Rubi - A descarada
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Mansão dos Ferreira
– O que faz aqui imbecil? Já disse para sumir da minha vida.
– Isso é o que eu mais quero Heitor.
– Não parece. Está sempre em minha casa ultimamente. Terei que proibir você de entrar aqui?
– Não será necessário. Vim aqui apenas para buscar a minha mulher com os filhos dela. Nos vamos voltar para o México.
– A Rubi é minha esposa Alessandro. Já se esqueceu disso? E nem se ela quisesse eu iria permitir que voltassem. Você está completamente fora de si.
– Não Heitor, como eu disse, a Rubi vai voltar para o México, e assim que ela se divorciar de você, nos dois iremos casar. E aí, ela vai esquecer rapidinho tudo o que viveu com você. E eu vou fazer amor com ela todas as noites... – Respondeu com um sorriso irônico.
– Meu filho, você aqui de novo Alessandro? – Indagou Sr. Genaro entrando na sala. – Você me prometeu que iria embora e não perturbaria mais a vida do Heitor e da Rubi.
– Sr. Genaro, eu tenho um enorme respeito pelo senhor, e costumo cumprir com minha palavra, mas dessa vez não foi possível. A Rubi continua me amando. Ainda é minha.
– Alessandro já chega! Ela é minha esposa e eu exijo respeito.
Gritou Heitor a Alessandro dando-lhe um soco. Dona Elisa que estava no canto da sala assistindo a confusão, correu para o quarto de Heitor e Rubi, e foi desperta-la. Ela estava acordada e sua filha também estava com ela. Quando Dona Elisa entrou no quarto, Rubi desviou o olhar, ainda envergonhada de si, embora ninguém soubesse o que havia acontecido entre ela e Alessandro. E tentou disfarçar seu incomodo.
– Oi Dona Elisa. O Heitor não está no quarto. Talvez a senhora o encontre no escritório.
– Eu sei minha filha. Ele está na sala, brigando com o Alessandro. Você tem que fazer alguma coisa.
– Brigando com o Alessandro? Não é possível. O que ele faz aqui?
– Eu não sei o que o Alessandro faz aqui... Vai lá e tire o Heitor da briga. Eu não sei mais o que fazer com esses dois. – Implorou Dona Elisa pegando sua neta do colo de Rubi, que correu para a sala.
– Já chega os dois! – Gritou Rubi. – Alessandro se você não respeita o meu casamento com o Heitor, respeite ao menos os meus filhos. Estou farta de ver vocês dois brigando o tempo todo.
– Rubi eu... – Ia dizendo Alessandro, quando Rubi interviu.
– Eu ainda não acabei de falar então não me interrompa. – Respondeu Rubi. – Eu aceitei mudar com o Heitor para Nova York pra ficar longe de você. Porque queria ter uma vida tranquila, mas já percebi que posso ir pra qualquer lugar e você sempre vai me perseguir. O passado sempre vai me perseguir. Estou cansada...
– Eu só quero que diga ao Heitor que vamos voltar para minha casa.
– Eu não vou voltar com você para o México Alessandro, já te avisei. Esquece essa história ridícula; Para de pensar que você é capaz de ser um pai para os meus filhos, porque você não é. Como eu já te disse, o Heitor é o pai deles, e tem se dedicado como nunca pra nos fazer feliz. Pare de nos incomodar, e volte para o seu país. Esquece da existência da minha família.
– Não foi isso que você disse quando nos encontramos ontem a noite.
– Eu não te disse nada. – Respondeu Rubi alterada. – Agora sai da minha casa. Você está assustando meus filhos. Não quero mais ver você, não quero saber de você rondando a minha casa e nem os meus filhos. Adeus Alessandro. Aliás, nos encontraremos em alguns meses na audiência do processo da sua acusação infame sobre a morte da Sônia. Espero que tenha contratado um bom advogado.
– Você abriu um processo?
– Sim, achei que já tivessem lhe dito... Enfim, saia da minha casa.
– Pode deixar, eu não quero uma mulher como você ao meu lado.
– Fico muito feliz, assim você desaparece da minha vida. – Respondeu Rubi a Alessandro enquanto ele ia embora.
– Precisamos conversar Rubi. – Disse Heitor alterado.
– Nós vamos dar uma volta, assim vocês podem conversar a vontade. – Disse Genaro a Rubi e a Heitor.
– Porque o Alessandro disse que você estava com ele ontem a noite?
– Ele veio aqui no dia do batizado, queria falar comigo de qualquer jeito, e eu sabia que se você o encontrasse, iriam acabar brigando, como aconteceu hoje. Tudo o que eu queria era evitar um escândalo, e aceitei encontra-lo no hotel, eu queria resolver as coisas sem que você pudesse se preocupar, mas não consegui. Por isso voltei chateada ontem pra casa.
– Como você vai encontrar o Alessandro em um hotel e não me conta nada Rubi? – Questionou segurando o rosto dela. – Deve achar que sou muito idiota. O que aconteceu no encontro de vocês. Me fala Rubi!
– Meu amor você está me machucando.
– Me fala Rubi! – Gritou Heitor.
– Nada! Já disse que não aconteceu nada.
– Ai Rubi, Rubi, eu te amo tanto, que nunca poderia vê-la nos braços de outro. Se aconteceu alguma coisa entre vocês...
– Heitor por favor. Meu amor, eu só quero você, e só amo você. Por favor não desconfie disso. – Respondeu Rubi o abraçando. – Não vamos deixar o Alessandro estragar a nossa felicidade.
– Tem razão Rubi. – Respondeu Heitor a segurando com força e beijando-a com raiva.
– Heitor devagar, por favor não me machuque.
– Me desculpa. – Disse afastando. – Eu não sei o que deu em mim... é que...
– Tudo bem. – Respondeu Rubi o abraçando com ternura e sorrindo para ele em seguida. – Eu sei que está chateado, eu deveria ter lhe dito a verdade, mas eu não quero que fique assim,
– É que eu não suporto o Alessandro.
– Eu sei, mas você tem que confiar em mim. Olha como você está tenso. Quer que eu faça uma massagem para que você se sinta melhor? – Perguntou Rubi de forma provocante.
– Sim, é claro.
Do lado de fora
– Alessandro, eu estou lhe pedindo pela última vez. Deixe a Rubi e o Heitor em paz. Você já a escutou, mesmo que seja verdade que ela ainda o ame, a Rubi decidiu ficar com o meu filho e os dois tem uma família. Tente ser coerente.
– Mas Sr. Genaro não é justo.
– Não é justo o que? Se fosse ao contrário? Se você estivesse casado com a Rubi e tivesse dois filhos com ela, e o Heitor vivesse atrás de vocês, estaria satisfeito?
– É diferente. A Rubi e eu nos amamos.
– Não filho. Não é diferente, e é isso que você precisa entender. Vá embora Alessandro... É o melhor para todos. – Respondeu Sr. Genaro entrando novamente na casa de Heitor. Alessandro ficou parado por alguns instantes e socou a porta com raiva. Quando ia saindo foi surpreendido pela presença de Rafael e Flora que estavam chegando a casa dos Ferreira.
– Alessandro, que surpresa boa. Quanto tempo rapaz! – Exclamou Rafael. – Ainda lembra de mim não é?
– Rafael, é claro. Realmente faz muito tempo. – Respondeu Alessandro
– Desde que você e o Heitor voltaram para o México não é? Estranhei o fato dele não ter te chamado pra ser padrinho dos filhos dele. Vocês são como irmãos.
– Está enganado. Eu e Heitor não somos irmãos. Nunca poderia ser padrinho dos filhos dele, ainda mais sendo os filhos da Rubi. E desculpa, mas eu tenho que ir. Nos encontramos outro dia.
– Vocês brigaram? Quer que eu converse com o Heitor? A Rubi me parece ser uma boa mulher.
– Você não conhece a Rubi como eu. Aliás ninguém a conhece como eu conheço. Como já disse, eu realmente tenho que ir. – Respondeu Alessandro entrando no carro e indo embora
– Uall, acho que perdemos alguma coisa, viu que ele estava com uma marca de sangue na boca? E ele não gosta da Rubi. Eu disse que essa mulherzinha não era a boa santa que está enganando a todos vocês.
– Cala boca Flora. Acho melhor voltarmos em outra hora. Vamos embora.
– Não, vamos entrar. Estou louca pra saber sobre esse Alessandro. Ele parece bem atraente.
– Como se ele fosse querer algo com alguém como você. O único capaz de cometer essa loucura fui eu, e não sabe o quanto me arrependo. Vamos embora agora.
– Como você é insuportável. Anda, vamos embora. Deveria se importar mais com sua família e com seu filho. Não com a vida da Rubi.
Mais tarde
– Alessandro, andou brigando com o Heitor? – Questionou Marcos.
– Não foi nada demais.
– Como não foi nada demais? Sua boca está machucada.
– Eu fui até a casa do Heitor busca-la e ela não quis vir. Sou um estupido, achei que ela finalmente fosse escutar o coração.
– Alessandro, eu disse que a Rubi e o Heitor estão apaixonados.
– Se ela estivesse realmente apaixonada por ele, não teria feito amor comigo. Não teria dito que ainda me ama.
– O que? Você só pode estar de brincadeira.
– Tudo bem que eu forcei o encontro, e ela negou a princípio e disse estar confusa, mas quando eu a beijei, foi como se nunca tivéssemos nos separado. Ela estava disposta a ficar comigo mas eu estraguei tudo.
– Como assim?
– Ela diz que quer um pouco de sossego e tranquilidade e disse que apenas o Heitor pode lhe proporcionar isso. Disse que estou sempre desconfiando e que ela não quer isso.
– O problema é que a Rubi já errou demais. Fica difícil acreditar nela, mas tenho que concordar que a confiança é a base de qualquer relacionamento saudável.
– E o que eu faço?
– Esquece tudo isso e volta comigo e com a Cristina para o México amanhã cedo. Você vai encontrar outra mulher e vai reconstruir a sua vida.
– Eu não quero outra mulher! Será que não entende isso? Eu só quero ser feliz com a minha Rubi.
– Eu realmente não sei mais o que dizer. Então quer saber? Faça o que você quiser. Você age feito criança mimada. A Rubi está casada e não vai se separar do Heitor. Então se você quiser de vez enquanto a pressionar e a levar para cama. Ok fique à vontade, mas não ache que vá passar disso. – Respondeu Marcos saindo.
Mansão dos Ferreira
– Onde estão todos? – Questionou Heitor que acabara de chegar em casa.
– Saíram. – Respondeu Rubi. – Pedi que nos deixassem a sós hoje a noite. Desde que nossos filhos nasceram, nunca mais tivemos uma noite só nossa. Onde pudéssemos jantar, beber um bom vinho em paz, dançar... Lembra de quando saiamos para dançar?
– Se está fazendo isso porque nos... – Ia dizendo Heitor quando Rubi o interrompeu.
– Estou fazendo isso porque te adoro, porque não quero que perca o interesse em mim. Porque quero ser o seu único pensamento. Quero ser pro resto da minha vida a Senhora Ferreira.
– Rubi. – Disse Heitor a acariciando. – Eu te amo tanto, nada pode tirar você da minha cabeça. Eu sei que tudo o que tem feito é por nossa família. E me orgulho muito de ser seu marido.
– Obrigada Heitor. – Respondeu beijando-o de forma provocativa. – Eu te amo! – Sussurrou em seu ouvido, dando-lhe uma mordiscada na orelha.
– Se continuar me beijando assim, vou te levar direto para minha cama.
– Até que não seria uma má ideia...
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