Royal Love

2 Capitulo I


Notas iniciais
Obrigado a todos os reviws do primeiro capitulo, eu fiquei muito contente com o carinho de vocês ^^. Estou fazendo o maximo para manter a essencia da Sofia, e sinceramente espero que esteja do agrado de vocês. Boa leitura.

Os serviçais correm de um lado para o outro quando desço para o jantar. Não que eles não façam isso normalmente, mas dessa vez todos parecem eufóricos.

Chamo por Baileywick.

— O que está havendo?

— Ah, olá princesa. Como passou a tarde?

O mordomo sorri gentilmente para mim.

— O dia estava um pouco frio, mas bem agradavel. — olho para toda a movimentação ao nosso redor. — Mas o que está havendo? Não os vejo assim desde o aniversario de debutante da Amber.

Baileywick endireita a postura.

— Bem, princesa, acho que seus pais não querem que eu conte.

— Por que?

— Saberá quando for o momento. — faz uma breve reverência e sai, me deixando curiosa.

Ando para o lado oposto, entrando no salão de jantar real. Amber e mamãe são as unicas sentadas a enorme mesa, conversando sobre algo animador.

— Boa noite — cumprimento, sentando ao lado de Amber.

— Boa noite, querida — responde mamãe com um imenso sorriso no rosto. — fico feliz que dessa vez tenha se juntado a nós para o jantar.

— Sinto muito pela noite passada. Não estava disposta.

Apenas balança a cabeça, entendendo.

Sabe que toda essa pressão acaba mexendo com minha cabeça. Não sei como agir, nem como pensar.

—… vai ser rapido. Você só precisa pedir. — é a voz de papai vindo do corredor.

— Mas pai… — James é interrompido.

— Sem mas, filho. O dever não pode ser adiado.

Olho para Amber que me encara do mesmo jeito. Ambas sabemos do que se trata.

Os dois entram e nos cumprimentam com um aceno de cabeça. James apenas se senta em minha frente, pegando os talhares com uma rapidez impressionante.

Gostaria de saber o que se passa em sua cabeça.

— Sinto muito pelo atraso, James e eu estavamos resolvendo alguns assuntos pendentes.

Meu irmão abaixa a cabeça, não conseguindo olhar para o pai.

— Sem problemas, querido.

O jantar começa a ser servido e Amber e mamãe retomam a conversa de antes.

James corta um pedaço de sua carne, a mastigando em seguida. Nunca o vi tão quieto e silencioso como agora. E isso me preocupa.

Discretamente, estico uma das pernas até tocar as suas. Seus olhos escuros se voltam para mim, como se eu tivesse o despertado de pensamentos.

— Você esta bem? — sussurro.

Apenas assente.

— Quer conversar? — diz não com a cabeça. — James…

Sou interrompida por papai.

— Então, Sofia, Miranda me contou que você quer se casar como uma princesa.

A sensação estranha na barriga volta.

— Sim.

— O que a fez querer isso?

Com o canto dos olhos, percebo James me olhar.

— Meus irmãos… — tento falar mas as palavras entalam na garganta.

— Sofia não quer que sejamos diferentes — James responde por mim. — esse é o motivo

Roland sorri.

— Bem, pois então, assim seja.

Mamãe parece orgulhosa.

— Que tal Hugo? — arregalo os olhos e vejo Amber soltar os talheres com força no prato.

Até James esta surpreso.

— O que? — Amber é quem pergunta. — papai, Hugo é um…

— Principe? — ele ri. — sim, Hugo é um principe e velho amigo de seu irmão.

Ao ouvir isso Jay faz uma careta.

— Não há nada melhor para Sofia.

Amber empurra a cadeira e sai irritada. Hugo é um principe, enquanto seu noivo é apenas um duque.

— Ela vai sobreviver — murmura ele. — então, Sofia, o que acha?

Cerro os punhos tremulos, respirando fundo.

Jay não quer que eu responda. Mas não deixarei que eles passem por isso sozinhos.

— Certo. — papai e mamãe se olham, sorrindo um para o outro. — com licença.

Empurro a cadeira tambem e deixo o local. Passo a mão pelos cabelos recem escovados e seguro as lagrimas.

Não posso chorar. Não aqui.

Quando estou preste a sair do corredor, uma mão me puxa pelo braço.

— Sofia — James esta bravo, me encarando nos olhos, como sempre fazia quando estava decepcionado.

Uma lagrima rebelde escapa, molhando meu rosto o que o faz ceder. Seus olhos correm pelos meus, e seu polegar toca minha buchecha, secando a lagrima.

— Não chore — sussurra e ao invés de eu o obdece-lo, eu me entrego ao choro que custava a prender.

James encaixa suas mãos em meu rosto, não sabendo muito bem o que fazer. Nunca soube lidar com meninas chorosas.

— Não gosto de te ver chorar.

— Desculpe, eu… — mais uma vez respiro fundo. — não estou aguentando tanta pressão.

— Eu entendo. — Seu rosto esta perto demais e consigo sentir seu hálito fresco. — mas por que fez aquilo? Hugo não é o cara certo para você.

— Nã sei — é a unica coisa que digo.

Fica calado por algum tempo.

— Venha comigo. — pega em minha mão e me puxa.

Saimos do castelo, e o frio do inverno me atinge.

— Jay aqui esta frio.

— Não se preocupe. — ele me leva em direção ao celeiro.

Quando fecha a porta, estamos sozinhos no calor do local.

— Por que me trouxe aqui?

— Podemos conversar melhor.

Se senta em meio a palha e me convida para fazer o mesmo.

— Vocês ouviram o que papai disse, não foi? — pressiono os labios e faço sim com a cabeça. — vou me casar em 1 mês.

Não sei o que dizer. Nunca soube reconfortar James.

— Quem é ela? — a pergunta pula da minha boca.

— Clarissa do reino de Leonni.

— Leonni? Mas esse não é… — ele me interrompe, afirmando.

— O reino inimigo de Enchantia. Sim, as alianças serão celadas na noite de Natal.

— Quando você se tornará rei — sussurro.

Esse é o motivo pelo qual o castelo esta uma bagunça. A princesa de Leonni virá e então sua mão será pedida. Querem causar uma boa impressão.

Acariscio seu braço.

— Sinto muito.

Ele não me olha.

James e eu sempre fomos muito unidos, mesmo quando ele aprontava muito na infância. Nós dois sabemos o valor da nossa amizade.

— Ninguem — começo, a voz baixa. — queria me contar.

— Hugo estará no evento,e assim, pedirá sua mão ao lado de Clarissa. — suspira pesado. — Roland se precipitou.

Já o ouvi diversas vezes o chamar pelo primeiro nome, mas dessa vez, ele esta mesmo odiando o pai.

Engulo em seco.

— Você me contaria?

Seus olhos se voltam para mim, perdidos e confusos.

— Sim, sim, claro.

Seguro sua mão em meu colo e ele aperta meus dedos tremulos.

Meu coração acelera, quase como se quisesse sair do meu peito. Não sei o que esta havendo comigo, mas admito que é bom.

— Clarissa é sortuda em ter você como marido. — James crava seus olhos nos meus, e sinto minhas buchechas corarem.

Com um movimento rapido e decidido, meu irmão se inclina e pressiona seus labios nos meus. Uma explosão de sentimentos me atinge, e por momento não tenho vontade alguma de me afastar. Mas quando dou por mim, estou o empurrando e correndo dali.

Não me importo com o vento frio que corta minhas bochechas. Só quero correr para bem longe do castelo, dos meus sentimentos confusos. Da minha vida confusa.

Não quero ser princesa, mas é tudo que serei.

Quando já estou longe o bastante de James, deixo-me cair em meio a neve, as lagrimas congelando em meu rosto.

Por que tudo tem que ser tão complicado?

Meu amuleto começa a brilhar e logo sinto a presença de alguem.

— Meu velho amigo avisou que eu chegaria? — brinca Elena, de repente em pé em minha frente.

Com as costas da mão eu limpo meu rosto, mas mesmo assim ela percebe.

— Qual é o problema?

— Nada. Esta tudo bem.

— Sofia — se ajoelha para ficar a minha altura. — estou aqui para te ajudar.

— Não quero te encher com meus problemas.

Ela ri.

— O amuleto me chamou e somos amigas a muito tempo. Se não precisasse de mim, eu não estaria aqui, certo? — não respondo. — então, me conte o que esta havendo.

Conto tudo desde o começo, deixando de lado apenas o beijo no celeiro.

Ao final, Elena sorri, quase rindo.

— Os problemas vem com as responsabilidades, Sofia. Todos nós passamos por isso.

— Até as princesas?

— Sim, até as princesas. — toca em uma mecha morena de meus cabelos. — Quando me tornei rainha, eu ainda não estava preparada. Foi dificil lidar com as burocracias de um reino.

— Como conseguiu lidar?

— Não lidei. — a olho. — é isso o que faz uma rainha ser boa.

— Não lidar com as responsabilidades?

— Não. É ser você mesma quando esta comandando um país. Os problemas vem e vão. Você nunca ficará livre, mas isso não quer dizer que não será feliz com eles.

Depois desse discurso, começo a me sentir melhor.

— Obrigada, Elena — ela sorri. — Avalor merece você.

— Assim como Enchantia merece você. — pisca um dos olhos e desaparece diante de mim.

Notas finais
Pra quem não conhece a serie, a Elena de Avalor (outro desenho da Disney) saiu do medalhão da princesinha, então a Princesinha Sofia é um crossover. Até o proximo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.