Roses And Demons: Extra

7 Um Mundo de Guerra Eterna


Desde que foram banidos para Pravus, os lordes demoníacos se tornaram menos incisivos, embora nunca tenham abandonado seus desejos de corromper Realia e aniquilar Utopia. Como reflexo disso, os próprios demônios sob seu comando, quando não estão cumprindo quaisquer tarefas que os mestres exijam que sejam realizadas em seus domínios, dedicam a maior parte do tempo a torturar os condenados. Tais atitudes evitaram um confronto direto com o reino celestial, mas não se descarta a possibilidade de que uma guerra total entre Pravus e Utopia venha a ocorrer no futuro. Como preparação para esta possível batalha, existe um reino onde os demônios direcionam todos os seus esforços para a arte da guerra.

Dominius existe como uma imensa campina entrecortada por pequenos riachos, possuindo também alguns poucos morros de elevação baixa. Uma paisagem surpreendentemente bucólica e bela para o que deveria representar um domínio infernal. Porém, não são apenas rios de água que fluem neste local, mas também de sangue. Aqui, a guerra é eterna, assim como o sofrimento que ela traz consigo.

Em diversos locais estratégicos do domínio se localizam quartéis, cada qual controlado por um dos senhores da guerra de Dominius. Estes poderosos demônios conduzem batalhas uns contra os outros diariamente, valendo-se de brutalidade tal que poderia fazer conflitos humanos parecerem soluções diplomáticas. Mais que em qualquer outro lugar do inferno, a violência é a única forma de comunicação neste reino.

Os seres diabólicos que habitam a campina são humanoides musculosos e de feições bestiais. Sua pele é amarelada e rígida, seus grossos dedos terminam em garras e suas bocas são repletas de presas afiadas. Eles se cobrem com armaduras pesadas e empunham armas brutais para então marcharem em direção à próxima batalha. Existem outros, porém, ainda mais perturbadores. As próprias máquinas de guerra de Dominius possuem algum nível consciência própria e, embora careçam de real inteligência, participam com eficiência dos combates e seu instinto assassino as deixa inquietas quando não estão sendo usadas para rechaçar tropas inimigas.

Apesar de torturar almas humanas não ser considerado uma propriedade no domínio, uma vez aqui elas logo se veem condenadas a destineis terríveis, repletos de sofrimento. São usadas como soldados na linha de frente das batalhas, ordenadas a combater sem qualquer tipo de arma ou proteção e também nos treinamentos dos guerreiros, nos testes com as máquinas de guerra e em qualquer outra atividade que necessite de alvos.

Embora a realidade possa fazer parecer que apenas o caos impera em Dominius, existe, contudo, uma autoridade principal cujo nome é Alexander. Ainda que sua aparência remeta à dos outros demônios, ele é muito maior e mais robusto, com pele escura como carvão, e possui seis braços. Governando da cidadela de sangue, no centro do domínio, ele sempre é visto com uma intimidadora armadura vermelha de placas e, em combate, é capaz de usar seis armas diferentes ao mesmo tempo com perícia incrível.

Prova de que é digno da alcunha de aspecto do conflito, é Alexander quem incita os senhores da guerra ao combate, e eles anseiam por alcançar o favor de seu mestre, disputando eternamente o posto de primeiro-general de Dominius, uma posição que garante ao seu portador o direito de comandar as forças demoníacas em caso de guerra contra Utopia, respondendo apenas ao próprio regente. Por outro lado, os senhores que fracassam no campo de batalha e são vistos como indignos são rapidamente depostos de seus títulos, dando lugar a demônios mais promissores.