Royalty

20 Instável


Notas iniciais
Oi oi A música do capítulo é Unsteady do X Ambassadors -- pra combinar com o clima chuvoso aqui do Sul Não é um capítulo muito longo, mas hey, é um capítulo :* Outra coisa, eu tenho uns três capítulos 'bônus', que é meio que o espaço de tempo entre alguns eventos na perspectiva do outro personagem. Queria saber se vocês achariam legal que eu publicasse também. Me contem o que vocês acham nos comentários. Bissous e enjoy :) ArU.

Como se estivesse um tanto entorpecida, entrei em modo de piloto automático pra minha própria segurança. Chamei dois guardas do corredor adjacente e pedi para que eles que acompanhassem até a sala. Sem saber mais o que fazer, apenas coloquei meus pés a andarem e com um toque abri a porta.Eu não deixaria que eles tirassem o trono de mim. Não deixaria que ninguém roubasse o que me era de direito. Muito menos um bando de velhos machistas que achavam que uma mulher não poderia reinar.

Ao entrar na biblioteca com todos os rostos virados pra mim, pude ver três senhores pertences ao conselho de meu pai, e o próprio, sentado atrás de sua escrivaninha de mogno.

Dei meu melhor sorrisos para os senhores e caminhei calmamente até estar posicionada ao lado de meu pai, onde fiz uma leve vênia em demonstração de respeito ao rei.

Meu pai sorriu e escorou as mãos em cima da madeira.

— Cavalheiros — disse levantando o queixo

Ouvi leve murmúrios de reconhecimento como ‘princesa’ e ‘majestade’ e continuei.

— Devo lhes informar que a situação quanto a escolha de um parceiro, já foi resolvida.

Os três senhores me olharam e arquearam as sobrancelhas.

— Mas quanto ao casamento, isso acontecerá em meu próprio tempo, sinto lhes dizer. Quanto ao trono, eu serei coroada assim que vossa majestade sentir necessário abdicar, independe de eu estar usando uma aliança em meu dedo ou não. E isso é imutável.

Vi quando caretas se formaram e o mais corajoso deles perguntou:

— E o marido…?

Sorri ao pensar nele.

— Justin Drew Bieber, herdeiro do Canadá. Ainda que isso seja um fato, eu e vossa majestade ainda temos diversos detalhes a serem acertados portanto se nos derem licença, dois guardas os acompanharão até a saída.

Sem ser nem um pouco educada eu mostrei a direção até a porta, atrás deles, e voltei a sorrir, complementando quando eles se levantaram.

— E devo dizer senhores, que a futura administração desse país será modificada quando eu for a governante, afinal, somos tão evoluídos, com leis e mentes que não vêem uma mulher como uma boa governante sozinha. Eu não gostaria de obrigar minha filha a se casar para poder governar, mas é claro, é só eu, a futura rainha falando, não os senhores.

Quando um deles deu sinal de se pronunciar eu finalizei meu discurso.

— E fiquem tranquilos, vamos apoiá-los financeiramente quando mudarmos o conselho para o nosso próprio de confiança. E nisso o príncipe Justin concorda comigo plenamente.

Pela visão periférica vi meu pai morder o lábio segurando o que eu rezei para que fosse uma risada, e não um xingamento direcionado a mim.

Esperei o conselho sair da sala e fechar a porta para poder me largar ruidosamente em uma das poltronas com um suspiro.

— Não gosto de nenhum deles. — reclamei bufando

— Nisso concordamos. — meu pai se apoiou na mesa e ficou um tempo apenas me observando — Você tem certeza?

Franzi as sobrancelhas.

— Do quê?

Ele fez um sinal com a mão.

— Do casamento. — concluiu desviando o olhar

— Certeza absoluta, papai.

Ele sorriu e concordou com a cabeça.

— Só checando. — murmurou antes de se voltar para trás da mesa.

Eu sorri. Me perguntei se ele pararia de se preocupar tanto comigo assim que virasse a rainha.

Acredito que não.

— O que vocês havia vindo fazer aqui mesmo? Antes de insultar todo o conselho e ameaçar demiti-los?

Eu ri.

— Não ameacei ninguém; — respondi levantando as mãos — Apenas fiz um comentário.

Foi a vez de meu pai bufar e não pude deixar de notar o quão parecidos éramos.

— Vim na verdade perguntar sobre quando podemos começar a fazer os preparativos do casamento.

Ele ergueu uma sobrancelha.

— Tão rápido?

— Não é como se todos já não esperassem por isso, papai. Ou vai me dizer que essa não era exatamente a ideia da rainha quando os convidou para o palácio? — perguntei arqueando uma sobrancelha

— Sua mãe tem artimanhas ocultas que esse velho aqui já cansou de tentar entender.

Sorri pra ele.

— Não consigo pensar em outro motivo para toda essa movimentação dela.

Ele acenou com a cabeça e suspirou.

— Acho que alguém deve contar a ela, não é mesmo? — ele perguntou inclinando a cabeça para mim

Não pude deixar de sorrir da sua ingenuidade.

— Pensa que ela ainda não sabe? Ela já deve estar até mesmo experimentando tipos de bolo

Ele riu fracamente e se levantou.

— Vamos então, vamos experimentar uns bolos.

Ri com ele e me posicionei ao seu lado. Andamos para fora da biblioteca até ele calmamente me segurar com o braço e me fazer olhá-lo.

— Só, filha... — ele olhou para os lados para saber se os corredores estavam vazios — Não se case agora.

Franzi a testa com pura confusão.

— Porque?

Ele soltou meu braço.

— Eu sei que você quer o trono mais do que tudo, mas sempre leve em consideração aos sentimentos dos outros.

Inclinei a cabeça para o lado ainda sem entender.

— É isso que monarcas fazem. Eles pensam no seu povo. — falei a primeira instrução que haviam me dado na vida

Ele concordou.

— Exato. Por isso que você deve levar em consideração, que dá mesma forma que você quer o trono da França; Justin pode querer o trono do Canadá.

Acenei.

— Eu não esperaria nada menos dele, já que também é o seu direito.

Meu pai sorriu e tirou do meu rosto uma mecha de cabelo, colocando-a atrás da orelha.

— Por isso você não deve insinuar que ele desistirá do seu direito de vida por um casamento; porque casando com você, e com você assumindo o trono da França antes que ele assuma o do Canadá, ele será consorte, e não rei.

Paralisei com as suas palavras, e eu provavelmente deveria estar com a boca meio aberta, pois meu pai passou a mão pelo meu queixo com um sorriso que beirava a pena.

— Pense nisso. — ele disse se virando para frente — Vou falar com a sua mãe.

Antes que ele pudesse dar um passo eu segurei seu braço com mais força do que deveria e o fiz se virar para mim.

— Não fale com ela ainda. — eu podia até mesmo dizer que eu parecia um pouco desesperada — Só, não fale.

Ele abaixou a cabeça parecendo entender e eu soltei seu braço caminhando para longe, querendo mais do que tudo sumir.

Eu não acredito que havia sido tão burra.

Não poderia pedir que ele desistisse de seu país por mim.

Assim como eu não desistiria do meu.

Notas finais
*-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.