Royals
6 Apresentações - Parte 2
Notas iniciais
P.O.V Grissom
Lá pelas 19 horas cheguei ao trabalho pra cobrir mais um plantão da equipe noturna. Antes de passar meu cartão de identificação, olhei à minha volta. Haviam carros e somente duas pessoas do outro lado da rua, um casal pra ser exato, e se beijavam apaixonadamente. O que eu estava fazendo? Aquilo não era da minha conta.
Quando fui pegar o elevador, uma mulher loira veio na minha direção. Eu segurei a porta do elevador por alguns segundos, para que ela tambêm o pegasse.
– Obrigada — ela sorriu, e aí eu percebi que ela era a mesma que beijava o rapaz do outro lado da rua.
– Por nada. — falei — Qual o andar que...
Foi quando eu vi em seus fios loiros uma Periplaneta Americana. Uma barata de esgoto.
– Não se mexa — eu disse ao seu olhar reprovador.
Peguei um pote de vidro — que sempre levo na mochila -, e coloquei a barata lá dentro.
– Agora você está a salvo.
– Valeu — ela agradeceu.
– Desculpa, mas eu estava falando com a barata.
–Está brincando? — ela se assustou — Essa coisa estava na minha cabeça?
– É uma Periplaneta! — me ofendi — E onde você estava pra encontrar uma barata dessas? — mostrei o pote.
– Mantenha isso longe de mim! — ela encostou-se à parede do elevador.
Guardei a barata no bolso da mochila, de forma que ela pegasse ar.
–Qual andar? — eu perguntei.
– Não sei bem, mas é o Laboratório de Criminalística — ela me respondeu.
–Eu também. Seu nome?
–Catherine Willows... Santini — parecia não lembrar.
– Gil Grissom — me apresentei — Bem-vinda.
...
P.O.V Stella
Eu ouvia atentamente Mac falar sobre a máfia. Descobri coisas realmente curiosas, como por exemplo, os mafiosos construíram parte de Nova York, e EU fazia parte de tudo aquilo.
– Pode me contar mais sobre Moratti?- eu perguntei.
– Era o poderoso chefão de Nova York, desapareceu nos anos 80, e parece que morreu a uns três dias em casa. — Mac se levantou, foi até a tela e ampliou a foto — Preferiu morrer a pedir ajuda.
Cruzei as mãos e as levei até a boca, exprimindo um grito desesperado, seguido por uma falsa tosse para enganá-los... Como meu pai pôde fazer aquilo comigo?
– Está tudo bem? — Lindsay me perguntou.
–Sim, é só o início de um resfriado. — me levantei indo até a porta — Preciso ir, boa noite.
– Eu te acompanho — Mac disse — Já está tarde.
– Mas é pertinho daqui e... Ok, você venceu.
...
P.O.V Natalia
Recebi uma mensagem de texto no celular que dizia: "Tem um presente pra você esperando no estacionamento do prédio. Chaves nas rodas. Vidro com sua marca registrada.
Saí rapidamente e fui até o local indicado. Não pude acreditar no que vi. O Cadillac Escalade EXT novinho em folha. Vasculhei as rodas e achei as chaves. Olhei nos vidros e havia um "N" minúsculo em cada um deles. Sorte minha que fui a única a tirar carteira de motorista entre minhas irmãs.
– Você não podia ter feito ums coisa dessas! — Eric estava aos berros.
– Eu sou livre, você não manda em mim! — Calleigh gritou.
Tentei disfarçar, mas foi tudo em vão. Eric se aproximou de mim, pensei que ia gritar comigo por ouvir a discussão, mas não foi bem assim. Ele me agarrou forte pela cintura, e tocou seus lábios nos meus intensamente num impulso. Não tive tempo de reagir. Mas por que reagiris? Ele era um gato e pelo que eu saiba, era solteiro.
– O que acha disso agora? — Eric perguntou a Calleigh que assumiu uma aparência sombria.
– Espera .- eu disse me soltando — O que está acontecendo? — dei uma de desentendida, como sempre faço muito bem.
– Eu também quero saber! — era Ryan, e estava totalmente com raiva.
...
P.O.V Stella
Carregar uma arma consigo mesmo não é tarefa fácil, principalmente quando não se sabe atirar. Mac Taylor e eu caminhávamos até meu prédio. No início, não falamos sobre nada. Parecia que somente com a companhia dele bastava.
– Sabe de uma coisa? Eu nunca ouvi falar em você? — ele quebrou o silêncio — Mas a conheço de algum lugar.
– É impressão sua — eu virei meu rosto para que ele não me encarasse.
De repente, senti um calafrio. Coisas ruins estavam pra acontecer. Apertei o passo pra chegar logo.
– Você também percebeu? — ele perguntou olhando pros lados.
– O quê? — perguntei
– Tem alguém nos seguindo, e está armado.
Que sorte a minha!
– Pode me dar cobertura? — ele perguntou.
Está louco?! Você é só um detetive, não pode dar uma de herói.
– Sim — respondi, esperando que os filmes de ação tivessem servido pra alguma coisa.
Não demorou muito para que nosso " admirador" estivesse bem perto. O ouvi sacar a arma, e provavelmente estava apontando pra nós dois. Mac pegou a arma, e virou-se numa rapidez incrível, atirando no criminoso. Mas ele errou. Peguei minha arma, e a segurei como vi em seriados Empurrei Mac ao ver que o cara ia atirar. Apertei o gatilho, com o impulso fui mandada pra trás. Caí de cabeça no chão.
– Stella? Você está bem? — Mac parecia preocupado.
Abri meus olhos, me levantei com dificuldade, e avistei o homem todo ensanguentado. Acho que o matei!
– Não sei se vou ficar bem depois disso. — eu resmunguei, mostrando a poça de sangue, com as iniciais "SB" escritas pelo homem antes de morrer.
– Parabéns, Bonasera. — ele me falou.
– Por matar um cara?
– Não, por salvar minha vida. — ele me disse — Ganhou minha confiança.
Não pude deixar de sorrir. Ao mesmo tempo em que eu estava realmente feliz, me lembrei de Giovanni que queria exatamente isso.
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