Rose E Scorpius - Revenge
19 Because I love you
Notas iniciais
Finalmente a neve começou a desaparecer dos campos de Hogwarts, dando lugar a longos dias chuvosos tão habituais na Grã-Bretanha. Mas, infelizmente, os problemas não foram embora junto com a neve. O mês de Março começou mas o frio e a chuva estavam para ficar.
Foi numa chuvosa sexta-feira que alguns alunos decidiriam organizar uma festa. Desde o desastre do Baile de Inverno que ninguém tinha pensado mais em festas. Logo os preparativos começaram e Rose Weasley foi uma das primeiras a ser informada sobre a festa. A ruiva ficou logo super animada, afinal, uma festa era sempre uma boa forma de se divertir e conhecer pessoas novas.
Lily também queria ir com a prima mais velha, mas a Weasley acabou lhe lembrando o que acontecera na primeira e última festa à qual a Potter tinha ido e a garota logo esqueceu essa ideia. Decidiu então ficar a ajudar a prima na escolha da roupa perfeita e depois de algumas horas e de espalharem vestidos por todo o dormitório, acabaram escolhendo um vestido preto tomara que caia bastante curto e justo, em conjunto com uns saltos altos da mesma cor. Rose experimentou a roupa e constatou que lhe acentava bastante bem. Lily tratou da maquiagem da prima, exagerando um pouco, realçando os lábios e os lindos olhos castanhos da ruiva mais velha.
Quando acabaram, Rose estava perfeita e tinha a certeza que ia ter um monte de garotos babando por ela. Pegou a sua mala e foi andando até à sala precisa. Quando lá chegou, disse a senha e logo a porta se abriu. A sala precisa parecia-se muito com uma discoteca trouxa, cheia de luzes, cor, música muito alta e alunos dançando por todo o lado. A Rose de antigamente teria odiado aquele lugar, música alta, demasiadas luzes e pessoas bêbadas. Mas a nova Rose adorava todo aquele ambiente, fazia-a sentir-se bem.
Foi andando até ao pequeno bar e pediu uma bebida qualquer que ela tinha a certeza que continha álcool. Bebeu-a de uma vez e logo um garoto da Hufflepuff veio conversar com ela e foram dançar juntos para a pista de dança. Rose movia o seu corpo sensualmente ao som da música, o que deixou o lufano completamente fora de si. Este pousou as mãos na cintura dela e ficou dançando junto com ela enquanto um sorriso safado brincava no seu rosto. Rose não era ingénua, sabia perfeitamente o que ele queria, mas iria deixá-lo na ilusão mais algum tempo.
A ruiva então reparou que um grupo de alunos da Slytherin entrou na sala, entre eles estavam John Zabine e Scorpius Malfoy. O olhar da ruiva logo caiu sobre o loiro que parecia ainda estar mais bonito que o habitual. Rose, embora passasse o tempo todo fazendo a vida negra ao Malfoy, sabia que os seus sentimentos por ele não tinha mudado nem um pouco, na verdade, talvez até tivessem aumentando.
Mesmo assim, continuou dançando com o lufano e aproximou-se mais dele para provocar ciúmes no sonserino que finalmente reparara na presença dela. A grifinória abraçou o garoto com quem dançava e só para deixar Scorpius mais irritado, beijou o garoto de quem ela nem sabia o nome.
O Malfoy ficou bastante irritado e foi beber qualquer coisa e tentou não olhar mais para eles. Era difícil ver Rose com outro, tinha dito que não ia desistir dela mas ela estava a tornar a sua tarefa muito complicada.
Um pouco depois, Rose acabou por se fartar do lufano e foi até ao bar pedir uma bebida.
– Bela festa esta né? — virou o seu olhar para Scorpius que bebia whisky de fogo — Mas não pareces muito divertido...
– Ao contrário de ti, né? — Scorpius respondeu com um sorriso sarcástico — Estavas muito animada a te esfregar naquele garoto — suspirou e bebeu mais um gole da sua bebida.
– Isso são tudo ciúmes, Malfoy? — a ruiva soltou uma pequena gargalhada. Seria mesmo verdade? Scorpius tinha ciumes dela?
– E se forem? — perguntou ficando a encará-la. Merlin, ela estava linda... Era uma tortura estar tão perto dela e não puder tocá-la.
– Esses ciúmes não deviam existir, até porque nós não temos nada — Rose pegou a sua bebida e em vez de voltar para a pista de dança, subiu para cima do balcão onde começou a dançar sensualmente.
O sonserino ficou a olhá-la numa mistura de excitação e raiva. Sabia que ela estava a fazer aquilo só para irritá-lo, ou talvez estivesse a fazer aquilo apenas porque queria. Era difícil saber.
Alguns garotos começaram a reparar nela e começaram a bater palmas e a assobiar. Rose começou a mover a sua bunda sensualmente enquanto passava as mãos pelas suas pernas. Os seus cabelos de fogo moviam-se como chamas ao sabor do vento.
Mais garotos se concentraram junto ao balcão, todos parecendo como que enfeitiçados pela dança e pelo corpo dela.
Malfoy também não conseguia tirar os olhos dela, uma parte de si sentia uma raiva enorme por vê-la a se comportar daquela forma. Mas outra parte de si... a outra parte de si estava completamente viciada na dança dela, nos seus movimentos, no seu corpo... E era essa parte de si que o impedia de subir ao balcão e tirá-la dali.
Depois de alguns segundos, a ruiva teve uma ideia e levou as mãos ao ziper do seu vestido, abrindo-o e virando-se do pedaço de tecido. A Weasley usava uma lingerie vermelha muito sexy que combinava com a cor dos seus cabelos.
Os assobios só aumentaram e isso só deixou Rose mais satisfeita. Deu um grande gole da sua bebida e recomeçou a dança sensual.
Scorpius por alguns segundos ficou pasmado a olhar para ela, mas rapidamente respirou fundo e deixou o seu cérebro voltar a raciocinar. Por mais que gostava de vê-la dançar e por mais que o corpo dela fosse gostoso, não podia deixá-la tirar a roupa à frente de toda a gente.
Subiu até ao balcão e agarrou-a. Rose começou logo a reclamar e a mandá-lo soltá-la, mas o loiro simplesmente ignorou, pegou no vestido dela e saiu pela porta da sala precisa.
(...)
John Zabini estava sentado num dos sofás da sala precisa junto com 3 garotas. Duas delas dançavam à sua frente e a outra estava sentada no seu colo sussurrando no seu ouvido. Era assim desde que Louis o tinha beijado. Passava a vida rodeado de garotas, tentando se convencer a si mesmo que ainda gostava delas e que não sentia absolutamente nada pelo loiro.
Louis Weasley observava tudo de longe. Sabia que havia cometido um erro ao beijar o amigo, mas não conseguia controlar os seus sentimentos. Gostava realmente do moreno, mas este não queria nem olhar para ele novamente.
Quando Zabini finalmente reparou no lufano, lançou-lhe um olhar irritado mas nem isso fez Louis parar de olhá-lo.
– O que é que foi, gay? — perguntou um pouco alto, já que Louis estava afastado deles — Estás a olhar para as garotas ou para mim? Oh não, espera, elas não sou o teu tipo — disse num tom de gozo e raiva.
Louis abriu a boca sem conseguir responder, ouviu algumas risadinhas à sua volta e até pensou em ir embora. Mas não fez isso, pelo contrário, aproximou-se de John com uma expressão séria, o que não era muito normal nele pois o lufano estava sempre divertido.
– Nós precisamos de falar a sós — disse olhando-o — agora! — acrescentou.
– Não temos nada para conversar, viado — disse com nojo e desprezo e virou-lhe costas voltando para junto das garotas.
(...)
– LARGA-ME! — disse Rose irritada quando já estavam um pouco afastados da sala precisa.
Scorpius viu que o braço dela estava a ficar vermelho por causa da força que estava a fazer e soltou-a. Os seus olhos brilhavam de raiva. Como ela podia se despir à frente de toda a gente? À frente de todos aqueles garotos?
– Idiota — resmungou a ruiva quando ele finalmente a soltou e ficou a olhá-lo — Porque me tiraste de lá? Não mandas em mim, eu posso fazer o que me apetecer!
O sonserino finalmente reparou que ela estava apenas de roupa interior e deu-lhe o seu vestido.
– Veste-te — mandou. Sabia que iria conseguir pensar melhor se ela não estivesse á sua frente apenas de calcinha e sutiã.
Rose revirou os olhos mas começou a se vestir e quando acabou, começou a andar de volta para a festa.
– Onde é que vais? — perguntou Scorpius e correu em direção a ela e colocou-se à sua frente — Nem penses que eu vou deixar que voltes para lá para continuares com a tua dança. — disse furioso com a atitude dela. — Pára de te comportar como uma vadia!
– Porquê? — gritou ela sem conseguir perceber porque ele tinha feito aquilo tudo — Porque te importas? Porque te interessas com o que pensam de mim?
– Porque eu te amo — respondeu rapidamente e ficou a olhá-la sério. Arrependeu-se no momento que falou aquilo, não gostava de mostrar os seus sentimentos especialmente quando estava a brigar com essa pessoa. Mas a verdade era essa, amava Rose. Antes de a conhecer nem sabia o que era amor, mas ela tinha mudado tudo.
Rose demorou um segundo a perceber o significado das palavras dele e quando isso aconteceu, ficou de boca aberta a olhá-lo. Scorpius admitira que a amava?
É claro que ela o amava também e sabia que ele sentia algo por ela. Só nunca imaginou que fosse amor, amor de verdade, aquele tipo de amor com o qual ela tinha sonhado a vida toda.
Não conseguiu dizer nada, mas o seu coração batia tão forte no peito que parecia que ia sair pela boca. Ela sabia que devia dizer ou fazer algo mas quando decidiu isso, já Scorpius tinha-se afastado dela. Ainda pensou ir atrás dele mas decidiu que era melhor não ir. Apesar de também o amar, ainda estava magoada por tudo o que acontecera no passado.
(...)
Depois de muitos copos de whisky de fogo, John já mal se aguentava em pé. As garotas com quem estava fartaram-se dele e deixaram-no completamente sozinho e foi Louis que assumiu a difícil tarefa de levá-lo de novo para o dormitório.
Quando já tinham saído pela porta da sala precisa, John finalmente percebeu quem é que o estava a ajudar e ficou irritado.
– Solta-me, seu viado — disse chateado, tirando o braço de Louis do seu ombro — Eu odeio gays, ouviu? Vocês me dão nojo — afirmou irritado mas logo começou a rir e teve de se agarrar à parede para não cair.
– Não precisas de ser mal educado, só te estava a ajudar — afirmou Louis começando a passar as mãos pelos cabelos — Apesar de tudo, eu sou teu amigo.
– Amigo? — disse o sonserino alto como se fosse a coisa mais engraçada do mundo — Tu não queres ser meu amigo, seu gayzinho, tu queres muito mais que isso — começou a rir às gargalhas e acabou caindo de bunda no chão. Com dificuldade, conseguiu levantar-se novamente.
Rose estava um pouco afastada deles mas conseguia ouvir a conversa. Conversa a qual que parecia bastante interessante. Louis gostava de John? Ela podia usar isso contra John. Escondeu-se num canto e continuou a ouvir a conversa com atenção.
– O teu problema é esse? — o loiro aproximou-se de John — O teu problema é eu gostar de ti? Ou talvez... — ficou a pensar no assunto — O teu problema seja sentires o mesmo que eu — disse tentando provocá-lo mas também tentando perceber a verdade. Talvez houvesse uma pequena possibilidade de John estar interessado nele.
– EU NÃO SOU UM VIADO! — gritou irritado andando até ao lufano mas acabou tropeçando nos próprios pés e quase caiu se não fossem os braços de Louis a segurá-lo.
Por um momento, o sonserino olhou para Louis e não sentiu nojo e foi nesse mesmo momento que o loiro não conseguiu resistir e beijou-o.
Rose, que assistia tudo de longe colocou as mãos na boca totalmente surpresa pelo que estava a ver. John e Louis eram gays? Agora percebia tudo... fora por causa de John que o seu primo decidira começar a estudar em Hogwarts. Mas pelo que podia perceber, o moreno não estava a aceitar muito bem o facto de gostar de garotos. No entanto, o melhor daquilo tudo é que agora sabia perfeitamente como se vingar de Zabini.
O beijo era diferente do anterior, era mais apaixonado, mais intenso. Louis explorava a boca do amigo com curiosidade e amor, enquanto John estava em estado de choque e não sabia o que fazer. Por um breve momento deixou aquela repulsa de lado e correspondeu, mas logo a sua cabeça encheu-se de pensamentos e afastou o lufano de si dando-lhe um soco em cheio no nariz.
– Nunca mais faças isso! — disse furioso e foi embora enquanto limpava a boca com nojo.
(...)
John Zabini ficou andando por Hogwarts completamente bebado e sem saber onde estava. Outra coisa que ele não sabia era que estava a ser seguido por Rose.
Quando chegou ao hall de entrada, o moreno começou as esfregar as mãos nos cabelos com raiva por tudo o que tinha acontecido e por não conseguir encontrar o caminho de volta ao salão comunal da Slytherin. Foi nesse momento que a ruiva apareceu à sua frente e o garoto, ao se lembrar da dança que ela fizera à alguns minutos atrás, esboçou um sorriso safado.
– Olá gata — disse sorrindo e rindo, tentando andar até ela.
– Oi — Rose disse colocando as mãos na cintura e fazendo uma pose — Acho que estás a precisar de ajuda... — disse e colocou o braço dele em volta dos seus ombros — Vem, eu levo-te até ao salão comunal da Slytherin — disse andando pelos corredores mas em vez de levá-lo para as masmorras levou-o até às cozinhas de Hogwarts que àquela hora da noite não tinham nenhum elfo.
– O que estamos a fazer aqui? — perguntou John rindo ao perceber que não estavam nas masmorras mas logo se calou quando a ruiva o empurrou para se sentar numa cadeira — Uhh, violenta, gosto disso — abriu um sorriso safado.
– Ai é? Gosta mesmo? — sentou-se sobre ele uma perna de cada lado do seu corpo e começou a beijar o pescoço dele. Mas aí teve uma ideia e levantou-se e pegou umas cordas prendendo os seus braços e pernas.
– Weasley, não estou a gostar disto, me solta — pediu o sonserino bêbado mas logo a ruiva calou-o com um beijo e ele esqueceu esse assunto.
– Fica quietinho tá? — disse a grifinória e começou a tirar as calças dele puxando-as para baixo. Depois levantou-se e foi até ao freezer onde pegou um saco de gelo e voltou a se sentar no colo dele.
– O que vai fazer com isso? — perguntou dando uma risada e olhando-a.
Rose não respondeu e pegou um cubo de gelo e começou a passar pelo rosto dele enquanto mordia o lábio inferior.
– Sexy! — sussurrou o moreno com os olhos brilhando de luxúria.
– Sexy é? — perguntou a Weasley com um sorriso — E isto também é sexy? — pegou o saco de gelo e atirou todos os cubos de gelo para dentro da cueca boxer dele e afastou-se rindo vitoriosa.
John soltou um grito de choque e começou a tremer de frio mas a garota simplesmente virou-lhe costas e deixou-o ali. Já se tinha divertido um pouco mas a verdadeira vingança ainda mal tinha começado.
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