Ruínas da Guerra

11 Memórias do Anjo Caído


Ao luar era possível ver o grande desmatamento feito pelos orcs sobre comando de Likgar. As grandes árvores que cobriam a floresta agora estavam no chão e era possível visualizar o chão, que agora estava marrom de tantas pisadas dos orcs sobre o chão.

Leonhard estava em uma alta subida íngreme e do alto observava tudo sem saber qual era o motivo para tudo aquilo. Detrás de Leonhard, a poucos passos, a tenda de madeira do mago Likgar estava refletindo uma luz verde, forte o bastante para chamar atenção de qualquer animal que passasse por ali.

A luz da tenda cessou e Leonhard sentiu o olhar caloroso do mago queimando suas costas, ouviu o tilintar dos crânios pendurados no pescoço do orc balançar ao se aproximar cada vez mais. Mas Leonhard não se virou, continuou a olhar os orcs e o grande desmatamento.

—Você está ai já faz um bom tempo. – disse Likgar se aproximando de Leonhard.

—Eles também. – retrucou Leonhard. – Desde que chegamos pela manhã eles fazem esse trabalho. Passaram toda a tarde. O que eles estão fazendo lá?

—O que? – perguntou Likgar. – Meus orcs?

—Sim.

—Não é obvio? Estão retirando tudo da superfície para o seu exército ser invocado.

—Como podem ter tanta certeza disso? – perguntou Leonhard. – Nem eu sei como.

—Esse é o poder que um livro tem sobre determinadas pessoas. – o orc começou a alisar a sua barba branca e espessa. – Eles revelam muitas coisas sobre o mundo. Um poder incomensurável que todos podem ter em mãos, mas nem sempre o usam.

—Não vejo nenhum elfo negro fazendo o serviço. – disse Leonhard voltando a olhar o vasto campo sem árvores.

—É porque não há. Hector não usa os seus lacaios para fazer o trabalho sujo.

—Como pode confiar nele? – perguntou Leonhard. – Estou aqui apenas um dia e sei que ele é o tipo de pessoa que não se pode confiar.

O orc se apoiou com ambas as suas mãos em seu cajado enquanto olhava grande parte de seu exército trabalhar.

—Ele me ofereceu terras, riquezas e poder. Tudo para mim. Em troca ele quer que eu lidere meu exército e extermine os humanos.

—Vocês se dizem diferentes dos humanos, mas agora eu posso ver que não são.

—COMO OUSA? – estremeceu o mago.

-Vocês são gananciosos. Ambos.

—É PARA O BEM DA MINHA RAÇA! – as chamas da raiva do orc era visível em seus olhos.

Leonhard pode perceber que para um orc se assemelhar com um humano era estreitamente intolerável.

—Os humanos fazem as mesmas ações pelos mesmos motivos.

—Seu... – a ponta do cajado do orc começou a brilhar em verde.

—Se fizer isso a única diferença que haverá entre você e um mero humano é que ele vai estar vivo... Você não...

Os dois ficaram trocando olhares. A expressão de raiva do orc foi se devaneando juntamente com a luz do seu cajado.

—Achei que seria grato pelo que eu fiz. – disse Likgar ainda sob olhar de raiva. – Se não fosse por mim ainda estaria aprisionado.

—E sou. – respondeu Leonhard. — Mas eu nunca pronunciei que seria seu servo.

—Creio que começamos com o pé errado. – disse o orc voltando para a sua tenda e parando no caminho para falar: — Venha!

Leonhard seguiu o mago e ambos entraram na tenda. Desde que Leonhard saiu do aprisionamento ele não teve sua própria vestimenta, ele ganhou vestimentas graças a um elfo negro, que sobre comando de Hector, entregou para Leonhard e desde então, aquela era sua vestimenta.

A vestimenta era de um plebeu simples, com tecidos de algodão. No corpo o tecido era cinza, na parte das pernas um outro tecido de algodão preto cobria as suas pernas e em seus pés sapatos de couro. Tudo causava um desconforto em Leonhard.

Ao entrar na tenda Leonhard percebeu que havia prateleiras e mais prateleiras repletas de livros, um tapete se estendia no chão da tenda, cobrindo o chão irregular. Havia uma mesa no centro da tenda que estava repleta de poções e no teto da tenda uma grande esfera de magia brilhava em um tom laranja e fazia toda a tenda ser iluminada como se fosse a luz de velas.

—Em toda a minha vida eu queria saber se havia algo em comum entre todas as raças, algo que fizesse as pessoas se moverem na vida, algo que fizesse alguém se matar para obter. – disse Likgar enquanto misturava poções na mesa. – Felizmente os livros me deram essa resposta. Memória. É a memória de um homem que faz ele querer buscar acontecimentos de sua vida e isso em qualquer raça.

De súbito um grande orc apareceu com uma cadeira repleta de caveiras e nos pés e nos braços da cadeira havia amarras de couro, não havia nenhum tipo de madeira, apenas ossos e crânios. Então o grande orc ficou olhando para Likgar quer disse:

—Bem na hora El. Bem na hora...

O orc balançou a cabeça positivamente e saiu da tenda. Leonhard virou para o mago e disse:

—O que está planejando?

—Eu disse para você que eu conseguiria obter as suas memórias perdidas. – respondeu Likgar deixando o cajado na mesa e se aproximando de Leonhard. – Creio que você as quer de volta.

—E como pretende fazer isso? – perguntou Leonhard estranhando aquela tal cadeira.

—Tudo se resume aos livros novamente. – respondeu o mago. – Eles dizem tudo o que você precisa e quer saber. Através de poções eu posso restaurar as suas memórias, mas para isso preciso de sua colaboração.

—O quer que eu faça?

—Sente-se na cadeira que eu irei lhe amarrar e terá todas as suas memórias de volta. – o mago apontando para a cadeira abrindo um sorriso malicioso. -Isso claro... se conseguir aguentar a dor.

—Se tentar alguma coisa mago, você morre. – disse Leonhard em tom de voz sério.

—Se eu matar você... Se eu conseguir matar você, eu que vou ser morto por Hector. – retrucou o mago. — E se de alguma forma, eu conseguir sobreviver ao Hector, eu vou perder a chance de derrotar os humanos e isso é uma coisa na qual eu não pretendo, demônio.

Leonhard não confiava em ninguém por causa da sua perda de memória. Pelo que ele poderia saber, eles poderiam ser os orcs e os elfos negros que haviam o aprisionado, se é que foram orcs e elfos negros. Leonhard não sabia. A única coisa que Leonhard vagamente lembrava era de sua família, sua esposa e sua filha, lembrava também de um anjo chamado Uriel e de alguma traição que ele cometeu para com Leonhard. Mas o motivo da traição cometida ou as lembranças dos rostos deles, Leonhard havia perdido.

Leonhard sentou-se na cadeira repleta de ossos e o mago o amarrou em seus pés e em seus braços e então Leonhard falou:

—Isso não vai me parar se acontecer algo.

—Vai sim. – respondeu o mago. — Pessoas mais poderosas que você, já se sentaram nessa cadeira.

—Quem?

—Não importa. O que importa é que elas conseguiram sobreviver ao que você está preste a apreciar.

O mago deu um sorriso malicioso novamente e então foi buscar uma das poções em sua mesa e o seu cajado. Ele pegou uma poção que brilhava em verde, ele então jogou a poção na esfera azul que começou a emitir uma luz verde enquanto o mago recitava palavras mágicas.

O mago parou de recitar as palavras e levantou a sua mão direita acima da cabeça e abriu a palma da mão como se pedisse para a esfera parar. A esfera brilhou um verde mais forte e lançou uma outra bola verde que foi direto na mão do orc que fitou a sua mão que agora estava brilhando em verde.

—Agora começamos... – disse o mago se aproximando de Leonhard.

—Se tentar algo...

—Sim, sim, eu sei. – interrompeu o mago.

Ele então apontou a sua mão em verde para a cabeça de Leonhard e aproximou-se. Leonhard gritou de dor enquanto a sua cabeça lhe mostrava diversas coisas, momentos que haviam acontecido com ele e diversas vozes começaram a entoar a sua cabeça. A dor ainda persistia mais foi parada quando viu o seu mundo em preto.

O breu tomou conta do lugar. Não era possível ver nem ouvir nada até que pequenos fragmentos foram se formando no céu negro e montando diversas imagens. Vozes começaram a ser ouvidas por Leonhard, vozes de homens e de súbito os fragmentos se transformaram em uma grande lembrança.

E lá estava Leonhard. Olhando para seu próprio reflexo em uma poça de água na lama, ele continuava o mesmo, não havia motivos para mudar. Leonhard estava com a sua armadura em prata brilhante com detalhes em dourado, suas asas estavam cobertas com metais leves em dourado que se juntavam ao branco das asas. Cabelos negros crespos, olhos castanhos e sua pele morena. Nada haviam mudado.

Leonhard estava na dianteira de um campo de batalha. Atrás de si havia centenas de anjos com armaduras brilhantes. Os humanos ainda não haviam presenciado o dia com o grande sol a ilumina-los. O Divino havia prometido que faria tal coisa, mas os anjos deveriam manter esse segredo das raças que habitavam a terra.

A luz causada pelos anjos só chegava até metade do campo e a partir daí o mundo sombrio reinava. Porque onde os demônios habitavam a escuridão os perseguia, fazendo com que o mundo perdesse o seu brilho da lua. Embora Leonhard já tivesse visto e batalhado com demônios antes, para alguns, ali no campo de batalha, não era possível vê-los por causa da escuridão, apenas os olhos brilhantes dos demônios apareciam no escuro e eram centenas deles, alguns pairando sobre o céu, outros na terra.

Leonhard colocou o seu elmo com uma auréola amarela sobre a parte superior do elmo e fitou seu reflexo de novo na água, mas parou de se olhar quando ela foi agitada pelo vento das asas do anjo que havia pousado ao seu lado.

Uriel trajava uma armadura branca e suas asas assim como sua cabeça estavam sem proteção e seu chicote estava em sua cintura, como de costume. Uriel possuía um cabelo dourados como ouro, a sua auréola amarela pairava sobre sua cabeça, sua pele era branca e ele possuía olhos azuis.

—Sabe... Você tem sorte de ter um amigo como eu. – disse Uriel para Leonhard enquanto olhava para a diversos olhos brilhantes na escuridão. – Se não fosse por mim você não estaria aqui, mas acho que isso não vem ao caso, já que você é o favorito dele.

—Você que é o favorito dele. – disse Leonhard. – Quem sou eu perto de você?

Ambos riram daquilo, até que Uriel olhou para Leonhard e falou:

—Eu considero você como um verdadeiro irmão, Leonhard. Mas o que você fez, deu desgosto em minha alma.

—Eu estou aqui para pagar pelo que eu fiz. – disse Leonhard. – Fui julgado pelo Divino e estou aqui para pagar o pecado que eu cometi.

—Eu não o culpo. Os humanos têm algo que nenhuma outra raça tem, não sei o que é, mas eles têm... E você teve a missão vigiar eles de perto e acabou se apaixonando por uma humana. – disse Uriel virando novamente para olhar os demônios. – Uma vez eu já me apaixonei por uma humana. Ela era bela, com cabelos pretos enrolados, era a humana mais linda que eu já vi.

—Se apaixonou por uma humana? – perguntou Leonhard surpreso. – Quem diria...

—Sim, mas no meu caso não tive uma filha com ela nem sequer a namorei...

Um brilho tomou conta do céu e Uriel falou:

—Agora preciso partir.

-Você não vai me acompanhar na batalha? – perguntou Leonhard.

—Infelizmente não. Essa missão é sua, não minha. O divino meu deu outra missão, tão importante quanto. – ele então levantou vou devagar enquanto olhava para Leonhard. – Cuidado com os humanos, irmão. Talvez da próxima vez eu não esteja lá para lhe defender.

—Obrigado por tudo Uriel. – disse Leonhard com um sorriso entre os dentes.

—Disponha. – disse Uriel levantando voo e desaparecendo por entre as nuvens.

Leonhard virou para o exército atrás de si e falou:

—Sei que não preciso fazer nenhum discurso, mas quero que saibam que estamos aqui para decidir quem vai tomar conta dessas terras e podem ter certeza que não será deles! – disse Leonhard apontando para os demônios na escuridão enquanto os anjos gritavam com confiança dizendo que Leonhard estava criando coragem para a batalha, tanto para si, quanto para os seus irmãos. – Imaginem essas terras cercadas por pessoas cantando e glorificando o Divino, essa será a cena que vai acontecer, mas caso eles vençam o destino tomará outro caminho.

Os anjos batiam as espadas em seus escudos, suas lanças no chão, seus pés, qualquer maneira de fazer barulho, ali era permitido. Eles gritavam em união. Os anjos que estavam sobrevoando levantaram suas espadas gritando junto com os outros.

—Temos a ajuda do Divino e isso é uma arma mais poderosa do que mil espadas e mil lanças. Quem está comigo? – Leonhard retirou a sua espada da bainha e virando para enfrentar a batalha. – PELO DIVINO!

Leonhard levantou voo com sua espada e foi em direção as nuvens. Ele foi seguido pelos anjos que iam por terra com armas em mãos. A medida que eles avançavam a luz de suas armaduras avançavam pelo campo e sobre os céus Leonhard pode ver seus irmãos indo de encontro com as bestas.

Os demônios possuíam olhos amarelos e pele avermelhadas, alguns possuíam asas parecidas com as de um morcego e outros não possuíam asas, ambos possuíam garras afiadas e nenhum tipo de armadura.

Leonhard viu que já havia chegado no meio do exército, então deu um arco no ar e desceu com toda a sua força em direção ao chão. Empunhou a sua espada em sua frente enquanto descia batendo as suas asas o máximo que conseguia. Leonhard viu cinco demônios subindo ao céu para ataca-lo.

Leonhard desviou do primeiro e o cortou toda a parte da frente do demônio. O segundo, ele enfiou a espada em sua face que fez o sangue escorrer e então Leonhard segurou uma de suas asas, retirou a espada da face do demônio e o arremessou em direção ao terceiro que começou a cair por causa do impacto.

Ainda descendo pelo ar, Leonhard colocou a parte que não possuía gume da espada em sua mão esquerda e a colocou para frente fazendo o quarto demônio morder a espada, cotando a boca e quebrando alguns de seus dentes afiados. Leonhard girou o demônio e a si mesmo e o chutou no ar pegando impulso para descer e empurrando o demônio. Leonhard deu meia volta no ar e arremessou a espada contra o demônio fazendo a cabeça girar no ar, já não estando presa ao corpo da besta.

Leonhard virou para o último demônio e fez ele morder a placa da armadura em seu antebraço esquerdo. O impacto com o demônio fez os dois caírem. O demônio estava de costa para o chão que estava cada vez mais perto. Leonhard então chamou a sua espada e a segurou com a mão direita, ele a fez queimar e enfiou no peito do demônio fazendo-o gritar de dor, então Leonhard retirou seu ante braço da boca da besta e o empurrou com a espada com toda a sua força até que ambos seu chocaram no chão.

Leonhard se levantou e viu que onde havia se chocado contra o chão agora havia uma cratera e todos os demônios que estavam ao redor estavam queimando pelo fogo divino de sua espada e os que estavam embaixo haviam sido lançados para fora enquanto queimavam.

Ele então içou um voo raso e saiu da cratera. Um demônio resolveu ataca-lo com as garras de sua mão, Leonhard então cortou o seu braço com a espada em um ataque de cima para baixo, o demônio pestanejou. Leonhard deu outro ataque, agora baixo, fazendo a perna do demônio sair do corpo e o sangue jorrar. Quando o demônio caiu no chão gritando de dor, Leonhard cravou a sua espada na cabeça, fazendo miolos e sangue saírem da cabeça do demônio.

Outra besta veio na direção de Leonhard, ele por sua vez retirou a espada do chão onde havia cravado e retalhou o demônio, fazendo o seu corpo se dividir em dois. Mais um ataque, dessa vez vindo do ar, Leonhard fez a sua espada queimar novamente e arremessou contra o demônio no ar, a espada atravessou seu peito e tanto a espada como o demônio caíram, desaparecendo entre o exército.

Leonhard ouviu um rugido vindo detrás de si, ele então chamou a espada que veio atravessando as cabeças de diversos demônios. Quando a espada estava ao seu alcance Leonhard desviou para o lado fazendo a espada cravar no peito do demônio atrás de si.

Leonhard então correu para um demônio mais perto e com uma das mãos agarrou a sua cabeça fazendo-o chocar-se contra o chão, ele ouviu o estralo do crânio se rachando. Leonhard estava sob o demônio e pegou a sua auréola e cortou a barriga da besta, em seguida jogou a auréola por entre demônios fazendo eles gritarem enquanto cabeças, braços e pernas se separavam do corpo de diversos deles.

Leonhard viu um demônio se aproximando a sua direita e então começou a correr em seu encontro, ele chamou a espada e a pegou em seguida deslizou na lama e cortou a perna do demônio. Quando se levantou outro já estava em sua frente e Leonhard cravou a espada em sua garganta fazendo sangue jorrar e derramar sobre sua armadura.

Ao seu lado esquerdo um demônio saltou sobre si, mas a auréola o atravessou, dividindo-o em dois. O sangue do demônio caiu sobre Leonhard que pegou a sua auréola no ar e viu as duas partes do corpo do demônio cair, ambas as partes de cada lado. Leonhard colocou a sua auréola de volta sobre a cabeça e deu um salto chutando um dos demônios por perto, fazendo-o cair sobre os demais.

A sua direita um demônio o atacou com as garras das mãos, mas Leonhard pós a sua asa direita na frente fazendo o demônio acerta a armadura na asa. Leonhard cortou a barriga do demônio fazendo suas entranhas saírem, mas o demônio permaneceu de pé.

Outro ataque do lado esquerdo e Leonhard acertou o pé da besta e fez a espada subir, dividindo o corpo do demônio. Leonhard cravou a espada no chão e se virou para o demônio com as entranhas para fora, ele pegou as entranhas do demônio o chutou-o fazendo cair longe sobre os outros. Ainda com as estranhas em mãos, Leonhard segurou com ambas as mãos e com toda a sua força fez um giro com o demônio a distância girando junto com ele, batendo-o com o corpo nos outros enquanto girava.

Leonhard então largou as entranhas fazendo com que o demônio se chocasse com uma coluna. O demônio se dividiu em dois e caiu no chão. Leonhard viu-se cercado por demônios em todos os lados, os outros anjos estavam ocupados demais para perceber que Leonhard estava naquela situação.

—Vocês devem voltar para o lugar onde vieram. – falou Leonard. –Esse mundo não pertence a vocês!

Não ouve nenhuma resposta, o que já era esperado por Leonhard. Ele então pegou a sua espada cravada no chão.

—Vocês merecem sentir o poder do Divino! – ele então ergueu a espada sobre sua cabeça, fazendo-a queimar e lançar chamas ao seu redor. -SINTAM O FOGO DIVINO!

O fogo se alastrou ao seu redor e todos foram queimados, exceto os anjos que possuíam poder para não receber o ataque. Em seguida um clarão branco tomou conta do lugar e o mundo se tornou negro novamente.