Roses And Demons: Warbloom
3 Negociação
Notas iniciais
Estou feliz hoje porque venci uma partida de Yu-Gi-Oh! contra um deck de Agent/Hyperion usando um deck Exodia. Sem reunir as cinco partes.
Não é todo dia que dou essa sorte!
Não é todo dia que dou essa sorte!
Aquela manhã de inverno trazia consigo o frio e um céu cinzento. A sensação que Lince Walters sentia era a mesma de alguns anos atrás, quando partiu com outros recrutas para um treinamento isolado em um local selvagem. Pertencia a uma família nobre e poderia, naquele momento, estar aproveitando o sono sob uma cama macia e aconchegante. Poderia estar rodeado de servos que o chamariam respeitosamente de Conde Walters, mas ele preferia muito mais ser chamado de Capitão Walters.
Desde jovem ele sentia a necessidade de servir seu reino com mais afinco, prova de que possuía lealdade e dedicação incomparáveis. Lince não era um manipulador, não tinha poderes elementais que o separavam dos ouros, mas para ele isso não era desculpa ou restrição. Ele não temia enfrentar alguém que possuísse tais poderes e tinha a certeza de que, valendo-se da sua bravura e de sua habilidade, venceria.-Pare de sonhar acordado, Walters! Veja, nós chegamos.A reprimenda de Gabriel puxou o capitão de seus devaneios. Em meio às esparsas árvores se erguia um monte coberto de grama. No topo havia uma construção, um enorme templo de pedra onde viviam as bruxas, muito diferente dos locais em que aquelas de Chesord habitavam. Não era surpreendente, afinal em Empericia não existia qualquer tipo de discriminação contra as filhas de Argenta.-É um lugar bem imponente e bonito. – Elogiou Walters.-Agora que estamos aqui vou lhe pedir um favor. Deixe a negociação comigo, eu darei um jeito de convencê-las.-Tudo bem, Gabriel, ficarei calado e deixarei tudo sob sua responsabilidade.-Excelente.A dupla começou a subir. O alquimista, como de costume, estava calmo e inabalável, mas Lince mostrava-se curioso e preocupado.Não havia uma porta para o templo, mas sim uma enorme abertura retangular que chegava aos quatro metros de altura. A princípio, nada que pudesse impedir a entrada de um desconhecido. Cautelosamente, Gabriel e Lince atravessaram a entrada e se depararam com uma pequena sala quadrada com candelabros presos às paredes e uma enorme estátua no centro. Era uma representação da deusa Argenta, uma bela mulher de cabelos longos e esvoaçantes como suas vestes, de braços erguidos segurando uma lua crescente. O monumento era ainda maior que a abertura do templo e estava sobre um largo pedestal também feito de pedra.-Para onde vamos agora, Gabriel?-Veja, tem uma passagem do outro lado da estátua, no final da sala. Provavelmente deve levar às partes internas do monastério.Como o alquimista havia dito, realmente existia um corredor parcialmente oculto para quem observasse da entrada do recinto. Porém, antes que eles sequer pudessem dar a volta ao redor da estátua, um vulto surgiu da escuridão que envolvia aquele caminho. Era uma mulher com cabelos cor de prata presos num coque, dotada de belos olhos azulados e trajes também prateados à semelhança de um quimono, presos por uma larga faixa azulada amarrada nas costas. Era visivelmente idosa, mas seu rosto ainda conservava traços de beleza.-Mas que surpresa, não é comum ver dois rapazes neste local.-Anya, é você? – Questionou Gabriel.-Definitivamente uma surpresa. Não imaginei que o veria novamente, ainda mais depois de três anos sem visitar a sua irmã.-Ela nem deve ter sentido a minha falta. – Gabriel deu de ombros. Ele se preocupava com coisas que considerava muito mais importantes que a sua irmã, pois na verdade não chegava sequer a sentir afeto pela garota.Anya tinha noção de que a vinda do alquimista significava que havia algo incomum acontecendo, provavelmente relacionado com o reino vizinho, Chesord. Ela contornou a estátua para poder conversar adequadamente com os visitantes, que então puderam notar que ela trajava uma calça da mesma cor que o longo traje e calçados de tecido, a razão pelo qual seus passos não foram notados no chão rochoso.-E quem é este rapaz de armadura que veio com você, Gabriel?-É uma honra conhecê-la, Senhora Anya. Eu me chamo Lince Walters e sou capitão do exército de Empericia.-Igualmente, Capitão Walters. Sou Anya Wald e supervisiono as bruxas que vivem neste monastério.A conversa não estava seguindo o rumo desejado por Gabriel, estava na hora de mudar isto, antes que mais tempo fosse desperdiçado com bobagens.-O motivo de virmos aqui é muito simples, Anya. O Rei Follet pretende iniciar uma investida militar contra Chesord para que possamos capturar Vladmir Banemare e, portanto, deseja a ajuda de você e das bruxas sob seu comando.Havia preocupação estampada no rosto de Anya.-Este é um pedido sério, Gabriel. Uma guerra trará risco de morte para as minhas irmãs e eu não desejo ver nenhuma delas perecendo.-Entenda que se não determos Banemare, morrer certamente será pouco perto do sofrimento que todos nós passaremos. Além disto, o rei está disposto a recompensar muito bem aqueles que o ajudarem nesta empreitada. – Esforçou-se Gabriel para tentar convencer a mulher.-Não posso tomar uma decisão tão séria assim, de um momento para o outro. Voltem para seu rei e digam que pensarei a respeito.-Por favor, nós precisamos de sua ajuda, Senhora Wald! Todos nós estamos arriscando nossas vidas pelo bem não só de Empericia, mas de toda Realia! – Exclamou Walters.
As histórias sobre Vladmir Banemare eram assustadoras e Anya as conhecia muito bem. Se fossem verdadeiras então tentar caçar aquele homem era o mesmo que desafiar as forças de Pravus. Mesmo assim, o jovem capitão não tinha medo. Pelo contrário, seus olhos praticamente em chamas só deixavam mais evidente estar disposto a morrer pela segurança do reino. Era um homem a se respeitar.-Você parece realmente determinado, Walters, mas eu pretendo colocar isso à prova. – A bruxa agora parecia mais disposta a ouvir os rapazes.-O que terei de fazer, Senhora Wald?-Mostrar que está realmente determinado a enfrentar qualquer oponente em nome de Empericia. Talvez você não saiba, mas o motivo pelo qual seu rei deseja tanto nosso auxílio é porque, diferente da maioria das bruxas, nosso treinamento é voltado para o combate.Realmente, o que Anya havia dito era uma surpresa para o capitão, mas agora tudo fazia sentido.-Esta noite você enfrentará uma bruxa que possui uma rixa pessoal com o exército de Empericia. Quero que me prove nesse confronto que você e seus companheiros estão realmente dispostos a arriscar a vida e não desejam somente nos usar como peões descartáveis.-Tudo bem, eu aceito.-Como quiser, mas esteja avisado: a bruxa de quem falo não hesitará em matá-lo, Capitão Walters.
Notas finais
Erika. O nome da bruxa que tem uma rixa com o exército. Um nome muito familiar para Lince Walters.
Capítulo 104: Proibição
Em breve.
Capítulo 104: Proibição
Em breve.
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