Roses And Demons: Warbloom
62 Fantasma da Rosa Branca
Notas iniciais
Acabei atrasando a postagem do capítulo por conta de alguns problemas conjugais, mas felizmente tudo deu certo... eu acho.
O ritmo da batalha era furioso. Guerreiros ferrenhos de ambos os lados se esforçavam ao máximo para conquistar a vitória, mas os soldados de Chesord, a despeito de suas ações corajosas, eram aqueles que ocultavam as maiores preocupações. O impacto moral causado pelo feitiço dos inimigos minava a confiança dos defensores numa possível vitória, uma vez que os integrantes da Ordem da Rosa Branca combatiam com menos da metade de sua eficiência costumeira. Agas Pyrath, ciente disto e agora também do plano colocado em andamento por Ent, não tinha outra escolha senão nutrir a esperança de que funcionaria. Caso o acesso aos poderes fosse devolvido para os manipuladores, eles se tornariam um fator decisivo na vitória.
Ainda assim, Electron, Ent, Sol, Aurora e Vulcano eram guerreiros experientes, inclusive os dois últimos a despeito da pouca idade. E de acordo com os desígnios do líder, Inferno, e do membro sênior, o controlador das plantas, os treinamentos a que eles se sujeitavam eram constantes. Poucos adversários eram capazes de questionar a eficiência daquele grupo, dentre eles Lince Walters e as bruxas, que usavam seus poderes mágicos em perfeita combinação com as armas que portavam. Uma em particular representava a maior ameaça naquele momento: Gabrielle D’Illusie.
Com o apoio de Erika, a irmã do alquimista conseguia manter os controladores do gelo, do magma e das estrelas em uma posição preocupante, pois embora pudessem atingi-la com relativamente facilidade, seus golpes não surtiam efeito.
-Sem nossos poderes não temos condição de vencer, mas precisamos encontrar um jeito de segurá-la. – Alertou Aurora.
-Como é possível que a pele dela seja tão resistente? Meus golpes nem sequer a arranharam! – Disse Vulcano.
-Não se trata apenas de uma proteção, a força dela também é descomunal. Tomem cuidado!
Os outros dois manipuladores levaram em conta os avisos da jovem, evitando contato direito com Gabrielle. Porém, lutar dessa forma seria difícil e Sol mal se continha em sua impaciência para usar novamente seus poderes.
-Vocês já viram que não conseguem me ferir, por favor desistam dessa luta! Eu não quero machucar ninguém sem necessidade!
O pedido da bruxa foi feito num tom quase de súplica, embora ela mantivesse a postura de batalha. Observando com atenção seu olhar, Aurora percebeu certa semelhança com a rival, um desejo equivalente de evitar ao máximo que a depressão e outros sentimentos negativos se espalhassem. Mas esse súbito feixe de solidariedade era ínfimo comparado aos seus outros sentimentos.
-Sinto muito, mas enquanto eu estiver respirando não posso me render.
Os três manipuladores prepararam-se para atacar em conjunto e, em resposta a isso, D’Illusie desceu seu martelo com violência contra o chão. A onda de choque gerada tirou o equilíbrio de todos que estavam nas proximidades, fazendo com que muitos caíssem, até mesmo de Erika. Virando-se para trás para entender o que ocorria, um pensamento de dúvida surgiu na mente da princesa.
-Como é possível que você esteja usando sua manipulação elemental dentro do campo de ação da Ordem Natural?
-Você não se lembra da natureza da minha magia, Erika?
Enquanto se levantava, Secrett deixou-se divagar por um momento, recordando que, por não precisar de apoio para os combates graças ao poder do elemento terra, Gabrielle aprofundou-se no estudo de uma magia chamada Aegis. Uma habilidade capaz de proteger corpo e mente de diversos tipos de influência externa. E foi então que ela compreendeu: a Ordem Natural de Jenipher não surtia efeito sobre a garota justamente graças à sua proteção mágica.
Aurora, Sol e Vulcano não perderam tempo em se colocar novamente em pé, mas as perspectivas negativas daquele confronto não deixavam o controlador das estrelas nada animado.
-Tem que ter um jeito de derrotar essa desgraçada mesmo sem nossos elementos!
-Talvez a chave para isso sejam os princípios da magia. Poderes místicos consomem a energia vital do usuário, então temos que forçá-la a gastar suas reservas o mais rápido possível – Apontou Vulcano.
-Gostei da ideia. E quando isso acontecer ela vai pagar caro pelo que fez com meu punho!
Os sete soldados restantes estavam em estado de alerta com o sumiço dos outros três e formavam um círculo tão fechado quanto possível ao redor das cinco bruxas que mantinham a Ordem Natural ativa. Spectra observava isto do topo de uma árvore, certa de que não conseguiria mais afastá-los a fim de eliminar um ou dois por vez. Estava na hora de um confronto direto, e para tanto era vital diminuir o número de oponentes.
Adagas certeiras rapidamente encontraram os pescoços desprotegidos de dois guerreiros empericianos que foram ao chão lentamente. Enquanto os outros tentavam compreender o que estava acontecendo, a mulher saltou de seu ponto de apoio e, com a espada de um dos adversários eliminados previamente em mãos, caiu sobre um terceiro vigilante, derrubando-o e então atravessando a linha exata onde o peitoral e o cinturão da armadura se encontravam com a lâmina.
O único oficial que restava apontou e gritou algo incompreensível, claramente ordenando que os soldados atacassem. Ele também avançou Spectra se viu cercada por homens armados com espadas longas.
A tensão era quase palpável, mas a mulher, absolutamente silenciosa, mantinha a calma, aguardando o momento certo para agir. Os quatro se aproximavam devagar, cautelosos para evitar um ataque surpresa e, quando estavam a meio metro de distância e prontos para atacar, Camilla largou sua espada, virou seu corpo na direção de uma diagonal e tomou impulso. Dois soldados atacaram por instinto, mas ela passou com segurança por baixo das lâminas e rolou antes de se apoiar novamente nos pés.
Tão veloz que os inimigos nem puderam reagir, Spectra golpeou com sua perna esquerda para trás, derrubando um deles e, com toda a graça e velocidade que seu corpo lhe concedia, tomou a lâmina do caído e o eliminou da mesma forma que o anterior.
Os outros agora se aproximavam rapidamente e o mais próximo esticou o braço o tanto quanto pôde, desferindo um golpe horizontal. A controladora da névoa tomou impulso para trás e a lâmina rasgou suas vestes logo abaixo do pescoço, danificando o símbolo da ordem, partindo os caules e rasgando o tecido de suas vestes. Filetes de sangue vieram à tona, mas o corte era superficial.
Então os dois restantes avançaram, preparando um ataque de cada lado. Num relance as espadas vieram de direções diferentes ao encontro de Spectra, que deteve com firmeza os punhos dos guerreiros e lançou o próprio corpo para trás, puxando-os junto. Os homens desabaram ao seu lado, confusos e desprotegidos, mas o companheiro destes já estava prestes a cravar sua espada do abdômen da inimiga.
Dobrando o corpo antes de ser atingida, Camilla lançou-se para frente, pressionando seus pés contra o peito do soldado, que caiu de costas sem conseguir feri-la. Porém, ele ainda segurava sua espada com firmeza, e para evitar outro ataque, a mulher pisou sobre o pulso momentos antes de estender suas mãos na direção da cabeça e torcer o pescoço de sua vítima.
Uma sensação ruim tomou os sentidos da manipuladora, que se ergueu e deu um passo à frente para se afastar dos inimigos que agora sabia que estavam de pé. Desta vez o verso de suas vestes foi arruinado com um corte em diagonal, e a ferida, um pouco mais profunda que a anterior, a fez cambalear.
Quem havia lhe atingido era o oficial, agora comandando o último soldado a pressionar o ataque. Camilla permaneceu no lugar, sua cabeça pendendo para baixo e seu corpo balançando devagar de um lado par ao outro. O empericiano decidiu concluir o confronto naquele momento e ergueu a espada sobre si para descê-la com violência. Mas isto jamais aconteceu, pois uma adaga repentinamente surgiu na mão direita da mulher e, no momento seguinte, estava cravada no pescoço do adversário.
Recolhendo a arma e deixando o infeliz cair, Spectra retomou sua segunda adaga a tempo de se preparar para confrontar o último inimigo. O primeiro golpe veio na horizontal e ela se abaixou para evitar, mas era uma finta. O oficial rapidamente redirecionou seu ataque para a diagonal, descendo a espada e obrigando Camilla a se erguer rapidamente, empurrando o próprio corpo até ficar lado a lado com o inimigo. Sua próxima ação foi aplicar uma cotovelada em sua nuca para derrubá-lo, mas uma voz irritada interrompeu a luta antes do golpe de misericórdia.
-Já basta, eu serei a sua oponente!
As bruxas haviam desfeito sua formação e Jenipher desafiava Camilla. A Ordem Natural estava anulada e Chesord finalmente seria capaz de reagir à altura, mas somente metade da missão estava cumprida. Para garantir a vitória era necessário eliminar a bruxa responsável pelo feitiço.
-Como quiser. – Respondeu a fantasma da Rosa Branca.
Notas finais
O desejo de Yasmin e Samantha de salvar William é o mesmo, mas seus métodos não poderiam ser mais diferentes. Será possível a elas cooperar?
Capítulo 163: Sentimentos Conflitantes
Em breve.
Capítulo 163: Sentimentos Conflitantes
Em breve.
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