Rubi - A descarada
3 Capítulo 3
Rubi Narrando
“Não acredito que o Alessandro estava beijando essa idiota. Essa manca me paga! Não bastava ter me incriminado com a cara de santa, ainda tinha que vir atrás do meu Alessandro. Mas isso não vai durar. Eu vou acabar com a felicidade dessa idiota rapidinho. Quem ela acha que é?”
– Não acredito que você estava beijando essa manca.
– Rubi, não vou permitir que fale assim com a Maribel. Ela sim merece meu amor. Ela sim soube ficar ao meu lado, em todos os momentos, sendo eles difíceis ou não. Agora que eu tenho mais dinheiro que o Heitor é muito fácil você querer voltar pra mim, eu quero que você saia da minha vida...
– Você não pode estar falando sério Alessandro. Você esqueceu que foi ela quem nos separou? Foi ela que fez você acreditar que eu tinha matado a Sônia para ter o caminho livre. Ela não te ama como eu te amo. Não pode ser verdade. – Diz Rubi de forma descontrolada.
– Cala boca Rubi, o fato da Maribel ter se enganado não anula seus outros erros do passado. Se você não fosse má, as pessoas não pensariam o pior de você. Agora sai daqui, porque você está estragando a minha noite.
Rubi saiu do restaurante furiosa. Praguejando a Alessandro e a Maribel e prometendo a si que a maldita manca iria pagar bem caro por tudo que estava acontecendo. Pegou a chave do carro em sua bolsa e entrou de forma apressada, tinha que chegar em casa antes de Heitor... Ao chegar, tomou um banho, e ficou pensando em tudo que aconteceu em sua vida nos últimos cinco anos. Pensou em como se sentia inferior as pessoas quando estudava na mesma universidade que Maribel. Pensou nas humilhações e na forma como Maribel lhe dava as “sobras”. Lembrou-se também do dia que conheceu Heitor e Alessandro, e em tudo que Heitor foi capaz de fazer por ela até hoje. Heitor a amava... Ela não tinha dúvida. Ninguém jamais suportaria tudo até hoje, como mentira, ninguém sentiria tamanho ciúme se não houvesse tanto amor. Heitor sempre foi capaz de fazer todas as suas vontades na esperança de que um dia ela olhasse para ele com amor, e para sua felicidade, esse dia estava chegando. Rubi decidiu que era hora de seguir a vida, e isso, significava que era hora de Alessandro Cárdenas sair dela.
No outro dia
Heitor Narrando
Quando cheguei do hotel, já era tarde. Estava faminto, procurei Dora na cozinha e não a encontrei. A casa estava silenciosa e parecia estar vazia. Rubi... Este foi meu primeiro pensamento. Onde ela teria ido? Corri em direção ao quarto, e fui pego de surpresa. Ela estava linda.
– Quero você de verdade. Quero te amar Heitor. Quero você embaixo de mim. Quero gozar com você. – Dizia Rubi que não tirava os olhos de Heitor nem por um instante enquanto segurava o queixo do mesmo. Ela segurava firme, para ter certeza de que ele estava prestando atenção apenas nela.
Rubi vestia uma camisola branca de renda, com algumas transparências que destacavam seu rosto. A luz do quarto estava baixa, ela havia decorado com algumas velas e o chão estava cheio de pétalas de rosas. No canto, havia uma pequena mesa com duas taças e uma garrafa de Heidsieck 1907 que mostrava o quanto era importante aquele momento. A abracei, queria possuir seu corpo mas ao mesmo tempo queria demonstrar ternura... e poderia ficar assim com ela o resto de minha vida. Sua pele era macia e a cada toque meu, ela se arrepiava, seu cheiro era de rosas, e quando sussurrei em seu ouvido que a amava ela esboçou um sorriso como se aquilo fosse novidade.
– Gostou da decoração do quarto Heitor? Eu queria te fazer uma surpresa.
– Gostei sim meu amor, porém nada é mais bonito do que você, de pé aí, bem na minha frente. — Balançou a cabeça, parecendo praticamente desesperado. — Nadase compara. Eu te amo tanto meu amor, e estou tão feliz por você ser minha esposa. A beijei, e seus lábios estavam mais macios e cheios do que o normal. Ela estava trêmula. E seus olhos transmitiam algo, um misto de curiosidade e ansiedade, como se fosse uma garota prestes a desvendar o amor.
Rubi narrando
Tive uma vontade enorme de chorar quando ouvi Heitor dizer essas coisas. Não sei porque mas meus sentimentos estavam a flor da pele meu cérebro lutava contra isso, mas no fundo eu realmente queria dar uma chance a ele. E quando percebi que ele estava andando em minha direção, devagar, de uma forma sexy como jamais tinha visto antes me descontrolei totalmente. Ele podia vir devagar, rápido, poderia me possuir com força ou gentilmente – Naquele momento tudo o que queria era ser dele!
Meu coração acelerava conforme ele se aproximava. A poucos centímetros de mim, parou e esperou. Precisava encará-lo nos olhos. Ele era mais alto do que eu, não muito e ao encostar minha mão em seu tórax pude sentir que sua respiração estava tão rápida quanto a minha. Era bom ver que essa atração o afetava tanto quanto a mim.
– Heitor...
Continua {...}
Fale com o autor