Royal Oak

8 Canção das Estrelas


Notas iniciais
Ai meu bom Deuzinho, quase que não atualizo a fic! Os poquemão tão tudo roubando meu tempo livre minha gente, deculpem, I gotta catch'em all *U*
Deixando minhas baboseiras de lado, apresento agora o novo capítulo de Royal Oak~ ...que está bastante corrido e um tanto sem sentido, espero que deixem passar dessa vez... não consegui pensar em outra forma de explicar tudo! xD
Bom, não vou adiar mais a sua preciosa leitura~

Era chegado, finalmente, o grande dia. Passavam das três da tarde e Kida não conseguia parar de andar pela sala, quase arrancando os próprios cabelos de tão nervoso.

Não importava se era uma armadilha ou não – o jovem iria se encontrar com seu perseguidor, isso era um fato. Mas, claro que ele não iria carregar uma pistola debaixo do braço para atirar em quem quer que fosse.

Se, hipoteticamente, o conteúdo da carta era verdadeiro... então esse encontro de Kida com o perseguidor seria, de fato, um tipo de encontro. Dessa forma, ele não poderia ir com qualquer roupa e nem levar a maldita pistola.

Porém, se o conteúdo fosse falso... Kida teria que ir muito bem preparado, levar uma machadinha, talvez umas duas pistolas dentro da cueca e um rifle dentro de uma bolsa.

Independente da situação, o Masaomi estava em perigo. Se ele considerasse a primeira opção, talvez fosse ainda mais perigoso que a segunda – se ele teve algum encontro na vida foi com Izaya, e o loiro sempre soube como lidar com ele.

Hoje ele seria um caçador atrás de uma criatura da floresta.

...ou, muito provavelmente, a criatura.

Depois de dar mais algumas voltas pela sala, Kida decidiu-se – ele iria preparado para a primeira opção. Se ele estivesse enganado, passaria a virada de ano levando uma surra – um fim de ano diferente de todos que ele já teve, então não era de todo ruim.

Fosse como fosse, o Masaomi teria que esperar até a meia noite.

-

Haviam finalmente terminado de arrumar a cozinha, que havia virado quase uma estação de tratamento de lixo tóxico após a tentativa de fazerem uma refeição especial de fim de ano.

Tsugaru sentou-se no sofá com um suspiro pesado, e secou sua testa com as costas de sua mão. – Nunca mais... nunca, nunca, nunca mais eu vou querer fazer peru assado na minha vida. — , disse Izaya enquanto tomava um copo de água bem gelada.

O loiro riu um pouco. – Eu também... da próxima vez vou comer macarrão instantâneo. — , disse enquanto se levantava. – Izaya-san, me desculpe, mas eu posso tomar um banho? Preciso encontrar Sakuraya antes que anoiteça.

- Ah, claro... vai passar a virada de ano com ele, não é? Que romântico. — , disse o moreno um tanto desanimado. Tsugaru levantou uma das sobrancelhas e encarou Izaya. – Você não vai passar com seu namorado também?

- Ah, não... Kida-kun me ligou e disse que estaria ocupado.

- Kida-kun? Seu namorado não é aquele homem, Shizuo? – Izaya corou um pouco e engasgou levemente; Tsugaru parecia estar falando sério. – O quê? Não, ele não é nada meu, não passa de um conhecido.

O moreno recuou um pouco, sob o forte olhar de Tsugaru que parecia examiná-lo. — ...me desculpe. — , disse finalmente. – Pela forma que se olharam, pensei que fossem como eu e Sakuraya... de alguma forma.

Izaya coçou as costas de sua cabeça. – Tudo bem, não precisa se desculpar. Bom, pode ir tomar banho enquanto eu separo um yukata bem bonito pra você, que tal? – Saiu de lá antes que o loiro lhe respondesse, entrando em seu quarto numa velocidade impressionante.

Tsugaru suspirou baixinho e foi até o banheiro, despindo-se antes de abrir o chuveiro e deixar a água morna acariciar sua pele.

Ele precisava encontrar Sakuraya de qualquer forma. Depois de tantos anos tendo que ver um ao outro escondidos, ele finalmente estava livre para ter a presença do noivo – eles finalmente poderiam assistir aos fogos juntos; Sakuraya sempre quis isso.

O loiro torcia para que o outro estivesse fácil de encontrar, ou teriam que esperar mais um ano inteiro para o acontecimento.

-

- Fim de ano... tch. – Shizuo chutou uma pedra que encontrou no chão enquanto andava pelas ruas; mãos dentro dos bolsos e cabeça baixa. Estava profundamente irritado.

Nunca se importou de passar o final de ano sozinho; seu irmão sempre esteve ocupado demais para passar um final de semana que fosse com ele então o loiro acabou se acostumando com a solidão, mas agora...

Finalmente chegou ao seu apartamento, fechando a porta atrás de si. Já eram mais de cinco da tarde e ele estava entediado; para piorar, todas as lojas já estavam fechadas, incluindo o Royal Oak, então ele não poderia nem trabalhar para se distrair.

Sentou-se no sofá e tirou o celular do bolso; após apertar alguns botões, entrou na galeria de imagens. Lá, uma foto de quando ele estava com Izaya anos atrás. Ele nunca teve a coragem para apagar a foto – uma de muitas – pois mostrava que ele tinha um coração.

Não que não tivesse mais – batia bem forte em seu peito, mas agora estava tão machucado quanto um galo de briga. Na foto – sua preferida — estava abraçado com Izaya, um enorme sorriso em seu rosto enquanto o moreno lhe dava um beijo na bochecha, ambos corados.

Soltou um pequeno sorriso ao se lembrar das ótimas memórias que pôde criar com o moreno.

Olhou o relógio e voltou então a olhar seu celular; seu sorriso já não estava lá. Será que ele deveria ligar para Izaya? Ele muito provavelmente passaria a virada do ano junto de Kida, mas Shizuo ficaria feliz se ao menos trocasse algumas palavras com ele.

Ainda tinha o número de celular de Izaya de quando eram jovens – se tivesse sorte, o moreno ainda usava o mesmo número.

Apertou o botão necessário para fazer a chamada e encostou o telefone contra seu ouvido, engolindo a seco enquanto esperava; sua barriga doía de ansiedade. Após alguns toques de chamada, o moreno atendeu. – Izaya Orihara. — , disse numa voz sonolenta.

Shizuo ficou em silêncio. Não sabia o que dizer; na verdade mal sabia por que diabos havia feito a maldita ligação. – Olha, se isso for um trote-

- Não é. — , respondeu o loiro numa voz baixa, quase hesitante. Houve silêncio por alguns segundos, até que Izaya recomeçou a conversa. — ...Shizuo? — , perguntou simplesmente.

O loiro inspirou o máximo de ar que pôde e depois exalou, tentando se acalmar. – Oi. — , disse, acanhado. – Por que está me ligando? – A voz de Izaya não estava tão ríspida quanto Shizuo pensou que estaria. – Ah... eu queria...

- Ora, vamos, você não é mais um adolescente. — , disse o moreno, referindo-se ao gaguejo constante. Shizuo não conseguiu resistir; riu um pouco. – Desculpe. — , disse.

- Não, tudo bem. Mas então, o que você queria?

- Bom... tem algum plano pro final do dia? — , perguntou Shizuo enquanto seu coração batia a mil. – Eh? Er... acho que não. Por quê?

- Então por que não fazemos algo? — , sugeriu. Izaya engasgou do outro lado da linha. – Não acredito que você teve a cara de pau de dizer isso!

- Eu também não... — , murmurou Shizuo.

Novamente, um silêncio pesado se estabeleceu, e quem quebrou-o foi Izaya. – B- bom... acho que qualquer coisa é melhor que ficar sozinho hoje. – Shizuo abriu um sorriso. – Então isso foi um sim? — , perguntou-lhe animado.

- Não fique todo animadinho, eu ainda te odeio!

- O que você acha da praia? – Izaya ignorou o fato de ter sido ignorado e fez som de “hmm” do outro lado da linha. – A praia? Mas até nós chegarmos lá...

- Então vamos agora!

- H- Hey, calma, eu ainda preciso me arrumar!

- Te encontro em uma hora na frente do pub! – Após isso, Shizuo desligou – estava tão feliz que poderia capturar um unicórnio e chamá-lo de Chico.

Saiu correndo até o banheiro para tomar um banho rápido; após ele, passou seu desodorante e perfume e vestiu seu yukata, que era de um tom profundo de verde com alguns desenhos rústicos de folhas de bambu na parte de baixo.

Não podia estar mais feliz por ter comprado um carro, ainda que não de última geração. Pegou sua carteira, suas chaves e saiu do apartamento, indo até seu veículo preto brilhante.

Ao sentar-se no banco do motorista, respirou fundo – ele nem podia acreditar no que estava prestes a fazer.

Finalmente colocou o cinto de segurança e virou a chave, dando partida no carro.

Shizuo dirigia feliz. As ruas estavam, em sua maioria, vazias e como o pub ficava não muito longe de sua casa, ele logo estava lá. Izaya também não deveria demorar muito a chegar, então Shizuo saiu do carro e encostou-se na porta, acendendo um cigarro.

Como esperado, logo o Orihara chegava lá, vestindo um yukata cor de salmão com alguns desenhos do próprio peixe adornando as mangas e barra da roupa. Ao avistar o loiro, Izaya andou até o carro e coçou as costas de sua cabeça.

Abriu a boca para dizer algo, mas Shizuo abraçou-lhe cortando qualquer palavra que estivesse a pronunciar. – Que bom que você veio. — , disse-lhe o loiro suavemente; sua respiração quente contra o ouvido de Izaya.

O moreno não lhe respondeu nada, apenas forçava-se a abraçar o loiro de volta – se estava lá com ele, deveria ao menos aproveitar o tempo.

Logo estavam dentro do veículo, e Shizuo dava a partida.

-

Tsugaru finalmente parou de andar – já estava buscando por Sakuraya a um longo tempo e não o encontrava de jeito algum, não importava por onde fosse e para quem perguntasse.

Avistou uma praça alguns metros adiante e adentrou-a, sentando-se à beira de uma fonte redonda que ficava bem no meio. Suspirou; suas pernas doíam de tanto andar e já estava escurecendo; provavelmente já passavam das oito horas, oito e meia talvez.

O loiro franziu suas sobrancelhas ao ouvir algo vindo de algum lugar, o qual ele desconhecia. Parecia uma canção, mas o loiro parecia reconhecer aquela melodia.

Levantou-se e olhou em volta; procurando a fonte dos belos sons, porém as únicas pessoas que ele via estavam em pequenos grupos, conversando.

- Como uma pequena estrela, que não consegue brilhar...

Ele finalmente estava reconhecendo a música. Era uma melodia que ele cantava junto a Sakuraya quando eles eram pequenos. Tsugaru começou a dar a volta pela fonte.

- Apenas olhe para o céu e se lembre de mim...

O loiro finalmente avistou o noivo; estava sentado todo encolhido à beira da fonte.

- Vamos cantar juntos a canção das estrelas. — , finalizou o loiro ao sentar-se ao lado de Sakuraya. O moreno não lhe olhou. – Vá embora.

- Você não queria assistir aos fogos comigo? Sakuraya-chan. – O moreno afundou mais seu rosto em seus braços. – Não quero mais.

Tsugaru sorriu de leve e colocou um dos braços em volta dos ombros do outro, puxando-o para perto. – Não precisa chorar.

- Não estou chorando! — , esbravejou o menor enquanto soluçava um pouco. — Sakuraya-chan, por que não me diz o motivo de você ter fugido? Foi algo que eu fiz? – O moreno balançou sua cabeça em negativo. – Então o que foi?

Sakuraya não lhe respondeu, apenas continuou chorando baixinho. – Será que... você não quer se casar comigo?

-

Kisa tomou fôlego, parando por um segundo antes de se aproximar da ponte do parque; já eram onze e meia. Ele estava extremamente nervoso, e arrumava cabelo e yukata neuroticamente; ele queria ter certeza de que estava tudo em ordem, apesar de que a maior razão era seu nervosismo, que impedia que desse sequer mais um passo.

Olhou para os lados; viu apenas um casal de idosos depois da ponte e um grupo de umas cinco pessoas alguns metros atrás de si.

Bom, se ele havia ido até lá, devia ao menos ter coragem para descer o maldito morro sob a ponte e encontrar seu “parceiro”. Cerrou seus punhos e tomou fôlego uma vez mais, finalmente dando um passo a frente.

“Um passo de cada vez.”, pensava enquanto finalmente se aproximava da ponte. Desceu o morro ao lado dela e tropeçou numa pedra, rolando até cair de barriga para cima, seus olhos fechados; grunhia um pouco. – M- Masaomi-kun!

Ao ouvir a voz suave e alguns passos se aproximando rápido, Kida abriu os olhos e viu um jovem que devia ter a sua idade lhe olhando preocupado, ajoelhado ao seu lado. O loiro sentou-se rapidamente e olhou o jovem; ele tinha cabelos bem curtos e negros, e seus olhos eram de um azul tão escuro e profundo que quase beirava o preto.

Tinha traços bastante suaves, quase infantis, e seu yukata da cor de seus olhos contrastava contra sua pele clara, destacando ainda o desenho de um dragão branco que corria até a cintura.

O jovem agora corava sob o olhar de Kida. – Ah... me desculpe, Masaomi-kun! Meu nome é Ryuugamine Mikado, e... eu sou o seu perseguidor.

Notas finais
Hwooooo~ Bom, acho que era um tanto óbvia, a identidade do perseguidor né? Heehee, não consegui resistir, esses dois são lindos demais juntos! *U*
E nem vou falar nada sobre Izaya aceitando convites assim, hmph, coisa mais feia esse desespero hein meu filho! xD
Mas então, gostou? Acha que a pobre Yu faminta merece um prato de review para papar? *u*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.