Rose is Red.
1 Único — You complete me.

A cor vermelha significa paixão, energia e excitação. É uma cor quente. Está associada ao poder, à guerra, ao perigo e à violência. O vermelho é a cor do elemento fogo, do sangue e do coração humano. Simboliza a chama que mantém vivo o desejo, a excitação sexual e representa os sentimentos de amor e paixão.
A menina doce menina era alegre e cheia de vida. Mas agora ela era uma mulher ou quase isso. Estava sentada naquela mesa de bar se sentindo inútil e usada, como sempre. Ninguém parecia perceber isso, um apenas olhavam para o sorriso — bem falso por sinal — sexy. Os homens a queriam, a desejam, sonhavam com o tipo de mulher que ela era. Ela é linda, gostosa e totalmente sensual, não tinha como olhar e não se sentir atraído, era quase uma Veela. Muitos ali estavam imaginando como aquela mulher de vermelho era na cama.
Vermelho.
Era a cor dela definitivamente. Os lábios delicadamente pintados de vermelho-sangue atraíam a atenção por onde ela passa-se, os cabelos ruivos também. Não eram ruivos como os da suas primas, algumas tinham cabelos vermelho-fogo, outras tinham um mais puxado para ruivo-morango ou ferrugem, mas ela tinha um tom de castanho estranho, não chegava a ser um ruivo, era castanho e quase vermelho. Quase.
Rose Weasley era uma mulher-objeto, não queria ser. Nenhuma mulher gostaria de ser algo assim. Mas sempre foi assim com ela, usavam e largavam quando achavam algo melhor. Eles encontravam o amor de suas vidas e ela ficava para trás. Sempre, sempre e sempre!
A primeira vez que isso aconteceu ela tinha apenas 15 anos. Seu primeiro encontro, seu primeiro beijo, seu primeiro namorado, sua primeira transa. Adam McLaggen. Sua mãe disse "Fique longe, deve ser um cretino como o pai!" Obvio que depois ela se desculpou, era a cara dela não xingar e nem falar mal pelas costas. Hermione Weasley não fazia isso. Mas a ruiva estava apaixonada, ele a tinha chamado para sair e era tão lindo! O cabelo bagunçado dele era tão sexy, a pele bronzeada e o cheiro de mar, o cheiro da brisa de verão que ela tanto gostava...
Mas ela quebrou a cara. Claro, ele era dois anos mais velho, logo iria se formar e ela era uma boba apaixonada. Ele a levou para cama e uma semana depois estava tudo acabado, assim sem mais nem menos. Nem um mês depois ele já estava namorando outra, Isabelle Nott. A linda e loira sonserina que arrancava suspiros por onde passava mesmo sendo uma vadia assumida. Como ele pode fazer isso com ela? Ele não sentia nada? Ele estava brincando com ela? Fazendo aqueles joguinhos idiotas que ela só via em filmes?
Estupida. Era isso que ela era. E ela não queria ser mais. Ela queria ser amada, desejada, linda... Ela queria ser como a Nott, queria o poder, queria qualquer garoto num piscar de olhos.
Então no sexto ano ela se tornou uma vadia. Ficava bêbada sempre que podia, ia ao maior número de festas privadas que podia, na verdade, ela que dava uma boa parte delas. Ela foi ao auge. Ela estava no topo.
As garotas odiavam ela, mas os garotos queriam ela.
Foi numa festa maluca que ela viu ele. Scorpius Malfoy. Um sonserino gostoso que ela queria e iria conseguir. Porque ela era Rose Weasley e conseguia tudo que queria.
O beijou. Passou uma noite com ele. Depois duas, e três, e quatro... E então perdeu a conta. E Merlin, ela estava querendo mais e mais dele. Mas ela não podia ter tudo. Pelo menos foi isso que sua prima Dominique disse, ela não ligou, é claro. Dominique era uma vadia. Não uma vadia fabulosa como ela, era uma vadia sem sal e maldosa. Era só isso que Dominique era. Maldosa.
Os garotos gostam de meninas más. Mas a loira era repugnante, toda descabelada, com espinhas e mal vestida. E o pior, era uma lufana. Urgh, alerta de perdedora!
Um belo dia no início do sétimo ano Rose percebeu uma coisa. Scorpius vivia olhando para uma ruiva. Que não era ela, obviamente. Era Lily Luna Potter.
Merlin, ela odiou aquele olhar que ele dava para ela. Ninguém nunca tinha olhado para ela daquele jeito. Ela sentiu inveja com só tinha sentido uma vez. Ela sentiu que ia ser trocada, de novo. Não que Scorpius fosse dela. Ela queria que fosse. Queria que ele olhasse daquele jeito para ela. Queria que ele só tocasse a mão dela e a abraçasse como se ela fosse frágil e delicada mesmo ela não sendo. Ela era má, fria, calculista, manipuladora. Uma vadia. E Lily era doce, inocente e tímida. Ela nunca mais poderia ser daquele jeito, Scorpius queria a Potter mais nova e mesmo com o poder que ela tinha, ela não podia fazer nada. Não pode. O amor deles era puro e frágil, ela não se atreveria e não atrapalharia.
Lembrou de como chorou num corredor vazio aquela noite. Sentiu-se inútil. Pensava que tinha decepcionado todos, sabia que tinha. Seu pai odiou o jeito que ela se portava mesmo que tirasse as melhores notas e ela sabia o porque daquilo, ele queria que ela fosse como a mãe mas ela simplesmente não podia. Porque a mãe era linda, uma boa mulher, uma boa mãe, era respeitada, esperta, doce e delicada como uma flor. Rose era uma flor que já tinha murchado, por que ninguém entendia que ela só queria ser olhada? Queria se sentir desejada, queria alguém que quisesse ela, que a amasse. Droga. Ela não queria ser uma vadia!
E também naquela noite ela conheceu o cara que a tinha feito sentar naquele bar. Era o tipo de garoto que ela tirava sarro; Nerd, tímido e estranho. Lorcan Scamander.
Com seu jeito todo encantador ele a consolou, disse que não importava o que tinha acontecido, ninguém merecia as lágrimas dela. Mesmo que ela fosse uma insuportável. Cantou uma linda música para ela e a fez dormir com um delicioso cafuné. No outro dia ela acordou já no seu dormitório só lembrando da voz doce e de olhos azuis não tão estranhos assim.
Bom, ele era loiro como todos os outros por quem ela já havia se apaixonado. Tinha olhos azuis que invadiam os pensamentos dela a todo — maldito — instante. Ela sempre tinha o achado estranho pra cacete, não sabia se era pelo nariz ou pelo maxilar torto. Ele era estranho e pronto! Porém depois deles ficarem amigos ela começou a reparar em cada detalhe dele. Em como ele ficava vermelho com tudo, em como ele contava piadas sem nexo, em como era ciumento tanto com ela como com sua irmã mais nova. Ela notou que os cabelos dele tinham um tom areia de praia, não eram platinados como os do Malfoy ou amarelos como do McLaggen. Ela parou aflita quando percebeu o que estava acontecendo, estava se apaixonado e mal tinha beijado ele! Ela já tinha beijado o irmão dele, Lysander, que mesmo tendo um nome muito gay não era nada gay.
Um belo dia enquanto estudavam na biblioteca, ela o beijou. Sim, ela simplesmente tacou um belo beijo na boca dele que ficou vermelho como um tomate. Mas correspondeu. E isso era bom, certo? Errado! Ela estava completamente apaixonada depois daquilo, mas seu coração caiu em pedacinhos uns minutos depois. Quando ele disse que ela não podia brincar com os sentimentos das pessoas, que ela não podia beijar todo mundo quando bem intendesse, que ela era uma vadia insana e que ele gostou dela por seis longos anos e quando finalmente a tinha deixado de lado porque viraram amigos e ele viu que nunca daria certo. Então ele contou que estava namorando há uma semana. Maldito, custava ter dito a ela? ELE ESTAVA NAMORANDO. E DROGA, ELA ESTAVA CHORANDO NA FRENTE DELE E NO MEIO DA BIBLIOTECA DEPOIS DE TE-LÓ BEIJADO! Respira fundo garota, você é fabulosa e nem isso vai te destruir.
— Posso pelo menos saber que é? — Ela disse num fio de voz, já havia se recuperado da crise de choro humilhante.
— Acho melhor não... — ela o olhou com raiva e ele engoliu em seco — Eu estou namorando um garoto Rose. Eu estou namorando o Louis...
O mundo dela desabou. Completamente, definitivamente. Ele era gay. Um gay que namorava seu primo. Ela deve ter colado chiclete na barba de Merlin ou jogado um feitiço do dente-torto em Morgana. Como alguém pode ser tão azarada assim?
Então voltamos ao ponto principal. Rose estava sentada no bar, sendo alvo de inveja e desejo. Ela gostava de ser observada, de ser o centro das atenções. Mas dessa vez ela só queria beber, transar com um desconhecido e esquecer de tudo por pelo menos uma noite. Observou um belo moreno de costas largas e ombros rígidos, olhos verdes não muito escuros mas com certeza não eram claros, talvez sejam castanho-mel. Um castanho estranho. Assim como seu cabelo.
Ela se aproximou dele e sorriu.
Ele a observou. Era quente, sexy e vermelho. Ele via vermelho em tudo nela. Nos cabelos, nos lábios, no vestido. Ele gostou do que viu. Sorriu também e a puxou para um beijo. O que era uma noite de diversão se tornou algo mais. Porque ela viu ele a olhando como ninguém nunca a havia olhado antes. E ele viu nela algo que faltava nele. Eles se conectavam.
Ela era como o fogo. Quente, viva e explosiva. Ela transbordava vermelho; O Vermelho é a cor da paixão e do sentimento. Simboliza o amor, o desejo, mas também simboliza o orgulho, a violência, a agressividade ou o poder.
Ele era como a água. Transparente, puro e ingênuo (ou nem tanto). Ele transbordava azul. O Azul é a cor do espírito e do pensamento. Simboliza a lealdade, a fidelidade, a personalidade e sutileza. Simboliza também o ideal e o sonho.
Eles se completavam como ninguém. Hoje em dia Rose é conhecida como a mulher dele. Rose Weasley-Finnigan.
Ela se lembrava do passado. Ele também. Ela só queria os loiros mulherengos que não a mereciam. Ele só queria estudar e nunca se apaixonar. E olha só. Ela se casou com o primeiro moreno por quem se apaixonou. E ele saiu pela primeira vez em muito tempo e se apaixonou pela primeira mulher que viu.
Irônico, não é? Eles eram opostos. Água e fogo. Azul e vermelho. Calmaria e tempestade. Ele era sutil, ela era agressiva. E Merlin, eles se completavam!
And I'll get on my knees
I'll give you all of me
If you'll never leave my side
Because
You love me
You complete me
You hold my heart in your hands
And it's okay cause I trust that
You'll be the best man that you can.
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