Rose, bem-vinda a Hogwarts!
2 Do trem ao barco.
Notas iniciais
– Aquele era Scorpius Malfoy? – perguntou Alvo, se aproximando de mim.
– Obrigada, você também está muito bonito de uniforme! – retruquei “ofendida”.
– Desculpe! – ele disse – você está linda nesse uniforme, porque bonita você já é! – respondeu ele e eu não pude evitar pensar “meu primo é um cavalheiro”.
– Obrigada Al! – agradeci – e respondendo sua pergunta, aquele era sim Scorpius Malfoy. Esbarrei com ele quando ele entrava em sua cabine. – respondi.
– Porque raios você estava na cabine dele? — perguntou ele atordoado.
– Por favor, Alvo! Eu não estava na cabine dele! Eu estava passando e esbarrei nele! – respondi já um pouquinho estressada. Espiei para ver se Lisa e Tiago ainda estavam conversando, mas vi que Tiago estava sozinho. Entrei.
– Está bem! Desculpe! Eu só não tinha entendido direito, não precisa se estressar! – ele respondeu apressado.
– O que aconteceu? – perguntou Tiago, e como eu não respondi ele virou-se para Alvo, que disse.
– Rose esbarrou com Scorpius Malfoy na cabine dele.
– Você o que? – perguntou Tiago confuso.
– Affs Alvo, você não tem jeito mesmo! Não foi bem isso! – falei dirigindo-me agora a Tiago — Eu estava andando pelos corredores e estava distraída, então eu esbarrei no Scorpius quando ELE estava entrando na cabine dele! E nós estávamos conversando quando o Alvo saiu do banheiro. Ele voltou para a cabine dele e o Alvo foi extremamente grosso comigo! Interrogou-me até aqui! Parece o papai! – falei irritada.
– Hmmm, entendi. – e lançou um olhar significativo para Alvo, que amarrou a cara. – Rose, você está muito bonita de uniforme!
– Obrigada Tiago! – disse abraçando-o. Eu pretendia perguntar a ele sobre a sua “amiga”, Lisa, mas nesse momento o trem parou e o pessoal se agitou nas cabines. – Não podemos ter chegado ainda! Com certeza estamos perto, mas é impossível que tenhamos chegado!
– Calma Rose! Deve ser o Hagrid.
– Hagrid veio no trem? – perguntou Alvo, tirando as palavras da minha boca.
– Não, mas ele deve estar fazendo algum concerto na linha, faz 500 anos que elas precisam de uma reforma! Esses trilhos têm milhares de anos! – disse ele rindo.
– Hmmm, é. Você tem razão. – concordei mais tranquila.
– E então, ansiosos? – ele perguntou com o sorriso maroto que herdou do pai, e é claro, do avô.
– Muito! – respondemos, eu e Alvo, em uníssono.
– Não se preocupe Rose, você vai se dar bem, é uma Weasley! – encorajou-me. – E você Alvo, espero que vá para a Sonserina! – disse ele, caindo na gargalhada.
– Cale a boca Tiago! – respondeu Alvo, fingindo estar irritado, então todos nós começamos a rir. – Eu sei que você me ama maninho! – e deu um beijo na bochecha de Tiago, que o empurrou e limpou o beijo rapidamente, disse:
– Não brinca com isso Alvo! Pega mal hein?!? – ele disse irritado. Eu tentei, mas não segurei o riso.
Cinco minutos depois o trem, finalmente, parou na estação de Hogsmead. Eu, Alvo e Tiago esperamos os outros alunos descerem e saímos. Os alunos do primeiro ano, sem os malões, que seriam levados depois. Quando descemos do trem eu e Alvo simplesmente congelamos. No alto do monte, ao longe, havia um castelo, que eu julguei ser a escola, com as luzes apagadas, exceto as de uma grande sala, que deveria ser o salão principal.
– Bem-vindos à Hogwarts. Vejo vocês no salão principal. – sussurrou Tiago para nós e foi tomar a carruagem.
Eu e Alvo seguimos mais a frente, para os barcos, onde Hagrid já nos esperava pronto para partir. Deu as primeiras instruções e embarcamos todos. Eu e meu primo nos sentamos no primeiro barco, apenas com Hagrid, que nos encheu de abraços e beijos ásperos, mas não o culpei, fazia realmente muito tempo que não nos víamos.
– Tudo bem Hagrid? – perguntei me sentando
– Tudo ótimo Rose! E você Alvo, como cresceu! Estão prontos?- ele perguntou empolgado.
– Estamos sim – respondeu Alvo e eu apenas assenti.
– Vamos então!
Partimos rumo ao castelo no alto. Se de longe ele era magnífico, nem queria imaginar de perto!!!
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