Royal Oak

5 Duplicidade


Notas iniciais
Oláaaaa~ Como vão minhas amadas leitoras? Dessa vez eu tenho coisas realmente sérias a dizer!
Primeiro, acho que finalmente consegui consertar a formatação cacuda do texto... mais ou menos. Os parágrafos continuam começando errado, então por favor, tenham paciência comigo, ok? O site malvado não está me dando chances ):
Mais uma coisa... a sinopse será mo-di-fi-ca-da! Pelo menos na minha opinião, está vaga demais. Se não quiserem nenhuma mudança, me avisem, tá?
Bom, não quero ficar enrolando mais, então divirtam-se com o novo capítulo! ♥

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Sentia seu coração batendo a mil. Seria possível que essa tortura finalmente acabaria? Ele descobriria quem era aquela pessoa que tanto o perseguiria?

Ansioso, entrou em seu apartamento e fechou a porta atrás de si; seus olhos nunca deixando o pedaço branco de papel em suas mãos. Sentou-se devagar no sofá e passou algum tempo examinando aquilo. Estava apreensivo.

- Eeh... que feio, Kida Masaomi-kun, não gosta de cumprimentar suas visitas?

Kida sentiu um arrepio. Não se lembrava de ter deixado alguém entrar, e até onde se lembrava, havia trancado muito bem seu apartamento antes de sair. Levantou-se, tirando uma pequena adaga do bolso, e virou-se para o intruso.

- Iz- Izaya?! – O rosto do “intruso” se contorceu um pouco com confusão. – Izaya? Quem é esse? – O homem colocou uma das mãos no queixo enquanto tentava reconhecer o nome, que não lhe parecia estranho. Enquanto isso, Kida observava de queixo caído aquele homem que se parecia tanto com o Orihara.

Possuía o mesmo formato do rosto, os mesmos olhos, mesmo cabelo... pelo menos na aparência física, era muito parecido com Izaya. Observando mais de perto, Kida podia ver um brilho totalmente diferente nos olhos desse homem, e a aura que ele emanava também não era a mesma.

- Ah! — , exclamou o homem, parecendo ter descoberto o maior segredo do universo. – Aquele Izaya! Não, pequeno Masaomi Kida-kun, deve estar se confundindo. Se eu fosse aquele Izaya, seqüestrar você faria mal a mim mesmo. Não confunda mais, tá bom? Meu nome é Psyche. P – s – y – che~ ♥

Esse tal Psyche possuía um pequeno sorriso em seu rosto e seus olhos formavam meias-luas, sorrindo também. – Então... pronto pra ser raptado, Masaomi Kida-kun?

Em um movimento limpo e rápido, o homem correu até Kida, saltando por cima do sofá até alcançá-lo e prender seu pescoço usando o fio de seus fones de ouvido. – Agora, seja um bom menino e reze pra que aquele Izaya seja bom também.

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- Shizuo... — , suspirou Izaya, baixinho, enquanto sentia as lágrimas do maior tocarem sua pele por baixo de sua jaqueta. Ele não fazia idéia de como aquilo era possível devido ao tecido grosso, mas a sensação que ele tinha era de que a tristeza de Shizuo era forte demais para ser contida por uma simples peça de roupa.

Deixou o loiro abraçá-lo por mais algum tempo. Havia algo naquele abraço, tão nostálgico, que ele não conseguia simplesmente fugir. O momento atual se fundia com suas memórias, e ele não sabia se o que ele estava vivendo era um momento de seu passado, como num sonho.

Sonho ou não, uma hora, isso teria um fim.

Sentiu Shizuo afastar seu rosto da curva de seu ombro, e logo o olhava nos olhos. Via lá arrependimento e uma tristeza profunda; talvez até medo. Era impressionante como Shizuo era fácil de ler – havia sempre sido assim.

Quando encontrava Izaya depois de uma briga, estava sempre cabisbaixo; suas bochechas rosadas, e o Orihara sabia que receberia as devidas desculpas. – Desculpa, me encrenquei de novo... -, Shizuo dizia, sem fazer nenhum contato visual. – Tome mais cuidado da próxima vez. — , seria sua resposta.

Quando Shizuo estava com um sorriso no rosto, havia duas possibilidades – ou tinha uma notícia boa, ou havia comprado um presente para Izaya – e o Orihara sempre sabia diferenciar. Quando o loiro se aproximava dele com aquele sorriso, o menor já sabia o que iria acontecer. – Não precisa gastar dinheiro comigo. -, dizia, ou perguntava docemente quais eram as boas notícias.

Quando estava sem expressão, Shizuo estava pensando. Izaya nunca soube dizer no que ele pensava, principalmente quando o loiro lhe dizia que odiava pensar, mas sempre, sempre após ficar nesse estado por algum tempo, o Heiwajima lhe abraçaria forte, algumas vezes lhe daria um beijo.

Nunca havia sido difícil ler os sinais um do outro... mas Izaya realmente queria ter percebido o que iria acontecer. Talvez estivesse tão perdidamente apaixonado pelo loiro que deixou de perceber coisas óbvias.

Izaya agora sentia-se mal. Devagar, empurrou Shizuo para longe de si, sussurrando as palavras, “preciso ir pra casa”. Não conseguia mais olhar nos olhos dele – alguma força o impedia. Talvez fosse algo dentre dele mesmo tentando impedir que se machucasse novamente.

Não viu o que Shizuo fez após isso, apenas voltou para casa a passos lentos e pesados, como se seu corpo fosse apenas um envoltório para uma alma muito cansada.

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Já era dia vinte e nove. Izaya precisava sair para comprar algumas coisas para fazer uma ceia digna, considerando o fiasco que havia sido seu natal, porém seu corpo se recusava a sair do chuveiro.

Quando finalmente conseguiu, olhou no relógio que lia mais de dez da manhã e suspirou pesadamente, coçando as costas de sua cabeça enquanto tentava criar a coragem necessária para sair de casa.

Vestiu-se preguiçosamente e saiu de casa com um rosto mal-humorado, fazendo com que todos que passassem por ele se afastassem com medo. As velhas senhoras apontavam seus guarda-chuvas para ele ameaçadoramente, os jovens homens passavam por ele fazendo sinais de briga, e as jovens moças se seguravam com força em seus namorados, que passavam olhando para o lado oposto.

Isso fazia Izaya se sentir ainda pior. Não sou tão feio assim, pensava, porém, acabava assustando ainda mais pessoas.

Foi quando ele viu Shizuo numa praça. Ele parecia um pouco perdido, e olhava para os lados parecendo bastante desconcertado e cansado. O que mais chamava a atenção de Izaya era a roupa extravagante que o loiro usava – um kimono azul todo detalhado, extremamente requintado e que parecia ser, definitivamente, caro.

Normalmente, o Orihara não daria a mínima – porém, usando algo como aquilo nesse bairro, era quase como se o loiro estivesse pedindo para ser levado pra um beco escuro, assaltado, estuprado e ainda ter seus órgãos levados por um ladrão.

Marchando pesadamente, Izaya aproximou-se do Heiwajima; seu rosto ainda mais irritado. – Shizuo, seu idiota! O que tá fazendo com essa roupa?! Quer ser assaltado?! – O loiro lhe olhava um pouco confuso, quase como se não o reconhecesse. – Eu não sei quem é esse Shizuo... mas já me assaltaram.

Uma veia na cabeça de Izaya parecia querer explodir e matar todos ali perto. – Como assim não sabe quem é Shizuo?!

- ...meu nome é Tsugaru. — , disse o homem calmamente. Parecia não estar sendo incomodado pelo comportamento agressivo de Izaya. – Tsugaru?

- Sim, Tsugaru.

- Tsugaru?

- ...isso mesmo.

- Seu nome é Tsugaru? Tem certeza disso? – O homem balançou a cabeça em afirmativo, e parecia bem seguro de que era essa a resposta certa. – Então... Tsugaru. O que está fazendo aqui? E por que está usando essas roupas?

- Estou procurando uma pessoa, mas acabei me perdendo... na verdade, ele se parece bastante com você. E não sei por que uso essas roupas... acho que gosto delas.

A calma e paciência do homem eram quase assustadoras. – E você foi assaltado?

- Sim.

Izaya queria se matar. Não acreditava no que estava prestes a fazer, mas uma parte de si sentia um pouco de pena – alguém como ele, perdido nessa cidade, procurando por uma pessoa... era quase como uma criança sozinha num parque de diversões.

- OK. Vamos fazer o seguinte então, Tsugaru. — , disse o Orihara, ainda um pouco suspeitoso. – Você me ajuda a fazer compras e eu te ajudo a encontrar essa pessoa. Que tal?

O homem parecia considerar – examinava Izaya com olhos frios. – Tudo bem... acho que tudo bem.

- Bom, meu nome é Izaya Orihara. -, disse o moreno enquanto começava a andar. – Muito obrigado, Orihara-sama. – Izaya parou no meio de seus passos, uma das sobrancelhas levantada, e olhou para trás – Tsugaru estava lhe reverenciando.

Izaya corou um pouco com os olhares que recebia das pessoas que passavam, e segurou o pulso de Tsugaru enquanto o puxava para andar. – Não faça isso! E não me chame de “Orihara-sama”.

- ...Izaya-sama?

- Não!

- Izaya-san? – O Orihara olhou o loiro pronto para repreendê-lo, bastava apenas chamá-lo de Izaya. Porém, o homem parecia sério demais, então Izaya apenas suspirou pesadamente.

Quando chegaram na casa do moreno, após terminarem suas compras, depositaram a comida em cima da mesa e Izaya começou a guardar tudo, pedindo para Tsugaru esperá-lo na sala. Enquanto isso ficava se perguntando por que raios tinha uma sorte tão ruim – encontrar um cara desses no meio da rua, e ainda por cima com a mesma cara de Shizuo.

Seu carma estava voltando para assombrá-lo.

Terminou de guardar suas compras e foi até a sala carregando uma xícara de chá para si e outra para Tsugaru, que agradeceu silenciosamente. Sentando-se no sofá paralelo ao do loiro, Izaya começou a questioná-lo.

- Então... está procurando, qual o nome mesmo...? Psyche?

- Isso. Eu venho procurando por ele desde Hokkaido, que é de onde nos viemos, mas ele sempre foge. Por algum motivo ele está aqui há mais de uma semana, mas não consigo encontrá-lo.

- E como você sabe que ele está aqui?

- Eu sinto. – Izaya resistiu a vontade de afundar seu rosto na palma de sua mão – Tsugaru falava coisas estranhas. – E você veio lá de Hokkaido procurando por esse cara? Ele te roubou, ou coisa assim?

Izaya ficou um pouco surpreso quando Tsugaru corou e passou a fitar o chão, ao invés de olhá-lo nos olhos. – Não... Psyche é... alguém muito importante pra mim. — , disse baixinho. Izaya não pôde deixar de se sentir um pouco estranho vendo alguém com o rosto e voz muito parecidos com os de Shizuo dizendo algo como aquilo, principalmente com as bochechas coradas. Parecia o loiro quando criança.

Tentando empurrar esses pensamentos para longe de sua cabeça, Izaya lvantou-se e esticou os braços bem acima de sua cabeça, espreguiçando. – Bom, vamos procurar pelo Psyche então!

- Izanyaaaan, cheg- — Quando Izaya viu Kida na porta do apartamento, olhando fixamente para Tsugaru, sentiu um arrepio percorrendo sua espinha. Em menos de meio segundo, Kida havia pulado no colo do loiro e tentava estrangulá-lo, porém seu pequeno tamanho comparado ao do outro o impedia – Tsugaru tinha uma das mãos na testa do Masaomi, impedindo o ataque feroz.

- Izaya! O que o Shizuo tá fazendo aqui?! Tira ele daqui agora antes que eu acabe com a raça dele! — , gritava o jovem. Izaya apressou-se e segurou Kida pelas costas, puxando-o para longe de Tsugaru, que parecia ter a mesma expressão de antes, calma e em paz. Era quase medonho ver aquilo.

- Kida-kun, esse não é o Shizuo! Tente se acalmar! – Kida parou de espernear nos braços do moreno, mas possuía uma expressão um tanto ameaçadora no rosto. – Como não é? É idêntico!

- Não, o nome dele é Tsugaru! Ele está procurando uma pessoa.

- Hmmmmmm! – O jovem loiro soltou-se dos braços de Izaya e olhou Tsugaru com olhos assassinos. – Tudo bem então! Só vim pegar algo que esqueci ontem. – O Masaomi foi andando até o quarto de Izaya sem tirar os olhos do homem de kimono azul.

Quando voltou, ainda encarava Tsugaru sem parar, até chegar na porta do apartamento; o todo tempo os três permaneciam quietos. Quando Kida fechou a porta atrás de si, Izaya soltou sua respiração, que nem percebeu estar prendendo. — ...esse Shizuo é bem famoso, não?

- ...mais do que você imagina.

-

Shizuo não sabia o que havia acontecido. Ele estava assustado, muito assustado, estava morrendo de medo.

Quando ele havia saído de manhã para comprar cigarros, viu Izaya ao longe. Decidido a acabar com essa história de uma vez por todas, andou até ele, não tirando os olhos do moreno para que não o perdesse. Quando finalmente o alcançou é que começaram as coisas estranhas.

Primeiro o sorriso no rosto do moreno. Desde quando ele sorria assim tão docemente? Nos últimos dias, Shizuo só havia recebido empurrões e todo o tipo de rejeição por parte de Izaya. Isso sem contar o estranho brilho que o moreno tinha nos olhos – pelo menos naquele que podia ser visto, já que o outro estava coberto por um tapa-olho branco.

Então, Izaya pulou no pescoço do loiro, abraçando-o, e gritando “Shizu-chan! Shizu-chan!” histericamente.

Shizuo estava com medo, muito medo. – Izaya... você está bem?

- Ehh, estou ótimo~ Ainda bem que você está aqui, eu me sinto ainda melhor! — , disse o moreno, enquanto grudava no braço de Shizuo quase como um parasita e fazia algumas perguntas bastante estranhas para ele.

Então, agora, Shizuo estava com medo. Havia perdido toda a coragem de dizer uma única palavra do que havia pensado e queria apenas sair correndo e ir pra casa fumar um pouco.

Izaya estava assustador demais.

Sentiu o moreno segurar-se ainda mais forte em seu braço, enquanto olhava sério numa única direção. Shizuo seguiu a direção do olhar de Izaya, e viu Izaya andando ao lado de Shizuo numa rua logo ali à frente.

...alguma coisa devia estar muito errada.

Notas finais
Weeee~ Psyche e Tsugaru, ã? E as coisas começam a se esclarecer quanto ao passado de Izaya e Shizuo.
E Kida? Afinal, ele foi sequestrado ou não? E qual o conteúdo da carta?
Adoro fazer essas perguntas IHOAHOIAIHAOHOIA *u*
Espero que tenham gostado! Criticismo construtivo é altamente apreciado, não se esqueçam de mandar seus comentários!
A Yu agradece sua leitura~ ♥