Rosas sobre o chão
4 Reunion
Notas iniciais
Passei pela porta me deparei com uma biblioteca e entre as estantes havia uma porta, mas esta estava trancada. Olhei nas estantes próximas à porta e encontrei um livro chamado “contos móveis” e estava marcado em uma história e seu nome era " Carrie a descuidada e a Galette des róis ", algo me disse para não lê-la e coloquei o livro de volta na estante. Andei entre as outras estantes e achei outro livro que estava marcado, só que desta vez foi seu marcador que me chamou a atenção e quando li o que estava escrito dei um pulo
S-E-D-I-V-E-R-T-I-N-D-O-?
Quando esbarrei em uma estante acabei empurrando um livro que estava saindo, ouvi um '‘clic’' e a porta se abriu.
Ao sair pela porta me deparei com um quadro chamado " benção eterna" e a sua frente havia um vaso cheio de água, coloquei minha flor no vaso e ela recuperou seu esplendor original e, ao mesmo tempo, comecei a me sentir melhor.
Olhei a minha volta e novamente só haviam duas direções para seguir “direita ou esquerda?” pensei.
“da última vez fui para direita e me dei mal, será que devo ir pela esquerda primeiro?”
Cheguei a um senso, comigo mesma, de que iria para esquerda e foi nessa direção que segui. Entrei pela porta e havia um pouco de sangue no chão junto a algumas pétalas azuis, que estavam espalhadas próximas a um degrau, a uma porta e a uma janela, mais uma vez a porta estava trancada.
"o que fazer né? vamos para direita!"
Me dirigi para a direita, cantarolando uma música qualquer, esperando o pior atrás daquela porta. Atravessei a porta e havia alguém deitado no chão e agarrava uma chave com força, puxei a chave com força. Fui para a outra sala pensando no por que de aquela pessoa segurar a chave, mas ao entrar na sala descobri o porque.
Passei pela porta e achei uma "Lady in blue" despetalando uma rosa azul, " se tem aquela pessoa lá ela deve ter um rosa também e se for essa?" pensei correndo da dama de azul que, para me seguir, deixou a rosa azul cair no chão. Agi rápido passei pela porta, mas ela era esperta, quebrou a janela, pulou pela mesma e entrei de novo na sala. Peguei a flor, que possuía poucas pétalas, e me sentei para descansar. depois de descansar um pouco, me levantei e passei pela porta agarrando firmemente as rosas. A lady correu atrás de mim, mas eu testei meus limites e corri o mais rápido que pude, bati a porta quando passei, fazendo com que ela parasse de me perseguir. Andei até o vaso, coloquei ambas as rosas e, como previsto, as duas recuperaram suas pétalas.
Soltei meu cabelo e o lenço que estava em meu pescoço e os guardei no meu bolso para continuar andando.
Andei até onde tinha visto a pessoa, me aproximei e toquei seu ombro, reparei algo familiar nele tinha cabelos ruivos e usava um casaco azul com as pontas rasgadas, ele se levantou assustado, se afastou e gritou:
– ........... o que é isso?
A dor sumiu ..... Ah?
—EeeK!
—O…. O que é AGORA?!
N-Não há nada mais pra você levar, estou dizendo!!
—Calma, disse tentando acalmá-lo, eu não su uma daquelas coisas!
—E…. Espere….
Seria você….
Alguém da galeria….?!
Foi quando o reconheci, ele era o garoto de olhos verdes que havia conhecido do lado de fora da galeria.
—Então é você!-disse animada
—Graças aos céus! Finalmente um rosto conhecido, disse ele após me reconhecer.
*por garry
E ela me encontrou
—Entendo…., disse para ela,
Você também não sabe como as coisas ficaram assim.
—Parece que terminamos em situações bem similares, tenho que admitir….
Parei por um minuto e contemplei a minha rosa.
—E essas rosas. Ferimentos aparecem em mim quando ela perde suas pétalas…., ela olhava para mim com atenção e então prossegui.
—Eu achei que fosse morrer…. Obrigado por trazê-la de volta
—Não foi nada.- disse ela com delicadeza
Pensei se poderia dizer qualquer outra coisa, mas não sabia o que então:
– ...... Agora, antes de tudo ... Nós precisamos procurar uma saída. — tinha que protegê-la, afinal, ela tinha salvado a minha vida
—Eu acho que esse lugar insano está me deixando louca…. — disse ela olhando para sua rosa.
—Me perdoe, mas eu não me lembro de seu nome, isso é realmente rude de minha parte.- eu realmente não me lembrava e me senti um tonto por isso.
—Tudo bem, meu nome é Isabella, mas me chame de Ib, por favor!
– Ib, então. Meu nome é Garry.- é claro que achei que ela se lembrava mas disse meu nome mesmo assim.
—Eu não posso deixar uma garota vagando perigosamente, não, não!…. Então eu vou com você! Okay?
—Okay, mas eu não sou tão frágil quanto você pensa Garry!
Ficamos em silêncio por um minuto
—Isso foi rude, não? Me perdoe como já disse: este lugar está me deixando louca.
—Tudo bem. Então vamos!—Disse sorrindo.
Passamos para outra sala e havia uma estátua sem cabeça na frente da porta.
– Que lugar estranho para essa coisa…. Dê um passo para trás Ib!- disse me pondo em direção a estátua e ela se afastou
—E…. Empurra!—empurrei a estátua com força, “era mais pesada do que pensava” — Ta-dah! Agora podemos continuar. Disse abrindo os braços.
—Certo, vamos!- disse ela olhando para mim impressionada.
Por ib:
Garry deve achar que sou muito mais nova que ele, já que me trata como criança. Por um lado é bom, me sinto mais segura ao seu lado e por outro é ruim já que não posso fazer nada sem que, antes, ele olhe se é seguro.
Depois de que passamos pela porta da estátua deparamo-nos com uma enorme sala com corredores, vários quadros e esculturas sem cabeça. Andamos entre as ladys, umas de vermelho, outras de azul, algumas de verde e outras de amarelo, e entre as esculturas; sempre esperando que uma delas começasse a nos perseguir, nesse ponto eu e Garry andávamos de mãos dadas, quase colados um no outro. E de repente aconteceu, uma Lady vermelha começou a nos perseguir, antes de tudo podemos contar quantas ladys tinham na sala, e em uma das salas perguntava quantos quadros de Ladys haviam na sala e nós saiamos:
—Eu as contei!- disse Garry
—Eu também, pude contar …
—14! -dissemos ao mesmo tempo
Ouvimos o famoso '‘clic’' e a porta destrancou. Na sala haviam: um vaso vazio sob uma mesa móvel, um cavalete com um desenho de um vaso e um banquinho com uma paleta e um pincel flutuando, como se tivesse alguém pintando a tela no cavalete, mas ela estava inacabada.
—E agora Garry?—eu não sabia o que fazer
—Eu acho que sei o que fazer.
Disse ele indo em direção a mesa e dizendo isso empurrou-a até uns buraquinho no chão que estavam na frente do cavalete. Mais um '‘clic’' e outra porta se destrancou, só que desta vez não sabíamos qual.
Saimos da sala e encontramos uma cabeça de manequim próxima a sala onde estávamos, não levei muito em consideração sua existência até alguns segundos depois, quando descobrimos a sala que fora aberta e nela só havia um espelho. Nos aproximamos e olhamos no espelho nossos reflexos: eu com meus cabelos soltos, um pouco desgranhados, e minhas roupas abarrotadas pelas corridas das Ladys; Garry estava com seus cabelos ruivos bagunçados, seu casaco estranho mais com estilo e seus olhos verdes que me lembravam a senhora Guertena.
—o que é aquilo? -disse Garry
Olhei para trás e vi a mesma cabeça de manequim que havíamos visto perto da última sala que entramos. Nos aproximamos e ela estava na frente da porta, não tinha como passar.
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