Aos sete anos, Scorpius brincava no parquinho da Mansão Malfoy, observando sua amada de longe. Na mesma época, apresentou seus primeiros sinais de magia.

Lembra-se vagamente de ter feito um bocado de rosas cair na cabeça de Rose Weasley, certa vez, quando esta saltitava na calçada de sua rua.

Aos nove anos, Scorpius tropeçou num arbusto de rosas, arranhando-se com tantos espinhos, só para espionar Rose Weasley brincar nos jardins da casa de seus avós, n'A Toca.

Aos onze anos, Scorpius testou sua primeira varinha no Beco Diagonal. Quando conseguiu desvencilhar-se de seu pai, Draco, correu até um canto escondido e mudou a cor de todas as flores, para que elas ficassem cor-de-rosa.

Aos quatorze anos, Scorpius descobriu, na aula de poções, que a Poção do Amor adquiria um cheiro diferente para cada um. Para ele, a poção cheirava a rosas.

Aos dezessete anos, Scorpius criou coragem e pôs os nós dos dedos na porta de Rose Weasley. Ela atendeu. Scorpius lhe ofereceu um sorriso amarelo e colocou em suas mãos duas rosas.

Rose chorou de alegria.

Scorpius riu de nervoso.

Aos dezessete anos, Scorpius e Rose tiveram uma noite romântica no Três Vassouras. Falaram sobre si mesmos, sobre Hogwarts, sobre poções e sobre suas famílias rivais.

Scorpius entornou uma garrafa inteira de FireWhisky para conter as borboletas em seu estômago. Começou a falar sem parar e dizê-la tudo o que não disse em dez anos de convivência.

Aos dezessete anos, Scorpius beijou-a com violência, como se precisasse dela mais do que a própria vida.

Rose já havia se esquecido que estava em público, e esqueceu-se também dos bons modos. Tudo o que ela queria era beijar Scorpius Malfoy.

Aos dezessete anos, Scorpius deu-lhe um anel de compromisso.

Andavam de mãos dadas, passeando pelos parques.

Aos dezenove anos, Scorpius e Rose foram padrinhos do casamento de Dominique e James Potter.

Rose correu para o buquê de rosas.

Scorpius pegou-o antes dela.

Aos vinte e um anos, Scorpius observou sua namorada se arrumar para uma festa. Enxergava Rose como uma mulher, não mais menina.

— Não se esqueça do perfume de rosas — ele disse.

— Não irei! — Rose respondeu, risonha.

Aos vinte e um anos, Scorpius resolveu se impor.

— Por que a gente não fica aqui?

— E não vai à festa?

— Exatamente.

Rose sentou-se na penteadeira, balançando os pés no ar. Juntou os olhos, observando-o por inteiro.

— Mas eu já estou pronta!

Scorpius ajoelhou e agarrou ambas as mãos de Rose Weasley. Fechou os olhos, respirando fundo.

Aos vinte e um anos, Scorpius pegou sua varinha e conjurou rosas vermelhas.

Rose tremeu dos pés à cabeça.

As mãos de Scorpius suavam.

Ambos os corações batiam ruidosamente.

— Fica aqui. Para sempre.

Aos vinte e um anos, Scorpius tirou um caixinha do bolso, cheia de floreios em sua superfície. Rose Weasley pulou em seu pescoço, e esquecera-se completamente da festa que pretendiam ir.

— Seria burra se dissesse "não" — Rose sorrira, docemente.

— Por isso eu gosto das inteligentes.

— Boa escolha!

Aos vinte e um anos, Scorpius sentiu-se verdadeiramente homem pela primeira vez.

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