Rubi - A descarada
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Mansão dos Ferreira
Cristina observava de longe a cena e assim que Alessandro saiu, ela se aproximou. Preocupada com as decisões da irmã, procurou saber o que ele queria.
– O que o Alessandro fazia aqui?
– Ele quer conversar comigo. Vai acabar arrumando um problema com o Heitor.
– Vou conversar com ele, pedir que não te procure mais e que vá embora.
– Não adianta Cristina. Enquanto eu não o ouvir, ele não vai voltar para o México. Ele quer que eu me divorcie do Heitor e volte com ele.
– E você o quer?
– Ai Cristina quantas perguntas, vá tomar conta da sua vida. E pare de se preocupar com a minha, o que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta.
Respondeu Rubi saindo de perto da irmã e indo em direção a Heitor e Bill que estavam com seus filhos.
– Será que posso pegar eles agora? – Questionou Rubi. – Eu não gosto de bancar a chata mas eles devem estar com fome. Já passou hora deles mamarem.
– Claro Rubi. Cuide bem da minha afilhada hein!
– Pode deixar Bill. – Respondeu Rubi sorrindo.
– Quer que eu vá te ajudar meu amor?
– Não. Não é necessário. Obrigada! – Respondeu indo para o quarto dos bebês.
– Vocês devem estar mortos de fome não é meus amores. – Conversava Rubi com Henrique e Elisa. – E mal sabem que o verdadeiro pai de vocês estava aqui, nem que seja por alguns minutos. O que eu faço? O que vai ser melhor para nos três? Você gostou dele ontem Henrique? Ajudem a mamãe...
– Está falando sozinha fofinha? – Interrompeu Toledo.
– Não. Estou conversando com os meus filhos.
– Acho que você está cada vez mais louquinha.
– Eu realmente devo estar louca ao aceitar me encontrar com o Alessandro amanhã.
– Você está brincando não é? Olha tudo o que conseguiu e até onde chegou. Vai voltar a estudar publicidade em alguns meses e já tem vários contatos Rubi. Esquece esse Alessandro que só te causou problemas durante anos.
– Como você quer que eu o esqueça, se toda vez que olho para meus filhos eu lembro dele?
– Então o seu suposto amor por Heitor era mentira?
– Não. Eu amo o Heitor, ou pelo ao menos acho que o amo, mas, nunca poderei ser indiferente ao Alessandro. Não consigo esquecer seus beijos, seus abraços, suas caricias. Nossa noite no litoral... – Respondeu suspirando.
– Mas você disse a ele ontem a noite que não pediria o divórcio ao Heitor...
– É claro, Eu percebi que meu marido e meus sogros haviam chegados, então tive que fingir que estava incomodada com a presença do Alessandro. O Heitor já estava furioso por aquela maldita foto, se eu não tivesse dito aquilo, nem sei o que ele seria capaz de fazer. Não posso colocar a perder tudo o que conquistei até hoje.
– E o que pretende fazer?
– Eu ainda não sei Toledo. O beijo que ele me deu me deixou totalmente confusa.
– Vocês se beijaram?
– Sim. E por pouco eu não terminamos na cama fazendo amor.
– Rubi... Tão bela quanto confusa! Dói o meu coração perceber que o seu homem amado é e sempre vai ser esse doutorzinho.
México
Maribel e Jean finalmente tiveram o tão esperado encontro fora do Hotel. Ela estava empolgada com tudo o que estava acontecendo e Jean também parecia sentir algo pela bela embora estivesse sempre na defensiva quando ela tentava descobrir algo sobre sua vida.
— Porque você diz que não acredita no amor? Duas pessoas podem realmente se amar por uma vida inteira. – Dizia Maribel.
— O que sabe sobre amor Maribel? É tão inocente. Não deve ter vivido nenhuma grande paixão. Vive amargurada por seu problema na perna e por ter tido algumas tentativas de casamento fracassadas.
— E o senhor já viveu alguma coisa?
— Vamos parar com essa formalidade, me chame de Jean. Isto não vai nos tornar tão íntimos. E você sabe que o homem é diferente da mulher. Estou acostumado a ter pequenos romances.
— Oh, que pretensão! – Respondeu Maribel irada. – Você realmente aparenta ter casos de sobra!
Maribel afastou-se de Jean para sentir mais segurança, mas inconscientemente queria que ele a estivesse cada vez mais próximo.
— Creio que não seja má ideia começarmos um pequeno caso, aqui e agora...
— Você consegue me surpreender a cada dia que o conheço!
— Aposto que gostaria que eu a beijasse desde o primeiro momento em que me viu! –Respondeu Jean
— É você quem está tentando me beijar, não eu!
— Muito pelo contrário. Só a estou provocando. Você me fascina Maribel.
— Quero continuar com nosso passeio. Vamos? – Respondeu Maribel desconversando.
— Poderíamos andar pela praia...
— A praia é mais bonita com a luz do sol.
— Ela é muito mais misteriosa ao luar, Maribel! Está com medo de mim?
— Não sei. Devo sentir? – Indagou Maribel.
— Você sabe que não vou lhe fazer mal. – Dizia Jean tomando-lhe a mão.
— Jean! Por favor.
— É maravilhosa a forma como pronuncia meu nome. Você sabe assim como eu que estamos sentindo algo devastador. – Sussurrou segurando o rosto de Maribel com firmeza. Ela não reagiu e em seguida ele a beijou. – Te adoro, te desejo.
Nova York
Já era tarde. Flora e Rafael mais uma vez discutiam e ele amaldiçoava o dia em que havia se
casado com ela. Lucas estava no quarto com Antonella, que tentava minimizar a briga dos pais garoto. Rafael mais uma vez saiu deixou a esposa sozinha. Fora até a casa de sua amante e começara a desabafar.
– Como foi o batizado dos filhos do seu amigo?
– Normal. Nada em especial.
– Você e a Flora brigaram outra vez?
– Sim, eu não sei até quando vou aguentar aquela mulher. Ela é mesquinha, superficial, vazia. Deveria morrer e nos deixar em paz.
– E porque você não a deixa e fica comigo de vez?
– Você sabe que eu não posso deixa-la Viviana, eu não posso abandonar o meu filho. Ela não dá atenção ao garoto, ele está sempre com a empregada. E ela vive ameaçando ir embora com o menino caso eu a deixe.
– A Antonella é uma verdadeira mãe pra ele. O Lucas é um amor! Não sei como a Flora consegue maltratar ele.
– Nem eu. E eu não quero que ele cresça um garoto problemático.
– Meu amor. Você tem que relaxar...
– Como você quer que eu relaxe Viviana?
– Eu vou te mostrar como lá no nosso quarto.
No dia seguinte
Rubi estava inquieta e desconcertada com o encontro que teria com Alessandro. Ela logo tratou de inventar uma desculpa para que Heitor não desconfiasse de nada, embora o rapaz estivesse muito ciumento após a visita de Alessandro. As sete horas em ponto como havia planejado, Rubi estava batendo no quarto 402, suas mãos suavam e seu coração acelerou ao ver Alessandro abrindo a porta.
– Rubi. Que bom que você veio. – Respondeu Alessandro sorridente.
– Espero que seja breve. Não tenho tempo e nem a mínima vontade de estar aqui conversando com você.
– Não fale assim, eu sei que você me ama tanto quanto eu te amo.
– Amava Alessandro. Será que ainda não entendeu isso? Que eu estou bem, que estou feliz e refiz a minha vida com o Heitor.
– Você pode estar bem, pode negar a todos que ainda me ama, mas o seu beijo me disse que você ainda é minha. É e sempre vai ser a minha Rubi.
– Alessandro! – Exclamou Rubi acariciando o rosto dele.
– Por favor, não me deixa sozinho. Eu só preciso de você ao meu lado. É a nossa chance. – Respondeu Alessandro a beijando
– Eu já te disse os meus motivos. Meus filhos...o Heitor... – Dizia Rubi entre os beijos
– Não queria criar empecilhos.
– Foi você quem os criou. Se não tivesse me mandado pra cadeia, tudo seria tão diferente.
– Será que não consegue esquecer tudo isso? Eu já te pedi perdão várias vezes meu amor.
– Não, nunca vou esquecer o que aconteceu. Você me acusou de assassina Alessandro. Aquelas mulheres que estavam na mesma cela do que eu eram pavorosas; e só de lembrar que eu já estava grávida...
– Como assim você já estava grávida? Você e o Heitor estavam separados.
– Eu... É
– Rubi, não mente pra mim. Existe a possibilidade do Henrique e da Elisa serem meus filhos.
– É claro que não. Eles são filhos do Heitor. E já está ficando tarde. Acho melhor eu ir embora.
– Não Rubi. Só vou te deixar sair daqui do quarto quando tiver certeza que você vai voltar comigo para o México.
– Me ama tanto assim?
– Sempre vou te amar. Ainda não percebeu isso? – Respondeu beijando o pescoço de Rubi que deu um leve gemido
– Eu também ainda te amo. – Disse sorrindo. – preciso de você Alessandro. De seus beijos, suas caricias, nem acredito que fizemos amor uma única vez.
– Mas isso vai mudar. – Respondeu Alessandro. – Vou te ter ao meu lado todos os dias. – Dizia sorrindo. – Meu amor! – Exclamou pegando-a no colo e levando para sua cama.
Alessandro a deitou na cama delicadamente. Ambos pareciam um casal de namorados e ficaram ali trocando beijos e juras de amor por alguns minutos. Alessandro tirou a blusa de Rubi e ficou acariciando os seios dela. Não tinha pressa. Rubi por alguns instantes tentava manter o controle, e questionava o que estava acontecendo.
– O que pretende fazer?
– Quero que você seja minha novamente.
– Eu não posso. Vou embora.
– Não só pode como vai ser minha. Eu sei que você também quer isso. – Respondeu forçando o seu corpo contra o dela.
– Você me enlouquece, e nem sei se isso é certo. Te amo tanto Alessandro.
– Minha Rubi. – Respondeu Alessandro com a voz rouca. – Quero beijar cada parte do seu corpo. – Cada caricia resultava em Rubi uma sensação diferente.
– Não me torture mais Alessandro.
– Quero que você se lembre desse momento pelo resto de sua vida. Não tenha pressa meu amor. – Respondeu Alessandro que beijava os seios de Rubi e em seguida desceu para seu sexo. Rubi acariciava os cabelos dele.
– Meu amor, eu preciso de você! Eu quero você, por favor.
Implorava Rubi a Alessandro que também parecia desesperado de tanto desejo. Ele a penetrou e ambos viviam plenamente o amor totalmente a sós. Rubi correspondia até que finalmente um calor percorreu o corpo de ambos fazendo-os chegar a um intenso orgasmo. Rubi deitou nos peitos de Alessandro enquanto ele lhe acariciava.
– Eu te amo Alessandro.
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