Rubi - A descarada
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Coquetel no Flariron Building
– Achei que uma mulher como você, gostasse de cuidar dos filhos.
– E eu gosto. Mas essa é uma ocasião especial onde o meu marido recebeu um troféu do prefeito. E se puderem nos dar licença, vamos ali cumprimentar o casal Ribeiro.
– É claro Rubi. – Respondeu Rafael enquanto os dois saiam. – Será que não poderia ser um pouco mais educada Flora?
– Educada com quem e para que? Vai me dizer que essa aí já lhe despertou interesse? Ela tem cara de que se vende por muito pouco.
– Eu não consigo entender como fui me casar com você. Eu devia estar louco... E quer saber? Eu vou embora.
– Aonde vai? Não pode me deixar aqui sozinha.
– Pegue um táxi. Vá com sua vassoura, mas não quero ter o desprazer de te ver o resto da noite.
– Você não vai embora Rafael. – Respondeu Flora segurando seu braço firmemente.
– Não? Porque? O que vai fazer para me impedir? Armar um escândalo? Só me faltava essa.
– Não. Acontece que se você não lembra, eu vou refrescar a sua memória. Eu sei de todas as suas fraudes, sei de todo o dinheiro que vem desviando da empresa durante todos os anos. Você pegaria facilmente no mínimo uns 40 anos de reclusão. É isso que quer?
– Estúpida. É por isso que eu te desprezo. Não sabe se valorizar! Nunca, escuta bem, nunca vou te amar Flora. E o seu castigo vai ser me amar.
– Pode não me amar. Mas vai estar preso a mim o resto da sua vida. Não se esqueça que tudo o que conseguiu foi graças ao meu pai.
– Não me provoque sua infeliz. – Respondeu Gabriel saindo de perto dela.
Mais tarde
– Dona Flora, ainda bem que você chegou. – Dizia Antonella apreensiva. Seu filho está ardendo de febre. Já dei remédio, mas a febre não passa. Ele quer muito ver a senhora.
– Aposto que não é nada demais. Esse menino vive querendo aparecer. Vou tomar um banho, trocar de roupa e depois eu dou uma passadinha no quarto.
– Não é possível que não tem compaixão nem por seu filho. – Respondeu-lhe Rafael indignado. – Vou ver o que meu filho tem. E é melhor que não demore a ir vê-lo. E isso não foi um pedido.
Flora deu-lhe as costas e foi seguida por Antonella. Rafael foi até o quarto do pequeno para ver o que ele tinha. Apesar de ter apenas quatro anos, Lucas era esperto. Parecia mais com o pai do que com a mãe, tinha a pele clara, os olhos castanhos assim como o cabelo. Algumas sardas no rosto e um sorriso encantador. Gostava de ouvir histórias e ao ver o pai entrar no quarto logo se animou.
– E aí campeão, como você está?
– Eu estou bem. Flora disse que se eu tomasse o remédio minha febre iria passar e minha mãe iria vir me ver. Eu fiz um desenho para ela mais cedo, mas ela não veio buscar.
– Ela foi tomar um banho, acabou de chegar em casa cansada, mas logo estará aqui.
– Tudo bem se ela não puder vir.
– O que é isso que você tem em suas mãos?
– Antonella me deu um livro novo. Chama-se “O pequeno príncipe”.
– E você quer que eu leia ele pra você?
– É claro papai! – Respondeu Lucas entusiasmado deitando na cama novamente. Rafael deitou na cama com o filho, e começou a ler. Leu um capítulo até que o filho adormeceu. Ficou lá por uns instantes para ter certeza de que o menino não acordaria novamente, até que Flora entrou no quarto.
– Agora? Nem precisava vir mais, Lucas já está dormindo.
– Melhor assim. É bom que não perco tempo com os caprichos do seu filho.
– Eu não sei como Deus lhe deu a oportunidade de ser mãe. Você é seca. Não ama nem ao seu filho.
– Eu não pedi para ser mãe. Esse menino me irrita! Se eu pudesse ele nem...
– Nem ouse falar isso. Quer saber? Chega! Estou saindo. – Respondeu Rafael saindo.
Rafael entrou em seu carro. Dirigiu apressadamente por alguns quilômetros, até chegar em uma casa, curiosamente, ele tinha as chaves, e após guardar o carro na garagem, uma mulher, que aparentava ter vinte e cinco anos, saiu enrolada em um robe veio recebe-lo.
– Meu amor, o que faz aqui a essa hora?
– Eu precisava de você. Respondeu Rafael lhe abraçando.
– Vamos entrar.
Mansão dos Ferreira.
– Dora, se quiser, já pode ir dormir.
– Obrigada Dora.
– Boa noite dona Rubi e Sr. Heitor.
– Boa noite Dora. – Responderam-lhe ambos.
– Estava morta de saudade dos meus filhos. Olha como eles são lindos.
– Também estava com saudades. Mas já estão dormindo. Vamos pro nosso quarto?
– Vamos. Respondeu puxando o marido
– Sabia que você era a mulher mais bonita da festa?
– É mesmo? E de onde você tirou essa ideia?
– Era só perceber a forma como todos os homens te olhavam.
– Tinha um que estava me olhando mesmo. Só faltava me devorar com os olhos.
– O que? Como assim? – Questionou Heitor surpreso.
– É verdade. Ele não tirou os olhos de mim a festa toda. Acho que se pudesse, teria me agarrado no meio de todas aquelas pessoas.
– De quem você está falando?
– Não sei. Ele tem uma estatura mediana, tem olhos verdes, e os cabelos loiros. Ele é arquiteto, acabou de mudar para Nova York, e recebeu um troféu hoje do prefeito. Você o conhece? – Respondeu Rubi.
– Sua boba... – Murmurou Heitor em seguida beijou o seu pescoço.
– Sabe o que é mais engraçado?
– Não. O que?
– É que eu também sou louca por esse arquiteto.
– Eu te amo tanto Rubi. Minha vida!
– Eu também te amo Heitor. – Respondeu-lhe Rubi sorrindo. – Nunca pensei que pudesse amar assim. Quero tanto te fazer feliz, me diz uma coisa: Tenho conseguido ser uma boa esposa?
– Meu amor, eu nunca estive tão feliz em toda minha vida. Não entendo o porquê de tantas dúvidas. Você me apoia, me ajuda, você me inspira Rubi. Todos os dias eu só tenho que agradecer por você fazer parte da minha vida. Quando tudo dá errado, só de ver o seu sorriso, o meu dia já valeu a pena.
– Você é incrível! – Respondeu-lhe acariciando o rosto. Ela pressionou o corpo contra o dele sentindo um latejar suave entre as pernas de Heitor. Seu coração disparou e suas pernas ficaram bambas.
– Você está com as pernas bambas? – ele perguntou, sem parar os movimentos, encharcando-a com a evidência de sua excitação.
– Você me deixa bamba.
– Devo parar?
– Darei um tiro em você se parar!
– Você é ainda mais linda sem roupa.
– Você está cada dia mais ousado. – Disse Rubi o beijando com muita paixão.
– E você gosta?
– Como eu gosto.
Ele abaixou sua lingerie, correndo a ponta dos dedos para cima na parte interna das coxas. Rubi gemeu baixinho. Ela deslizou as mãos para as calças do marido e tentava urgentemente lhe tirar a calça. Um botão voou longe enquanto Heitor esforçava-se para não perder o controle da situação. Excitado demais para manter a calma, ele lançou-se com urgência, sabia que ela ansiava por seu corpo. Por um instante, ambos ficaram imóveis, paralisados de prazer. Rubi começou a movimentar seus quadris, o ambiente estava silencioso e tudo que poderíamos ouvir era os gemidos dela. Seus movimentos levavam Heitor à crescente loucura. Embora desejasse que essa harmonia durasse para sempre, ele sabia que estava a instantes do clímax. Deslizando a mão entre os corpos, ele a tocou intimamente. Agarraram-se um ao outro, encostados em uma penteadeira. Ele sorriu, enquanto espalhava beijos pelo corpo de sua mulher:
– Não existem palavras para descrever um prazer assim.
– Você não vai querer levar o crédito por isso?
– Eu? – Heitor sussurrou beijando seu pescoço. – Quem me dera. Esse foi por sua conta. Mas da próxima vez pode deixar comigo.
Ela deixou escapar uma risada, e escondeu o rosto no ombro dele para disfarçar.
– Estou ansiosa pela próxima vez...
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