Rose e o Cara
11 Capítulo 11
Notas iniciais

Entramos no apartamento completamente encharcados, molhando todo o chão por onde passávamos, joguei meus sapatos em um canto qualquer junto com a bolsa.
— Apartamento legal! – ele olhava ao redor com admiração no olhar – E grande.
— Valeu, pode se sentar no braço do sofá se quiser, ah e pode tirar a camisa, vai pegar um resfriado, vou pegar uma toalha pra se secar.
Andei em direção ao meu quarto e olhei para trás, ele tirou seu paletó e camisa e os colocou no chão. Parei na metade do caminho repensando se deveria buscar a toalha, decidi que não, poderia ser mero egoísmo, mas gostava de vê-lo assim e queria ver muito mais.
Corri ao meu quarto e arranquei meu vestido com dificuldade, estava molhado e grudado ao corpo, mas consegui depois de quase rasgá-lo. Olhei-me no espelho, eu estava um completo desastre, minha maquiagem estava borrada e meu cabelo uma bagunça, me penteei rapidamente e removi toda a maquiagem do meu rosto, vasculhei minhas coisas a procura de algo interessante e encontrei minha lingerie rendada verde esmeralda da Victoria’s Secrets, a vesti conferindo se tudo estava em ordem.
Saí de meu quarto caminhando lentamente, tentando mover os quadris, mordendo meus lábios e estufando o peito, ele ainda estava sentado no braço do sofá, de costas para mim.
— Rose, você demorar muito, eu to conge...Nossa! – parei em sua frente, ele abriu a boca e a fechou algumas vezes olhando para cima sem saber o que dizer. E não disse.
Seus lábios úmidos tocaram minha barriga suavemente, suas mãos ágeis percorrendo por minhas coxas, fechei meus olhos arfando, deixando me levar pelas sensações provocadas por seu toque quente, seus lábios distribuindo beijos pela minha barriga, descendo, descendo, ele sabia onde me beijar e como beijar, mordi meus lábios com força segurando um grito, minhas mãos bagunçando seus cabelos úmidos.
Meu coração batia tão rápido, descompassado, suas mãos firmes subindo e descendo por minha cintura com força, ele se colocou de pé, seus olhos negros, escuros de desejo, em seus lábios um sorriso torto malicioso quase perverso provocou arrepios em meu corpo, queria senti-lo mais, percorri vagarosamente minhas mãos por seu peito nu, por suas costas deslizando até sua bunda.
Ele me beijou com urgência, seus lábios intensos esmagando os meus com certa fúria, seus dedos deslizando em meu corpo, o calor de sua pele contra a minha deixando meu corpo em chamas, minhas mãos agarraram seu pescoço o trazendo para mais perto, senti o fecho de meu sutiã sendo aberto com dificuldade enquanto ele mordia meu lábio, naquele momento nada mais no mundo importava, éramos apenas eu e ele, apenas nós, não havia tempo, não havia certo ou errado, não havia preocupações, não havia nada além de nós, além de suas mãos apalpando meu corpo, nada além de seus lábios em meu pescoço me fazendo esquecer completamente de como se respirava, não havia mais nada além do som de seus gemidos baixos, nada além dos beijos percorrendo por meu peito, dos seus lábios em meus seios gerando ondas elétricas por todo meu corpo.
— Onde fica o seu quarto? – indagou procurando ar colando sua testa na minha.
Eu sorri mordendo os lábios, arfante e peguei em suas mãos o guiando pela casa até meu quarto.
Suas calças estavam jogadas em um quanto qualquer e ele estava de pé de costas para a cama enquanto eu beijava seu peito subindo para seu pescoço o empurrando para que caísse sobre a cama. Fiquei sobre ele distribuindo beijos por seu corpo descendo por sua barriga, seus olhos se fecharam e de seus lábios saiam gemidos baixos, suas mãos agarraram os lençóis quando me ocupei em uma parte em particular, — uma bela parte a propósito, não era um Jacques, mas muito melhor que um Pierre -, voltei a seus lábios com voracidade passando minhas pernas ao seu redor então ele rolou na cama ficando sobre mim.
Meu corpo queimava, febril e ardente, seus toques me afastavam de qualquer pensamento racional, minha cabeça pressionada contra a cama, minhas mãos arranhando suas costas e pensei que a qualquer momento meu coração iria explodir, enquanto seus lábios exploravam cada centímetro do meu corpo, aquela altura eu já não respondia por mim mesma, o puxei para um beijo desesperado como cada célula do meu corpo necessitasse daquilo, de seu toque febril, de seus beijos, como se não pudesse viver sem suas mãos envolvendo meu corpo, sem os sons de nossos gemidos inundando o quarto.
Observei seu corpo nu sobre o meu desejando gravar aquela bela cena eternamente em minha mente.
Simplesmente não podia mais esperar, precisava senti-lo, como um desejo me consumindo e queimando por dentro. Movimentei meu corpo, empurrando meu quadril para mais perto dele.
— Tem certeza? – me olhou receoso.
Eu apenas ri num suspiro quase incrédulo e mordi seu lábio
— O que acha? – esmaguei sua boca na minha e o senti finalmente se colocando dentro de mim lentamente, quase torturante.
Acelerou seus movimentos, nossos corpos unidos perfeitamente, seu corpo se movendo sobre o meu, ele me possuía de forma tão intensa e indescritível, soltei um grito ofegante, agarrando suas costas, me senti extasiada, acima das nuvens, cada parte de mim desejava por mais dele, pelos seus toques delirantes, por seus beijos urgentes, eu não podia respirar, fechei os olhos e me agarrei aos lençóis quando uma onda elétrica percorreu meu corpo, como fogos de artifício na noite de Ano Novo, como se meu corpo se desmanchasse sobre o dele eu flutuava numa onda de prazer inigualável, me contorci arranhando seu peito naquele frenesi prazeroso. Logo depois o ouvi gemendo de olhos fechados, seu corpo tremendo e desabando sobre mim.
Ficamos ali, apreciando aquele momento, apreciando aquele turbilhão de sensações.
Sinto seus braços me trazerem para mais perto dele e o abraço repousando minha cabeça em seu peito.
— Você é perfeita – murmurou e beijou minha cabeça.
— Não, não sou – levantei a cabeça olhando em seus olhos.
— Isso foi muito especial pra mim – sussurrou em meu ouvido provocando arrepios em meu corpo ainda excitado então o beijei delicadamente sem nenhuma urgência.
— Estou faminta, quer comer algo? – perguntei mudando de assunto e saindo da cama alcançando meu robe de seda branco no cabideiro.
— É, pode ser – disse confuso.
— Certo, vou buscar pra comermos, quer beber algo? – recostei-me no batente da porta.
— O que você tiver está bom pra mim – sorriu.
Sorri de volta e fui até a cozinha preparar algo, meu estômago reclamava por comida, optei por uma rápida pipoca de microondas e dois copos de refrigerante. Audrey dormia sobre o sofá da sala ronronando baixinho e acariciei sua cabeça.
Quando ouvi o bip do microondas peguei o pacote ainda quente e joguei tudo em um balde de pipoca, levando para o quarto quase derrubando tudo no meio do caminho.
— Droga! – esbarrei meu ombro na quina da parede o arranhando.
— Precisa de ajuda aí? – ouvi a voz dele do quarto.
— Eu to bem, eu to bem – me recompus e voltei para lá.
Entreguei o balde e o copo de refrigerante a ele e me acomodei na grande e confortável cama de casal.
— Pipoca, vamos assistir algo?
— O que você quiser! – dei um gole em meu refrigerante — Foi um bom garoto essa noite – mordi meus lábios enquanto olhava em seus olhos.
— Quer saber – aproximou seu rosto do meu – Eu nem quero assistir nada mesmo – engoli em seco, meus lábios entreabertos desejavam os dele mais que qualquer coisa.
— Eu nem to com tanta fome – coloquei meu copo sobre o criado mudo e ele fez o mesmo com seu copo e a pipoca.
— Eu adoro pipoca fria.
— Eu adoro refrigerante quente – ele sorriu maldoso, um sorriso que me fazia perder a razão.
Afinal a noite estava apenas começando.
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