Notas iniciais
Entre ano passado e esse ano, comecei a ver Haikyuu e rapidamente me tornei meio... obcecada. Iwaoi simplesmente tomou minha vida e meus pensamentos. Eu os odeio (ironicamente, óbvio kjkdjf). Anyways, fazia um bom tempo que eu escrevia e postava algo. Iwaoi vem martelando tanto na minha mente que me despertaram na escrita novamente! Está sem betagem e estou cansada demais para revisar, mas quando estiver mais descansada revisarei. Enfim, para quem ousar ler isso: boa leitura!

Se adaptar a um novo país era cruelmente difícil. Ainda mais quando esse país estava em outro continente, com gostos, costumes e uma cultura totalmente diferente de seu lar de nascença.

Hajime estava acostumado a um outro país em outro continente, na verdade. Ele esteve na América por anos e, bem, se ele conseguiu aguentar medicina esportiva e a Califórnia em um grandioso combo para ferrar sua sanidade mental (que já era pouca pela convivência diária com Matsukawa, Hanamaki e Oikawa), ele conseguiria muito bem lidar com outra mudança para outro país americano, muito obrigado.

Mas isso não quer dizer que não era ou seria difícil.

Pois, oh céus, aquilo estava sendo muito difícil.

Iwaizumi ainda estava se acostumando com a afetividade extrema dos sul-americanos e com as conversas rápidas e o sotaque puxado em cada palavra. Também, com as ruas estranhas, com nomes e números que nunca falharam em confundi-lo. A comida… era muito gostosa, o moreno admitia, mas isso não quer dizer que ele não sentia saudades das refeições japonesas feitas por sua mãe. E pelo bom Deus, Iwaizumi ainda não tinha sequer chegado ao pior tópico: o horário.

Depois de seus bons anos vivendo no Japão, Iwaizumi Hajime tinha uma rotina e horários bem designados e que eram seguidos quase que ritualmente. Seu corpo estava acostumado a isso. Quando pousou na Argentina, algumas semanas atrás, essa rotina se quebrou e Iwaizumi se viu trocando o dia pela noite, dormindo de maneiras irregulares e vivendo de forma mais irregular ainda.

Por isso, Hajime não se assustou ao acordar e ver um grandioso “18:21” na tela de seu celular. O homem suspirou, sentindo sua cabeça e corpo pesar devido ao dia a dia irregular que passou a viver, desde que pousou na Argentina.

Pulou da cama e vagueou pelo apartamento, batendo o corpo robusto em móveis aleatórios por causa do sono que ainda não tinha deixado seu corpo totalmente, xingando alto e espalhafatosamente no processo, pouco sentindo o ambiente a sua volta.

Iwa-chan~ — Iwaizumi pode ouvir a voz de Oikawa, na varanda, usando aquele tom e apelido que agora eram reservados apenas para irritar o ex treinador. O homem estava encarando Hajime, as pernas cruzadas e os cotovelos apoiados na balaustrada, sustentando um sorriso irritante que Iwaizumi adoraria tirar de seu rosto. (Com beijos. Muitos beijos. Mas Oikawa não precisava saber. Não que Hajime tinha que dizer isso em voz alta para Tooru saber — estava mais que óbvio, estava estampado em seu rosto.) — Você vai acabar assustando nossos vizinhos. Não vão querer conhecer esse bruto desmiolado que você é se agir assim!

O tom de brincadeira estava visível na voz de Oikawa — as típicas provocações que estavam com Tooru e Hajime desde sua fase infantil, quando se conheceram. Hajime gostava de pensar que era ao menos fofo como algo entre eles não sofreu mudanças, da a infância até hoje. Do início de sua amizade até o início de suas vidas como casados.

— Céus, Shittykawa, cale a boca. Não me obrigue a ir até aí te socar.

— Acho que agora eles pensam que você é um marido violento, Iwa-chan. Você não está melhorando as coisas aqui, mi amor.

Hajime derreteu. Seu eu interior ainda não sabia lidar com todo o amor e carinho de Oikawa dirigido apenas e tão somente para si. Em sua adolescência, o menor entre ambos nunca pensou que estaria assim, morrendo de amores por Oikawa Tooru e ansiando por todo o amor de seu amigo de infância. (Como seu eu adolescente era tolo… céus. Não havia nada melhor que os beijos e abraços de Oikawa Tooru; ninguém estava ao alcance, nada poderia ser comparável.)

Mas, bem, seu eu exterior estava muito bem acostumado a lidar com as provocações e as irritações constantes de Oikawa Tooru. E a única maneira reconhecível por Iwaizumi era, bem… a violência.

Oikawa ria alto enquanto corria pelo apartamento pequeno, se desviando por pouco de almofadas e objetos pequenos e que não poderiam machucar nem mesmo uma mosca. Não estava no campo de visão de Tooru, mas o homem sabia que um sorriso terno nascia nas expressões faciais duras de Iwaizumi.

É, Hajime pensou, não é tão ruim assim esse processo tão doloroso de mudança.

Notas finais
a vida doméstica de hajime e tooru consome todos meus pensamentos, boa noite
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!