Rua 35
20 Amigos intimos
Notas iniciais
Demorei ~de novo~ e isso não é novidade. Mas finalmente criei vergonha na cara pra escrever.
Sem mais delongas o novo capitulo.
Estado atual da nossa sala no laboratório: Paredes, teto e chão coberto com sangue de pequenos animais bonitinhos e indefesos.
O que aconteceu: Aparentemente, Annabell tem medo de sapos. E ela teve um pequeno surto enquanto eu estava fora — tentando fazer alguma mandinga que fizesse com que Hades levasse Damon para o Tártaro. Não deu certo. – Enfim. Depois que Annabell surtou quando um sapo de um dos garotos pulou em cima ela saiu correndo que nem louca, segurando um bisturi. Ela saiu esfaqueando todos os sapos que estavam dentro da sala. Ninguem sabe como ela não se esfaqueou também, já que um sapo estava grudado nela.
No final: Annabell foi parar na diretoria com o nosso querido diretor amante de sangue e eu fiquei para limpar tudo. Por quê? Por que o infeliz do Damon tomou todo o meu tempo e acabou que a minha detenção por matar aula foi essa. Lindo não? NÃO!
- Aquele ruivo de farmácia ainda vai me pagar. – Falei.
- Ele é ruivo natural. – disse alguém atrás de mim.
Eu me virei, segurando a vassoura, pronta para atacar quem quer que fosse. Era uma garota. Mais baixa do que a Annabell – se isso for possível – ela usava um casaco verde, com um shorts minúsculos e coturno preto. “Sério, qual é a da moda rocker nessa escola? Preciso me mudar daqui.” O cabelo dela estava mal preso com um grampo. Ele tinha um tom meio roxo misturado com azul e seus olhos eram dourados. CLARO QUE ISSO DEVE SER LENTES! A genética não pode ser tão ruim comigo.
- Ahn, olá futura integrante do Instituto Xavier. – Falei, olhando-a dos pés a cabeça – Como você sabe sobre o Damon?
- Querida. Todo mundo conhece o Damon. – falou, se sentando e uma das cadeiras que eu tinha acabado de limpar. Vou ter que jogar álcool na cadeira depois. – Eu posso dizer que o conheço bem intimamente.
- Por favor, não me chame de querida. Não me importo se você conhece o fígado dele ou não. Uh? Só quero mata-lo e pronto. Agora saia dai, que eu tenho que jogar 4 litros de álcool e depois atear fogo a essa cadeira.
- O que ele viu em você, ahn? – ela perguntou, se levantando e vindo na minha direção – Você é apenas mais uma das varias psicopatas que tem nesse lugar. Giuliana, o demônio. Grande coisa. Eu posso ser um demônio também, se ele quiser.
A X-men foi em direção ao frasco com álcool que estava em cima da mesa do professor. Ela abriu e veio andando com ele na minha direção. E mais uma vez o meu plano foi por água abaixo.
- Que tal largar esse frasco de álcool, putinha? – perguntei – Você sabe que violência não leva a lugar nenhum.
- Falou à garota que tem um arsenal de armas em casa. – falou, rindo. Sabe aquelas risadas estilo bruxa maquiavélica? Então.
- Se você sabe sobre o arsenal sabe que não deve fazer nada comigo, não é? – perguntei – Eu vou te perseguir até no inferno.
- Ah, tenha paciência Giuliana. Nós só estamos brincando. Isso aqui – ela disse balançando o frasco com álcool – é só o meu cartão te desejando felicidades no seu “relacionamento”.
Ela começou a “correr”, vindo até mim ainda com o frasco de álcool aberto nas mãos. Quando ela chegou perto o suficiente eu girei a vassoura, que bateu no frasco de álcool, fazendo o mesmo voar pra longe dela e derrubando todo o conteúdo no chão.
- Seu cartão de felicitações foi recebido e contabilizado. Agora, saia dessa sala antes que eu faça você lamber todo o álcool e o sangue que esta nessa sala. Sua cadela. – falei, girando a vassoura com as mãos.
-Você vai me pagar, Giuliana. Seus inimigos não são só Eles, você tem muitos mais por aqui.
- UUUH, EU ESTOU MORRENDO DE MEDO! Você sabe o qual isso foi clichê? – perguntei. Ela saiu da sala ainda me ameaçando de morte, torturas e tudo mais que a cabeça dela conseguiu pensar na hora. – Ela achou mesmo que ia me deixar com ciúmes do Damon? Alias... Damon! Aquele filho de uma Gorgona deve ter falado algo pra X-men meio desenvolvida para que ela “tentasse” me fazer ciúmes. Ah, pelo amor de Odin!
Sai da sala e comecei a vasculhar toda a escola em busca do Damon. Aquele maldito vai me pagar. Vou deixa-lo sem os dentes e talvez sem alguns dedos. Uh, assim ele não poderá jogar mais basquete.
- SEU MALDITO, TRAIÇOEIRO DO CARALHO! EU VOU TE USAR COM BALA DE CANHÃO! DEPOIS VOU TE DAR PARA ALGUM ESTUPRADO! – Gritei, entrando no ginásio com se não houvesse o amanhã. Ele estava lá, jogando com os outros caras do time de basquete. ÓTIMO! Terei plateia. É sempre melhor com plateia.
- Mas do que você esta falando sua psicopata? – Damon perguntou. Sam apareceu logo atrás dele, me olhando como se fosse me matar. “ÓTIMO, pode vir junto. Assim eu acabo com os dois carmas da minha vida de uma só vez.”
- Garota baixinha, cabelo estranho, coturno... Isso te lembra alguma coisa? – perguntei.
- Clove. – falou Sam.
- Ah, então você também conheceu ela intimamente?
- Do que você está falando Giuliana? – Damon perguntou.
- Sua amiga intima foi atrás de mim na sala de aula. ELA ME AMEAÇOU COM UMA GARRAFA DE ALCOOL CHEIA! Ela podia ter ateado fogo em mim.
- E você, o demônio da Rua 35 ia deixar que uma garota como aquela fizesse isso com você? Humf. – falou Damon.
- VOCÊ DEVE ESTAR QUERENDO MORRER, NÃO É? FALE ISSO MAIS UMA VEZ E VOCÊ VAI FICAR SEM O SEU AMIGUINHO! – gritei. Sam e mais dois garotos do time de basquete tiveram que me segurar para que eu não acabasse quebrando o pescoço de Damon e depois enterrasse seu corpo no meu jardim virando assim uma Micki 2.0.
- Você é louca sabia? Como diabos eu pude gostar de você. – Damon falou.
- Acho que quem tinha que dizer isso é eu, não?
- Espera... VOCÊ GOSTOU DELE? – Sam perguntou. Eu o fulminei com o olhar e ele apenas sorriu. Sempre um amor de pessoa.
Sam fez sinal para que os outros dois garotos me soltassem e depois fez sinal para que eu fosse embora.
- Mas eu nem bati nele... – falei.
- Vai logo Giuliana.
Eu devo obedecer? CLARO QUE NÃO! Mas pela primeira vez – e ultima – eu segui um “conselho” vindo do Sam e sai do ginásio, fechando as portas quando passei. Mas claro que eu sou uma pessoa pouco curiosa e fiquei tentando escutar alguma coisa. O que era praticamente impossível já que a porta do ginásio ficava longe de onde eles estavam.
Dentro do ginásio, conversa de Sam e Damon.
Narração feita pelo Sam.
- Ela ficou maluca. O que a pobre da Clove tem haver com os ataques de histeria dela? – Damon falou
- Pobre da Clove? Cara, eu acho que você anda bebendo. De pobre da Clove não tem nada, e no sentido literal e não literal da palavra. – respondi.
- Você não conheceu a Clove como eu conheci cara.
- AQUELA MULHER É DO DEMONIO DAMON!
- Não fala assim da Clove, Sam. Tudo bem que ela não é uma pessoa muito gentil, mais não chega a tanto. – disse Damon.
- Ah, claro que não, afinal, ela é bem pior. – falei, suspirando. – Agora, qual foi de fazer piada sobre a Clove atacar a Giu com álcool? Você ficou louco cara?
- Mas por quê? Foi só uma piada. A Giuliana sabe se defender muito bem! Eu vi ela lutando na Rebelião.
- Cara, você é um sem noção mesmo. Você por acaso sabe o porquê da Giu estar aqui? – perguntei e Damon balançou a cabeça num sinal negativo. – Ela e os irmãos foram acusados de terem ateado fogo na própria casa pra matar os pais. Eles acharam vários frascos secos de álcool e fosforo do lado de fora da casa. Feliz agora?
Vi a expressão de Damon mudar de raivosa para surpresa num passe de magica. Claro que a idiota da Giuliana nunca ia dizer ao Damon a razão de estar ali. Ela nunca me contou, isso começou com um boato por toda a escola e depois Annabell me confirmou. Na verdade eu nunca acreditei que a Giu pudesse matar os pais. Talvez a Clarisse e o Brandon sim, mais ela não.
- Ela... Matou os pais?
- CLARO QUE NÃO, FILHO DA PUTA! Até parece que você não estava na reunião que fizeram na casa da Micki, onde o James disse que Eles planejaram tudo.
- Mas eu não me lembro de terem dito como eles morreram. – Damon falou, confuso.
- Você fez a pior piada que podia ter feito na sua vida com a Giuliana.
- Eu... Eu devia ir pedir desculpas a ela?
- Não, não, fica aqui esperando pra ver se ela volta e te pede em casamento.
Damon nem se deu ao trabalho de me responder, foi logo na direção da porta do ginásio.
- Vá. Pequeno gafanhoto. Corra em busca do seu amor. – Gritei e ele não respondeu. – Puto.
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