Notas iniciais
Então... ;3 É... Isso aiiii ...

Ele sorriu maliciosamente — Estou perseguindo esse cara desde que ele te encontrou.

– E porque não ajudou uma garota indefesa? — Eu estava irritada, não havia percebido a presença dele até ele se mostrar.

– Achei que seria interessante. Você é nova por aqui?

– É... Cheguei hoje.

– Huum, interessante. — Ele tinha um sorriso sarcástico no rosto. Ele era bonito, tinha cabelo castanho escuro, olhos verdes, forte e bem... Não muito alto, mas atraente. Formava a figura de um príncipe.

Passamos vários minutos nos encarando, não conseguia adivinhar o que ele estava pensando. Ele era intrigante e de certa forma... Irresistível.

– Quem é você? — Perguntei. Ele me olhou dos pés a cabeça e repetiu minha pergunta:

– Quem é você? — Seus olhos me fixavam novamente.

– Por enquanto ninguém. — Desviei o olhar e comecei a andar para fora da rua sem saída.

– Você está perdida não é? Diga-me o nome da casa que você está. Eu a levarei lá se prometer não contar para ninguém sobre mim. – Parei e o encarei novamente:

– E por que eu deveria confiar em você?

– Talvez porque você é uma pobre garota indefesa e perdida?

– Péssimo argumento, você acha que uma pobre garota indefesa e perdida é burra?

– Bom, sim. – Disse ele com um leve sorriso no rosto.

– O que?!?! Não subestime uma pobre garota indefesa.

– Eu fui totalmente sincero. Além de que realmente não acho que você seja...

–Opa, não diga mais uma palavra. – Virei as costas para o príncipe e continuei meu trajeto até o inicio da rua sem saída. Eu pensaria em como ir pra casa depois que estivesse longe dele.

Inesperadamente, ele segurou minha mão e como reflexo torci seu pulso com uma força considerável. Ele sorriu.

–Eu sabia que você não era uma pobre garota indefesa. Seus movimentos durante o ataque mostram que você tem alguma experiência em batalha real. Você também analisou a força do oponente e mesmo sozinha conseguiria derrotá-lo.

–Então porque interferiu?

– Era meu trabalho pegar ele. Não posso deixar uma novata ter a glória da noite. Agora, vamos. Vou te levar. – Não estava convencida sobre confiar nele, mas ele não parecia estar mentindo. Além de que... Se fosse necessário, eu usaria a força.

– Tudo bem. Mas e o corpo? — Me virei para ver o que restava dele — O que vai fazer com ele?

Ele sorriu — Ele é minha fonte de dinheiro extra. É um procurado que matou alguns estudantes da academia. Já mandei uma mensagem para o lixão e logo eles estarão aqui para recolher o corpo.

– Entendo. – Mesmo não estando muito tempo fora de casa, me sentia cansada e com fome. "Eu devia ter comido alguma coisa antes de sair" Me repreendi mentalmente.

– E então? O nome do dono da casa...?

– Ah sim, é Rafael... — "Rafael... Rafael do que?" Nunca perguntei pra ele seu sobrenome. Aliás, o que eu sei sobre ele? Quase nada praticamente e mesmo assim agora estou morando com ele... — Ele é professor da Academia.

– Hum, se ele é professor então está a quatro quadras a cima da nossa. Vamos andar para lá até você encontrar a casa. — Ele começou a andar e eu o segui, logo andamos lado a lado e ficamos assim por um tempo. Os dois em silêncio.

– Hey... – Ele disse quebrando o silêncio

– O que foi?

– Tome cuidado ao sair...

– Não se preocupe comigo.

– Apenas não quero que você morra, idiota.

– Eu não vou morrer tão fácil. — Fiquei de cara fechada e ele também não sorriu mais. Admito que fui grossa, mas não quero que ele se preocupe comigo. Eu deveria mostrar, não só a ele, mas a todos, que eu sei me cuidar sozinha.

Andamos em silêncio por mais um tempo até que reconheci o caminho. Parei e disse:

– Obrigada, já sei o caminho daqui. — Ele parou e me olhou.

– Eu não me importaria em te lev ...

– Não a necessidade. — O cortei brutamente. O Rafa poderia acordar e eu não queria que ele encontrasse o príncipe. — Agradeço a ajuda.

– Não agradeça. Não é um favor, é uma troca. Eu te ajudei e você irá manter segredo sobre mim, lembra?

– Sim, eu me lembro. Não se preocupe com isso.

– Então, tchau.

– Tchau. – Sai andando em direção ao caminho da minha casa. Cheguei e por sorte não acordei o Rafa. Comi algumas bolachas e voltei a dormir. Aquela noite havia me cansado.

Notas finais
Meu triangulo amoroso