Rose E Scorpius - Revenge
6 A família é o mais importante
Notas iniciais
O dia nasceu e Scorpius já se encontrava acordado à algumas horas, nao tinha dormido bem naquela noite, por isso, decidiu levantar-se e fazer os trabalhos de casa para a semana seguinte. Quando os acabou tentou, em vão, acordar John. Depois de alguns minutos irritou-se e desceu para o salão principal. Alguns alunos já começavam a aparecer, ele sentou-se na mesa da Slytherin e ficou comendo enquanto via os Potters e Weasleys começarem a chegar e se sentar na mesa da Gryffindor. Na verdade, ele nao estava interessado em nenhum deles, apenas queria saber da sabe-tudo. Ele perguntou-se porque estaria interessado em saber se ela estava bem, mas ele sabia a resposta, queria ver a cara da ruiva quando visse Alex, queria ver o rosto triste e magoado dela quando percebesse que o corvino já a tinha esquecido.
Mas a Weasley nao chegou e, quando o sonserino chegou à aula que tinha em conjunto com a Gryffindor, percebeu que ela tinha faltado às aulas. A sabe-tudo Weasley a faltar às aulas? A garota devia estar mesmo mal...
(...)
Nessa tarde, depois das aulas, Lily entrou a correr pelo quarto da prima mais velha, muito preocupada.
– ROSE WEASLEY FALTOU ÀS AULAS? O FIM DO MUNDO ESTÁ A CHEGAR! — exclamou, mas ao ver o estado da Weasley, o seu rosto logo mudou de animaçao para preocupação.
Rose encontrava-se deitada na sua cama a chorar. A mais nova sentou-se junto da prima e passou a mão pelos seus cabelos rebeldes e despenteados.
– O que se passa, Rose? Estás doente? — a sua voz saiu fininha e preocupada, nunca tinha visto Rose assim...
– Não — conseguiu sussurrar e limpou as lágrimas que não paravam de cair.
Lily nunca se tinha apaixonado, mas, ao ver a garota assim percebeu logo que esta estava sofrendo por amor.
– Foi o Alex? O que se passou? Fala comigo, Rose. — suplicou desesperada. Rose era a sua prima e melhor amiga e Lily queria-a ajudar.
– Foi tudo um plano, Evanna Bulstrode pediu ao Alex para fingir se apaixonar por mim, para depois ela e os amiguinhos puderem humilhar-me. E eu, burra como sou, acreditei naquele covarde. — ela respondeu irritada, mais consigo, do que com Alex. A verdade é que ela tinha sido burra, muito burra. Se tivesse pensado um pouco, teria percebido que Alex nunca olharia para ela.
– FILHO DA PUTA! — gritou Lily e levantou-se da cama irritada, começando a andar de um lado para o outro.
Rose olhou chocada para a prima, desde que a conhecia, nunca tinha ouvido Lily falar palavroes, até aquele momento.
– Calma, Lily... — pediu a garota, achando aquela situação até um pouco engraçada. Quando Lily ficava irritada as suas bochechas ficavam vermelhas, o que lhe dava um ar de bebé rechonchudo.
– EU VOU ARRANCAR AS BOLAS DAQUELE IMBECIL! — a ruiva continuava a xingar e ameaçar Alex, o que acabou por fazer a prima rir.
– Lily Potter, desde quando você sabe o que são bolas? — Rose lançou-lhe um olhar repreendedor.
– Por favor, Rose, eu tenho 14 anos, mas não sou uma criança — ela respirou fundo e sentou-se ao lado da prima — Que raiva!! Meu merlin, eu quero matar esse garoto!
– Não mais que eu... — sussurrou a Weasley. — Mas você não vai fazer nada, Lily. Prometa! — pediu
– Eu prometo — concordou revoltada. — Agora eu preciso ir, tenho de acabar o trabalho de Adivinhação.
– Ok, até depois — Rose sorriu fraco.
– Ei, não fique assim, isto vai passar e eu tenho a certeza que esse Alex vai ter o que merece. — Lily disse enquanto um plano formava-se na sua mente.
– Lily! Voce prometeu! — advertiu-a.
– Eu sei, eu sei, Rose, eu não vou fazer nada. — ela saiu do quarto da prima e sussurrou para si mesma — Mas eu sei de alguém que vai — e dirigiu-se para o quarto de Hugo.
(...)
Na manhã seguinte, Lily levantou-se bem cedo e, com muito custo, conseguiu tirar Rose da cama. A mais velha argumentou que podia continuar a fingir estar doente e faltar mais um dia ás aulas, mas Lily estava decidida a ganhar e depois de alguns minutos, conseguiu convencer a prima, afirmando que ela estava a ser um mal exemplo para ela, que ela poderia perder o ano se faltasse mais um dia ás aulas e outras baboseiras que eram mentira. Mas Rose, nerd como era, acabou por aceitar, temendo pelas suas notas.
Quando as duas ruivas chegaram ao salão principal, todos os Weasleys e Potters já se encontravam juntos a conversar e a comer. Como sempre, a mesa da Gryffindor estava animada e todos conversavam sem parar.
Rose sentou-se ao lado do seu irmão mais novo que quando a viu sentar abriu um sorriso.
– Como estás, mana? — ele perguntou e abraçou-a em seguida. Lily lançou-lhe um olhar irritado e ele afastou-se da irmã — Hum, quer dizer, a Lily contou-me que estiveste doente.
– Está tudo bem, maninho — ela passou a mão pelos cabelos dele e o ruivo sorriu fraco.
James e Albus começaram a conversar sobre Quidditch e todos entraram na conversa rapidamente, até Rose que nunca havia jogado.
Nesse momento, Alex entrou no salão principal rodeado por 3 garotas da Slytherin que Rose não conhecia. Mesmo lutando contra si mesma, não conseguiu deixar de o olhar. Vê-lo assim tão feliz, doeu. Sabia que nunca tinha sido real, mas não esperava que ele fosse esfregar na sua cara que já tinha seguido em frente.
Hugo, ao ver o moreno chegar, lançou um olhar a Lily e levantou-se. Hugo devia ter uns 10 ou 15 centímetros a menos que Alex, mas não teve nenhum problema com isso quando chegou junto ao corvino e lhe acertou um soco em cheio no nariz.
– Isto é para aprenderes a nunca mais machucares nenhuma garota, muito menos a minha irmã! — gritou enquanto ouvia todo o salão explodir em gargalhadas e sussurros.
Alex caiu no chão agarrado ao seu nariz que sangrava bastante, as suas amigas gritavam á sua volta histéricas e assustadas. Hugo saiu do salão principal, sabendo que seria castigado, mas não se importando. Podia até ser expulso, mas não se arrependia do que tinha feito, Alex merecera.
Scorpius observava a cena toda, de longe e não conseguiu deixar de abrir um pequeno sorriso ao ver a coragem do Weasley a enfrentar Alex e por alguma razão que ele desconhecia, desejou ter sido ele a dar aquele soco.
(...)
Nessa tarde, depois das aulas, Rose decidiu ir falar com o seu irmão.
– Hugo, tu enlouqueceste? Mas o que é que te passou pela cabeça? — perguntou assustada e também chocada. Hugo nunca fora uma pessoa violenta.
– O idiota brinca contigo e tu ainda vens brigar comigo? Ele mereceu, Rose e merecia muito mais. Tu és a minha irmã e eu não vou deixar um imbecil qualquer brincar contigo e sair impune! — ele declarou.
– É so que... eu não estava á espera que fizesses algo assim. Minerva deve ter ficado muito chateada contigo. Qual foi o teu castigo? — ela perguntou sentando-se na cama do irmão e abraçando-o de lado.
– Tenho de limpar todos os banheiros de Hogwarts durante uma semana, eu sobrevivo — ele riu baixo.
A ruiva não conseguiu deixar de se sentir orgulhosa do irmão, apesar de tudo, ele tinha-a defendido quando mais ninguém o fizera. Ela sorriu e deitou a cabeça no ombro de Hugo. O seu irmãozinho tinha crescido e só agora ela tinha percebido isso.
(...)
Nessa noite, Rose e Lily estavam no salão comunal da Gryffindor a conversar. Lily contava-lhe como tinham sido as suas aulas e de como odiava Poções com todas as suas forças.
– Mas o melhor de tudo foi toda a gente a conversar sobre o soco que o Hugo deu ao Alex. Ninguém parecia perceber o porquê. — ela riu alto.
– Eu não sei porque achas esta situação divertida, o Hugo podia ter-se machucado e se o Alex lhe batesse também? E se ele fosse expulso?
– O Montgomery é um covarde e se Minerva quisesse expulsar o Hugo, eu contava tudo o que o Alex te tinha feito — respondeu Lily enquanto fechava o livro de Poções.
– Ei, espera aí... Foste tu que contaste tudo ao Hugo, não foste? — acusou-a e não precisou de resposta, pois o olhar culpado de Lily disse-lhe tudo o que precisava de saber — Oh Lily, tu prometeste...
– Eu prometi que não fazia nada ao Alex, bem, eu não fiz, o Hugo fez — ela disse como se fosse muito óbvio.
– Oh Lily... — Rose começou a falar, mas não conseguiu acabar a frase.
– Rose, nós preocupamo-nos contigo. — afirmou a ruiva e Rose não conseguiu evitar algumas lágrimas e acabou por abraçar a prima. Apesar de estar de coração partido e apesar de ter pessoas que só lhe queriam mal, Rose sentia-se feliz porque a sua família, essa sim, nunca lhe iria abandonar.
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