Rosie H.S

1 I'll take a ride with you through the universe.


Notas iniciais
Olá amadas, esse é um one shot que ficou mofando por muito tempo nas minhas notas do celular e hoje eu decidi postar aqui. Era inicialmente narrado no ponto de vista de Alex Turner dos Arctic Monkeys, e eventualmente adaptado para a narrativa de Harry. AVISOS: Não há correlação alguma entre a personalidade do Harry nesta história com a realidade, esta será baseada unicamente em fatos fictícios. Sugiro que imaginem o Harry de 2013/2014. O cenário se passará em Londres mesmo. A one shot é completamente de minha autoria. Plágio é crime :) Beijos e boa leitura. Espero que gostem! xoxo gossip girl.

Uma noite qualquer, 2014. Horário não definido.

A noite caiu em um autêntico breu. O bar encontrava-se vazio, aparentemente Harry era a única alma quase viva debruçada no extenso balcão. As botinas esmavam seus dedões do pé, e a impressão era que aquela noite ele teria uma boa e prolongada conversa com seu velho amigo, uísque com gelo.

Não que as coisas não estivessem indo bem, a banda mantinha-se nos trilhos, caminhando gradativamente em direção ao grande hall da fama, tendo milhares de fãs que compravam seus pôsteres e CDs, e ainda pagavam suas contas, além de ideias monstruosas para o possível lançamento de um novo disco. No entanto, algo lá dentro, grudado nas paredes do cérebro de Harry, apitava incessantemente como um maldito detector de metais. Ele gostaria de saber o que era, embora.

E era de se esperar que quando Harry enchia a cara, cada parte de seu corpo parecia rachar como uma taça de vinho ao ser atingida por algo sólido, quebrando em centenas de cacos e deixando transbordar todo o jato líquido de pensamentos filosóficos. As provas vivas eram os três álbuns repletos de como as fãs chamavam de "hinos", e bem... as mulheres gostavam disso.

Sim, elas amavam. Ah, as mulheres... Criaturas magníficas que faziam seu coração iniciar uma valsa complexa dentro do peito. Ele precisava delas para sobreviver.

Uma vez apaixonou-se pelo perfume de uma mulher. Ficou tão empanzinado da cabeça que a todo momento aquele doce e inebriante aroma lhe vinha às narinas, deixando-o incrivelmente tonto por dias. Para acabar ainda mais com seu emocional choro-por-mulheres-e-não-vejo-problemas-nisso, as divinas criaturas ainda o faziam se apaixonar por suas composições. Harry poderia descrever em mil parágrafos o poder de um cabelo sedoso e a sensação de afundar o nariz naquele mar de fios macios, ou envolver delicadamente o pescoço com a palma da mão e com a outra, acariciar a modelada cintura, enquanto distribui beijos pelo o rosto com os lábios dormentes de desejo...

Styles deixou alguns dólares em cima do balcão de madeira, muito aéreo para sequer pensar no fato de ter sacado uma quantia a mais de seu bolso, cambaleando até a saída do bar. A madrugada o esperava lá fora, e uma garota também. Ele devia saber que garotas da noite nunca dormem... Harry precisou parar para olhá-la, até porque um ser mágico como aquele não atravessava seu caminho todos os dias. Embora o cantor estivesse um tanto bêbado, ainda foi capaz de piscar os olhos repetidamente e notar que a calçada era o seu cantinho, onde também havia um lençol encardido e sacolas usadas da Chloé, que provavelmente não fora ela quem usou. Um tutu cor-de-rosa envolvia sua cintura e cobria parte das coxas, a falta de postes ou qualquer outro meio de iluminação que não fosse o da própria Lua causava bloqueios em sua visão já turva, e por isso não foi capaz de ver nitidamente os principais traços daquele rosto.

A curiosidade de fato despertou quando ela inicialmente ignorou sua presença. A maquiagem em seu olhos parecia misturar-se com sujeira e poeira, adquirindo-na um aspecto meio largado e se fosse em outra situação, onde Harry estivesse em seu estado sóbrio, ele provavelmente deixaria algumas moedas caírem perto de seus pés ou apenas passaria reto. No entanto, voltou a analisá-la e percebeu que seus pés também estavam na mesma situação; unhas grandes com uma linha escura na parte superior e uma fita de bailarina em um rosa clarinho desgastado rodeando a sola de seu pé. O cantor perguntou-se mentalmente se ela trabalhava em algum circo ou apenas havia catado toda aquela vestimenta no lixo.

Harry não sabia em qual das opções acreditar.

Ele já não tinha dominância sobre seus próprios movimentos e sinceramente não queria correr o risco de abordá-la de forma errada, então decidiu brincar à distância. Deu alguns passos para trás, ficando em sua reta, e com as costas coladas no muro pichado, ele imitava suas ações. Ela bufou para o nada, talvez farta da provocação que Harry mal havia começado a fazer.

Rosie, assim como decidiu nomeá-la, levou as mãos até seu cabelo e colocou uma das mechas atrás de sua orelha, em seguida coçando brevemente seu nariz de botão.

Harry repetiu o ato. Ficou nesse jogo até ela perceber.

Então, eventualmente, Rosie passou a entender o que de fato estava acontecendo, percebendo a presença do cantor, seu joguinho e seu estado bêbado.

E ela riu. Riu de uma forma muito delicada, colocando suas mãos em frente aos lábios para tampar a visão de um sorriso lindo, olhando para Harry por cima dos cílios esvoaçantes. Parênteses surgiram no canto de sua boca e ele prendeu a respiração quando duas míseras covinhas formaram-se no centro de suas bochechas.

Doce Jesus.

Harry precisava dizer algo.

"Hey, Sweetie? Poderia me informar as horas?"

Rosie ponderou um pouco antes de erguer seu braço para conferir as horas, mas imediatamente Harry notou que a mesma estava tirando uma com a sua cara porque seu pulso não tinha nenhum relógio. E então ele riu.

Harry não se lembrava de algum lugar que precisasse estar, completamente alheio às inúmeras chamadas perdidas de Niall em seu celular, além das dezenas de mensagens que seu caso de uma noite o mandou enquanto o esperava no quarto de um motel qualquer — ele estava pouco se importando -, e por isso, fez uma sinal com a cabeça para que Rosie o acompanhasse.

Ela surpreendentemente se afastou de seus pertences sufocantes e deu passos curtos até parar ao seu lado. O céu já enviava aos dois lembretes de que poderia puxar o Sol a qualquer momento e com isso, eles andaram juntos numa longa caminhada feita de gargalhadas e mãos entrelaçadas, à procura de algo que pudesse informá-los o tempo que ainda restava.

Notas finais
Fim... :( E aí, Gostaram??? Espero que sim. Muitos beijos e até mais!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!