Rua 35

8 Capitulo Especial – Annabell


Notas iniciais
ESTÁ AI! ~baila loucamente~ Devo dizer que foi difícil de escrever esse capitulo, porque a Annabell tem uma personalidade um pouco "meiga", então... he!
E o Sam também, mais até que eu gostei do resultado. wewe*
Se não gostarem, me desculpem e não taquem fogo na minha casa. ç.ç

Eu queria ficar e poder ajudar a Giu, mas meu corpo não respondia aos meus comandos. Eu queria dizer que não queria ir para nenhum abrigo, que eu queria ficar e ajuda-la, mais eu não consegui. Sam já tinha me jogado dentro do carro e dirigia a toda velocidade que o carro permitia.

– Não se preocupe Annabell. A Giuliana vai ficar bem. – Sam tentava me consolar. Ele é um garoto legal, se você ignorar as historias que contam sobre ele.

– Como você pode saber? E se ela errar, ou se distrair?

– Ela não vai errar. Você precisava ter visto como ela lutou na última rebelião. – Sam falou, depois olhou para frente, percebendo o que tinha dito.

Eu decidi que era melhor não responder. Não conseguia imaginar a minha amiga lutando contra um banto de loucos que não vão ter um pouco de pena de matá-la.

– Pare de se preocupar. Ela não vai estar sozinha. Você tem que se preocupar em continuar viva. – Sam gritou e parou o carro em seguida. Nos estávamos na entrada de um beco sem saída.

– Onde...? – É aqui. — Tentei falar, mais Sam me interrompeu.

Ele desceu do carro e abriu a minha porta, me ajudando a descer logo em seguida.

Andamos até o final do beco. Sam se abaixou e procurou alguma coisa no chão, e pareceu encontrar e puxou o objeto. Percebi que era um tipo de corrente e na ponta tinha um tipo de chave que parecia que tinha sido derretida.

Sam encaixou a “chave” em uma pequena abertura que havia no chão e uma espécie de tampa foi aberta.

– Você primeiro. – Ele disse apontando para uma escada que ia do começo da abertura até provavelmente o fundo.

– No... Escuro? – Perguntei.

– Pega. – Ele disse me entregando seu celular. Eu ativei a lanterna e iluminei o buraco. Como eu imaginei a escada levava até o fundo.

Eu comecei a descer e quando eu já estava segura Sam colocou a corrente no mesmo lugar de antes e começou a descer fechando a tampa em seguida. Eu vi quando uma luz vermelha acendeu.

– Sam, o que é essa luz? – Perguntei, quando ele já estava do meu lado.

– É o sistema de segurança. Se alguém tentar entrar sem a chave o alarme é ativado. – Ele explicou. Fazia sentido.

Nós caminhamos pelo que parecia um corredor por vários minutos até chegar a uma porta de ferro. Sam pegou outra “chave” no chão e abriu a porta.

– WOW! – Exclamei. Por tras da porta de ferro existia uma sala enorme. Havia varias tendas espalhadas pelo local e algumas pessoas de branco andavam de um lado para o outro. Deduzi que deveriam ser os médicos para cuidar dos feridos. Algumas outras pessoas – refugiadas como eu e Sam – estavam sentadas em algumas cadeiras e outras com alguns ferimentos estavam deitados nas macas.

Sam pegou na minha mão e me levou até um lugar com varias cadeiras. Eu sentei e fiquei encarando o teto por algum tempo, até o tedio me dominar por completo.

– Sam, quanto tempo pode durar uma Rebelião? – Perguntei, olhando para ele.

– Não sei. Podem durar meia hora, três, ou até mesmo um dia. – Ele respondeu.

– Como assim um dia? Quer dizer que pode ser que tenha gente morrendo por ai durante vários dias?

– Não tem tanta gente na nossa rua, Annabell. Não vai durar tanto tempo assim. – Ele respondeu, depois suspirou. – Você ainda está preocupada com a Giuliana não é?

– Estou... Eu nunca vi a Giuliana em uma situação perigosa Sam. Não sei se ela sabe se defender. – Respondi, olhando para baixo.

– Ela sabe se defender Annabell. Na última rebelião ela lutou contra a própria irmã, e conseguiu sair viva, não foi? – Ele perguntou.

– Sim...

– Então. Tudo vai dar certo. E Damon está com ela. – Ele sorriu e piscou para mim. Eu sorri de volta e voltei a olhar para o teto.


Varias mulheres usando jalecos passavam do meu lado com bandejas, e mais e mais gente chegava. Uns trinta minutos depois aquilo estava apinhado de gente por todos os lugares. E eu cheguei ate a achar que se mais alguém chegasse aquilo iria explodir.

– Sam, quantos locais desse tipo existem por toda a Rua 35?

– Não sei ao certo. Mas existem muitas. – Sam respondeu e voltou a olhar para o teto.

Um tempo depois ele começou a me encarar. Acho que a graça do teto tinha acabado.

– O quê? –

– Eu me pergunto o que uma garota como você fez para parar num lugar como este. – Sam respondeu. Eu desviei o olhar. Minha historia não era nenhum pouco agradável. As únicas que sabiam sobre ela eram a Giu e eu. E Eles, claro.

– Você promete que não conta para ninguém? – Perguntei.

– Prometo. – Ele respondeu, fazendo um X no peito.

– Então... – Comecei. -... Eu matei o meu padrasto. – Falei

– Você matou quem? – Sam perguntou, alguns segundos depois de se recuperar do choque.

– O meu padrasto. Eu o matei.

– Como você matou o seu padrasto Annabell? – Ele perguntou ainda espantado.

– Eu apenas o matei Sam. Foi num momento de raiva. Eu tinha que fazer isso, se não nunca me perdoaria.

– Mais... Por que você fez isso?

– Ele matou a minha mãe Sam. Ele matou a minha mãe na minha frente.

– Ele matou a sua mãe? Conte-me direito essa história Annabell. Eu não estou entendendo nada.

– Meu padrasto bebia muito sabe. – Eu soltei um risinho sem graça. – Meu pai morreu quando eu tinha seis anos, e depois de um ano minha mãe arrumou aquela “coisa”. Ela dizia que ele era meu pai, mais eu sabia que não era. Então... Alguns anos depois, meu “pai” chegou bêbado em casa, contando uma história absurda dizendo que a minha mãe tinha traído ele. Minha mãe mal saia de casa, e quando saia ela me levava junto. Ela negou dizendo que nunca tinha traído ele, mas ele não acreditou. Ele pegou uma faca na cozinha, encurralou minha mãe no meu quarto e matou ela. Eu estava num canto do quarto, chorando e olhando para o corpo ensanquentado da minha depois. Quando meu padrasto se jogou na cama e dormiu, eu peguei a mesma faca que ele usou para matar a minha mãe e cravei-a em seu peito, no lugar do coração.

– Annabell, eu sinto muito por sua mãe. – Sam falou.

– Não sinta. Ela era uma boa mulher, e não fez nada de errado, diferente dele e de mim. Nós vamos para o inferno, ela não.

– Annabell, você não vai para o inferno! – Sam falou, me segurando pelos ombros.

– Eu vou Sam, eu matei. Isso é pecado. – Respondi.

– Não! Você apenas... Você estava com raiva, ele matou a sua mãe, na sua frente! Eu teria feito o mesmo. Você não pode ser condenada por isso. – Ele falou, me soltando.

Eu olhei para o chão. – Eu podia ter o deixado ser preço, e mandado para esse lugar. Acho que seria um bom castigo, se ele morresse em alguma dessas rebeliões.

– Mais ai eu não teria te conhecido. – Ele falou, e sorriu. Depois me deu um selinho. Eu sorri de volta.

– E você Sam? O que você fez?

– Ah, eu roubava lojas. – Ele começou a rir. – Com alguns amigos. Eu estava iniciando minha carreia como jogador de basquete. Mas fiz amizade com más influencias. Comecei a roubar, e quase matei uma mulher uma vez. Mas a policia chegou antes. Meus “amigos” fugiram e me deixaram ir em cana sozinho. E acabei aqui. – Ele sorriu. – Mas fico feliz que isso tenha acontecido, assim eu pude conhecer você.

– Aconteceram coisas boas, se tiramos isso tudo não é? – Sorri. – Eu conheci você, a Giu, a Micki, Damon, James... Fiz muitos amigos neste lugar.

– Vai ver era o destino. – Ele sorriu e depois me abraçou.

– É, vai ver era o destino... – Sussurrei.

Notas finais
Então... Reviews? *-*
Ah, capitulo dedicado a liamda da Yane. ♥