Rua 35

3 Sam e um encontro as cegas


Notas iniciais
Não sei se vão gostar desse capitulo, se não gostarem, me desculpem. >.

– Hey, Giu. Você não quer vir com a gente? – Anna perguntou.

– Vir... Com a gente? – Eu perguntei sem entender.

– É, comigo e com o Sam. Nós vamos ao parque hoje. Eu já tinha te dito.

– Ah, é você disse. – Tentei disfarçar. – Mas não, obrigada. Não quero ficar segurando vela.

– Mas você não vai ficar segurando vela. O Sam tem um amigo, e você pode... – Não quero Anna. Você sabe que eu sempre me ferro nesse tipo de coisa. – Eu a interrompi.

– Porque você sempre da um jeito de acabar com todo o encontro. – Anna me repreendeu.

– Lógico. Você nunca me arruma um bom encontro.

– Eu te arrumei ótimos encontros. Você que não percebeu.

– Aham, claro, claro.

– Mas me responda: Você vai ou não? – Anna perguntou fazendo cara de cachorro sem dono. Não tem como eu resistir. Que foi? Sou uma psicopata mais também tenho coração.

– Tudo bem, eu vou. Mas vai ser o último. Se não der certo nunca mais vou confiar minha vida amorosa a você. – Anna deu um gritinho e me abraçou.

– Tudo bem. Você não vai se arrepender.

– É o que eu espero... – Murmurei, mas Anna pareceu não ouvir.

Anna tinha me dito que Sam iria nos buscar as 6, então comecei a me arrumar cedo. Não me arrumei do jeito que deveria para um encontro, mas acho que foi o suficiente. Eu não era uma garota nem alta demais nem baixa de mais. Também não era gorda demais nem magra demais. Eu diria que estou na media e agradeço a meus pais por isso. Mais tem uma coisa que me incomoda: O meu cabelo. Não tenho orgulho suficiente pra dizer que fiz algo decente com ele, porque ele por si só já não é decente. Meu cabelo tem um tom de roxo meio estranho, além de ser curto. Muito curto. Sabe aqueles cortes chanel da moda? Então, é o meu cabelo. Mas como se não bastasse, ele é meio desfiado e um pouco torto. Devo essa obra-prima a minha querida irmã. Mas uma coisa que vou adicionar na minha lista de vingança.

Algo atrapalhou os meus pensamentos de vingança maquiavélicos e eu percebi que era a campanhia, então me levantei com a pior cara que consegui fazer e fui atender. Era Annabell, e mais atras dela, escorado em seu belo carro Amarelo Canario nenhum pouco chamativo estava Sam. O Sam é um garoto alto, loiro, com olhos azuis e faz parte do time de basquete da escola. Um sonho para uma garota como Annabell, mas não pra mim.

– Giu, você está pronta? – Anna perguntou. Apenas fiz um aceno com a cabeça e sai de dentro da minha humilde casa, trancando a porta logo em seguida.

Antes que alguém me pergunte eu respondo: Sim, eu moro sozinha. Eu morava com meus irmãos, mais vocês já sabem o que aconteceu. E não, não moro com meus pais. O motivo? Eles morreram em um incêndio há alguns anos atrás e desde esse dia nós – eu e meus irmãos — fomos acusados de termos ateado fogo na casa de proposito o que nós fez ter que vir morar na Rua 35. Eu e meus irmãos fomos os únicos sobreviventes do incêndio. Brandon em um ato heróico salvou a mim e a minha irmã do fogo. E a maldita pagou Brandon com um tiro em sua cabeça.

Annabell tinha me dito que meu novo “paquera” já estava nos esperando lá. Não demonstrei muita alegria em saber que ele realmente tinha ido ao encontro então Annabell foi o caminho inteiro falando sobre as “qualidades” do maldito. Pelo menos as que eu podia saber. Não sei como Sam não deu um tiro na própria cabeça de tanto ciúmes.

Quando finalmente chegamos ao maldito parque Annabell desceu do carro toda serelepe achando que eu estava super interessada na minha nova paquera. O que eu não fiz questão de negar, já que gosto de ver minha querida amiga feliz.

Quando eu finalmente criei coragem para descer do carro Sam me lançou um olhar que dizia algo do tipo “faça sua amiga feliz, ela se esforçou muito” e eu lhe dei um aceno de cabeça. Afinal, Sam não parecia um cara tão ruim assim. Logo lhe lancei um olhar que dizia “espero que você siga seu concelho e faça a Annabell feliz ou então você vai ficar sem o seu amiguinho ai” e ele pareceu entender, pois deu um sorrisinho sínico. “É melhor que cumpra imbecil. Ou então vai ficar sem esses malditos dentes.”

Notas finais
Por favor, comentem. Vai me deixar mais motivada pra continuar postando. *-*