Notas iniciais
Espero que gostem Boa leitura!

Mansão dos Ferreira

– Heitor?! – Exclamou Rubi confusa ao olhar para o rapaz. – Meu amor! O que faz aqui? Porque não me avisaram? – Falou ao abraçar o marido e o encher de beijos.

– Eu consegui minha liberdade até o fim do processo. Ai Rubi, eu estava louco de saudade. – Disse Heitor.

– Gostou da surpresa Rubi? – Questionou Genaro.

– Sim, eu estou tão feliz. – Respondeu a bela.

– Faltam Lisa e Henry para nossa felicidade estar completa. Além desse bebezinho que está por vir. – Disse Heitor a abraçando outra vez.

– Nós vamos deixá-los a sós, vocês têm muito o que conversar. E o Heitor deve estar querendo descansar. – Disse Maribel.

– Vocês vão ficar aqui em casa não é? – Questionou Rubi.

– Sim. – Respondeu Genaro. – Se não formos incomodar.

– De forma alguma padrinho. Eu me sentiria mal se você fosse para outro lugar. Vou pedir que arrumem os quartos. Você não se importa de ficar no quarto que é da minha madrinha não é Maribel?

– Aproveitem enquanto ainda existem empregados nessa casa, porque em breve... – Ironizou Rubi.

– É só uma fase ruim Rubi. – Disse Maribel.

– Assim eu espero. Nós vamos entrar. – Falou Rubi puxando o rapaz. – Vamos meu amor?

– Fiquem a vontade, e nos deem licença. – Disse o rapaz.

Mais tarde

– Estou muito feliz com a sua volta meu amor. – Disse Rubi abraçando o marido.

– Eu também. – Respondeu Heitor enquanto esfregava uma toalha em seus cabelos que estavam úmidos. Como eu disse, a única coisa que falta para nossa felicidade ser completa são nossos filhos. Tenho muita saudade deles.

– Tenho certeza que os dois também estão mortos de saudade de você.

– Será? Talvez o Alessandro os tenha conquistado, e eu não seja mais tão importante para eles.

– Eles têm amor o suficiente para os dois. Não seja ciumento, você sabe o quanto eles te amam.

– E você?

– Eu só amo você, e te quero para sempre ao meu lado. Obrigada por perdoar os e meus erros, e ainda me aceitar como sua esposa.

– Como eu não vou te perdoar se você é o amor da minha vida? Eu sei que você mudou, e sei também que você me ama. – Disse Heitor puxando-a para si.

– É? E como você sabe?

– É só perceber esse brilho nos seus olhos, ou o seu sorriso ao me ouvir dizer isso. – Respondeu Heitor vendo-a sorrir. – E você e está tremendo, seus lábios estão implorando pelos meus. – Continuou ao beijar o pescoço dela.

– Eu te amo tanto Heitor. E não sei o que faria sem você. – Disse ao acariciar o peito dele.

– Eu estou louco para fazer amor com você. – Sussurrou o rapaz no ouvido de Rubi.

– A única coisa que está te impedindo, é essa toalha enrolada na sua cintura. – Respondeu mordiscando os lábios e puxando a tolha de Heitor em seguida. – Assim, você fica bem melhor.

– Você acha? – Questionou Heitor a pegando no colo. – Eu só vou estar bem melhor quando você estiver nua e sobre mim na nossa cama. – Prosseguiu a observando de forma sensual.

Mansão dos Cárdenas

– Porque temos que ficar aqui? — Questionava Henrique. — A minha avó Elisa vai demorar a voltar?

– Eu não sei Henry, ela não me disse. O seu pai disse que não ia demorar e que levaria você e sua irmã ao clube para que pudessem se divertir. — Respondeu Inácio.

– O meu pai? Ele já voltou de Nova York? Você sabe se ele veio com a minha mamãe? — Perguntou Henry.

– Eu disse seu pai? — Disfarçou. — Me desculpe, eu estava falando do Alessandro.

– Mas o Alessandro não é meu pai Sr. Inácio. O meu pai se chama Heitor Ferreira, você não o conhece?

– Claro que sim... Eu já disse que me confundi. — Explicou. Porque não Vamos até a cozinha? Lisa está com Bernadete, e ela acabou de fazer um bolo de chocolate. Deve estar uma delícia.

– O que deve estar uma delícia? — Questionou Alessandro ao entrar na sala.

– O bolo de chocolate que a Bernadete acabou de fazer. — Respondeu o garoto.

– E porque não vamos comer? — Questiona Alessandro.

– Eu e o Sr. Inácio já estávamos indo.

– Você não precisa de chama-lo de Sr. Inácio. Chame-o de vovô. — Disse Alessandro.

– Mas ele não é meu avô. O meu avô se chama Genaro, e a minha avó se chama Elisa.

– Eu sei meu amor, mas você pode ter dois avôs e duas avós.

– E vou ganhar presente dos dois no meu aniversário?

– Sim, seu pequeno interesseiro. — Disse Alessandro o enchendo de cócegas.

– Esse aí é filho da Rubi mesmo. — Comentou Inácio.

– É claro que sou filho da Rubi vovô Inácio, você está muito confuso hoje. É melhor irmos ver a Lisa e a vovó Carla.

– Ele me chamou de vovô! — Exclamou Inácio. Você ouviu isso Alessandro? Vovô! — Dizia o Sr. de cabelos grisalhos sem acreditar.

– Ouvi Papai. — Disse Alessandro rindo ao ver a cara de surpresa de Inácio.

– Vamos? — Questionou Inácio levando os dois para a cozinha.

– Lisa, porque você está chorando? — Questionou Henry ao chegar na cozinha.

– É mesmo princesa. O que foi? — Perguntou Alessandro a pegando no colo.

– Eu estou com saudades da minha mãe. — Disse a pequena esfregando os olhos.

– Se você quiser, a gente pode ligar para ela. — Respondeu Alessandro.

– Porque ela foi embora? Ela não gosta mais de mim? — Perguntava Lisa.

– Meu amor, a sua mãe te ama muito. Ela teve um problema, e foi resolver.

– Mas porque ela não levou a gente? — Insistiu a garota. — Eu poderia ajudar ela.

– São problemas de adulto minha princesinha.

– Mas eu já sou grande. — Retrucava a menina.

– Ai Elisa, você é tão baixinha. — Zombou Henry. — E não precisa chorar sua tonta, a mamãe vai voltar. Não é Alessandro?

– O Henry está certo. Você não precisa chorar meu amor.

– Podemos ligar pra minha mãe agora? — Perguntou Lisa.

– Sim, nós podemos. Mas se você continuar chorando, ela vai ficar muito triste.

– Eu prometo que não vou mais chorar. — Respondeu a garota vendo-o pegar o telefone.

Nova York

Rubi e Heitor finalmente estavam juntos após tanta confusão. Os dois ficaram na cama a tarde toda, e planejavam ficar também o resto da noite. Ambos queriam aproveitar o bom momento, até que uma ligação interrompeu o clima de romance.

– Meu celular está tocando. — Sussurrou Rubi que estava agarrada em Heitor.

– Deixa tocar. Não atende vai. – Implorou Heitor sem sucesso.

– É o Alessandro. — Disse Rubi. — O que será que ele quer?

– Provavelmente nos chatear. Me dá que eu vou atender.

– Não... – Disse Rubi empurrando a mão do marido. – Heitor, para! Eu vou atender.- Respondeu zangada. — Alô?

– Mamãe, eu estava com muita saudade. – Dizia uma pequena garotinha.

– Minha princesa! — Exclamou Rubi. – Eu também estou morrendo de saudades. O que você está fazendo na casa do tio Alessandro.

– Ele sempre nos leva a algum lugar divertido desde que você foi embora. — Respondeu a garota. – E a vó Elisa deixou a gente dormir aqui hoje.

– É mesmo? E aonde vocês têm ido? – Questionou Rubi.

– Ele já nos levou ao clube, a fazenda, ao zoológico, nos levou para brincar no parque. – Dizia a pequena empolgada.

– Vejo que estão se divertindo. E onde está o seu irmão?

– Ele está comendo bolo de chocolate com o vovô Inácio e com o tio Alessandro. Quando você vai vir nos buscar mamãe?

– Eu prometo que não vou demorar minha vida. Quando você menos esperar eu vou estar aí de novo com vocês. – Disse Rubi. – Tem alguém aqui do meu lado, que quer muito falar com você. — Disse Rubi sorrindo ao olhar para Heitor.

– Quem é mamãe?

– É surpresa. Eu vou passar o telefone para ele. – Respondeu Rubi entregando o celular para Heitor.

– Oi meu amor. — Disse Heitor. — Eu também estou morrendo de saudades de você.

– Papai! Você não voltou para nos buscar como prometeu aquele dia. — Reclamou a menina.

– Me perdoa minha filha. Eu tive alguns problemas.

– Quando você vem? Eu quero ficar com vocês.

– Eu não sei quando vou poder ir aí Lisa, mas saiba que eu queria muito que você e o seu irmão estivessem aqui, minha pequena.

– Eu fiz um desenho bem bonito pra você.

– Então guarde-o para mim, porque você sabe que eu adoro os seus desenhos. – Disse Heitor. – Será que agora eu posso falar com o seu irmão um pouquinho? — Questionou Heitor.

– Pode sim papaizinho, eu vou chama-lo. E não esquece que eu te amo muito.

– Own meu amor, eu também te amo, e te amo muito Elisa. Nunca tenha dúvidas sobre isso. – Respondeu Heitor enquanto esperava a Lisa levar o telefone a Henrique.

– Henry, é pra você. – Disse a pequena entregando o celular de Alessandro para o irmão.

– É a mamãe? — Perguntou o garoto ao pegar o telefone.

– Não, sou eu meu filho. – Respondeu Heitor.

– PAI! Eu nem acredito que é você. – Disse o garoto exaltado para a tristeza de Alessandro.

– Como você está meu pequeno campeão?

– Eu estou bem. Estou cuidando da Lisa como você pediu. Ela estava chorando, mas eu disse que ela não precisava chorar pois vocês viriam nos buscar rapidinho.

– E fez muito bem meu filho. Você tem que cuidar da sua irmã.

– Eu fiz isso porque já sou um homem e é obrigação dos homens cuidar das mulheres, mesmo que elas sejam chatas como a Elisa. – Resmungou o garoto enquanto todos riam.

– Você já está se dando bem com o Alessandro?

– Mais ou menos. Ele é legal, e disse que não quer ocupar o seu lugar, e que eu posso gostar de você, mas que eu também posso gostar dele.

– Ele está certo. Você é um bom garoto meu filho, e sempre tratou a todos com muito carinho e respeito. Então quero que seja amigo dele.

– Você está falando sério papai? Não vai se importar?

– Eu não vou me importar, o Alessandro é um cara legal. Você sabia que ele foi o meu melhor amigo quando eu tinha a sua idade?

– É verdade? – Questionou o garoto surpreso. – E vocês brincavam de que?

– Brincávamos de tantas coisas meu filho. – Disse Heitor relembrando sua infância. – Peça a ele que te conte o quão eram divertidas nossas brincadeiras.

– Eu vou pedir papai. – Falou o garoto. – Vocês não são mais amigos?

– As coisas mudaram Henry.

– E porque mudaram? – Insistiu.

Heitor ficou por alguns instantes pensando em uma resposta plausível para Henry. Como ele diria a verdade para o pequeno? Então por sua vez, se limitou a dar uma desculpa qualquer. E encerrar o assunto.

– Nós moramos em Nova York Henry, e é bem longe daí. Por isso nossa amizade acabou.

– Então eu não vou poder ser amigo do Carlinhos. – Disse o garoto desapontado.

– Não é assim Henrique. Esqueça isso, você pode ser amigo de quem quiser meu filho. – Tentou explicar. – Agora eu tenho que desligar. Tenha cuidado, e continue cuidando de sua irmã. Não esqueça que eu te amo.

– Eu também te amo papai. E sinto saudades – Respondeu o garoto desligando assim o telefone em seguida.

– Você desligou e nem me deixou falar com ele. – Disse Rubi.

– Desculpa meu amor, eu fiquei desconcertado, não sabia o que dizer para o Henry.

– Você disse a verdade, e estou orgulhosa de você. – Disse Rubi acariciando o cabelo de Heitor que deitou novamente na cama.

– Ele é o pai dos garotos. Não é justo que eles o odeiem por minha causa.

– Você sabe que eles sempre vão te amar.

– Eu sei, nós fizemos um bom trabalho. Aqueles dois são maravilhosos, e embora eu não seja o pai deles, o que nós sentimos uns pelos outros é incrível, é muito intensa a ligação que existe entre eu e as crianças.

– Isso é tudo culpa minha. – Murmurou Rubi. – Não sabe o quanto eu lamento a situação. Não o nascimento deles, pois Lisa e Henry são o que eu tenho de mais importante, e se eu sou assim hoje em dia é graças a eles. E a você meu amor. – Completou a bela.

– Eu jamais lamentaria a existência daquelas duas coisinhas pequenas que eu amo tanto. Eu só queria muito que eles fossem meus filhos.

– Temos que começar a pensar no nome desse aqui. – Disse Rubi acariciando a barriga.

– Ainda nem sabemos se é menino ou menina. – Disse Heitor.

– Bom, isso nós já vamos descobrir no mês que vem. – Respondeu Rubi.

– Já pensou se vierem mais dois? – Questionou Heitor.

– Está louco? Não sei nem como vamos sustentar mais um. Quem dirá dois. – Respondeu deixando Heitor sem jeito.

– Eu vou fazer o impossível pra que vocês tenham tudo meu amor. Eu vou me esforçar por vocês.

– Eu sei que vai, mas nós temos os nossos gastos com as crianças. Você sabe que a escola do Henry e da Lisa é uma fortuna, além das aulas de idiomas, de natação, música, karatê, ballet. Ainda bem que o Alessandro vai ajudar com... – Ia dizendo antes de ser interrompida.

– Não vamos aceitar de forma alguma, nenhum centavo do Alessandro. Eu sei que ele é o pai das crianças, mas isso seria o fim. Teremos que cortar algumas atividades.

– Ah é? E vamos cortar o que por exemplo?

– Aulas de idiomas. Pra que aulas de idiomas? Eles têm 5 anos Rubi, já é difícil para eles falar a nossa língua e ao inglês.

– Tudo bem. – Respondeu Rubi contrariada. – E o que mais vamos cortar?

– O Henry e a Lisa podem fazer o Karatê e o ballet no clube. Nós pagamos uma anuidade caríssima para algo que poderíamos ter de graça.

– Mas...

– Meu amor, por favor, seja compreensiva.

– Eu estou me esforçando Heitor. Teremos que cortar mais alguma coisa?

– Quer mesmo saber agora? – Questionou Heitor.

– Agora ou depois... Tanto faz. Vai ter alguma diferença? – Questionou Rubi.

– Não. – Disse Heitor sem perder o bom humor. – Mas, já que você é curiosa, eu vou fazer o favor de lhe contar de uma vez. Preparada?

– Não mas...

– Você vai ter que controlar os seus gastos. Comprar menos roupas, sapatos, joias, e frequentar menos ao salão, não vamos poder dar festas, e infelizmente teremos que dispensar até os nossos empregados.

– Todos os empregados? Estamos tão mal assim?

– Um pouco pior do que você imagina. Mas você vai estar do meu lado nesse momento de dificuldade não vai?

– Eu vou. – Respondeu Rubi. – E assim que eu tiver o meu filho, eu volto a trabalhar, nós vamos sair dessa juntos Heitor. Eu vou me empenhar para que recuperemos o nosso dinheiro e o nosso prestígio.

– Obrigado por seu apoio. Eu não sei o que faria sem você por perto Rubi. Minha Rubi. – Disse abraçando-a com força.

Mansão dos Cárdenas

– A sua irmã já foi dormir a um bom tempo. – Disse Alessandro a Henry. – Vai continuar aqui assistindo tv?

– Era o meu desenho favorito, mas agora já acabou. – Respondeu o garoto. – O meu pai sempre assistia comigo em Nova York. – Prosseguiu meio chateado.

– Éér... – Murmurou Alessandro pensando em alguma resposta até que o garoto o interrompeu.

– Se você quiser, amanhã nós podemos assistir juntos.

– Claro Henry, eu ia adorar assistir com você. Mas agora, o que acha de tomar um copo de leite e dormir? – Disse Alessandro feliz pela proposta anterior do garoto.

– Tudo bem, eu já estou cansado mesmo.

– Então vamos para o seu quarto que eu já deixei o seu leite lá.

– Ainda bem que minha mãe não está aqui. – Disse o pequeno com cara de travesso.

– É mesmo? E porque Henry?

– Ela tem várias regras, ela sempre me faz dormir cedo e as vezes eu perco até esse desenho. Ela é muito chata, você não acha?

– Ela faz isso pro seu bem meu amor, e sua mãe não é chata.

– O meu pai disse que você era um cara legal... – Comentou Henry.

– O seu pai disse isso?

– Sim, ele disse que você era o melhor amigo dele quando tinha a minha idade. É verdade?

– É verdade Henrique. Nós éramos bons amigos, mas isso faz tanto tempo... – Disse Alessandro ajeitando o garoto na cama.

– Ele disse também que vocês brincavam de várias coisas legais.

– Nós brincávamos de pipa, pião, carrinhos de lata, biloscas...

– Pião? O que é isso. – Questionou.

– Era um brinquedo de madeira que tinha uma cordinha. – Respondeu Alessandro sem saber explicar direito.

– Vocês não brincavam de futebol?

– Sim, nós também brincamos muito de futebol.

– E quem era o melhor?

– O seu pai sempre foi um bom jogador Henry. Embora gostássemos mais de jogar tênis. Mas o que nós realmente gostávamos de fazer era sair por aí fingindo que éramos caçadores. O seu avô Genaro, tinha uma fazenda, muito bonita, cheia de árvores ao redor, e nós fingíamos que ali era uma floresta, a nossa floresta. Pegávamos nossos estilingues e saíamos caçando lagartixas, passarinhos... E achávamos aquilo o máximo.

– Que legal. Eu também quero fazer isso! – Exclamou o Henrique.

– Um dia quem sabe meu filho. – Disse Alessandro. – Agora tome o seu leite e durma. – Completou levantando da cama do garoto e indo em direção a porta.

– Tio Alessandro? – Chamou o menino.

– O que foi?

– Obrigado por pedir a vó Elisa pra gente ficar aqui. Você realmente é muito legal, e se quiser nós ainda podemos ser amigos.

– É o que eu mais quero Henry, ser seu amigo, e conquistar o seu carinho. Agora boa noite. – Disse Alessandro dando um beijo na testa do filho. – Que Deus lhe proteja.

Mansão De La Fuente

– Genaro! Como foi a viagem, chegaram bem? – Questionou Elisa.

– Sim, sim. Foi tudo bem. Nós fomos direto para a delegacia, pois eu queria muito ver o Heitor. – Respondeu.

– E como está o nosso filho? Já conversou com o advogado dele para saber mais sobre o caso?

– Eu encontrei o Dr. Guimarães por um acaso na cadeia na hora em que fui visitar o nosso filho. Ele me explicou que a situação do Heitor é muito complicada pois as fraudes realmente aconteceram. Mas fique tranquila, isso não quer dizer que o nosso filho seja culpado. – Explicou. – E o Dr. Guimarães é um excelente advogado.

– Como? Você buscou alguma referência?

– Não, ele conseguiu tirar o nosso filho da cadeia. O nosso menino já está em casa com a Rubi, e vai continuar livre até o fim do processo.

– Eu não acredito. Jura?

– Sim Elisa. Está tudo dando certo, graças a Deus.

– Você não poderia ter me dado noticia melhor. – Respondeu Elisa. – E a Maribel como está? Como a Rubi a tratou.

– Ela está descansando. A viagem foi muito cansativa, e como eu já disse, nós fomos direto para a delegacia, depois disso, elas tiveram uma longa conversa. Então você já sabe como é né?

– Elas conversaram? E aí?

–Você sabe o quanto a Rubi é teimosa. Ela não daria o braço a torcer assim de primeira, embora eu ache que tenha sido muito positiva a conversa entre as duas.

– Tomara que elas se entendam. – Disse Elisa. – E o meu filho? Posso falar com ele? Eu estou morta de saudades.

– Talvez amanhã Elisa. Acha mesmo que você vai conseguir falar com o Heitor hoje? Ele está no quarto com a Rubi e não saíram de lá nem para comer. Deixe os dois aproveitarem o momento da reconciliação.

– Você tem razão. – Riu Elisa constrangida. – Amanhã eu ligo.

– É melhor assim. Até mais, mande um beijo para os meus netos. – Disse Genaro desligando o telefone.

Mais tarde

– Como estão as coisas em Nova York? Quais as novidades? – Questionou Jean Pierre a Dona Elisa após um exaustivo dia de trabalho no hotel.

– Meu filho conseguiu sua liberdade, pelo ao menos por enquanto... Ele vai ter direito a responder ao processo em liberdade. – Respondeu Elisa.

– Isso significa que a minha menina nem precisava de ter ido pra casa daquela bruxa. – Interrompeu Magda.

– Nana, até hoje você está implicando com a Rubi? – Questionou Elisa.

– Eu também não fico feliz ao lembrar que a Maribel está na casa da Rubi e do Heitor... Ela foi noiva dele...

– Meu Deus, ele está com ciúmes do Heitor. – Disse Elisa. – Jean, acha mesmo que a Maribel estaria com você até hoje se não o amasse? E quanto ao Heitor, não se preocupe. Ele ama a Rubi de forma incondicional. E só tem olhos para ela.

– Percebe-se. – Retrucou Nana novamente. –Porque para continuar casado com aquela víbora depois de tudo o que ele descobriu, tem que amar muito.

– Talvez esse seja o verdadeiro amor Nana, o que é capaz de perdoar tudo.

– Eu vou tomar um banho. – Disse Jean. – O dia foi super cansativo, e prefiro não ficar aqui perdendo tempo como a Magda, que vive tomando conta da vida dos outros. Você deveria casar também Nana, ou adotar uns gatos, seria mais proveitoso, não acha? – Prosseguiu Jean zombando.

– Garoto, você está muito atrevido. – Disse Magda brava.

– Eu vou ver como o Carlinhos está. – Disse Elisa que ainda ria de Magda.

– Depois eu passo lá no quarto dele. – Disse o rapaz subindo as escadas.