Royal Diary

4 Exame de DNA


Notas iniciais
:3

Daisy.

Oh céus, como o meu corpo inteiro tremia, queria sair correndo dali o mais rápido possível!

— Você... você está bem? — a voz rouca e preocupada de Nataniel me perguntou.

— S-sim. — limpei a garganta. Tentei me levantar mas os meus joelhos falharam miseravelmente. Evitei olhar diretamente para os olhos do príncipe, isso só pioraria ainda as coisas e provavelmente eu me sentiria ainda mais nervosa.

— Deixe-me ajuda-la. — Nataniel segurou delicadamente em meu braço esquerdo, fazendo com que todos os pelos do meu corpo se arrupiassem.- Está se sentindo bem, querida?

Oh céus, ele disse "querida"?

— Só foi uma leve tontura. — respondi, abrindo um sorriso amarelo.

— Tem certeza que você não precisa de ajuda? Poderia leva-la no colo até a ala hospitalar do castelo — tornou a perguntar.

Céus, era tão incrivel a forma em que ele se preocupava comigo. E só de pensar em Nataniel me levando no colo...

Então me fitou nos olhos, bem no profundo. Pigarreie e ele pareceu voltar a realidade.

— Desculpe, mas você se parece tanto com a minha mãe... — ele abriu um sorriso gentil.

— Sério? — abro um grande sorriso. — soa como elogiou pra mim, sua mãe é uma pessoa maravilhosa! Mas não vá pensando que eu vivo caindo nos pés de qualquer um por aí...

Nataniel gargalhou. E ele era perfeito, começando dos fios de cabelos loiros, a cor de seus olhos, terminado no som de sua risada.

Henry veio em nossa direção, constrangido. — Desculpe mas ela está incomodando, alteza?

Nataniel franziu as sobrancelhas loiras. — Imagina. É uma garota adorável!

— O senhor é muito gentil, vossa alteza — observou Henry. — mas a garota já está de saída, não é Daisy?

— Sim. — não. — é uma grande honra conhece-lo, vossa graça. Em breve quem sabe, se o meu nome for escolhido na Seleção... teríamos uma conversa descente.

Ele abriu um pequeno sorriso.

— Seria prazeroso!

***

Eu estava tão feliz que entrei em casa dançando. FINALMENTE o amor da minha vida sabe que eu existo. Sentei á poltrona do papai, peguei um papel em cima do criado mudo comecei a escrever "Nataniel e Daisy Lancaster."

Estava tão feliz, tão radiante, tão surpresa, olhei para o papel e vi que se tratava de algo importante. Li e vi que era de um exame de DNA feito por meu pai para comprovar a paternidade de Daisy Sheeran.

Oh céus, o exame dizis que eu não era a sua filha biológica!

Minha cabeça começou a girar, tudo estava fora do eixo.

Como assim ele não era meu progenitor? Quem é o meu verdadeiro pai? Rachel o teria traído?

Senti uma pontada de incomodo no estomago, subi correndo as escadas e entrei no meu quarto.

Deitei na cama e coloquei o travesseiro abafando minha cabeça.

Era tudo uma mentira... fiquei imaginando o que aconteceria depois, se meu pai me fosse me expulsar de casa e não me amasse o suficiente pra me aceitar como filha de outro homem.

Nataniel.

Mamãe tomava chá no grande salão das mulheres, resolvi procura-la para pedir ajuda.

Chegando próximo a porta ouvi uma conversa entre ela e a uma de suas empregadas mais particulares.

— Cada vez que o vejo, penso no que cometemos no passado. — comentou tristemente a serviçal.

— Eu me arrependo tanto... mas não há como voltar atrás. — a voz de mamãe estava cheia de comoção — Onde você acha que ela está nesse momento? Quem sabe viva?

— Deus sabe onde. — murmurou a serviçal.

Entrei no salão e as duas pareceram se alarmar.

— Nataniel? — mamãe me chamou.

— Desculpe assusta-la. — abri um sorriso inocente. — vim pedir ajuda.

— Em que exatamente? — mamãe fez sinal para que a empregada se retirasse.

— Com licença, vossa alteza e vossa majestade — a empregada fez uma reverencia final antes de sair pela porta com um olhar assombrado.

— É que eu não sou bom o suficiente para entender as mulheres. Preciso de um palpite sobre o que usar no jantar oficial de boas-vindas. — comentei, vergonhoso.

Mamãe abriu um sorriso, mas seus olhos eram tristes.