RoseGirl
1 Espelho, espelho meu.
Notas iniciais
O limite máximo de lançamento de cada capítulo será 1 semana.
"Espelho, espelho meu, existe no mundo alguém mais triste do que eu?"
Levantei-me, acordei em um templo:
-Merda, odeio quando isso acontece! — Peguei meu casaco e saí de lá.
Deixe-me me apresentar: Sou Alice, não sei o que sou, nem porque as vezes acordo misteriosamente em templos e igrejas. Certa vez, um monge me disse que eu corria perigo. E que se eu morresse o mundo ficaria confuso. E também disse... Que eu deveria estar morta.
Por causa deste pequeno erro da minha "querida" amiga Morte, eu fico exposta a perigos, e não posso morrer. Não devo. Porque? Eu não sei, mas minha voz interior me diz para tomar cuidado, por mim... E pelo resto do mundo.
Por causa disso, vivo viajando dimensão por dimensão. Sim, isto é perigoso, mas o que posso fazer?
Saí do templo, poucas pessoas me notaram, mas ninguém ousou me perguntar porque estava lá.
Voltei para casa, eu morava sozinha... Meus pais... Eles morreram... Eu deveria ir junto... Mas não aconteceu.
Minha vida é normal... tirando que eu posso morrer a qualquer instante, eu já enganei a morte, e se eu morrer... Eu não sei, nem quero descobrir.
No meu quarto havia um espelho, fiquei em frente a ele:
-Espelho, espelho meu, existe outro mundo tão estranho como eu?
Ouvi um barulho estranho e me afastei do espelho, que segundo depois se partiu em pedaços. Se eu ainda estivesse lá... Eu estaria morta.
-Começou?! — Disse uma voz por de trás de mim, uma voz masculina.
Me virei e dei de cara com aquela imagem, era um rapaz, pele bem branca, tão branca quanto seus cabelos, um dos olhos era azuis, o outro cor de mel, ele se vestia de modo estranho, como uma carta de baralho: O coringa.
-Quem é você? — Perguntei.
-Eu sou um Joker. Sou a sorte. — Ele fez um cumprimento amigável. — Eu estava passando por aqui e notei que sua alma era diferente.
-O que você é? — Lancei um olhar desafiador.
-Ora, ora, não seja tão rude. — O Joker olhou para os lados, parecendo notar algo errado.
-Algum problema? — Indaguei.
-Você enganou a morte?! — Ele me olhou surpreso. — Não sei como dizer isto mas... Você está encrencada.
-Eu sei disso!
-O que pretende fazer?
-Fugir.
-Você não pode fugir para sempre, a morte odeia ser enganada.
-O que eu faço? — Disse demonstrando uma leve preocupação.
-Eu posso te ajudar, mas isto terá um preço. — Ele disse, finalmente saindo do lugar em que estava.
-Que preço?
-Ainda não pensei, podemos deixar isto para depois. — Ele abriu um portal. — Venha comigo.
Entrei no portal enquanto olhava para trás: O quarto ficou escuro e por fim desmoronou.
-Muito obrigada! — Agradeci.
-Não foi nada. — Ele fechou o portal. — Vou ser seu guarda, estou curioso, a Morte parece estar muito irritada. Será legal confrontá-la.
-Você é louco, quer mesmo enfrentar a morte?!
-Os loucos são os melhores, ser imortal as vezes é chato, finalmente algo novo! — Ele deu uma risadinha ansiosa.
-Tudo bem, mas eu não quero morrer!!!
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