Notas iniciais
Olá, cara pessoa, ser, E.T. , entidade, (ou seja lá que você for), seja bem vindo a ultima atualização desta fanfic. Peço que leiam até o final este epílogo e também as notas finais antes de vir me xingar ou perguntar "que diabos foi isso" nos comentários. Bem, estou um tanto quanto emotiva com este final, mas deixarei pra falar disso nas notas finais. Enfim, desejo a ti uma boa leitura.

Deitado em uma viela escura, foi assim que ele acordou. Suas roupas estavam surradas, sua pele, suja e ferida. Os olhos azuis permaneciam entreabertos, e refletiram sobre as suas íris, mesmo que por apenas alguns segundos, um tom púrpura.

Na tentativa de mudar seu corpo de posição, antes inerte no duro asfalto, ele arfou e emitiu um ruído agudo de dor. Ao encolher o corpo por impulso, outro gemido ecoou pelo beco enquanto fechava os olhos.

Uma lágrima escorreu por sua face pálida e ensanguentada devido a sua dor, então ele arregalou os olhos e encarou de forma profunda a lua cheia que brilhava sobre si.

Eu irei me vingar ... dele... não... eu irei me vingar ... de todos eles ...

Os orbes refletiam frieza, e o brilho púrpuro, que antes havia sido brevemente visto, dominou as íris claras. Algo dentro dele havia despertado, ou melhor, ele havia despertado.

Desta vez... ninguém poderá me deter... desta vez... nenhum deles irá escapar

A dor que antes o fizera sofrer parecia não ter mais efeito sobre si. Como cortes profundos na pele que sangravam demasiadamente não o faziam gritar de dor a cada movimento e como os mesmos cicatrizavam-se instantaneamente, meros mortais não poderiam explicar.

Destruir... irei destrui-los... irei fazê-los sofrer... sofrer como eu sofri

Posto de pé, ele espalmou suas roupas rasgadas e cerrou os orbes girando seu corpo duas vezes no sentido horário.

Onde você está... baka... sei que está aqui... apareça... — murmurou.

Ele novamente abriu os olhos, agora tendo um olhar de escárnio ao fitar o final do beco sem saída. Um sorriso malicioso se instalou nos seus lábios quando maneou a cabeça deixando alguns fios de seus cabelos loiros caírem-lhe sobre a face pálida.

quando vai parar de brincar de esconde-esconde? — silabou lambendo seus próprios lábios e estalando a língua em seguida. — não estou com muita paciência... APAREÇA! — ordenou o jovem.

Um estalo ecoou por entre as sombras. Primeiro pareciam gotas pingando sobre o asfalto, depois, estalos secos como o trepidar das chamas, até se transformarem em passos precisamente calculados.

Baka... está atrasado... — murmurou formando um beicinho com o lábio inferior, exibindo um olhar que poderia ser considerado até “inocente” caso a situação fosse outra. — Então... Claude... você vai pegá-lo pra mim não vai?— a ordem exigente foi feita com um sorriso sádico nos lábios — não vai?— indagou fechando o sorriso novamente, impaciente com a “demora” na obtenção de uma resposta da figura negra que se transmutava das sombras em um homem a sua frente.

Certamente — respondeu a criatura das trevas ajoelhando-se diante do seu visto mestre. O menor levou os próprios dígitos aos lábios e com ele puxou a ponta de sua língua para fora, exibindo a marca de seu contrato, que brilhava na presença do ser próximo a si.

Claude... sua resposta? — ele fechou os olhos rapidamente e, quando tornou a abri-los, eles adquiriram o tom violáceo. Os orbes do ser encararam de forma fria o menor diante de si e com tal frieza ele respondeu a questão que lhe foi proposta.

Será um prazer, your highness — era uma evidente verdade, porém por de trás daquilo ele não o fazia apenas por ser uma ordem de seu mestre.

— Sim, Claude... — murmurou ele com olhar distante, preso a seu objetivo deturpado — eu acho que sim, por isso... — a frase sem muito nexo permanecia no ar, enchendo os ouvidos da criatura surgida das trevas, fazendo seus lábios belos se curvarem em um breve e pequeno sorriso cruel —... vai ser um prazer — uma expressão perversa cobria a face jovem do mestre, que jogou-se encima do ser a sua frente. Com uma agilidade indescritível, Claude, segurou seu mestre, pondo-se de pé com o mesmo nos braços.

Para casa? — questionou o ser ao transfigurar a cor de seus olhos para o brilhante violeta. Um segundo de silêncio foi o tempo que o rapaz de cabelos loiros precisou para assimilar a singela proposta. Sua ânsia, por causa dos hormônios de adolescentes, lhe fizera esquecer que os planos de seu meticuloso servo eram de lenta execução, embora apenas fossem feitos assim para obter completo êxito.

— Sim, vamos para casa Claude — o menor circulou o pescoço do ser com seus braços finos e selou sua bochecha com um osculo leve. Pensou ainda em profanar, se assim posso supor possível, os lábios do outro com sua língua marcada, porém não o fez. Algo da essência daquele que morreu para ele despertar havia permanecido no corpo que sua alma agora morava, fazendo-o hesitar.

Yes, your highness — disse apenas por achar que ali, a frase que adotara para aquele mestre, se encaixaria bem. O mais jovem pousou sua cabeça no ombro largo do servo e fechou seus olhos, suspirando levemente.

Ambos sabiam que seria mais rápido e seguro caso o loiro andasse ou, no caso, corresse por conta própria, porem jamais ele desperdiçaria a oportunidade de “colar” seu corpo ao do maior. Mesmo que soubesse, embora em segredo do moreno, de suas traições e que o mesmo era o motivo de sua alma estar presa ao mundo dos humanos até que ele concluísse seu desejo obscuro de vingança.

Ele já sabia disso, mas havia um sentimento doentio dentro de si, sentimento esse que o dominava, mesmo que recebesse suas lembranças de volta estando elas alteradas. Talvez, dois séculos atrás, poderia ser chamado de amor, porém havia se tornado algo como uma obcessão tanto, ou até mais, doentia que a vingança almejada pelo moreno.

Apesar de saber que, na tentativa da realização da vingança macabra, seria morto, o rapaz de cabelos loiro, Alois Trancy, seria fiel a seu traidor.

Os olhos violáceos do maior davam-lhe uma expressão mais sádica e mais doentia do que antes. Ele já tinha conseguido duas das almas que lhe foram “prometidas”, porém aquele que ele desejo, já não estava ao seu alcance, culpa de certo ceifador. Acidentes sempre aconteceram em seu percurso, porém desta vez lhe proporcionariam provar de uma alma a qual nunca imaginou desejar tanto.

Grell ... Sutcliff.... eu vou pegar você... perdidamente molhado”

Notas finais
Certo meus caros, então? Curiosos? confusos? eu estaria... O que será que é isso? Um acontecimento que esta autora decidiu mostrar apenas porque estava sem criatividade para escrever o epílogo? Ou quem sabe uma brincadeira maligna de uma escritora sadica que não se contentava com o final feliz que havia deixado para sua fanfic? ou talvez ainda uma brecha proposital para uma possível continuação? Cabe apenas o destino revelar qual destas é a verdadeira alternativa sobre o que aconteceu neste epílogo. *** Gostaria de agradecer a cada um que comentou (Neko chan e MissSutcliffSpears, obrigada por comentarem nesse ultimos capítulos ) Cada um que favoritou, cada um que acompanhou o desenvolvimento dessa fanficzinha cada um de vocês tem um pedacinho no canto escuro e frio que chamo de coração. Obrigada de verdade pelo apoio de todos, mesmo que fosse apenas a sua visualização, fico extremamente grata por não terem me deixado desistir desta fanfic Um mega obrigada para cada um de você e um apertão "de tia" nas bochechas de vocês meus amados, sejam vocês lindos ou feios. até uma próxima aventura, espero ter lhe proporcionado um pequeno entreterimento. Michaelis
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!