Roses And Demons: Warbloom
119 Sombrias e Letais
Notas iniciais
Boneco de Neve, meu confiabilíssimo assessor de assuntos relacionados a Roses and Demons, mostrou mais uma vez sua criatividade incomparável (para um boneco de neve) criando a série "10 Frases que os Membros da Rosa Branca Nunca Diriam". E para começar, quem melhor que o mais radiante de todos? Lucas Angels, o Sol.
- Por que meu cabelo teve que ficar loiro? Tô parecendo um maricas!
- Hm... Não sei por que as garotas tem que ficar passando creme. Não serve pra nada!
- Desculpem, garotas. Sou comprometido.
- Faça esse trabalho direito ou eu explodo os seus malditos miolos, seu molenga de uma figa!
- *Fazendo poses de fortão no espelho* Sol, você é o cara! O mais macho dessa ordem! VARÃO!
- Rosa Branca... Sério, essa cambada não tinha um nome mais baitola pra escolher? Bando de bichonas...
- Nossa, estou fedendo. Tô precisando mesmo de um banho. Se bem que... Ah, eu tomo banho amanhã.
- Fernand, amigão! Como eu amo você! Fraternalmente, claro, porque eu sou macho. Até mais do que você! Hehehe!
- Sério isso?! Acha mesmo que vai quebrar minha cara com esse soquinho de doente terminal?! Faça-me o favor, né! Até a Aurora bate mais forte que você!
- Meu cabelo tá parecendo macarrão... Do jeito que eu gosto!
- Eu, Sol, recebo-te por minha esposa a ti, Spectra, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe.
Um grito, misto de raiva e medo, sensações misturadas no sabor amargo do desespero de um homem que se vê diante da morte inevitável. Tudo isto dura apenas um instante e é substituído por um vazio, quebrado momentaneamente apenas pelo desconforto gerado pelo metal frio cravado na carne e o sangue escorrendo. Os olhos se fecham diante da visão da morte, personificada pelo rosto impassível de uma bela, porém frívola bruxa.
Era o último dos soldados chesordianos do grupo que havia enfrentado e, ao seu redor, Samantha Datch via apenas corpos caídos. Talvez alguns ainda tivessem vida, mas isso pouco lhe importava. Preocupava-a menos ainda massacrar aqueles guerreiros, pois seu ódio contra aqueles que perseguiram suas irmãs e a forçaram a viver dezesseis anos na escuridão permanecia tão forte quando no dia em que conheceu William Storde e Fernand Astrock. Seu trabalho ali ainda não havia terminado e a garota olhou ao redor, decidindo qual direção deveria tomar a seguir. Sua dúvida não durou muito tempo, pois um grande estrondo preencheu o campo de batalha no mesmo instante em que uma nuvem de poeira se erguia ao alto.–Será possível? Ela se lembrou de Siral e da batalha contra Sol, o controlador das estrelas. Não conseguia pensar em outro manipular capaz de criar uma algazarra igual e, pior ainda, temia que um de seus aliados pudesse estar envolvido. Talvez até mesmo tivesse sido derrotado. Era melhor conferir pessoalmente. Lituni não reconheceu Yasmin imediatamente quando a viu ao longe, pois ainda tinha em sua mente a figura da garota que vestia um conjunto completo de armadura. Porém, tão logo quanto ele e os dois soldados que o acompanhavam se aproximaram, não restaram mais dúvidas de que se tratava da pessoa que estava procurando.–Aí está você, Yasmin!–Estava me esperando, Lituni? – Disse a garota, com um leve tom de surpresa.–Seu amigo com asas prateadas encontrou o comandante Pyrath e avisou que você o estava procurando, e ele me mandou procurá-la.–Ainda bem, eu já estava me cansando disso. Não temos tempo a perder, Lituni, leve-me até o meu pai.–Infelizmente isso eu não posso fazer agora. As ordens dele são para que você aguarde dentro do Forte Brokefront enquanto ele rechaça os invasores que restaram.–Só pode ser brincadeira! Toda essa batalha não passa de uma distração para que o verdadeiro inimigo possa ganhar tempo. Eu me recuso a deixar que mais vidas sejam desperdiçadas por algo tão ridículo!–V-Você vai mesmo desobedecer uma ordem direta do atual comandante do exército chesordiano? – Retrucou o homem, temeroso que pudesse enfurecer a manipuladora das chamas.–Caso você ainda tenha percebido, Lituni, eu não pertenço mais à força militar do reino. Agora sou uma terrorista procurada, o que significa que posso fazer o que eu quiser sem se importar com o que vão pensar de mim! O subordinado de Agas engoliu em seco, totalmente convencido de que não seria capaz de fazer com que aquela garota mudasse de ideia.–Então a pergunta, meu amigo, é a seguinte: você vai tentar me impedir ou vai sair da frente para que eu possa cumprir minha missão?–Já que você insiste, então eu vou lhe dizer: seu pai está defendendo a entrada do forte, que é onde os soldados inimigos estão se concentrando. Mas mesmo que consiga encontrá-lo, duvido que tenha como impedir a batalha. Boa sorte.–Obrigado pela cooperação, Lituni. – Yasmin sorriu.–Só não se esqueça de dizer para o senhor Pyrath o quanto você me espancou quando tentei impedi-la!–Tudo bem, direi o quanto você agiu como um soldado exemplar! E então a ex-capitã seguiu seu caminho, determinada a cumprir sua parte no plano de William e Vortex a qualquer custo. Já não havia apenas dois guerreiros inconscientes sobre o solo arruinado que foi a arena para o conflito entre Sol e Fernand. Uma jovem de longos cabelos cinzentos, quase esbranquiçados, e uniforme da Rosa Branca estava ajoelhada diante de seu companheiro. Samantha, assim que se aproximou do local, a reconheceu imediatamente como Scythe, uma inimiga problemática que quase derrotou seu grupo no Bosque Sinelth.–Não se preocupe, Sol, vou levar você até o forte. Enquanto a controladora da morte tentava, de alguma forma, levantar o homem que era maior que ela, Datch analisou a cena e chegou a uma rápida conclusão. Para evitar que Sabrina Grimheart se tornasse uma complicação, tinha de neutralizá-la imediatamente com um ataque decisivo. Normalmente a bruxa optaria por um golpe letal, mas as palavras ditas por Yasmin ainda estavam em sua mente. No fundo, a despeito de todo o seu ódio por Chesord e suas figuras de autoridade, ela tinha noção de que Vladmir Banemare representava um perigo ainda maior e que a Ordem da Rosa Branca poderia ser de vital importância para detê-lo.–“Tudo bem, então vou apenas nocauteá-la. É melhor do que deixar que fique perambulando por aí.” Silenciosa, Samantha avançou sem materializar suas garras, dando longos e graciosos saltos para se aproximar rapidamente. O sucesso de sua tática dependia de conseguir atingir a ceifadora antes que ela se desse conta de que estava sendo atacada e, para derrubá-la num único golpe, a garota de cabelos negros decidiu atingi-la com um chute na cabeça.
Com um último pulo, a bruxa dobrou a perna direita para atacar, mas sua intuição a deixou subitamente desconfiada ao notar um movimento estranho do braço de Scythe. Num instante esta invocou sua foice e desferiu um corte circular atrás de si. Samantha teria sido atingida em cheio, mas conseguiu se safar usando cordões de trevas para puxá-la em pleno ar, tirando-a do raio de alcance de lâmina.–Como você percebeu?! – Grunhiu a discípula de Madame Papillon, irritada.–Da mesma forma que percebi quando você e seus amigos estavam tentando atravessar o bosque. Com os meus poderes elementais. Já com os pés no chão outra vez, Samantha permaneceu onde estava enquanto Sabrina levantava e virava o corpo para encará-la. Nisto, a primeira fez mais uma pergunta.–O que quer dizer com isso?–Bem, acho que você já tem noção de que não consigo controlar parte dos meus poderes, como a que me faz destruir a energia vital de tudo que encosto. Eu também sou capaz de sentir essa mesma vitalidade ao meu redor, que é muito mais forte nos manipuladores elementais.–Então é isso? Que pena, se não fosse por isso teria sido nocauteada num instante, mas agora vou ter que machucá-la para valer.–Pretende mesmo me enfrentar em a ajuda dos seus amigos? – Disse a controladora da morte, calmamente.–Garanto que ficará surpresa quando perceber o quanto estou mais forte. – Finalmente, a bruxa fez surgir suas garras e então assumiu uma postura de batalha.–Tudo bem, mas não vá se arrepender quando sua vida estiver por um fio!–Olha só para você, se acha tão perigosa e mortífera só porque seu toque é capaz de decompor outros organismos. Eu vou lhe mostrar o que é significa ser letal de verdade. Scythe segurou a foice em sua mão esquerda com mais firmeza ao notar que as lâminas presas aos pulsos de sua adversária estavam manchadas de sangue. Isso apenas fortalecia sua certeza de que estava diante de uma inimiga impiedosa e que se não mostrasse a mesma determinação de estar disposta a matar, poderia se ver em séria desvantagem naquela luta. Sabrina Grimheart não gostava da morte, mas em seu rosto era possível ver o mesmo semblante sombrio que somente aquelas duas garotas que tiveram uma vida de trevas poderiam possuir.
Notas finais
A disputa para saber quem é a femme mais fatale de Roses and Demons se inicia. Façam suas apostas!
Capítulo 220: Vidas Amarguradas
Em breve.
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