Roseiras

1 Brilho Negro


Notas iniciais
Porque essa continuação ficou na minha cabeça me atormentado a escreve-la...

espero que gostem dela...

Kissus Lyncis

Mesmo depois de sua segunda morte, eu não conseguia esquecê-lo. Ele sempre ficou comigo e eu sempre mantive a promessa que eu fiz antes de ele morrer. Sempre que via a rosa âmbar eu me lembrava dele. Não sei como aguentei por tanto tempo. Não sei o porquê de ele querer a morte e não a imortalidade. Isso ele jamais me contou. Não sei ao certo o que aconteceu naquela noite. A noite que sempre o angustiou.

Hoje, nove décadas depois de tê-lo perdido para a morte, eu decido fazer o que deveria ter feito no mesmo instante que ele. Depois de sua morte eu viajei o mundo, jamais voltado à minha fortaleza. Era doloroso demais chegar lá e não o encontrar. Passamos seis décadas juntos, mas foi o suficiente para marcá-lo na minha vida e na minha casa.

Entendia agora o porquê de ele sempre ficar na minha biblioteca, ele procurava um meio de morrer para que sua angústia fosse embora. E, como ele, eu fiquei dentro daquela biblioteca por meses e mais meses. Perdi a conta do tempo em que passei ali naquele local. Não era fácil se fazer o que eu queria, mas eu faria por ele.

Durante quase uma década eu tentei e não consegui. A angústia que ele sentia parecia ter sido passada para mim. Eu não queria mais viver e queria que a foice da morte cortasse meu pescoço de tal forma que não me deixasse escapar. Mas eu sabia que aquilo era impossível. Doce ilusão.

Quando me dei conta do tempo passado, fiquei surpreso. Um século sem ele. Um século inteiro naquela angústia. Um século inteiro de tristeza profunda a qual jamais eu consegui curar. Um século sozinho.

E, mais uma vez, eu me encontrava no nosso – não, eu jamais consegui dizer “meu” depois que ele habitou aquele lugar — jardim. Fora ali nosso último encontro. Fora ali que nos amamos pela última vez. Fora ali onde eu plantara milhares de roseiras brancas. Apenas para admirá-las como se fossem ele. E, entre aquelas roseiras, eu plantei a rosa de sua alma. Aquela cor de âmbar. A mesma cor de seus olhos, a cor de sua alma.

Pensei que não fosse florescer, mas estava errado. Mesmo passando uma década desde que não ia até aquele jardim.

Me assustei ao chegar próximo e ver que, entre as roseiras brancas, havia florido algumas em cor âmbar. Ele estava ali comigo eu sentia isso.

E eu não sei dizer como, e tentei mais uma vez e nem ao menos percebi o que tinha feito. Quando notei, já a tinha em mãos: diferente da dele, a minha era negra. Um negro que eu nem ao menos podia explicar.

Eu sorri. Sabia que agora poderia ficar com ele. Poderíamos ficar juntos e em paz.

Eu plantei aquela rosa negra junto às rosas brancas e ao lado das rosas cor de âmbar. Sabia que agora tudo ficaria bem.

Não tinha noção ao certo de quanto tempo teria, então apenas entrei em minha casa e fui em direção ao meu quarto. Algum dia, talvez, alguém invadiria minha casa e ficaria com tudo que tinha ali dentro. Eu apenas queria vê-lo novamente. Apenas me troquei e deitei-me na minha cama e ali fiquei. Não sei por quanto tempo, apenas esperei.

Abri meus olhos, mas, na verdade, nem lembrava tê-los fechado, e vi algo diferente. Não estava em um lugar conhecido e fiquei com medo. Não medo no real sentido da palavra, fiquei receoso. Não conhecia nada.

Mas tudo realmente parou quando eu escutei uma música vinda da grande casa. Eu não tinha conseguido escutar nada e, do nada, essa música começa a tocar.

Adentrei o lugar e, o que vi, me fez congelar. Novamente eu o via dançar. Ele dançava como se fosse apenas para uma pessoa, mas todos os presentes babavam. Eu apenas me sentei e fiquei a observá-lo com o coração disparado. Ele continuava lindo como sempre foi.

A criatura mais linda do mundo todo. Depois da apresentação ter acabado, eu sai e fiquei a esperá-lo. Queria saber qual seria sua reação ao me ver ali, mas ele não saia. Aquilo estava me irritando, por que ele não saia? Também não sei dizer, eu não tinha mais as minhas habilidade de vampiro, então apenas segui meus instintos e entrei no lugar. Ele estava sentado no palco olhando para mim, como se me esperasse.

-Pensei que você não fosse entrar... — ele me disse rindo e se levantou, vindo em minha direção.

Como da primeira vez em que nos beijamos eu senti o corpo dele quente. Mostrava que ele tinha vida.

Eu não sabia que lugar era aquele em que estávamos, eu apenas queria ficar com ele. Eu não sabia se iríamos reencarnar, o meu único desejo era ficar com ele, nada diferente disso. Rimos no meio do abraço e nos beijamos. Era bom sentir ele tão perto nos meus braços. E, acima de tudo, era bom saber que ele ainda me amava.

-Eu te disse que jamais iria te esquecer – e era como se ele lesse os meus pensamentos, mas que sina.

Eu o tinha de volta pra mim e era isso que importava.

Fim

Notas finais
Uhuuuuu... escrevi mais uma fic..."escrevi"? eu copiei a Ideia da Jiyuu_Chan... agradeço a ela por ter deixado eu posta-la aqui e por ter betado a fic...

A Sango..*(* por mais que não a conheça *)* obrigado pela capa da fic...

Espero que tenham gostado... e que me deixem um review dizendo o qe acharam...

Kissus Lyncis
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!