Rubi - A descarada
42 Capítulo 42
Notas iniciais
– Não vai mesmo dizer o que é?
– Ela sabe quem vem me mandando as cartas anônimas a anos.
– Como assim ela sabe?
– Ele ou ela, não sei ainda, veio ao hospital, esqueceu que existem câmeras de segurança espalhadas por todos os corredores. E ela conseguiu uma imagem com o rosto da pessoa. Estou com um pouco de medo.
– Então eu vou com você. – Disse Alessandro.
– Não. Isso é algo que eu tenho que fazer sozinha. Fique aqui com meus filhos e será o suficiente.
– Tudo bem, eu te encontro daqui a pouco na recepção. Pode ser?
– Sim, sim é claro. Respondeu Rubi, deixando em seguida o consultório de Alessandro. A medida que a verdade se aproximava, seu coração disparava. Estava prestes a descobrir quem queria arruinar sua vida. E o pior é que ela nem imaginava o que estava por vir.
– Gabriela?! – Disse vendo a enfermeira. – Eu vim o mais rápido que pude. Então o que descobriu. Onde está a imagem da pessoa que deixou aquelas flores no meu quarto.
– Bom, senhora eu conversei com a recepcionista, a minha amiga que eu havia comentado e ela disse que era um homem.
– Um homem?!
– Sim, um homem, ela conseguiu capturar a imagem de uma das câmeras do sistema de segurança, mas...
– Mas o que garota?
– Não queremos nos meter em confusão. Já percebi o quanto isso é importante pra senhora, e imagino que isso possa nos trazer problemas no futuro.
– É dinheiro que você quer não é?
– Dinheiro nunca é demais. Se a senhora for generosa, talvez eu possa lhe passar a informação que deseja.
– Tudo bem. – Disse Rubi pegando o talão de cheques na bolsa. – Isso é o suficiente. – Completou após preenche-lo.
– Nada mal. – Respondeu Gabriela. – Aqui está o seu papel.
– Não... Não pode ser. Deve haver algum engano. – Disse Rubi atônita ao ver a foto.
– Não há engano algum. Esse é o exato momento que o cara da foto entrega a carta e as flores a recepção. Você o conhece? – Questiona a enfermeira ao perceber a palidez de Rubi.
– Rubi?! Algum problema? – Indaga Alessandro. – Você demorou e viemos ver se estava tudo bem.
– Anda mamãe, vamos logo ao parque. – Diz Lisa.
– Não vamos mais ao parque. – Diz Rubi ainda em choque.
– Mas o Alessandro ia me ensinar a andar de bicicleta. – Diz Henry queixando-se.
– Eu não estou me sentindo bem. – Avisa Rubi colocando a mão na cabeça. – Vamos embora. Eu tenho que resolver alguns problemas.
– Você descobriu quem estava mandando as cartas? – Questiona Alessandro.
– Sim. – Responde Rubi com cara de decepção. – Olha. – Completa estendendo a mão e entregando a foto a Alessandro.
– Mas...Eu não acredito. – Disse Alessandro.
– É o meu melhor amigo Alessandro. Eu o levei para minha casa, deixei ele conviver com os meus filhos, fazer parte da minha família. – Murmurou Rubi entre os soluços de seu choro.
– Mamãe, não chora. – Pediu Lisa que estava ao lado de Henrique que permanecia quieto e apenas observava a cena.
– Tem razão meu amor. A mamãe vai ficar bem.
– Eu te levo em casa. Você não tem condições de dirigir. – Disse Alessandro.
– Obrigada por sempre me apoiar. – Respondeu Rubi o abraçando.
– Você sempre terá meu apoio incondicional.
Heitor narrando
Eram duas horas da tarde, Rubi havia ido ao hospital com meus filhos e depois os levaria até a casa de Maribel. Eu entendo o quanto isso era importante para o crescimento pessoal de Henry, mas o fato dela estar sozinha com Alessandro Cárdenas ainda me deixava transtornado.
Quando ela chegou, e Alessandro entrou com ela, meu coração acelerou. Eu queria expulsa-lo dali de qualquer jeito, mas ela ficaria magoada comigo. Então, tudo o que fiz foi questionar o motivo da presença do mesmo.
– O que o Alessandro faz aqui? Você não é bem-vindo em minha casa.
– Eu vim trazer a Rubi, ela não está se sentindo bem.
– Você não tem que cuidar da minha esposa. – Respondeu Heitor alterado.
– E queria que eu a deixasse sozinha? – Indagou Alessandro. – Quem você acha que é pra me dar ordens?
– Parem os dois! – Gritou Rubi.
– O que é isso fofinha? – Questionou Toledo entrando na sala. – Você anda muito alterada ultimamente.
– Seu desgraçado! – Disse Rubi após dar uma bofetada em Toledo.
– Dora, leve os meninos lá pra cima. – Pediu Heitor assustado. – O que está acontecendo Rubi? Porque bateu no Toledo?
– Era você esse tempo todo Toledo. Como eu fui burra! É por isso que as cartas apareciam do nada, porque você tinha livre acesso a minha casa, ao meu trabalho e a todos os outros lugares.
– Você foi muito baixo Toledo. – Ponderou Alessandro. – Traindo a amiga que sempre te ajudou.
– O que? O Toledo é o responsável pelas cartas? – Admirou-se Heitor. – Não faz sentido, ele é seu melhor amigo meu amor.
– O Heitor está certo Rubi, você está desconfiando de mim? – Disse Toledo de forma cínica.
– Eu também acreditei nisso. Te acolhi na minha casa, mas olha, isso é fato. – Respondeu Rubi mostrando a foto do rapaz no hospital.
– Vai continuar mentindo? – Questionou Alessandro. – Vai negar que era você na foto?
– Eu não vou negar que sou eu. Até porque, já estou cansado desse joguinho, eu achei que você fosse mais esperta Rubizinha... Mas ela sabe que nunca disse mentiras, quem vem mentindo para os dois durante anos é você minha querida.
– Você está louco Toledo. – Protestou Rubi. – Sai já da minha casa.
– Eu já vou sair, mas antes vamos conversar, os quarto minha preciosa. Porque não conta pra eles a verdade?
– Eu não tenho nada pra contar. – Gritou alterada. – Sai logo daqui Toledo.
– É melhor você sair, antes que eu chame a polícia. – Disse Heitor.
– Heitor, Heitor. Você sempre fazendo as vontades de sua esposa. Tão tolinho, ai, não é necessário. Vamos conversar...
– Sai Toledo. – Pediu Alessandro
– Ela mentiu, roubou o seu dinheiro. Te manipulou o tempo todo e ah... Foi infiel e você ainda vai defende-la? É realmente um trouxa e merece tudo o que ela fez.
– Cala boca Toledo. – Insistia Rubi.
– Seu primeiro amante foi o Thiago Pietro Santos.
– Ela não foi amante do Thiago e você sabe muito bem disso. – Exclamou Alessandro.
– Tem razão Alessandro. Ela não foi amante do Thiago porque só ficou com ele uma vez.
– O que?! O que ele está dizendo? – Gritou Heitor.
– Ela dormiu com o Thiago pra salvar o Alessandro. O Pietro Santos queria mata-lo e ela não permitiu... Ops, contei um de seus segredos para o seu maridinho.
– Seu infeliz! – Disse Alessandro.
– E o segundo amante dela, você já deve imaginar quem é...
– Fala logo Toledo! Anda. – Vociferou Heitor.
– Para Toledo, por favor, para! – Dizia Rubi.
– É o Alessandro. Não é tão difícil assim perceber. A Rubi se casou por interesse, ela era apenas uma pobre coitada morta de fome, quando apareceu no meu atelier. Ela amava o Alessandro, mas ele era pobre. Então eu sugeri que ela roubasse o noivo da melhor amiga, a pobre manca da Maribel, e vamos concordar: você era a vítima perfeita, rico e fácil de controlar. A sua querida esposa sempre soube te manipular, e você foi um bonequinho de fantoche nas mãos dela.
– Você e o Alessandro? Ele está mentindo não é Rubi?! Por favor, me diz que ele está mentindo. – Diz Heitor aos gritos sacudindo a esposa.
– Solta ela Heitor. – Diz Alessandro intervindo na situação.
– E não foi só uma vez que ela te traiu com ele... Rubi esteve com Alessandro no Vale do Bravo, e eles só não se casaram porque ela foi parar na cadeia. Tadinha dela não acha? Ah e quando ele esteve em Nova York, ela também ia te deixar, mas com o seu acidente, ela acabou ficando com peninha de te largar.
– Não é verdade! Heitor... – Suplicava Rubi. – Eu não te deixei porque te amava, eu disse ao Alessandro que eu te amava.
– O que quer Toledo? Porque está fazendo isso? – Questionou Alessandro.
– Vai defende-la também Dr. Cárdenas?
– Eu sempre vou defender a mulher que eu amo.
– Que comovente, então vamos ver se ainda vai defende-la depois que souber a verdade.
– Não Toledo, por favor eu te imploro. Olha, eu não sei o que eu te fiz, eu não sei o que você quer, mas por favor para.
– A Helena, um dia antes de morrer esteve em sua casa Heitor... Ela por um acaso ouviu nossa conversa e descobriu algo muito importante. Viajou porque queria te contar, mas infelizmente acabou morrendo. Ainda bem que eu estou aqui pra lhe dizer a verdade não é?
– Que verdade? – Indagou Heitor que já estava transtornado.
– Já chega Toledo. – Interviu Alessandro puxando-o pra fora do apartamento.
– Então você não quer saber que o Henry e a Lisa são seus filhos e não do Heitor?
– O que? – Disse Alessandro imóvel enquanto Rubi começou a chorar.
– O que ele está dizendo? Não, não é possível. São meus filhos. – Dizia Heitor esperando uma resposta positiva de Rubi. – Anda Rubi, eles são meus filhos não são. Me diz que são meus e que você não mentiu sobre isso também.
– NÃO, ELES NÃO SÃO! – Gritou, – São do Alessandro. Eu não queria mentir. Nós dois estávamos separados, eu não gostava de você e tive a oportunidade de estar com o Alessandro, eu ia me separar mas aquele estupido me mandou pra cadeia, e não quis saber de mim nem quando eu estava livre. Eu quis mudar minha vida, e acabei me apaixonando por você, quando eu soube que estava gravida, pensei em contar a verdade, mas nos dois estávamos felizes, e o Alessandro estava construindo a vida dele com a Maribel. Eu fiquei desesperada, e acabei deixando as coisas como estão. E você sempre foi um verdadeiro pai pra eles. Heitor não...
– Mas não sou! – Gritou Heitor lhe dando uma bofetada. – Eu não sou o pai deles. – Disse Heitor que também começou a chorar.
– Não encosta nela. – Disse Alessandro. – Não ouse encostar novamente um dedo na Rubi.
– Você destruiu a minha vida está satisfeito Alessandro? – Indagou Heitor. – Tudo o que vivi até hoje foi uma mentira. Pensei que tivesse uma boa esposa, filhos, pensei que fossemos uma família feliz. Mas eu não tenho nada. Porque você, sua desgraçada e esse infeliz acabaram de me tirar tudo.
– Por favor Heitor, me deixa explicar.
– Eu não quero te ouvir porque você só sabe mentir. Sai, sai daqui Rubi, sai da minha casa, da minha vida. Anda, vai embora. Eu sempre te amei, te respeitei, como você pôde fazer isso comigo? Como?
– Eu já vou embora, vou pegar os meus filhos e as minhas coisas. – Gritou Rubi.
– Você não vai pegar nada. E não vai levar os dois embora daqui.
– Eles vão embora comigo. – Disse Rubi.
– Eu vou lá em cima buscar os meus filhos. – Respondeu Alessandro. – E nem tente me impedir Heitor. Eu vou levar eles e a Rubi embora daqui.
– “Os meus filhos” HAHA, ouviu isso sua vadia. Os filhos dele. – Disse Heitor irônico. – Vamos chamar a Dora, ela mesmo pode os trazer até aqui. – Prosseguiu. – Dora, Dora, Dora...
– Pois não Sr. Heitor. – Disse Dora se apresentando.
– Traga os filhos do Dr. Cárdenas.
– Os filhos do Dr. Cárdenas? – Perguntou Dora confusa.
– Isso mesmo, e não olhe para mim com essa cara de espanto. Eu não tenho culpa se a sua patroa não tem caráter e é uma qualquer. Lisa e Henry não são meus filhos. Anda logo, vai buscar as crianças.
– Sim senhor. – Prosseguiu correndo.
– Heitor, por favor. Eu quero ficar com você. Me deixa ficar, vamos conversar, me da uma chance, – Disse Rubi que abaixou e agarrou a perna de Heitor chorando.
– Tenha um pouco de dignidade, por seus filhos. E saia dessa casa. – Respondeu Heitor.
– Papai, vocês estão brigando? – Disse Lisa surpresa ao chegar e perceber a forma que Heitor tratava Rubi.
– Não se mete Lisa. – cochichou Henry no ouvido da irmã. – Isso é assunto de adulto.
– Er...Estamos... Lisa, não me faça perguntas difíceis. – Respondeu Heitor que também chorava.
– Papai, não fica triste, eu te amo. – Disse a garota acariciando o rosto de Heitor quando ele se aproximou dela.
– Eu também te amo muito Elisa. – Respondeu dando-lhe um beijo na testa.
– Senhora, eu peguei algumas roupas. Onde deixo? – Questionou Dora.
– Pode deixar que eu mesmo levo pro carro. – Disse Alessandro.
– Porque a Dora arrumou nossas coisas? Vamos voltar para Nova York? – Disse Henry surpreso.
– Não, vocês vão ficar lá em casa.
– Na sua casa? O que vamos fazer na sua casa Alessandro?
– Vocês vão ficar lá por um tempo.
– Minha mãe vai?
– Sim. Eu vou. – Disse Rubi.
– E o meu pai? – Insistiu Henry curioso.
– Não, o seu pai vai ficar. – Respondeu Rubi.
– Então eu não vou. Quero ficar com o meu pai.
– Henry, você sabe que eu te amo, mas dessa você não vai poder ficar. – Interviu Heitor.
– Porque pai? Eu quero ficar com você. – Disse o garoto a Heitor. – Mamãe, por favor, eu prometo que vou me comportar. – Tentou Henry pela última vez.
– Nem tudo é como a gente deseja. Eu sinto muito Henry.
– Eu tenho mesmo que ir pai?
– Infelizmente sim.
– Você vai me visitar? – Questionou o pequeno.
– Eu não sei.
– Ele vai te visitar sim Henry, vamos embora agora? – Disse Alessandro. – Vem Rubi. – Prosseguiu ao puxa-la em direção a saída.
– Vai Rubi, agora você vai poder ficar ao lado do homem que sempre amou. – Falou Heitor desolado.
Rubi, Alessandro e os filhos saíram do apartamento de Heitor. Alessandro ainda não havia se pronunciado sobre o que havia acabado de descobrir e tentava manter a calma pelas crianças. Ele os levou para sua casa, e quando chegaram, os garotos começaram a questionar novamente.
– Uau, sua casa também é grande. – Disse Henry.
– Você gostou? – Questionou Alessandro sorrindo.
– Gostei sim, mas quanto tempo vamos ficar aqui? – Prosseguiu.
– Isso quem vai decidir é a sua mãe. Mas não agora, ela vai pro quarto descansar um pouco.
– Você não vai nos apresentar a sua casa? – Perguntou Lisa.
– Claro que sim meu amor. Mas antes vamos levar as coisas de vocês para o quarto. – Disse Alessandro indo para casa.
– Rubi?! – Questionou Dona Carla ao ver a moça.
– Oi Dona Carla.
– O que faz aqui?! – Perguntou Sr. Inácio de forma rude.
– Eu não vou incomodar. Prometo que vocês não vão perceber que eu e meus filhos estamos aqui.
– A Rubi vai ficar aqui em casa o tempo que ela quiser papai. Fui eu quem os trouxe.
– Isso é um absurdo.
– Alessandro, precisamos conversar. – Disse Rubi.
– Vamos pro quarto que você vai ficar. – Respondeu a indicando o caminho.
– Você não vai brigar comigo também, não vai me xingar e dizer que me odeia?
– Eu confesso que estou chateado Rubi e surpreso. Você foi desleal ao esconder algo tão importante de mim e do Heitor. Porque fez isso? Você achou que eu não seria um bom pai pros seus filhos? Você achou que eu fosse te deixar desamparada? Te demonstrei todo esse tempo o quanto eu te amava e você não me disse a verdade.
– Eu pensei em dizer em várias ocasiões mas eu não consegui. Quando você mandou me prender, eu já estava grávida, mas eu não sabia. Eu soube quando desmaiei e o Heitor me levou para o hospital. Você não quis saber de mim quando eu saí da cadeia. E o Toledo dizia que eu deveria te esquecer e dar uma chance ao Heitor... Eu estava com medo, e se eu deixasse o meu marido, e você não quisesse saber de mim?
– Você acha mesmo que eu ia te deixar sozinha? Você não confiou em mim.
– Eu sinto muito. – Murmurou Rubi chorando. – Eu não queria te fazer sofrer, eu não queria fazer o Heitor sofrer. Mas naquela época, eu era diferente, eu não sabia como agir. Eu tentei mudar, mudar por meus filhos, tentei ser uma boa mãe, tentei fazer com que eles fossem diferentes de mim, e tivessem bons valores.
– E você conseguiu. Lisa e Henry são duas crianças maravilhosas, educadas, gentis e de bom coração. Você fez um bom trabalho. – Respondeu Alessandro que a abraçou, e começou a acariciar seu cabelo.
– Então você não está com raiva de mim?
– Por mais que eu quisesse, eu não posso. Porque te amo, e sempre vou te amar. E além disso, como eu vou te amar, se acabei de descobrir que tenho os dois filhos mais lindos do mundo?! – Disse Alessandro ao ver Rubi tentar esboçar um sorriso.
– Eu não sei como fui capaz de te deixar... Nunca vai existir alguém tão bom quanto você. – Disse Rubi fitando Alessandro. – Eu estou com medo.
– Com medo de que?
– Por meus filhos. Eu não me importo que as pessoas me julguem, que me tratem mal. Mas eu os amo muito, e sei que... Eles amam o Heitor, ao Sr. Genaro. O que vai ser deles? Como eles vão reagir quando souberem que o Heitor não é o pai deles de verdade.
– Nós vamos dar um jeito Rubi. Eu vou me esforçar pra conquistar o amor e a admiração deles, Eu não vou impedir que eles vejam o Heitor e que ele venha até a minha casa.
– Mas e se o Heitor não quiser mais ver os meninos? Por raiva, vingança ou sei lá o que?
– Ele não seria tão radical. Eu sou capaz de ir pedir isso a ele, pelos meninos. E de qualquer forma, se ele não vier, eu vou estar sempre aqui pra apoiar vocês.
– Eu vou ligar pra Dona Elisa e vou pedir que ela fique com o Heitor. Tenho medo que ele faça algo.
– Acho que... A relação entre vocês vai mudar novamente quando ela descobrir a verdade.
– A Dona Elisa já sabe. Eu contei pra ela a alguns anos, e prometi que ninguém jamais saberia a verdade.
– A Dona Elisa sabia?! – Indagou Alessandro surpreso. – Sim, ela é como uma mãe pra mim. Tenho certeza que ela vai conversar com o Heitor, e quando ele estiver mais calmo, eu o procuro.
– Você ainda quer procurar o Heitor depois de tudo o que aconteceu?
– Sim... Porque?
– Porque... Rubi, você sabe que eu te amo. Agora, agora que eu sei que a Lisa e Henry são meus filhos, são um pedaço do amor que unia nós dois, eu te amo ainda mais. Tenho vontade de te abraçar, de te beijar, de sair gritando ao mundo que sou o homem mais feliz do mundo. Por favor, me dê uma chance, de te fazer feliz, de te mostrar que não é só o Heitor que sempre fez tudo por você. Por favor?
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