Ruby - A Dança das Emoções
1 Prólogo
Notas iniciais
Céu nublado, pássaros pretos a voar, pouca animação na capital, um bom dia para uma informação ruim chegar.
As grandes portas da entrada da cidade de Kirin se abrem vagarosamente, logo a seguir um homem todo encapuzado de preto adentra o local, pouco movimentado naquele instante, embora fosse uma cidade bem alegre, outro homem fixa o olhar no recém chegado, o esperando.
Vagarosamente o homem encapuzado caminha até o outro ser que te espera, um homem com aparência nobre, alto, belas roupas de couro preto, cabelos lisos e médios, grisalhos. De certa forma um homem belo, aparentava ter uns quarenta e poucos anos.
— E então, o que tem pra mim andarilho? — Questiona o homem.
— O que gostará de ouvir. — Diz o andarilho de cabeça baixa, sem mostrar o rosto.
O homem passa a olhar fixamente para o andarilho e logo o questiona novamente.
— E o que eu gostaria de ouvir?
— Que existem rubis nos arredores do País do Vento, e que eu sei exatamente onde estão.
Ao ouvir a informação o homem abre um discreto e malicioso sorriso no rosto, após isso se retira do local e vai em encontro ao seu rei, ordenando que os guardas tomem conta do andarilho. Rapidamente ele se locomove e rapidamente ele chega no grande jardim do palácio do rei, onde o mesmo se encontra, caminhando, juntamente a sua rainha.
O homem chega no local apressado e não pensa duas vezes antes de interromper a caminhada do rei.
— Vossa majestade, minha rainha. — Mostra respeito o homem. — Meu rei, Poderíamos conversarmos a sós.
— Claro. — Diz o rei um pouco incomodado com o interrompimento.
Os dois logo caminham tendo uma conversa descontraída, até adquirir uma boa distância da rainha.
— Agora que estamos longe, o que é tão importante para interromper minha caminhada rotineira Gregório?
— O andarilho voltou, e com informações boas.
— Não me diga, a essa altura não sei nem se posso confiar mais nas informações dele. — Desconfia o rei.
— Bom, segundo ele sua teoria estava certa, existem rubis nos arredores do País do Vento.
Com a informação o rei que até então se mostrava descontraído passa a prestar mais atenção nas palavras de Gregório.
— Não temos certeza, ele pode até mesmo ter roubado os rubis. Como podemos confiar nas palavras de um mero andarilho.
— Porque ele nos deu isso como prova. — Gregório estende sua mão esquerda, revelando um pedaço de rubi em sua mão, deixando o rei impressionado com o que acaba de mostrar. — Creio que agora não à dúvidas de que podemos confiar na informação. — Conclui Gregório.
— É disso que eu tinha medo. — Diz o rei
— Não gostou de saber que estava certo majestade?
— Eu estar certo pode ser um problema as vezes. Se avançarmos nos interesses desta.. 'informação' pode gerar algum problema com o país do vento mais para frente. Como acha que eles reagiriam ao descobrir que estamos explorando as áreas deles, pegando o rubi deles, com certeza não iriam gostar e alegariam um monte de coisas e no fim iriam ter razão.
— Pretende descartar essa informação senhor?
— Não, tomarei a melhor das decisões, deixa estar como está. — O rei passa a olhar novamente para Gregório. — Mate o andarilho, certifique-se de que essa informação não vaze por ai. — Diz o rei com voz baixa, e logo após se retira de perto de Gregório.
Gregório fica pensativo e lança um olhar de malícia nas costas do rei.
Sem muita demora Gregório volta ao encontro do andarilho, que se localizava em uma das diversas instalações da família real. O andarilho estava no alto de um prédio, numa pequena sala, sentado numa mesa com apenas duas cadeiras, acompanhado de dois guardas na parte de dentro e mais dois guardando a porta, obviamente do lado de fora. O viajante admirava a vista da janela, que estava fechada e bem embaçada, pouco se via, apenas alguns prédios borrados do outro lado e o nublado do céu.
A porta se abre, enfim seu tempo de espera iria acabar. Gregório entra na sala e recebe um olhar rápido do viajante, que se mantinha encapuzado. O homem ordena que os guardas se retirem da sala e logo senta na mesa com o andarilho, que segue a olhar para a janela.
— Bela vista, com certeza merece ser admirada. — Ironiza Gregório.
— O belo não está no mais admirável, mas sim no que te atrai mais.
— Realmente.. — Gregório passa a olhar para a janela também. — Bom, e riquezas, seriam uma coisa que te atrai? — Questiona.
— Não existe atração pelas riquezas, existe apenas ganancia por ela. — O andarilho passa a dar atenção para Gregório.
— Você aparenta ser sábio, pergunto-me se existe ganancia vinda de você. — Gregório devolve a atenção para o andarilho.
— Todo homem tem ganância, nem que seja um pingo em si.
— Então creio que o senhor não vai morrer, pelo menos não hoje. — Diz Gregório abrindo um leve sorriso.
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