Royalties

1 Prólogo — Intro, by XX


Notas iniciais
— Nota anti-vácuo: prometo uma coxinha pra quem ler e deixar um comentário no final. ♥

Eu sempre quis ir para o show da Lana del Rey, mas nunca havia dinheiro suficiente para viajar e ir a seu encontro. Ela não costuma tocar muito onde eu moro e eu tinha o azar de viajar para Califórnia somente quando seus cabelos ruivos não balançavam com o vento de lá – mas sim com o de qualquer outra parte do mundo. Porém, quando a noite caiu, eu não era mais a garota que assistia aos festivais pela televisão e chorava escondido pela vontade de estar no meio da multidão. Eu era aquela que podia pegar um jato particular e exigir que o The Neighbourhood fizesse um showzinho particular e autografasse minha guitarra. Senhor, eu juro que queria.

Entretanto, se agora eu olho para as estrelas de uma forma diferente, é tudo devido ao meu irmão, Smith. Ele sofreu um acidente sério e qualquer centavo que eu ganhar a partir de hoje será para o seu tratamento, que exige mais da minha mãe e do meu padrasto do que eles podem dar. Eu não serei rude e pedirei para o homem desconhecido que está vindo ao meu encontro pagar todos os custos, mas espero que, assim que eu contar a minha história, ele fique tocado o suficiente para se disponibilizar. O indivíduo que eu tenho que chamar de pai tem dinheiro para acabar com a fome do mundo duas vezes, por que não me daria uma migalha? Ok, é exagero e egoísmo, mas eu ainda peço mentalmente que ele ajude.

Direcionei o olhar para todos aqueles prédios altos e cheio de luzes de Nova Iorque, mal sabendo que toda a minha vida estaria prestes a mudar drasticamente. Eu ainda estava vestida nas roupas velhas do interior e o meu cabelo continua duelando contra o prendedor barato, querendo mostrar todo o seu volume. Contudo, alguns meses depois, eu estaria vestindo roupas caras e agindo como qualquer outro adolescente raso e mimado do Upper East Side. O homem é o lobo do homem.

Uma limousine estacionava na porta do prédio da frente, para logo em seguida vários jovens bêbados e sorridentes saírem de lá. Apenas assim eu observei que mais adolescentes estavam parados naquela calçada, como se tivesse alguma fila de espera para entrar na festinha. Muitos deles pareciam pertencer à classe média, os olhos brilhando por poderem exibir seus sapatos mais caros enquanto a boca retorcia em tristeza clara por, bem, existirem calçados mais caros do que os deles.

Revirei os olhos e caminhei para o hotel que haviam me hospedado, não ficava muito longe dali. No caminho, vi uma estrela cadente e fiz o pedido mais óbvio que poderia fazer. Pena que dizem que o céu de Manhattan é coberto de falsos desejos.

Notas finais
— Depositem aqui suas expectativas com a história, se tem algo que deve ser melhorado, se vocês também curtem Lana (o que é muito esperado), o que vocês esperem que aconteça, reclamem e/ou elogiem muito. Tudo é válido, o espaço é de vocês. — Obrigada por lerem até aqui, até a próxima e beijos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.