Notas iniciais
Espero que gostem e deixem comentários! (Ps: fiz algumas alterações na história e por isso acrescentei o final do capítulo passado novamente) Boa leitura :D

Mansão dos Cárdenas

– Chegando mais uma vez tarde em casa filho? – Questionou Sr. Inácio.

– Oi papai. Fui tomar uma cerveja com o Sérgio.

– Alessandro, isso não pode continuar assim.

– Não sei do que está falando.

– Sabe muito bem do que eu estou falando Alessandro. Tem que esquecer essa Rubi, tem que seguir com a sua vida Alessandro.

– Eu sei, mas é que as vezes não consigo me controlar. Hoje o Marcos me mostrou uma foto dela e dos filhos. Estava tão linda, e os bebês são maravilhosos. Só de pensar que tudo poderia ser diferente. Que se eu não tivesse cometido a estupidez de manda-la pra cadeia... Ela estaria aqui agora, e eles seriam os meus filhos.

– Alessandro, tem que deixar isso. Eu te avisei que se ela fosse inocente, jamais te perdoaria. Mas isso é passado, não tem volta. Anda meu filho, reage, dá a volta por cima.

– Não posso papai. Não posso ficar sem a Rubi.

– Chegou uma carta hoje de manhã para você. Era anônima, e dizia ser urgente.

– Onde está?

– Em seu quarto.

– Obrigada. Disse Alessandro Dirigindo-se ao quarto.

Alessandro entrou no quarto, sentou e pensou em Rubi. Foi até o banheiro, tirou a roupa e tomou um banho morno. Ali ficou por um bom tempo, até que se enrolou em uma toalha e voltou para o quarto. Pegou a carta em cima da mesa, e começou a lê-la.

É muito triste ver um homem assim como você sofrendo por uma mulher como a Rubi. Ai Alessandro, se você soubesse de metade das coisas que eu sei, não perderia seu tempo chorando por uma descarada. Sim, porque todos nós sabemos que a Rubi não passa de uma interesseira, que te trocou pelo dinheiro do Heitor o seu melhor amigo. Deve doer lembrar dessas coisas não é?

Se eu fosse você, não cairia nesse joguinho dela de Madalena arrependida, de boa esposa e principalmente de boa mãe. Convenhamos que a Rubi jamais foi adepta a maternidade, e que nunca quis ter um filho do Heitor, quem dirá dois. Essa gravidez dela envolve tantas mentiras que se você soubesse, a odiaria tanto quanto eu.

Mas acho que a morte da Sônia é o suficiente. Embora a Rubi não a tenha empurrado, só o fato de estar em sua casa, já é motivo suficiente para odiá-la; A sua esposa poderia estar ao seu lado agora com o seu filho, filho que também morreu. Você poderia estar em um parque, ou em um clube, talvez em um rancho, mas ela impediu que tudo isso acontecesse, e sequer terminou com o marido para ficar com você.

Sabe porque? Porque a Rubi não te ama, e sempre esteve interessada em seu dinheiro. Você arriscou a sua vida para defende-la do Thiago enquanto ela era amante dele. O Conde também a queria como amante, e como ela tem muita sorte, ele morreu. Se não acredita, no hotel que era do Conde tem todos os papeis que comprovam o que eu estou dizendo... Agora depende de você tomar um novo rumo em sua vida e exigir que ela pague por tudo que vem lhe fazendo sofrer

Att.

Dia seguinte

Maribel estava ansiosa para conversar com Jean Pierre, e acabou inventando uma desculpa para ir até a cozinha do restaurante. Embora fosse a dona do Hotel, a bela gostava de ser reservada. Não sabia nada sobre o rapaz. Se tinha uma esposa, filhos... E seu coração ansiava por respostas.

– Mademoiselle, você por aqui? Algo errado com o jantar ontem a noite?

– Não! Estava perfeito. Você é um excelente cozinheiro.

– Obrigada. Então qual o motivo de sua visita?

– Vim ver se tudo estava bem, e se estão precisando de alguma coisa.

– Você trabalha no hotel?

– Não. Eu sou a dona.

– Ah sim. – Respondeu Jean Pierre sem graça. – Seu marido deve ter muito orgulho de ter uma mulher como você. Bonita, empresária e grávida.

– Eu não sou casada. Meu marido faleceu a alguns meses.

– Eu sinto muito.

– Tudo bem. Se o conhecesse, não sentiria tanto assim...

– Dona Maribel – interrompe uma das funcionárias. – O Dr. Alessandro Cárdenas está aqui no hotel e gostaria de falar com a senhora.

– Bom, o dever lhe chama. – Disse Jean Pierre com um sorriso discreto. – Nos esbarramos pelo hotel senhora.

– Foi um prazer te conhecer Jean Pierre. – Respondeu Maribel indo até Alessandro

– Alessandro, quanto tempo.

– Será que podemos conversar em particular? É muito importante pra mim.

– Claro Alessandro. – Respondeu Maribel que ficou ansiosa para saber o que trazia Alessandro ao hotel.

– Antes de tudo, deixe eu dar uma olhada em você... Como você está linda com essa barriga. Está radiante! Já sabe qual é o sexo do bebê?

– Sim. É um menino. Vai se chamar Frederico. – Respondeu Maribel.

– é um nome maravilhoso.

– Obrigada, mas creio que não veio até aqui para falar sobre minha gravidez.

– Nos dois sempre fomos amigos. E depois de eu ter te decepcionado, nossa amizade ficou muito abalada. Maribel você é uma mulher incrível e sabe que jamais foi minha intenção brincar com os seus sentimentos.

– Eu sei Alessandro, e compreendo que nunca vá esquecer a Rubi. O amor que vocês sentem um pelo outro é muito forte. Jamais poderia competir com isso. Embora ela... ela... Enfim, ela está vivendo a vida dela com o marido dela e com os filhos. Sinto muito por ter feito você acusa-la injustamente e se eu pudesse voltar no tempo, juro que jamais lhe atrapalharia a relação que vocês estavam iniciando.

– Você merece alguém que te ame de verdade, e infelizmente eu não posso ser essa pessoa. Você merece alguém que saiba valorizar a incrível mulher que você é.

– A minha prioridade a partir de agora será o meu filho, mas se surgir alguém que vá valer a pena, não vejo problema em arriscar novamente.

– Eu queria te pedir uma coisa, em nome da nossa amizade.

– Pode pedir Alessandro. Sabe que sempre vai poder contar comigo.

– Eu quero que você seja muito discreta como tem sido nos últimos anos. Eu recebi ontem uma carta anônima, nela o autor fazia algumas acusações a Rubi, e segundo ele ou ela, eu poderia comprovar aqui no hotel tudo o que ele estava dizendo, através se alguns papeis do Lúcio que estavam no cofre. Eu preciso muito ler tudo o que estava escrito, preciso saber se a Rubi realmente era amante do Thiago Pietro.

– Infelizmente as coisas que eram do Lúcio já não se encontram mais no cofre. Eu já os retirei de lá.

– E você tem esses papeis em algum lugar? Chegou a ler o que estava escrito?

– Eu cheguei a dar uma olhada. Mas eu já sabia sobre tudo o que aconteceu com a Rubi e o Thiago a alguns meses atrás.

– Sabe? E eles tiveram algo? A Rubi teve um caso com ele?

– A Rubi passou uma noite com ele, pouco antes do Thiago mandar lhe bater, quando o Heitor estava na Áustria fazendo o tratamento da coluna.

– Maldita! – Exclamou Alessandro com raiva. – E eu aqui sofrendo por ela... Eu arrisquei a minha carreira porque ela dizia não ter nada com ele. Não sei porque ainda acredito nela.

– Alessandro, a Rubi não passou uma noite com o Thiago porque quis. Eles não eram amantes.

– Como assim? O que está dizendo?

– O Thiago a obrigou.

– Está querendo dizer que o Thiago a estuprou?

– Não chegou a ser um estupro, porque ele soube muito bem como forçar a situação. Nós dois sabemos que a Rubi flertava com Thiago, mas ela não quis ter nada com ele. Principalmente depois do acidente que teve e você a salvou. Todos sabiam o quanto se amavam, apesar de serem casados com outras pessoas, então o Thiago aproveitou disso. Ele esperou a viagem do Heitor, e a chantageou. Disse que se ela passasse uma noite com ele, nada de ruim aconteceria com você. Mas se ela recusasse, você não duraria nem um dia a mais; Ela se entregou a ele, foi muito humilhada, e apesar de todo o esforço no dia seguinte o Thiago mandou que os funcionários dele fossem atrás de você.

– Está querendo dizer que a Rubi fez isso porque me amava? Você tem certeza?

– Sim, o Lúcio soube de toda a história. E aí ele começou a chantagear a Rubi, dizendo a ela que faria todos acreditarem que ela teve um caso com o Thiago. Mas quanto ao Lúcio, eu posso garantir que eles nunca tiveram nada. Não sei qual era o real interesse dele na Rubi.

– Como você pode ter tanta certeza de tudo isso Maribel? Eu não entendo...

– Eu escutei o Lúcio dizendo, e depois ele mesmo me contou toda a verdade.

– Mas então essa carta não faz sentindo. Quem será que a enviou?

– Eu não sei Alessandro, mas seja como for, você deve esquecer tudo isso. Esse é um assunto muito pessoal. É algo que machuca. Eu não gosto da Rubi, mas sei que ela não gosta de falar sobre isso, quando eu a perguntei, ela disse que tinha feito isso porque te amava, e preferia que todos achassem que ela era amante do Thiago a ter que ver você morto. Imagino o quanto deve ter sido horrível passar por toda essa situação.

– Minha Rubi... E eu a acusando como sempre. – Respondeu Alessandro passando a mão na cabeça.

– Eu lamento tanto Alessandro pelo que aconteceu com ela. – Responde a moça o abraçando.

– Eu também Maribel... Eu também!

Três semanas depois...

Nova York

– Bom, minha esposa avisou que faltava entregar alguns papeis a paróquia. – Afirmava Heitor ao padre. – Estão todos aqui. – Entregou-lhe algumas pastas. – Esse é Bill, ele será o padrinho de minha filha.

– Boa tarde Sr. Prefeito. Ser padrinho é uma grande responsabilidade.

– Eu sei que sim padre. Tentarei ser um grande exemplo a pequena Elisa.

– Tenho certeza que sim. – Respondeu o padre.

– Já podemos ir? – Questionou Heitor. – Quero ver se minha esposa precisa de alguma ajuda já que está atarefada com os últimos preparativos para festa.

– Espere um minuto, vou conferir os papeis. – Respondeu o Padre olhando as pastas.

– Há algo errado?

– Não. Mas há duas fotos aqui dentro. Devem ter vindo por engano. – Respondeu-lhe o padre entregando as fotos.

– Alessandro...Aquele maldito.

– O que foi filho?

– Nada. – Respondeu Heitor com raiva. – Tenho que ir embora. – Disse saindo.

– Heitor? O que foi? Quem é Alessandro?

– Não é ninguém importante Bill, é uma longa história. Agora tenho que ir falar com a Rubi.

– Não o deixarei sair daqui até que se acalme. Explique toda essa história, nós temos muito tempo.

– Tudo bem. Alessandro era meu melhor amigo. Crescemos juntos e dividimos um apartamento aqui em Nova York durante a época da graduação até que voltamos para o México e nos apaixonamos pela mesma mulher. Essa mulher é a Rubi. Nós nos casamos, e ele nunca se conformou com o meu casamento, vivia dizendo a todos que ela era uma grande interesseira, e que só estava comigo por dinheiro e na verdade ela o amava. Eu nunca acreditei nessa história mas agora ao encontrar essa foto dele no meio das coisas dela... E se ela não me amar Bill? Se não for minha de verdade? Não posso viver sem a Rubi.

– Eu também ficaria chateado se encontrasse uma foto de um ex-namorado da Chirlane no meio das coisas dela. Mas antes de qualquer conclusão eu conversaria com minha esposa. Não acho que Rubi seja uma interesseira. Creio que o ama de verdade.

– Você nos conhece a alguns meses. Não sabe tudo o que aconteceu até chegarmos aqui.

– Pode ser que eu não saiba Heitor, mas sei se não fosse por sua esposa, você jamais iria ganhar o projeto.

– Como assim? Está querendo dizer que a beleza da Rubi influenciou o resultado?

– De maneira nenhuma. Beleza nem sempre é tudo na vida. Você ganhou o porquê apresentou o melhor projeto. Mas sabe que a construtora que você trabalha, entregou o projeto fora do prazo.

– Eu sei. Foi uma falha do Rafael, ele confundiu as datas de entrega do projeto. Mas ainda continuo sem entender o que ela tem a ver com isso.

– Rubi foi até o meu gabinete. Minha secretaria a disse que eu não poderia atende-la, mas ela insistiu. Ficou no escritório a tarde toda, até conseguir falar comigo. Ela me convenceu a olhar o seu projeto. Disse que você já havia perdido outro projeto alguns anos atrás aqui em Nova York por causa dela e que não gostaria que isso acontecesse novamente.

– A Rubi fez isso por mim?

– Sim. Ela não queria que você soubesse. Estava super orgulhosa porque você estava feliz novamente e tinha voltado a fazer o que gostava. E ela me disse que se eu não aceitasse, com certeza outros projetos surgiriam, porque tinha certeza que o marido dela era o melhor. Por isso eu insisto Heitor, antes de qualquer conclusão converse com sua esposa. O diálogo é e sempre vai ser a melhor forma de resolver qualquer problema.

– Tem razão Bill. Obrigada pelo conselho compadre.

Mansão dos Ferreira

Rubi estava super agitada com os últimos detalhes do batizado de seus filhos. Dona Elisa, Sr. Genaro, Marcos e Cristina, além de Toledo haviam chegado para a cerimônia que seria realizada no dia seguinte. Todos os contatos mais importantes de Heitor estariam presentes e Rubi queria mostrar a si e a Flora a sua enorme habilidade para fazer uma grande festa. A decoradora estava finalizando alguns detalhes e logo pela manhã a festa estaria pronta.

– Toledo, o que achou da decoração?

– Bom, ficou tudo muito bom, mas você deveria ter me pedido ajuda. Você nem gosta mais de mim né fofinha?

– Realmente está me fazendo essa pergunta Toledo? Você é meu melhor amigo. Mas está bem longe de mim. Você sabe que não posso falhar. Imagina, aquela insuportável da Flora não perderia a oportunidade de zombar de mim.

– Eu estou louquinho para conhecer essa Flora. – Respondeu Toledo que levantou do sofá quando Heitor chegou.

– Meu amor! – Rubi levantou e foi até Heitor, deu lhe um beijo e o marido não a retribuiu.

– Oi Heitor, eu acho que vou lá dentro ver como os pequenos estão. – Heitor não respondeu nada. Apenas acompanhou com os olhos a saída de Toledo da sala.

– O que foi? Alguma coisa errada? – Heitor a encarava e Rubi ficava cada vez mais nervosa.

– Estou tentando descobrir que tipo de mulher é você.

– Porque disse isso?

– Porque você é uma incógnita Rubi. Às vezes eu tenho certeza que me ama, mas não sei se isso é verdade.

– Você está duvidando do amor que eu sinto por você?

– Não Rubi, eu não estou duvidando. Eu estou aqui justamente pra isso, pra saber o que você sente por mim. Confiei em você durante todos os anos, apesar de todos me dizerem que você era apaixonada pelo Alessandro.

– Esquece Alessandro. Estamos tão longe dele, e nós temos dois filhos, não dê importância a tudo que dizem. Promete que vai esquecer?

– E você esqueceu ele?

– Já esqueci Alessandro a muito tempo. Não sei porque insiste em voltar sempre nessa história.

– Deve ser porque achei essa foto nas suas coisas. – Responde Heitor mostrando a foto de Alessandro.