos.

— Então foi por causa dele que o vovô te levou embora de Konoha — a menina concluiu.

Naruto e Sasuke se entreolharam, então simplesmente assentiram.

— Mas eu não sou e nunca fui uma garota, pirralho insolente! — Sasuke acertou um cascudo em Boruto.

O rapaz choramingou, massageando o local.

— Ficamos juntos quando éramos pouco mais jovens que vocês, mas o pai do Sasuke não aceitou a relação...

— Ele gritou com Naruto, o expulsou da nossa casa e...

— Agiu como um desgraçado? Foi rude? Estúpido? Sem coração? — Boruto disse rancoroso. — O senhor estava agindo exatamente como ele! — acusou.

— Boruto! — Sarada e Naruto repreenderam juntos.

— Você está certo, garoto — Sasuke admitiu em tom quase humilde. — Hoje eu entendo que talvez ele tenha pensando que realmente era o melhor pra mim, mas novamente vem o idiota loiro e irritante esfregar na minha cara que eu também erro — lançou um falso olhar irritado para Naruto, que apenas sorriu. — E talvez eu tenha descontado parte da minha frustração em vocês — revelou em quase tom de desculpas. — Sarada...Filha, eu...

— Tudo bem, pai! — ela sorriu e foi até o namorado, entrelaçando a mão com a dele. — Então o senhor nos dá sua benção?

Os mais velhos trocaram um breve olhar, então Sasuke assentiu lentamente:

— Eu lhes dou minha benção, mas o casamento só vai acontecer depois que as condições ditas por Naruto forem cumpridas. Faculdade terminada, bom emprego e, pelo amor, nada de filhos antes dos vinte!

— YAY! — Borutou gritou, pegou Sarada no colo e começou a girá-la, enquanto lhe beijava. Assim que parte da euforia passou, ele a depositou no chão e virou-se para os mais velhos: — Senh... — travou ao ver o todo poderoso Sasuke Uchiha prensado contra o batente da porta, enquanto o histérico Naruto Uzumaki o beijava afoito. — Ok... Isso é um tanto estranho — resmungou.

— Estranho quanto?

— O senhor do submundo parece estar realmente feliz... Isso é bastante estranho! — Boruto afirmou divertido e recebeu um chute da, agora, noiva.

— Idiota! Eu tô falando sério!

— Meu pai passou tempo demais se remoendo por causa do passado...Eu espero que ele seja feliz — abraçou a menina, puxando-a para si — como eu sou. — sussurrou e a beijou.

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Boruto estava andando pela festa e suas bochechas já estavam doendo de tanto que ele sorria ou ria, não que tenha tentado se controlar, afinal era o dia mais feliz da sua vida. Ele finalmente havia se casado com Sarada! Foram quase seis anos de luta pra conseguir chegar onde estava, já que Sasuke – seu sogro/padrasto carrasco – insistia que era muito cedo e ainda convencia seu pai do mesmo.

Aquele Uchiha, além de grosseiro, rude e rabugento, era um maldito manipulador! Mas aquilo não importava. Ele finalmente estava casado e agora andava pelo salão ao lado de sua esposa, sorrindo para todos os convidados.

— Bolt — Sarada sussurrou perto de sua orelha, enquanto parava de andar. Ambos agora estavam no jardim da mansão Uchiha, local onde o irmão de Sasuke, Itachi, morava e o homem fez questão de ceder o espaço para a cerimônia e festa de casamento.

— Oi? — virou-se pra ela e suspirou. Ela estava absurdamente linda.

— O Naruto lhe contou o que planejou pra hoje? — indagou dando um sorriso.

— O que meu pai planejou, Sarada? — arqueou uma sobrancelha.

— Vem comigo — disse, já o puxando para outro lugar, onde havia uma rodinha de mulheres um tanto assustadoras.

— Por que elas estão chorando e dando gritinhos? — Boruto murmurou, enquanto a esposa se embrenhava na roda até parar no centro dela. O noivo arregalou os olhos ao ver o que estava acontecendo...

Seu pai, vestido com sua impecável roupa de pinguim, estava ajoelhado diante de um – assustadoramente constrangido – Sasuke. Boruto tinha certeza de que se a roda de mulheres histéricas não estivesse ali, seu padrasto/sogro sairia correndo.

— Dobe — ele sibilou —o que você pensa que ‘tá fazendo?

Naruto sorriu diante dessa pergunta, tirou uma pequena caixa de veludo do bolso e estendeu ao outro, abrindo-a. Boruto ouviu diversos suspiros.

— Sasuke — usou um tom rouco para chamar o nome do outro. Boruto sentiu extremo orgulho do seu “velhote”. — Quer casar comigo? — desta vez falou alto o suficiente para arrancar gritos histéricos das mulheres que os cercaram.

— Levanta desse chão, dobe! É o casamento dos nossos filhos — repreendeu claramente constrangido. — Para de tentar chamar atenção!

— Pode continuar chamando atenção à vontade, pai! — Boruto permitiu sorridente.

— Por mim está bom também! Aceita logo, pai! — Sarada incentivou.

Naruto deu uma risada alegre antes de dizer:

— Vamos lá, teme! Você não quer casar comigo? — abriu seu melhor sorriso e piscou maroto.

— Se eu disser sim, você levanta desse chão e para de chamar atenção? — perguntou, tentando soar neutro.

— Vou tentar — prometeu divertido, fazendo Sasuke suspirar. — Então...? Aceita? — tirou a aliança da caixa e estendeu ao outro.

— Ok... — estendeu a mão e não controlou o maldito sorriso feliz ao sentir o objeto ser colocado em seu dedo. Em seguida puxou o Uzumaki do chão e lhe beijou apaixonadamente, sem importar-se com a arruaça que surgiu ao redor deles.

Boruto começou a assoviar e aplaudir o casal, sendo acompanhado pela noiva e os outros convidados. Quando os dois homens se separaram, Sarada aproximou-se e entregou o buquê ao pai.

— Vocês com certeza serão os próximos a se casar, então nem vou precisar jogar o buquê! — disse com um mínimo sorriso.

— Você vai ser a noiva do ano, sogrão! — Boruto gargalhou, mas parou ao sentir folhas e pétalas tocarem sua língua.

— Cala a boca, moleque! — ordenou tentando fazê-lo engolir o buquê.

Mesmo permitindo o casamento, mesmo estando claramente feliz... Seu sogro jamais abandonaria seu lado rude.

Notas finais
Eai? Curtiram? Foi uma boa maneira de convencer o sogrão, certo? Boruto vai ser o cara dos truques! Gostaram? Comentem! Não gostaram? Comentem tbm! (Só não vale guerra de Batata Chips... Eu sou adepta da paz e do amor... ou não). Até uma próxima, pessoas! Beijoos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!