Notas iniciais
Hoje é véspera de natal ;3 Não preparei nada de especial, mas espero que gostem. OBS: Para representar os "pensamentos" da personagem, usarei as aspas com letras em itálico.

"Ouço vozes..." Abro meus olhos lentamente. Está claro. "Que saco, apaga essa luz!" Cubro meus olhos com meu braço direito. "Aliás, o que eu estou fazen..."

– Ela acordou. A Paciente nº 1 acordou! Chamem os enfermeiros, iremos começar os exames.- "Hã? Que exames? " Estou confusa. Ficar em um lugar desconhecido com pessoas desconhecidas, definitivamente não é agradável. Principalmente quando você não sabe sua situação ou a situação do mundo. Depois de me darem alguns remédios para dor, eles me disseram que eu tinha visita. Me ajeitei na cama e esperei por ela.

Dois toques na porta e ela se abre. Sem muita surpresa me deparo com o mesmo rapaz que eu vi antes de desmaiar. Ele não era tão alto, devia ter 1,75 de altura. Seu cabelo era curto e preto, seus olhos da mesma cor. Ele usava nesse dia calça jeans e um suéter azul marinho. Com certeza era muito atraente.

– Bom Dia Bela Adormecida, como vai? — Seus olhos me fitavam com um ar de preocupação e alívio

– Ah sim, muito bem. E você? — Disse sorrindo.

– Estou bem também. Bem, deixe-me apresentar — Ele sorriu — Sou Rafael, 27 anos. Professor e de hoje em diante seu mentor.

– Hããã? — "Ele não podia ter 27 anos, eu daria no máximo 20...Ou melhor...mentor?"- Eu provavelmente fiz uma cara bem estranha, pois ele sorriu.

– Desculpe, muita coisa aconteceu... você deve estar confusa. — "Você percebeu isso só agora, moço?" — Por que não saímos para almoçar? Você deve estar com fome. Ficou desacordada por doze dias...

– Doze Dias?!?!?! — Interrompi ele. "Como eu assim? Eu me lembro de tudo como se fosse ontem... Da besta, da menina, do meu braço..." Analisei então meu braço enfaixado, a dor era tolerável e ele parecia ter sido cuidadosamente limpo. Eu estava limpa...

– Ei, acalme-se. Vou te explicar tudo o que você precisa saber. Por hora, trouxe a pequena mala que estava com você. Troque-se, estarei te esperando lá fora. — E ele sai.

Eu precisava pensar. Mas antes deveria me vestir, aquele homem estava me esperando. Abri minha mala e percebi que ela estava da mesma forma que eu deixei. Tirei o avental do hospital e coloquei uma calça de cotton preta e uma regata. Lá fora parecia realmente frio. Mas eu não tinha agasalhos ou blusas de manga comprida para usar. Coloquei meu tênis e fui até a janela do quarto que se parecia com um hospital. "Onde eu estou?" Da janela, eu via prédios, carros e lojas. As poucas pessoas que eu via na rua, estavam bem agasalhadas. "Para fazer tão frio não devo estar em Jerask" nome de minha cidade natal.

Penteei meu cabelo e o deixei solto, ele repousava levemente sobre meus seios fartos. Logo guardei minhas coisas e sai do quarto com minha mala.

Encostado na parede ao lado da porta estava o Rafael. Ele segurava um casaco pesado e o estendeu pra mim. — Pegue, se você sair assim vai ficar doente. — Disse ele.

– Obrigada — Disse enquanto vestia o casaco. — Vamos?

– Sim. Por aqui... — Primeiro tive que assinar uns papéis de saída do hospital, depois fomos até o carro dele para guardar minha mala. — O que você prefere comer? Tem vários restaurantes aqui no centro. — perguntava ele.

– Onde estou?

– Ah sim, chamamos esse país de Garden. É do outro lado do mundo, comparando com Jerask.- Respondia ele enquanto andava em direção ao restaurante mais próximo. Eu o segui.

– Como eu vim parar aqui?

– Tenha paciência, estamos chegando...

Rafael entrou em um restaurante japonês. "Que bom gosto", penso enquanto tirava meu casaco. O lugar era bonito e confortável. Sentamos em uma mesa no fundo para que ninguém interrompe-se nossa conversa. Pedimos dois "Shoyu Lamen" e começamos a conversar.

– Antes de tudo — Eu disse — Acho que deveria me apresentar. Sou Karina, só Karina. Tenho 16 anos e sou emancipada.

– O que aconteceu com seus pais? — Perguntava ele. Eu não queria responder, mas ele me salvou. Não poderia negar nenhuma resposta para as perguntas dele. Essa seria minha forma de retribuição.

– Morreram a dois anos em um acidente de carro. — Eu disse, fria.

– M-Me desculpe... — Ele disse sem jeito.

– Não se desculpe. É passado. — Vejo o garçom chegar com nosso almoço. "Que rápido..." penso. "Espero que esteja gostoso também." Meu estômago roncava.

Comemos em silêncio por um tempo, até que ele parou e ficou me observando. Eu parei também, mas não por muito tempo. Minha fome era maior que meu desconforto. Já me sentindo satisfeita e incomodada com aquela situação, disse:

– Rafael, se não se importa, poderia me contar o que aconteceu?

– Ah, sim. Me desculpe. É que você me lembra muito uma pessoa. — Seus olhos agora estavam melancólicos...

– Oi?

– Nada não, me desculpe. — Voltando a ficar sério, ele diz: — Nossa situação atual é complicada...

Notas finais
Desejo a todos muita festa, comida e felicidade nesse dia !! Não se esqueçam que dormir de barriga cheia faz mal ;P Obrigada por ler, Lembrem-se de comentar sua opinião aqui embaixo e.e Bjks , teh