Rua 35
18 Alexcia
Notas iniciais
Com a estoria da ~linda~ da Alexcia *morre*
Os capítulos estão saindo muito rápido... vou demorar mais pra postar ma oe *apanha*
OBS: As partes em itálico são os flashbacks da Alexcia.
OBS2: A Miha não me pertence. Ela pertence a liamda da Pyesh. :3
ALEXCIA PDV ON
Hey, albina! – Gritou Alexanda, puxando meus cabelos. – Porque não está lavando o chão, como ordenei?
Alexandra era uma das “guardas” do internato Saint Joseph.
Era uma mulher alta, morena, com seus 30 anos. Não sabia ao certo. Ela maltratava todas as alunas. Joseph, o dono do internato não fazia nada para impedir os maus tratos. E ainda se achava um santo por isso. “Precisamos punir as meninas más”. Era o que ele dizia.
- Sim, senhora. Já estou indo. – Respondi. Alexandra soltou meus cabelos e eu pude andar em direção aos banheiros.
Alexandra tinha uma filha chamada Bruna – que era carinhosamente apelidada de Coelha graças aos seus dentes -, a vadia mirim não era obrigada a fazer absolutamente nada naquele lugar, graças a sua mamãe. Que lindo.
-Ale, porque você não conta para o diretor Joseph sobre isso? Era a coelha quem devia fazer esse serviço! – Disse Luna.
Luna era uma garota baixinha, com seus 15 anos. Era minha única amiga naquele lugar. E acho que por isso sofria tantos maus tratos.
- Ele não ia fazer nada. Não adianta. É melhor deixar do jeito que está.
- Mas... – Começou Luna, mas eu a interrompi.
- NÃO, LUNA! Não fale nada a ele. Deixe isso pra lá, okay? Prometa que não vai dizer nada.
- Sim, prometo.
Dois dias depois Luna foi encontrada no banheiro. O mesmo que nos estávamos limpando. Ela estava sem um dos olhos e sem os dedos da mão direita. Tinha um corte na barriga por onde se via alguns órgãos. Do seu lado tinha um bilhete. Uma frase curta, que foi escrita com sangue.
‘Você vai ser a próxima. B’
Logicamente o B era de Bruna. Já que a vadia era a única no internato que tinha um nome com B. Ela tinha torturado e matado a única amiga que eu tinha naquele lugar. Eu não iria ficar parada esperando que ela viesse até mim. Se eu sou a próxima, eu vou até ela.
Alguns dias depois todos já tinham se esquecido da morte de Luna. Todos, menos eu.
Em uma terça-feira, depois que todas já estavam dormindo, fui até o quarto de Bruna. Ela tinha um quarto só dela, já que era filha de Alexandra. Acho que pela primeira vez ela odiou a exclusividade.
- FALE, SUA VADIA! – Gritei, olhando para Bruna.
- VOCÊ SABE POR QUE FIZ AQUILO COM ELA! – Bruna gritou – VOCÊ DEVIA ME AGRADECER! ELA TE TRAIU!
- Luna nunca faria isso. Você a forçou a te contar tudo, uh? – Falei, apontando a faca para um de seus olhos. – Diga, ou então você vai acabar usando um tapa-olho.
- Você não teria coragem. Você é só uma filhinha de papai e... AAAAAAAAAAAAAAAH!
- O que você estava dizendo? – Disse, balançando o seu olho esquerdo na frente de seu rosto. – Por favor, diga outra vez. Não consegui te ouvir.
- Você é uma psicopata! Igual ao seu pai! – Bruna gritou.
- Oh, você está enganada, eu sou bem pior. – Falei, sorrindo e aproximando a faca do único olho que lhe restava.
Na manhã seguinte nos escutamos o grito de Alexandra vindo do quarto de sua filha. A cena que ela viu provavelmente foi a pior de sua vida, até aquele momento. Deixe-me lhes descrever a cena: Bruna, amarrada em uma cadeira. As partes de tras de seus pés estavam cortadas e alguns de seus dedos estavam quebrados. Do corte em sua barriga saiam alguns órgãos. Ela estava sem os dois olhos. Os mesmo estavam pendurados na janela, como guizos.
Na parede, uma mensagem, escrita com o sangue de Bruna.
‘ Ela pagou pelo que fez, ganhando tudo em dobro. Alexcia.’
Sim, eu sei, fui uma puta por colocar meu nome junto com a mensagem. Mais eu queria o que estava por vir. Eu desejava a morte como uma amiga.
O único erro que cometi foi não contar com o que Joseph iria fazer: Me mandar para a Rua 35.
ALEXCIA PDV OFF
Giuliana e Lanna fitaram a garota de cabelos brancos como se ela fosse louca. Na realidade, eu imagino que seja. Alexcia apenas ficou parada, esperando que as duas ouvintes começassem a correr para fora da casa. Ao contrario do que ela imaginava as duas continuaram ali, calmas, como se não tivessem acabado de escutar a estória de Alexcia.
Giuliana pegou o controle da TV, ligou a mesma e se sentou no sofá. Lanna sentou ao seu lado e as duas ficaram assistindo. Alexcia continuou fitando as duas.
- Deve ser uma reação retardada. – pensou a albina – Daqui a pouco vai começar a gritaria.
- Ei, Alexcia. – Falou Giuliana, interrompendo a linha de raciocínio da albina. – Não vai se sentar com a gente?
- Não se preocupe, acho que nos duas fizemos coisas horríveis, hein? – Disse Lanna.
Alexcia foi até o sofá e sentou, assistindo com as duas mais velhas o desenho. Um gato corria atrás de um rato, segurando um martelo. No final o gato tinha destruído toda a casa, mas não conseguiu pegar o rato. A ruiva ria que nem louca enquanto a garota de cabelos roxos atirava pipoca na mesma.
- Acho que finalmente achei um lugar onde me encaixo. – pensou Alexcia.
- Você nunca vai se encaixar em nenhum lugar. Você é apenas uma menina maluca. Um defeito genético. – Disse meu pai, me olhando com certo nojo.
Ele estava usando seu terno preto. Mamãe estava ao seu lado, usando um longo vestido vermelho. Ela segurava duas mascaras na cor branca. Uma dela e outra do meu pai.
- Vamos querido. Não é hora de brincar com a Alexcia. – Mamãe falou, passando o braço ao redor do dele. Os dois andam na direção da saída, mas no caminho mamãe para e diz algo a Joanne, minha babá. Ela concorda com a cabeça e eles saem.
Joanne fechou a porta assim que eles saíram e olhou para mim com um sorriso.
- Vamos, querida. Vou fazer um bolo de chocolate para você. – Disse, me estendendo os braços. Eu apenas corri e subi em seu colo e ela me levou para a cozinha.
Notas finais
Imagem da Alexcia: http://img855.imageshack.us/img855/152/hachiyukiartistfull7953.jpg
Créditos zerochan
Reviews? *u*
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