Royals
33 Capítulo 33
Notas iniciais
–Desista, mana, você não vai conseguir se comunicar com qualquer homem nesse balcão. –Arthur me puxou para trás quando um Thomas não muito contente resolveu resolver o assunto das passagens com os balconistas.
–Homens. –Kate resmungou de boca cheia. A menina devorava um sorvete que ganhara de brinde na mesma loja na qual comprara o pacote de chocolate que estava em uma de suas sacolas e ao lado da loja na qual comprara os óculos de sol que estava usando.
Era nossa terceira semana de viagem e finalmente estávamos no mundo mortal, comprando passagens para a Groenlândia.
–Os senhores gostariam de ajuda para despachar as bagagens? –Um funcionário apareceu, porém não conseguia desgrudar os olhos de mim, o que me fez sentir extremamente constrangida. Levaria algum tempo para aceitar que quando alguém olhava para mim não significava que eu estava com a cara suja de comida.
–Por que se eu posso reduzi-las? –Meu irmão era mesmo um jegue desprovido de inteligência. Mas eu não podia falar melhor do mortal, já que este nos encarava com o maior ponto de interrogação.
–Ele quis dizer que adoraríamos alguma ajuda. –Kate corrigiu em tempo e o funcionário cambaleou para puxar duas malas.
Das quase vinte malas que levávamos, ele só era capaz de carregar duas.
–Eu vou fazê-las flutuar. –Arthur decidiu, demonstrando sua personalidade também desprovida de paciência.
–Tudo bem. –Dei de ombros.
–Amy! –Kate me repreendeu. –Estamos no mundo mortal e por aqui as malas não flutuam!
–Kate! Estamos no mundo mortal e por aqui nenhum desses humanos vai notar algumas malas flutuando! –A imitei, dando meu laudo final.
Certo, talvez uma dúzia de gente fosse notar as malas voando sozinhas, porém eu não me importava, não passavam de mortais que, se contassem para outros mortais toscos, estes não acreditariam.
E em segundos as malas estavam flutuando ligeiramente pelo aeroporto.
–Pronto, comprei todas as poltronas restantes naquela tal de Executiva. Há lugar para você, eu, Arthur, Kate, Luce e os lobos. –Thomas até que estava se dando bem no mundo mortal, embora se irritasse fácil com a lerdeza dos humanos.
–Você é eficiente, Tommy, por isso que eu me casei com você. –Provoquei e ele colocou um braço em minha cintura.
–Eu sou muitas coisas, querida, mas eficiência é uma das minhas melhores qualidades, não é? – Revirei os olhos. A única coisa que meu querido marido sabia fazer durante o dia era me provocar com segundas intenções.
–Quem te disse isso? –Entrei no jogo. –Não se iluda, Tommy.
–Você disse isso. –Ele falava com tanta normalidade que daria um ótimo ator.
–Não me recordo, sinto muito.
–Oh, ontem à noite por exemplo, quanto eu te fiz....
–Thomas! –O repreendi, lhe desferindo meu melhor tapa e sentindo meu rosto ferver de vergonha em seguida. Enquanto isso, Kate e Arthur se matavam de rir e Luce simplesmente não entendia, mas ria do meu tapa.
–Só vocês dois mesmo. –Kate fez sinal de negação. Mostrei-lhe a língua e me encaminhei para a sala de embarque com minha fiel Lupa em minha cola.
Oh, sim, realmente não é normal haver lobos em aeroportos, mas o cara da segurança simplesmente não quis dizer não à pedra de Kate. É, nós havíamos descoberto o que ela era capaz de fazer.
O que eu não entendia era porque as pessoas se afastavam dos lobos quanto nós passávamos. Será que elas não percebiam que eles simplesmente não se interessavam por carne ruim?
Não levou nem cinco minutos para que nos deixassem entrar com os animais e tudo. Thomas havia mesmo comprado quase todas as poltronas da ala Executiva, mas pelo menos sorriu satisfeito quando notou qual era a diferença desta para a Econômica. E eu honestamente acho que as pessoas não teriam gostado nada se tivéssemos colocado lobos sentados aos seus lados.
–Vai querer alguma coisa, Srta.? –Uma comissária me perguntou, embora não tirasse os olhos do ser vampírico ao meu lado.
–Água. –Não me importei em ser educada.
–E quanto à você, Sr.?
–Qualquer vinho tinto, por favor. –Por que ele tinha de ser tão educado? Será que era difícil notar que aquela loira cheia de Botox e silicone estava louca para dar uma volta com ele no banheiro?
–Voltarei em segundos. –Ela sorriu com aquele batom vermelho-puta e saiu apressada para não se demorar. Não deu nem tempo deu praguejar que a babaca estava de volta com uma taça de vinho em mãos e o batom reforçado. –Aqui está, senhor.
–Muito obrigado. –O infeliz ainda sorriu para ela que já estava se afastando para ir embora.
–Você se esqueceu de minha água. –Falei, dando-lhe um sorriso gélido.
A vaca me sorriu com um tanto de sarcasmo, mas saiu em passos lentos e propositais para pegar meu pedido. Cerca de dez minutos depois, quando o avião estava prestes a decolar, ela me trouxe pouca água num copo de plástico para crianças e então eu precisei usar todo o meu autocontrole para não explodir aquela coisa. Mas a gota d’água foi ver meu estúpido marido a assistindo passar e rebolar.
E confesso que segundos depois eu estava quase chorando de medo. Sabia que Thomas nunca tinha olhado para mulher nenhuma depois que eu apareci para acabar com sua vida, e só a surpresa de pegá-lo olhando para uma mortal me fez imaginar que ele poderia ter se cansado de mim. Isso fez com que eu me encolhesse na poltrona.
O avião ficou num silêncio extremo conforme decolou e eu me levantei assim que se estabilizou, indo me sentar ao lado de Lupa que estava duas fileiras na frente. Não precisei encará-lo para saber que me encarava, porém não consegui olhar para trás.
–Gosta de voar, garota? –Perguntei, acariciando seus pelos macios demais até para um animal. –Eu costumava gostar muito dessas viagens. –Contei, sabendo que ela me entenderia.
–Eu também, mas elas não costumavam ser tão geladas, Amy! –Revirei os olhos. Kate estava sempre por perto, era impressionante. Minha amiga se sentou ao meu lado, provavelmente já tinha entendido tudo.
–Ninguém merece voar congelando, Amy. –É, conversas por telepatia nos tomou uma semana para que pudéssemos aprender corretamente, mas agora era quase normal para nós.
–Certo, vou tentar melhorar isso. –Resmunguei.
–Seria legal de sua parte, muito obrigada. –Sorriu. –Mas eu tenho que concordar que aquela vaca é horrível.
–Você jura? Diga isso à ele. –Grunhi.
–Ela planeja tropeçar e cair em cima dele em três.... dois.... um. Na mira. –Não me virei para assistir aquela cena como Kate fez, na verdade estava bem concentrada em não fazer aquela porcaria de máquina voadora cair. –É fácil demais invadir a mente dessas criaturas, sabe?
–Unh.
–Quer saber de outra coisa? Se você não parar de chorar, as pessoas vão achar estranho alguém ter cristais de gelo no lugar das lágrimas.
Respirei fundo, tentando fazer com que as lágrimas parassem.
–O que eu vou fazer, Kate? Vou ser a rainha corna durante a eternidade e viver nas sombras das concubinas ou deserdar de vez e perder o resto do meu orgulho? É irônico como eu vou acabar perdendo meu orgulho em qualquer uma das opções.
–Não seja tão dramática, Amy. Seu vampiro não consegue viver sem você. –Falou, mas eu não senti a mesma certeza que ela parecia sentir.
–Então eu posso ser uma de suas concubinas também, que tal? Meu pai vai ficar tão orgulhoso.
–Pare com isso, Amy! Por que não se junta a mim para aumentarmos o humor dos passageiros? Sabia que saltos altos e voos são uma péssima combinação? Aquela loira vai cair. –Com um estalar simbólico de dedos, Kate fez com que a vaca tropeçasse nos próprios saltos, garantindo-a um encontro marcado com o chão. –É uma pena que ela não tenha travado corretamente o carrinho. –E então o carrinho começou a se mover em direção à loira estatelada. Ela precisou ser removida do serviço, coitada. Felizmente tínhamos um médico à disposição.
Durante o voo inteiro Kate ficou fazendo brincadeiras trágicas no intuito de me fazer rir. Ela até conseguiu, principalmente depois que fez com que um comissário me segurasse para que eu não caísse e ficou com as mãos em meus quadris durante tempo demais. Depois disso eu me senti mais aliviada, menos presa. Kate disse que significava que eu não morreria sozinha mesmo que quisesse.
Chegamos à Groenlândia algumas horas depois e devo admitir que o lugar era um vasto campo branco.
Fiz questão de me prender à Luce e Lupa assim que um Thomas sério demais ameaçou me puxar para si e então tentei ignorá-lo ao máximo, mesmo que isso conseguisse amassar meu coração.
Alugamos uma espécie de van e nos distanciamos um pouco da cidade, achando uma área totalmente vasta atrás de uma colina. Decidimos então que montaríamos a cabana bem ali.
É claro que não começamos a construir a cabana com as mãos e ferramentas, não, mas a cabana já havia sido construída em qualquer lugar do reino, então foi só transportá-la.
Dois andares, três suítes, uma sala aconchegante, uma cozinha e uma sala de jantar. Tudo pronto e já decorado.
O quarto de Luce era ao lado da sala e os outros dois no andar de cima. Os lobos ficariam na sala mesmo, a geladeira felizmente estava cheia de comida e haviam dois postes de luz acesos lá fora, além de uma mesa de madeira.
–Vou preparar o churrasco, carne crua e grelhada para todos os gostos! –Arthur cantarolou. –Venha me ajudar, Tom! –Agradeci mentalmente à Arthur por tirar Thomas da sala antes que ele viesse me atacar e me devorar o fígado. É, ele estava bravo sei lá porque, mas eu também estava brava. A única diferença é que eu era quem tinha o direito de estar.
–Posso ajudar no churrasco? –Luce me perguntou, os olhos brilhando.
–É claro. Apenas tome cuidado com o fogo, sim? –A menina assentiu e saiu correndo. –Vou arrumar a mesa lá fora. –Avisei Kate.
–Ajude-me com as malas primeiro. –Pediu, apontando para o aglomerado que estava no meio da sala.
–Certo. –Concordei e mandei todas as malas que eram minhas e de Thomas para meu quarto, e então mandei as de Luce para seu próprio.
–Obrigada, senhorita. Agora vou te ajudar com a mesa, é justo. –Falou, já indo para a cozinha.
A noite foi silenciosa, havia pouca conversa, apenas Luce que nos salvava da morbidez com seus comentários inocentes. Tirando ela, todos entendiam que o clima não estava legal e aquilo me matava por dentro. Pelo menos a carne estava boa.
Eu já estava contando o décimo segundo de silêncio quando alguém se exaltou.
–Pra mim já chega! –Ele praticamente rugiu, se levantando. –Você vem comigo. –E me tirou do banco sem a menor delicadeza, subindo comigo no colo para o quarto. Felizmente ou não, as paredes eram à prova de som. –Você conseguiu me deixar bem irritado, garota, agora me explique antes que eu exploda. –Ele já estava explodindo quando praticamente me arremessou na cama como uma bola de rúgbi.
Eu meio que não tinha sequer uma palavra na boca. Ele surtou tão rápido que eu mal tive tempo de processar tudo, e digamos que seus olhares eletrizantes e enfurecidos não ajudavam em nada.
–Vamos. –Apressou impaciente. Ele estava bem no pé da cama e seu humor só decaía.
–Quer que eu diga o quê? –Perguntei, confesso que com medo e vergonha.
–Eu não sei, Amy! –Ele gritou e eu estremeci.
–Não grite comigo! –Gritei de volta. Droga, eu estava tremendo.... Ou chorando, sei lá.
–Então me diga o que foi que eu fiz. –Ele respirou fundo e tentou melhorar sua expressão, então sentou-se na cama.
–Você já se cansou de mim? –Foi quase um sussurro, mas suficiente para fazer com que sua expressão fosse tomada pela incredulidade e então pela raiva.
–Você deve estar de brincadeira comigo. –Seu tom de voz não poderia ter sido mais ameaçador. Eu me encolhi, percebendo sim a besteira que fiz, porém meu orgulho falava mais alto.
–Não estou! –Grunhi. –Você deixa uma loira qualquer ficar se jogando para cima de você e ainda fica olhando a bunda dela bem na minha frente! O que pensa que eu sou? –É, eu me exaltei.
Ele fechou os olhos e respirou fundo, mas não voltou nada mais calmo, muito pelo contrário.
–Você me perguntou se eu já me cansei de você. –Ele começou e eu juro que bati meu recorde de medo. –Você mesma responderá essa pergunta daqui a pouco. Agora você não vai mais abrir a boca antes que eu perca a cabeça, está me entendendo?
O que mais se poderia fazer nessa situação senão concordar?
Senti meu corpo ser brutalmente empurrado para trás e então um peso em meus joelhos me imobilizou. Mãos desabotoaram rapidamente meu o primeiro de meus casacos e este foi parar em qualquer lugar no chão. Todas as minhas blusas foram parar pelo chão do quarto sem qualquer cerimônia, e eu fiquei congelando vestindo apenas o sutiã.
Precisei de coragem para encará-lo nos olhos e quando o fiz seus olhos estavam ainda furiosos, só que com um toque de crueldade, o que me fez estremecer.
Minha calça foi fazer companhia para o resto das roupas e eu nem posso dizer se saiu inteira ou se rasgada mesmo. Eu estava concentrada demais em cada movimento que ele fazia, e também estava com frio demais para perceber coisas assim.
Thomas afastou minhas pernas sem muito cuidado e se colocou no meio, prendendo minhas mãos acima de minha cabeça e então se debruçando por cima de mim, colando nossas testas afim de me mandar uma mensagem que dizia claramente que eu estava bem ferrada.
–Você me fez sofrer um dia inteiro por besteira, minha doce princesa. –Começou, rosnando em meu ouvido. –Hora de retribuir o favor, não acha? Não me desaponte novamente. –E dizendo isso seus lábios quentes e fervorosos partiram para meu maxilar com tata calma que eu pude entender o que ele pretendia.
Uma de suas mãos desceu lentamente até alcançar um de meus seios e então o agarrou com força, mas eu sabia que ele não iria gostar se eu começasse a fazer barulho cedo demais.
Seus lábios passaram vagarosamente para meu pescoço e garganta enquanto sua mão continuava agarrando meu seio com força. Suspirei quando passou para meu colo e então meus ombros, cortando as alças do sutiã com os dentes.
–Thomas! –Não consegui evitar, mas ele beliscou meu seio em troca, me fazendo arquejar.
–Quieta. –Falou seco, me virando como uma boneca na cama e me deixando de barriga para baixo.
Ele tirou meu sutiã com tanta delicadeza que o mermo arrebentou em minha pele, então afastou meu cabelo e voltou ao seu trabalho labial, beijando vagarosamente toda a extensão de pele nua, e dessa vez eu não pude evitar de estremecer incontáveis vezes, arrepiar e arquejar. Ele sabia muito bem que aquele era meu ponto fraco.
Indo mais para baixo senti sua respiração indo de encontro com minhas nádegas e congelei. Não era uma posição muito confortável para mim.
–Quer sinceridade, princesa? Eu realmente estava olhando a quantidade desproporcional de silicone que aquela mulher fez uso, tanto que uma era maior que a outra. –Contou conforme ia afagando a pele exposta. -É uma pena que você tenha até isso tão perfeito.... Me faz pensar sujo demais para uma princesa, querida.
E quando eu menos esperava ele simplesmente me bateu. Não com força ou para machucar, mas ele me bateu!
–Thomas!
–Você sabe que merece, meu bem. –Falou, desferindo outro tapa, mas afagando a pele em seguida.
Thomas repetiu a dose mais umas cinco vezes, depois rasgando minha calcinha e a atirando em qualquer lugar.
–Venha cá. –Óbvio que ele não me esperou mudar de posição, ele na verdade me puxou para seu colo, colocando uma perna de cada lado de seu tronco e juntando nossos quadris com força. Mesmo ele estando de roupa foi impossível não sentir o volume pressionado contra minha intimidade. Não soube dizer como ele estava conseguindo manter as roupas. –Posso ver que você sente isso, minha querida. –Sussurrou contra meu ouvido. –Mas eu não vou satisfazê-la tão cedo, princesa. Quero mais de você.
E então me fez inclinar a coluna para trás, podendo abocanhar meus seios desnudos como um animal devora sua presa, porém sem literalmente matá-la. Nós caímos na cama comigo por baixo e mesmo assim ele não largou o que estava fazendo, afim de me fazer arfar quantas vezes quisesse.
Sua mão desceu livre até minha intimidade e a tocou sem a menor cerimônia, concentrando movimentos circulares em torno do clitóris. Gemi alto uma, duas, uma dúzia de vezes no mínimo, e ele não parava, controlava os movimentos para me atiçar e não me deixar atingir o ápice, o que era frustrante.
–Thomas! –Gemi, arqueando as costas num ímpeto.
–O que foi pequena? Já precisa de mim? –Perguntou e penetrou um dedo em mim assim que assenti. Quis morrer. –Ainda não, ainda não. Nós mal começamos. –Grunhi novamente, mas dessa vez de frustração.
Ele finalmente parou a trilha de beijos e então fez o milagre de retirar suas roupas, ficando apenas com a boxer preta. Mas aquilo não quis dizer que ele me penetraria, não, ele abriu minhas pernas com alguma força excessiva e não hesitou em roçar os lábios em minha intimidade, beijando-a suavemente antes de atacá-la como se fosse um pedaço de carne. Aquilo sim foi para me matar.
Gemi seu nome milhares de vezes, implorei, gritei e quase chorei, mas nada o fazia parar. Pensei que fosse ficar sem energia quando ele finalmente me colocou ajoelhada e se sentou em minha frente, esperando que eu fizesse o que queria.
Não consegui nem pensar em hesitar, mas pegar seu membro em minhas mãos me fazia congelar. Eu não queria fazer nada errado.
Felizmente ele me ajudou, agarrando meus cabelos e me auxiliando nos movimentos. Não havia nada mais satisfatório que ouvi-lo perder o controle de sua voz e despejar baldes de palavras sujas para mim, embora nunca chegasse perto de me ofender.
Thomas me fez parar quando estava se encaminhando para um orgasmo e eu o encarei, sei saber o que fazer. Ele pareceu decidido quando puxou meu rosto em direção ao seu e roçou seus lábios fortemente contra os seus. Mas então ele simplesmente afastou seu rosto e pareceu confuso por um único segundo, antes de voltar a assumir sua expressão dura de quem está muito bravo comigo.
–Não. Eu não vou fazer amor com você esta noite, pequena. Ninguém mandou me tirar do sério. –Avisou, então me virando e me colocando de quatro sobre a cama, me invadindo com tanta força que eu acabei gritando tanto de surpresa quanto de dor.
Ele me invadiu com tanta brutalidade que eu demorei bastante para achar prazeroso, porém quando consegui encontrar o prazer foi o melhor momento daquela noite.
Eu deveria ser muito doida para querer me jogar em seus braços e dizer quanto o amava, mas aquilo seria babaca demais depois de uma relação nada fofa.
Conseguimos chegar ao ápice juntos, porém eu muito mais fraca que ele. Caímos juntos na cama e eu me enrolei em seus braços, beijando-lhe suavemente os lábios num sincero pedido de desculpas. Foi um alívio quando me envolveu e afagou minhas costas e me cobriu com aqueles cobertores espessos.
–Se eu pudesse, princesa, viveria dentro de você e mataria quem tentasse me fazer sair. –Falou, sem parar de afagar minhas costas e meus cabelos. Suspirei.
–Me desculpe.
–Nunca fiquei bravo com você, pequena, fiz apenas o que precisava. E você é simplesmente deslumbrante quando está com medo de mim. –Oh, ele queria apanhar. Só não o estapeei porque estava fraca demais.
–Você não vale nada, Thomas! –Grasnei e ele riu tão gostoso que eu me senti uma boba apaixonada. –Você quase não me beijou hoje.
–Realmente. Quanta energia você tem?
–Você gastou tudo o que eu tinha sobrando! –Grunhi, aproveitando para passear meus dedos por seu peitoral definido até demais para minha sanidade.
–Ótimo, porque vou fazer amor com você até que não consiga mais abrir os olhos, pequena. Porém se dormir antes disso eu juro que vou ficar muito bravo.
Eu ri alto, e me senti melhor ainda quando ele trocou novamente nossas posições, ficando por cima de mim e não pensando duas vezes antes de encontrar meus lábios.
FIM
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