Notas iniciais
MOVIMENTO FAÇA UM AUTOR FELIZ Comentar em uma fic é mostrar para o autor o quanto você respeita e gosta da historia. Não custa nada e não demora dois minutos, então por que não comentar? Com certeza todos que leem essa nota já escreveram algo e viram como é ruim escrever para as paredes. Muitos desistem, outros desanimam. Então faça uma forcinha, nem que seja para dizer que amou ou odiou. A cada review que você NÃO deixa, um autor morre! Ajude esta pobre autora a continuar vivendo e deixe seu review! Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo... Espero que gostem do capitulo E boa leitura

No dia seguinte

Heitor estava animado. Havia tido uma belíssima noite com Rubi. O relógio marcava pouco mais que sete horas da manhã. O rapaz levantou sem acordar sua esposa, e apressou para que não se atrasasse. Antes de sair, passou no quarto dos filhos para conferir se estava tudo bem, e depois foi até a cozinha fazer algumas recomendações a Dora.

– Dora, a Rubi ainda está dormindo, então fique de olho nos bebês. Eu tenho que ir trabalhar. – Tudo bem Sr. Heitor. Quer que eu peça a Maria para servir o café na mesa?

– Não, eu estou atrasado. Bebo alguma coisa lá no escritório. Mas hoje eu vou almoçar em casa, então prepare algo bem gostoso. Até mais Dora. – Respondeu Heitor saindo.

Rubi dormiu até as oito horas, e também foi ver como estavam os filhos que ainda dormiam. Os padrinhos de Heitor estavam tristes por terem que ir embora então, Rubi em uma tentativa de ser agradável os convidou para um último passeio e ambos aceitaram prontamente. Assim que saíram, alguém chegou a casa. Maria foi ver quem era e se deparou com Flora.

– Senhora Montenegro, como vai? – Questionou Maria.

– Onde está a Rubi? – Respondeu Flora indiferente a Maria.

– Saiu com os padrinhos do Sr. Heitor.

– É uma pena, ontem eu e meu marido estávamos aqui na porta quando nos deparamos com o Sr. Alessandro, aconteceu alguma coisa? – Indagou Flora especulando.

– A Senhora também conhece o Dr. Cárdenas?

– Muito pouco. É um conhecido do meu marido na verdade. O Rafael não o encontrava a anos, e disse que sentia saudades, então pensei em convida-lo a um almoço. Sabe se ele mora aqui em Nova York ou pretende morar?

– Não, e nem pretende, eu acho que ele é meio maluco.

– Porque diz isso?

– Ele queria levar a Dona Rubi e os meninos com ele para o México.

– Não me diga? Então ele e a sua patroa tem um caso?

– Não quis dizer isso Dona Flora. Antes dela se casar com o Sr. Heitor, eles foram namorados.

– Ah, então ele ainda é apaixonado por ela? Porque romperam?

– A história é tão complicada. O Sr. Heitor e o Sr. Alessandro eram amigos, quase irmãos e moraram aqui em Nova York, até que o Heitor se apaixonou por uma moça chamada Maribel, e decidiu se casar com ela.

A senhorita Maribel tinha uma amiga, e essa amiga era a Dona Rubi. Ela e o Sr. Alessandro e começaram a namorar, mas não deu muito certo e eles terminaram. Ela e Sr. Heitor acabaram se apaixonando com a convivência, mas ninguém sabia disso. Eles tinham medo de magoar a Sr. Maribel e ao Alessandro. Mas no dia do casamento o Sr. Heitor fugiu com a Rubi e largou a moça sozinha na igreja. Foi um escândalo e o bom é agora está tudo bem. Eles estão felizes, as coisas já se acertaram com a Maribel, porem o Sr. Alessandro ainda ama a Dona Rubi, e o Heitor morre de ciúmes dele.

– Uau, essa história é melhor do que eu imaginava.

– Porque está aí de papo? – Questionou Dora a Maria ao perceber que ela falava da patroa.

– A Sr. Montenegro está procurando a Dona Rubi.

– Ela não está; Deveria voltar em outra hora.

– Farei isso. Obrigada Maria; e adeus mocinha.

– Se a Dona Rubi descobre que você estava falando dela com essa aí, você perde seu emprego sabia?

– Você deveria defender menos os patrões. Eles não tem compaixão dos empregados. Quando você não for mais útil vão te demitir de qualquer modo.

– Eu adoro a Dora Rubi. Ela é boa pra mim. E o Sr. Heitor então nem se fale. Sou leal a eles, então fique espera Maria.

– Tudo bem Dora. Vou cuidar do almoço.

– A dona Rubi deixou o cardápio na porta da geladeira.

– A Dona Rubi deixou o cardápio na porta da geladeira. Resmungou Maria bem baixo e saiu com cara de nojo.

Central Park

– Eu e o Heitor gostaríamos de agradecer a senhora e ao Sr. Genaro pelos dias que ficaram aqui conosco. Gostaríamos que voltassem mais. – Disse Rubi.

– Olha o Genaro como baba nos meninos. – Disse Elisa sorrindo ao observarem de longe. – Eu também os adoro, e agradeço a Deus pelo dia que os mandou, porque foi ai que você mudou e o Heitor conseguiu ter um pouco de sossego.

– E a senhora acredita em minha mudança? – Questionou Rubi. – Ou é como as outras pessoas que vivem desconfiando de mim?

– Eu acredito em você Rubi; Sabe, eu vivi três anos lamentando o seu casamento com o meu filho, e várias vezes tive que me controlar para não ir em sua casa e te arrancar de lá pelos cabelos. – Disse Elisa rindo. – Eu não gostava de você Rubi, mas estou feliz pois sei que finalmente aprendeu a amar.

– Como assim aprendi a amar?

– Só o amor pode fazer isso. Trazer toda essa mudança para sua vida.

– Obrigada por acreditar em mim Dona Elisa.

– Rubi, você ainda é jovem e tem muito o que aprender, mas eu não poderia deixar de lhe dizer uma coisa.

– E o que é?

– Amor é o sentimento mais nobre que alguém pode ter. Se você ama alguém de verdade, deve lutar até o fim. Não importa o que a pessoa fez. Todos nós temos defeitos e virtudes, mas o amor de verdade nos faz repensar em nossas más atitudes, e ser uma pessoa melhor.

– Como assim? O que a senhora quer dizer?

– Estou tentando te explicar que é o amor, e não o apego, o carinho, que faz isso... E sei que não posso exigir demais, pois as mudanças são gradativas não instantânea. Mas lute por aquilo que te faz bem, te faz feliz. Não haja com medo, olha pra você, é jovem, é linda, tem a boa posição social que sempre sonhou: Você é feliz? Não precisa me responder... Só pensa, e saiba que vou estar sempre ao seu lado pra te ajudar.

Rubi permaneceu calada por alguns instantes até que Sr. Genaro se aproximou delas. Eles ainda permaneceram um pouco no parque, embora não quisessem se atrasar para o almoço.

Quando chegaram em casa Rubi foi direto ao quarto de hospedes onde Toledo estava, e disse a ele que precisava conversar. Toledo se espantou e percebeu que não gostaria do fim dessa conversa mas decidiu escutar a amiga.

– Eu tomei uma decisão. – Disse Rubi apreensiva.

– Ai meu Deus, fofinha, não vá fazer nenhuma besteira. Me diz logo o que é, pois estou morto de curiosidade.

– Eu gosto do Heitor, gosto muito até e sou muito grata a tudo que ele tem feito por mim. Mas o Alessandro foi o grande amor da minha vida, o que nós sentimos um pelo outro é forte demais. E o Alessandro é o verdadeiro pai dos meus filhos. Tem o direito de estar com eles, e eu quero viver isso.

– Rubi, não... Você só pode estar brincando.

– Não estou Toledo. Você me conhece e sabe muito bem quando estou brincando. Eu sei que vai ser meio difícil, mas essa é a minha decisão. Estou indo procurar o Alessandro agora, antes que ele decida ir embora.

– Rubi, eu te proíbo de sair daqui.

– E quem você é pra me proibir algo?

– Assim você me magoa.

– Me desculpa Toledo. Mas é a minha chance. Olha os meus filhos enquanto não estou. E torce para que dê tudo certo.

– Ai Rubi. Tão bela quanto confusa.

Mansão dos Montenegro

– Dona Flora, hoje ligaram da escola do Lucas.

– E o que queriam? Aposto que era dinheiro, esse menino só causa prejuízo.

– Não. Eles querem conversar com a senhora a respeito do desempenho do garoto. Pediram que entre em contato assim que puder.

– Avise ao pai dele depois. Não tenho tempo a perder com essas bobeiras. E preciso que faça uma coisa pra mim.

– E claro, o que a senhora quer?

– Quero que ligue para todos os hotéis que há em Nova York se for preciso e descubra onde está hospedado o Dr. Alessandro Cárdenas.

– Quem é esse?

– Não é da sua conta Antonella, apenas faça o que eu mandei. E espero que obtenha uma resposta até o fim do dia.

– Sim senhora.

Hotel Novo Manhattan

Rubi chegou ao hotel e foi indo direto ao quarto de Alessandro. O caminho entre o Hall de entrada e a quarto parecia gigantesco. Rubi bateu na porta e Alessandro que estava arrumando suas malas foi atende-la.

– Rubi? – Questionou Alessandro confuso. – O que faz aqui?

– Será que eu posso entrar?

– Pra que? Pra você dizer que me ama? Me beijar de novo e fazer amor comigo, mas no fim do dia voltar pro Heitor? Eu acho que não.

– Por favor.

– Tudo bem entra.

– Eu quero saber se ainda está disposto a ficar comigo.

– Hã?

– Alessandro, eu amo você. Me enganei ao pensar que poderia amar outro homem. O que eu sinto pelo Heitor é carinho, gratidão por tudo que ele tem feito por mim e por meus filhos. Mas amor, amor de verdade eu só pude sentir com você. E eu sei que você sente o mesmo por mim.

– E o que adianta você vir aqui me dizer isso Rubi?

– Eu vou largar o Heitor pra ficar com você. Sei que não vai ser fácil, mas estou disposta a deixar todo o passado e iniciar uma vida ao seu lado. Por favor diz que ainda me quer. A gente sai daqui, vai até ao escritório, conta toda a verdade ao Heitor e eu venho pra cá com os meus filhos, até nos podermos ir para o México.

– Está falando serio?

– Sim. – Respondeu Rubi com um largo sorriso. – Sim, meu amor, eu tenho tanta coisa pra te dizer.

– Ai Rubi, meu amor. – Exclamou Alessandro suspendendo ela no ar.

– Nem acredito que finalmente vamos viver tudo aquilo que sonhamos.

– Nem acredito que você vai ser minha depois de tanto tempo. Estou feliz porque perdoamos um ao erro do outro.

– Eu conversei com a Dona Elisa, e finalmente compreendi que o amor é isso, perdoar ao erro um do outro. Tentar ser uma pessoa melhor; ela me disse que eu deveria correr atrás da minha felicidade seja ela qual fosse. Eu sei que as vezes você se sente inseguro, mas quero mostrar que sou digna da sua confiança novamente.

– Eu te amo Rubi.

– Eu também Alessandro. Desde a primeira vez que te vi no aeroporto, mesmo casando com o Heitor, mesmo depois de tudo, você é e sempre vai ser meu grande amor. Você e os meus filhos, é claro. A Lisa é tão linda não acha? E o Henrique?

– Eles são maravilhosos meu amor. A Elisa parece uma bonequinha, parece com você, e o Henrique parece com...

– Ele se parece com você. – interrompeu Rubi.

– Comigo?

– Digo, no sentido de...Personalidade, é isso.

– Ah sim. Vou me esforçar para cuidar bem dos seus filhos, e vou ama-los como se fossem meus.

– Eu sei que sim. Ainda mais depois do que eu tenho pra dizer.

– E o que você tem pra me contar?

– Quando estivermos no escritório do Heitor você vai saber.

– Tudo bem então.

– Vamos?

– Já? Vamos ficar aqui um pouquinho, gosto tanto de ficar assim com você... Bem juntinhos. Você nem me deu um beijo hoje. E eu não acariciei o seu corpo...

– É mesmo? – Respondeu Rubi o beijando. – vamos ficar assim o resto de nossas vidas. Juntos, minha mãe ia adorar estar viva para ver esse dia.

– Eu você e os nossos filho.

– É, os nossos filhos.

– Acha que o Heitor vai se negar a dar a autorização para vocês irem embora?

– Eu não sei. Mas não vamos ficar aqui em Nova York por muito tempo Alessandro, eu te garanto.

– Como tem tanta certeza?

– Tem algo que eu sei que vai impedir que o Heitor me segure aqui.

– Vamos? Não quero mais adiar essa conversa.

– Claro. Esperei pelo dia em que você contaria toda a verdade ao Heitor.

Rubi e Alessandro saíram, foram para o escritório onde Heitor trabalhava. Ela estava nervosa mas se sentia segura por estar ao lado do homem que ela amava. Rafael encontrou os dois, e não entendeu. Mas tratou de avisar que Heitor não estava.

– Alessandro, que surpresa o encontrar novamente, ainda mais aqui.

– Pois é. É uma enorme surpresa até pra mim. – Respondeu rindo.

– Rubi, você parece ficar cada dia mais bela. – Disse Rafael sendo amável.

– Obrigada Rafael. O Heitor está?

– Não. Ele saiu mais cedo, disse que tinha que resolver algumas coisas.

– Ah não! Estava louco pra esfregar na cara daquele imbecil a nossa novidade meu amor.

– Alessandro! – Repreendeu Rubi.

– O que? Eu sei que você quer ser uma pessoa legal porque vocês tem dois filhos, mas acha que eu não estou satisfeito por dar o troco?

– Ah então você quer ficar comigo só para dar o troco no Heitor?

– Não. Eu quero ficar com você porque te amo, e não posso imaginar minha vida sem você.

– Uau. Eu acho que vou me retirar porque estou sobrando. – Disse Rafael.

– Não precisa. Já estamos indo embora. Vamos procurar o Heitor na minha casa. Até mais Rafael.