Notas iniciais
Olha quem voltooooooou! o/ Gente, não tem como explicar meu sumiço, eu prometi que tentaria voltar em pelo menos 2 semanas, mas vocês sabem como a escola nos suga a vida social, né? Eu tentei, escrevi, reescrevi, mas sempre saia uma bosta e nada como eu imaginava, enfim, hoje estou tentando dar mais uma tentativa para a história. Eu só tinha duas leitoras assíduas que comentavam sempre e que eu sinto falta :'( Mas mesmo assim, eu sei que devo a elas, mesmo não sendo dez leitores, eu sei que devo mil perdões e, se vocês ainda estiverem ai, esperando eu postar esse capítulo, espero que me entendam e que não tenham me abandonado de vez, pois eu sinto muito, muito, muitíssimo mesmo, de verdade, eu quis vir antes, mas eu estou muito atolada com os simulados e os próprios vestibulares e o pré-vestibular de tarde... Ai, a vida está complicadíssima, mas eu as peço perdão e espero que continuem acompanhando Rua sem saída. Beijos e Boa leitura! Até as notas finais - se vocês aguentaram ler isso tudo, só estou voltando mesmo por causa de vocês duas

♦ Capítulo 7 ♦

Amanda está me olhando com raiva. Não tem como explicá-la isso sem ela me achar maluca. Com certeza, deve estar pensando que essa rua é perto de onde moro, ou até é a rua onde moro, mas não.

Quando eu ganhei essa boneca, eu queria ter uma coleção de roupas só dela. Uma vez, quando tirei seus sapatos, achei o endereço de fabricação escrito em seu pé esquerdo. Não sei, mas eu achava aquilo feio, e tentei tirar.

– É a rua onde fabricam a boneca... — disse. A boneca embaixo do meu braço e o papel em minhas mãos. Eu não sabia porque estava com tanto medo de pegar a boneca e ver o endereço em seu pé. — Pegue a boneca e tire seu sapato esquerdo.

– Você está me assustando... — pronuncia Amanda, quase que se afastando de mim. Estava em transe, não conseguia me mover. Era tudo tão estranho e assustador. — Mas vou fazer o que você quer...

Amanda enfim tira a boneca de debaixo do meu braço e retira o sapatinho de seu pé esquerdo.

– Você... você está certa. É o endereço de fabricação, e fica aqui em São Paulo, só não sei em qual município... — diz ela, abismada e meio sorridente. Ela deve estar adorando esse mistério. Na verdade, ela está adorando desde que me encontrou.

– Não existe google maps no passado? — pergunto, ainda em choque olhando para o papel.

– É... Não sei o que é isso, mas existe o google sim! — responde ela, colocando a boneca no seu lugar, já calçada. — Agora vamos, temos que saber onde fica essa rua!

♦♦♦

Nós descobrimos que a rua não ficava muito longe, perguntamos a Maria qual transporte era melhor para chegar lá e ela disse que se pegarmos o metrô, sem baldeação, chegaríamos em menos de meia hora.

Eu fiquei desesperada. Minha mãe sempre falou que o metrô ia chegar a Volta Redonda, mas nunca chegou. Fiquei apavorada, pois nunca andei nesse troço e — de acordo com a minha mãe — é um trem muito rápido que anda a mais de dez metros abaixo do chão.

Bom, ela estava certa...

Eu e Amanda fomos para a entrada do metrô mais próxima. Ela comprou os ingressos, demos para um cara que ficava próximo as roletas e passamos. Depois disso que eu comecei a achar tudo muito estranho.

Não parávamos de descer escadas e mais escadas e tudo era muito tumultuado. Nunca vi tanta gente junta em um só lugar. Era muito insano!

Amanda disse para eu não largar sua mão e que Hugo nos encontraria lá, mas iria de ônibus. Eu preferia ter ido de ônibus com Hugo... Por que ela não me falou que ele ia de ônibus?!?

Estava tudo bem, quando eu já estava me acostumando com a ideia, até ela falar para a gente embarcar. Era muita gente embarcando junta e não tinha lugar para se segurar! Eu agarrei sua mão e tentei segurar em algum banco ou algo do tipo, mas só tinha banco dos lados. Que situação eu me enfiei...

– Calma, Natasha, é hora do almoço, todo mundo pega o metrô para ir almoçar, fica tranquila que quando voltarmos, vai estar bem mais vazio, espero eu.

Acho que pegar aquela minhoca gigante vazia iria ser bem mais assustador.

– Não podemos voltar de ônibus? — pergunto, com o estômago embrulhado e, ao mesmo tempo, roncando de fome.

– Eu ainda não entendo como alguém do futuro tem medo de um metrô qualquer e de um elevador! — fala Amanda, soltando gargalhadas.

– Não tem graça... Já te falei mil vezes de que vim de cidade pequena! — respondi, já ficando brava.

– Calminha — fala Amanda, com as mãos para o alto, como se estivesse rendida. — Já sei como acalmar a fera... — termina ela, soturnamente.

Nós então saímos do metrô e seguimos para uma lanchonete na qual "almoçamos". Na verdade, comemos qualquer coisa e fomos atrás da rua misteriosa onde as bonecas eram produzidas.

♦♦♦

Após perguntarmos para mais de três pessoas, nos encontramos com Hugo, do nada. Não tínhamos marcado um lugar certo, mas eu queria dar graças por termos o encontrado. Ele estava com um mapa.

– De acordo com meu mapa, é uma rua sem saída e que fica no meio de uma comunidade... Bom, espero que ele esteja certo.

Bom, eu também esperava, no fundo, nem desconfiava. Qualquer coisa que Hugo dissesse eu iria acreditar. Novamente, eu entrei em transe.

Não devo. Não devo. Não devo... Não quero! Não posso! Eu tenho que parar de olhar para ele, eu tenho que parar... Simplesmente parar!

– Estranho... Produzirem uma boneca numa comunidade... Mas vamos arriscar, né? — pergunta para mim, Amanda. — Ei, psiu, Terra chamando Sasha, Terra enviando sinais para Natasha!

– Oi... Sim... — após isso, nós seguimos o caminho que o mapa informava.

Não demorou muito para acharmos a rua. Realmente, como Maria havia informado, não ficava tão longe assim. Também não foi difícil achar a fábrica. Ela tomava conta de quase toda a rua -pelo menos todo um lado — e, para nossa surpresa, estava fechada. Mas não estava fechada pelo simples fato de apenas ter acabado, ela estava fechada, pois houve um incêndio que acabou com a fábrica.

– É por isso que eu nunca mais a encontrei vendendo — digo, quase que como se estivesse pensando em voz alta. Isso era triste, saber porque pararam de produzir a boneca.

– Vem cá... Não chora — diz Amanda, puxando-me pelo braço para me abraçar. Eu tinha prometido a mim mesma que nunca mais choraria caso perdesse algo que eu realmente amo, mas, na verdade, eu nunca tinha percebido que eu não amava só meu celular e que eu pensava ser carrancuda, mas agora, eu sinto falta. Sinto falta da minha família, sinto falta dos meus irmãos, das minhas melhores amigas e, até mesmo, das únicas coisas — materiais — que eu pensava que amava. Meu celular, minha boneca...

– O que aconteceu? — posso ouvir Hugo sussurrar.

– Eu te falei pelo telefone, ela teve essa boneca quando tinha onze anos e a perdeu. Agora ela descobriu porque nunca mais conseguiu comprar uma boneca igual... — explica Amanda, ainda comigo em seus braços.

Eu estou chorando. Há lágrimas saindo de meus olhos e eu não consigo controlá-las. Acho que, finalmente, entendi o que é amar. Não é amar só quando se tem, mas amar é também quando se perde. Eu sinto que perdi tudo. Tudo que eu conhecia e que, sem saber, amava.

– Agora... Vocês podem me explicar por que o bilhete nos trouxe para cá...? — pergunta Hugo, muito confuso. Eu também não fazia a mínima ideia sobre isso. Por que o bilhete nos traria para um lugar abandonado por um incêndio?

Eu me solto do abraço com Amanda e sorrio para ela, como se dissesse obrigada. Ao encarar Hugo, uma expressão engraçada está estampada no seu rosto. Ao mesmo tempo que penso que ele está segurando um riso, percebo que ele meio que está com pena de mim.

– Acho que eu sei... — comenta Amanda.

Notas finais
Então, o capítulo ficou bom? Na realidade, eu escrevi na pressa, mas até que eu não achei ruim... Qualquer erro me avisem, ok? Beijos e até o próximo, não vou prometer mas juro que vou tentar vir o mais rápido possível!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.