Rose Marry
4 Capítulo 4
Levantei as 09h30min fiz meu ritual matinal e fui ver se tinha alguma roupa pra ir ao Show e uma roupa pra ir ao teatro amanhã, e fui correndo ver se minha declaração estava pronta. Sarah disse que tinha que terminar, estava quase pronta. Disse que ia dar uma volta e passava lá pra buscar. Fui olhando as roupas das lojas ali perto, e nada me agradava, passei quase uma hora fazendo isso e voltei. Graças a Deus minha declaração estava pronta. Almocei por ali mesmo, rodei mais um pouco até dar umas 15h, depois fui ao Ateliê. Como estava meia hora adiantada, Anitha ainda não tinha chegado então fui lá vistorias as roupas baphonicas do meu lindo emprego. A maioria eram vestidos de Gala, tinha uns Channel originais, costurados a mão, raridades.
Eliza?
Oh- tomo um susto- Oi, Anitha.
Podemos ir?- ela pergunta
Claro!
Fomos até a elegante sala, onde foi nossa entrevista, mas dessa vez ela parou na porta
Hoje quem vai conversar com você é a Senhora Louis, ela é a proprietária do Ateliê. Boa Sorte
Obrigada.
E ela sai, com um olhar caloroso, parecia que precisaria mesmo de sorte.
Bato na porta,e a Senhora Louis me manda entrar. Abro a porta e um cachorrinho começa a latir.
sshhhhi, silêncio Peter.
E Peter se calar, ela me mandar sentar e fica me observando enquanto faço o que ela me pediu. Ela me lembrava alguém, quem eu não sabia. Olho pra Peter e lembro que foi com ela que esbarrei outro dia.
- Bom não me interessa muito onde você esta se formando, só quero que faça tudo corretamente, não tolero muito atrasos de funcionários e de meus produtos e das coisas que preciso. Também coordeno uma revista de moda, então a maioria das roupas que divulgo são produtos da minha linha. Peça a Anitha pra te dizer o que você irá fazer.
- Sim senhora.
Levanto-me, e noto que ela esta me olhando da cabeça aos pés.
-Foi você que costurou esse – ela faz uma pausa- Vestido?
-Sim, Senhora Louis.
Então ela começa a mexer nos papeis que estão em cima da mesa e eu me retiro de sua sala. Anitha aparece na mesma hora que fecho a porta, pede os papeis que tinha dito pra eu trazer.
-Como foi?
- Ela não perguntou nada, só falou e eu sabiamente escutei.
- Então foi normal. Você começa na segunda as 13h.
- Ok, Obrigada. Até segunda.
Saio de lá, e assim que a porta se fecha nas minhas costas eu me lembro com quem ela se parece: Miranda Priestly, de O Diabo Veste Prada.
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O show foi incrível, não dava pra descrever o quanto foi bom. Nunca me diverti tanto, o T.O.P veio na nossa direção muitas vezes e eu quase desmaiei, cantei em coreano as partes que eu sabia e todas as partes em inglês. Foi tão... tão... Tudo. Quando o Show terminou estava indo pra saída quando a Jess me segura pelo braço e me leva na direção oposta:
- Pra onde você esta me levando?
- Surpresinha de ultima hora.
- O que?
E entramos pelos corredores, onde nenhum segurança nos barrou, olho no pescoço dela um passe livre.
-Onde conseguiu isso?
- Depois te conto. Chegamos.
Na porta estava escrito: Camarim BIGBANG. Em Coreano e em Inglês. Arregalo os olhos e olho pra Jess que já esta abrindo a porta.
-Ai meu Deus, socorro.
Eles são super simpáticos, tiram fotos, conversam, dão autógrafos e eu ganhei o boné que o G-Dragon usou no show, o que me faz quase passar mal. Jess super solta, como se os conhecesse há anos os convidam para verem a peça que estreará amanhã, eles agradecem, nós agradecemos e fomos pra casa.
Eu ainda estava incrédula, não conseguia digerir o que tinha acabado de acontece. Dentro do táxi, comecei meu interrogatório.
Pode ir soltando tudo.
Bom- ela está sorrindo- eu os conheci há uns dois anos, quando a produção deles pediu pro Phil fazer um clipe, e eu estava na equipe. Acabei simpatizando com o pessoal da produção coreana e com alguns dos meninos, e fim.
Mas isso é incrível.
Eu sei.
Como não me contou isso antes? Assim q cheguei à sua casa?
Porque eu sabia que eles fariam um Concerto por aqui, e queria que fosse surpresa.
Pode ter certeza eu estou muito, muito surpresa.
Chegamos em casa, e eu não consegui dormir fiquei acordada até umas 3h da manhã, com o boné na cabeça. Estava pensando em colocar em uma cúpula com raios lasers e alarmes. Ninguém tocaria nem com a minha permissão. Quando acordei era uma da tarde, Jess tinha saído para ficar no teatro ate quase tudo estar pronto. Almocei, fiz minhas unhas, comecei a pensar no que iria vestir pra peça, porque logo depois teria uma comemoração. Liguei pra casa, contei as novidades sobre o emprego, o Show e sobre a peça de hoje, mas minha mãe disse que não poderia ficar pendurada no telefone por mais tempo e então eu desliguei. Tentei ligar pro Adrian, mas nada. Chamava até cair na caixa postal e na terceira tentativa o celular estava desligado. Acho que ele estava ocupado.
Aporta se abre e Jessy entra com duas caixas enormes nas mãos, eu me levanto eu vou ajuda-la.
O que é tudo isso?
Presentes.
De quem?
Um do Phil e um do Mark.- Colocamos as caixas no sofá- O do Mark é pra você. É a caixa vermelha.
Pra mim?
A caixa tem uma fita preta acetinada, comprida e tem um palmo de altura. Tiro a fita e abro a caixa. Um vestido preto, longo, justo na cintura e dali pra baixo todo solto, com um decote generoso nas costas. Lindíssimo.
- Jess, Isso... É Lindo.
- Ahaam, olha o meu também
O dela era um goiaba bem clarinho todo de renda ate o pé, o forro ia até metade coxa. Justo ate o quadril e ia folgando. Tão lindo. Tão delicado.
-Jess, estou sem palavras.
-Eu também.
Começamos a nos arrumar, fiz um penteado em Jess meio solto meio preso. Depois fiz um em mim, um coque com duas tranças laterais meio bagunçadinho. E coloquei o magnífico vestido. Assim que retiro da caixa um papelzinho cai de dentro:
Um presente para a mais nova designer do pedaço. Mark
Jess aparece na minha porta:
Você também tem um?
Tenho. O que diz no seu?
Para a minha fiel escudeira. Surpreenda-me, Phil. E no seu?
Um presente para a mais nova designer do pedaço. Mark.
A cara dele escrever isso.
Você esta linda, ta arrasando nesse vestido.
Obrigada-ela ri — E você esta deslumbrante, Mark acertou no vestido.
O táxi buzinou. Calçamos nossos sapatos, peguei minha carteira de mão e descemos.
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A peça foi muito bem dirigida, sem erros. Foi quase um musical. Quase porque a atriz cantou umas duas musicas só. Humor na dose certa, e seus dramas que quase me fizeram borrar o make todo. Foi aplaudida de pé por quem assistiu. Partimos pra festa quase uma hora depois do término, Phil foi dar entrevista junto com a Jess. Posaram pra fotos e mais fotos até finalmente sairmos do teatro.
Fomos pra cobertura de alguém, que logo depois eu descobri que era a casa de Mark. A decoração estava de parabéns tudo de dourado com branco, bem organizado. Músicas clássicas tocando, pessoas conversando.
Fantástica essa cobertura do Mark né?
O QUE? Muito linda, e de frente pro rio.
Desculpe não poder ficar muito tempo com você, mas sempre que tiver brechinhas como essa eu te procuro.
Tudo bem, essa é uma grande noite.
Obrigada por entender.
No mesmo instante que ela sai, meu telefone toca. Adrian.
-AMOR – eu praticamente grito- por onde você andou? Estava preocupada.
- Está tudo bem. Como você esta?
- Estou bem, consegui um emprego. Fui ao show da minha banda favorita e agora estou na festa de estréia da peça que a Jess ajudou a produzir.
- Isso é bom. Tenho que te falar algo, que não é muito fácil sabe?
- O que aconteceu?
- Liz, olha... eu... Não posso mais continuar sabe? Eu... Você... Nós. Nós estamos muito longe, não só fisicamente, mas nossos corações estão longe. Não queria ter que fazer isso por telefone mas... Eu não aguento mais essa distância. Eu sinto muito, mas acabou.
Fico sem palavras. As lagrimas escorrem freneticamente, eu saio e vou para um canto distante perto da piscina.
-Liz?
Engulo o choro, pra não demonstrar que estava chorando.
- Se ia terminar comigo, porque me pediu em casamento? POR QUÊ?
- Eu não achei que fosse aguentar ficar tão longe de casa, por tanto tempo. Pensei que voltaria logo. Eu ainda te amo, mas não dá mais. Não poderei ir para Nova York esse ano, estou sondando uma promoção e...
- Fique com seu amor e sua promoção e se case com os dois. Não me venha com desculpas, sabe que odeio isso em você, vive com desculpas. Não foi a mais nenhuma conferencia de família, mal me mandava mensagens, não me ligava. Vá pro inferno idiota. — Desliguei o telefone.
Assim que desligo, ele toca de novo, Adrian. Desligo o meu aparelho. Fico olhando pro rio e as pessoas que estavam passando lá em baixo, enquanto tentava me recuperar para passar entre as pessoas e ir pra casa. Respiro fundo e começo minha jornada pra sair da casa de Mark, tive que sorrir pra algumas pessoas, mas não parei pra dizer nada. Quando estava entrando no elevador esbarro em quem estava saindo e caio.
- Me desculpe — ele diz.
Mas em vez de responder eu derramo algumas lagrimas. Ele me ajuda a levantar. Seco as fujonas com as mãos. E quando levanto meu olhar, vejo o bonitão do parque.
Você se machucou?
Não. Esta tudo bem. Eu não olhei de novo, desculpe.
Lembrou de mim?
Sim. Olha eu realmente tenho que ir. — e outra lagrima me escapa.
Então eu saio logo para que ele não veja mais das minhas lagrimas caindo, mas em vez de entrar na festa, ele simplesmente entra no elevador comigo. O que me deixa muito nervosa, porque será quase impossível segurar o choro. Fico olhando pro lado oposto do dele ate o térreo. Quando abro a porta do prédio e vou chamar um táxi, ele me segura pelo braço e sai me arrastando até um carro, que possivelmente era dele. Estava tão fraca pra lutar que me deixei ler levada pra onde quer que ele esteja me levando. Ele abre a porta e cuidadosamente me coloca lá dentro. Fico olhando pela janela, pensando e chorando. Não queria chorar. Quando minhas lagrimas finalmente me dão trégua ligo meu celular de novo. 37 chamadas de Adrian. Voltou a chorar. Olho o Facebook pra excluí-lo de lá vejo uma foto dele com Amanda, minha arquirival. Fico petrificada, muitas informações pra uma noite só. Seguro a vontade de jogar meu celular pela janela. Quando começo a recuperar levemente minha consciência vejo que estamos chegando ao Central Park. Olho pro cara que esta dirigindo silenciosamente.
Oi – ele está um pouco sem jeito.- Eu não cheguei nem a me apresentar. Sou Patrick Louis.
Oi – Isso é tudo que consigo dizer.
Quer falar sobre o que aconteceu?
Não.
Estava sendo muito rude com quem praticamente me salvou. Ele me leva pra dar uma volta, mas eu começo a chorar no meio do caminho, e quando eu vejo estou abraçando meu acompanhante e borrando toda a camisa branca de rímel. Ele calorosamente, retribui meu abraço. Me dando o conforto que precisava naquele momento. Fiquei ali uns 20 minutos chorando, até pedir pra ir pra casa.
-Muito obrigado, Senhor Louis.
- Pat, por favor. E por nada.
- Me mande a conta da lavanderia — aponto pra camisa.
-Não esquenta — ele da uma piscadinha.
E vai embora. Subo e me deito na minha cama, procuro meu celular, mas não o encontro, choro mais um tempo e acabo dormindo.
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