Rose E Scorpius - Revenge
9 O segredo de Megan Malfoy
Notas iniciais
Rose acordou sobressaltada e assustada. Já não bastava ter deixado Scorpius a beijar, agora também tinha de sonhar com ele? Levantou-se da cama silenciosamente e desceu até ao salão comunal da Gryffindor, sentou-se numa poltrona e ficou pensativa a olhar para a lareira.
Toda aquela situação estava a deixá-la louca, primeiro o beijo e depois aquele sonho. Fechou os olhos e deixou a sua mente relembrar o pesadelo que a fizera acordar daquela forma:
Scorpius e Rose estavam a correr por uma floresta enorme, cheia de árvores altas e flores das mais variadas cores. Scorpius chamava o seu nome, mas ela só ria alto e corria mais velozmente. Poucos segundos depois, o loiro conseguiu finalmente apanhá-la e rebolaram pela grama enquanto riam alto. Quando finalmente pararam, Scorpius estava deitado por cima da ruiva olhando-a de uma forma muito intensa. Então, ela colocou os braços em volta do pescoço dele acabando com os poucos milímetros que separavam a sua boca da dele. Beijaram-se apaixonadamente durante longos minutos até que ouviram o barulho de um trovão e afastaram-se rapidamente.
O cenário tinha mudado, agora encontravam-se deitados no chão frio de um dos corredores de Hogwarts. Ouviram uma gargalhada maldosa e logo levantaram-se à procura da origem do som. Era Evanna.
– Scor querido, fizeste um ótimo trabalho. — ela disse soltando gargalhadas que fizeram Rose estremecer.
– Eu sou um grande ator — ele olhou Rose com desdém e aproximou-se de Evanna beijando-a intensamente e com tal ferocidade que Rose pensou que eles iam transar alí mesmo à sua frente.
Percebendo que eles estavam demasiado ocupados e sentindo que tinha sido enganada por Scorpius, começou a se afastar. Mas, Scorpius, que ouviu os seus passos, virou-se na sua direção com a varinha em punho e a última coisa que ouviu foi uma gargalhada malvada e duas palavras saírem da boca do garoto: "Avada Kedavra"
Rose estremeceu ao relembrar aquele sonho, primeiro por lembrar-lhe o acontecimento na sala precisa e segundo porque a ideia de Scorpius a puder matar assustava-lhe imenso. Ele não seria capaz disso, seria?
Respirou fundo e levantou-se. Atravessou o retrato da mulher gorda que reclamou por ela estar a acordá-la aquela hora. Não era tao tarde assim, passava pouco da meia noite, mas toda a gente já estava a dormir, até as figuras nos retratos.
Pegou a sua varinha e sussurrou Lumos. Ficou andando pelos corredores em direção aos jardins de Hogwarts, precisava de apanhar ar fresco, olhar para as estrelas e sentir a brisa fresca da noite.
Quando andava por um dos corredores, viu dois vultos saírem de dentro de uma sala de aula e beijarem-se. Os seus olhos arregalaram-se com o que via. Eles eram namorados? Não podia ser, eles nem se falavam...
– Megan? — chamou chocada e a loira soltou-se rapidamente do garoto.
– Rose? — a Malfoy e o moreno disseram ao mesmo tempo, em choque por terem sido apanhados. A ruiva aproximou-se mais deles, podendo ver o rosto do garoto com clareza.
– Vocês namoram? — questionou, embora já soubesse a resposta. Nunca tinha imaginado tal coisa. Será que Scorpius sabia daquilo? Provavelmente não.
– Sim — o garoto respondeu olhando para a loira. Rose não conseguiu deixar de sorrir ao ver a forma como eles se olhavam. Gostava que algum dia alguém a olhasse assim também.
– Tu não podes contar a ninguém, Rose — pediu Megan aproximando-se da Weasley — Promete, por favor — quase implorou. A ruiva podia ver o pânico nos seus olhos e ela sabia o porquê. A sua família nunca iria aceitar aquele namoro.
– Eu não vou contar — ela sorriu fraco e viu os dois namorados olharam um para o outro aliviados — Vocês ficam muito bem juntos, eu espero que sejam muito felizes — ela afirmou sentindo feliz por eles. Lá por ela não ser feliz, não significava que não queria que os outros fossem. E eles mereciam...
– Obrigado, Rose — disse o moreno sorrindo para a garota. Rose acenou com a cabeça, virou costas e foi em direção aos jardins.
(...)
Os dias passaram-se rapidamente enquanto Novembro ia embora e chegava o mês de Dezembro. Os lindos jardins de Hogwarts ficaram todos cobertos de neve e os alunos adoravam passar os tempos livres a fazer bonecos de neve e guerras de bolas de neve.
Depois de quase 2 semanas sem se falarem, Scorpius perdoou os seus amigos e os três sonserinos voltarem a atormentar a Weasley. Havia dias que Rose so queria fechar os olhos e nunca mais acordar, mas tentava manter-se forte. Afinal, ela era uma Gryffindor.
Era fim de semana e quase todos os alunos tinham ido a Hogsmeade, mas Rose não. A ruiva tinha decidido ficar na biblioteca a estudar Defesa contra as artes das trevas. Quando estava a andar entre as prateleiras enormes de livros, deu de caras com o Malfoy. Baixou a cara, fingindo estar a ler um livro e passou por ele. Infelizmente, o loiro tinha-a visto.
– Então Weasley, já não se cumprimenta os amigos? — ele perguntou com um sorriso sarcástico no rosto.
– Nós não somos amigos — ela quase cuspiu as palavras. Estava com raiva dele, mas sobretudo nervosa por estar sozinha com o loiro.
– Não somos amigos? Assim magoas os meus sentimentos. — ele começou a andar na sua direção e uma raiva enorme começou a cresceu dentro dela. Queria dar-lhe um tapa só para tirar aquele sorriso idiota da sua cara.
– Tu tens sentimentos? — fingiu ficar surpresa e tentou imitar o sorriso sarcástico dele. Não sabia porque o estava a enfrentar, assim seria muito pior.
– Toda a gente tem sentimentos — ele afirmou. O seu rosto era uma máscara de frieza, mas ela pode ver que as suas palavras tinham-lhe afetado.
– Tu não — ela respondeu com frieza. Deu mais um passo para trás quando ele se aproximou mais dela e percebeu que estava encostada a uma prateleira e que não tinha como fugir. O seu coração batia descontroladamente.
Scorpius percebeu que ela estava com medo e pensou em se afastar, mas ele não conseguia. Olhou-a nos olhos, como nunca a tinha olhado antes. Ela tinha uns olhos lindos. Então, sei saber porquê, acabou com a mínima distância que os separava e beijou-a intensamente. A ruiva saltou para o colo dele, colocando as suas pernas em volta da cintura do loiro e beijando-o intensamente como nunca tinha beijado alguém antes. Ela desejava aquele beijo com todas as suas forças, desde a primeira vez que o beijara que só queria fazê-lo de novo. Era quase insano a necessidade que tinha de beijá-lo. O beijo dele era bom, ela sabia disso. Mas não era só por isso, havia outra razão, ela sabia que sim.
Scorpius começou a subir a blusa dela tocando a pele macia da sua barriga e a ruiva arranhou os cabelos dele, começando em seguida a beijar o pescoço deste. Malfoy desceu as mãos até à sua bunda, apertando com força, o que a fez morder a orelha dele.
Começaram a ouvir passos e soltaram-se em seguida. Rose ajeitou as suas roupas e cabelo e fingiu ler um livro enquanto Scorpius pegou um livro de Poções e foi embora.
Enquanto andava em direção às masmorras, o loiro não conseguia parar de pensar no que tinha acontecido na biblioteca. Nunca se tinha sentido daquela forma antes e isso não era bom, nada bom.
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